Leis De Um Sacrifício
22 — Cap. 21
Notas iniciais
Bonnie não tardou a chegar na mansão dos Mikaelson, principalmente, depois de fazer um feitiço de localização, para ter certeza de que Caroline estava longe dali. Ela só se perguntava o porquê da loira estar à três cidades de distância de Mystic Falls. Mas não era o tipo de coisa que ela realmente queria saber... Principalmente, depois do sonho que teve com Louise. Ela não queria ter de descobrir que aquela Caroline bebia sangue de bebês ou virgens. Ela não queria saber que aquela Caroline, na realidade, era ainda pior do que imaginava que podia ser.
A mansão continuava exatamente como se lembrava, o problema era que não queria lembrar daquele lugar. Não com Klaus e seus irmãos malvados vivendo ali. Não com sua ex-melhor amiga vinda de outro plano e planejando algo ruim vivendo ali. Todavia, a morena esperou que algum espectro viesse abrir a porta, mostrar os dentes pontudos e dizer que ela morreria em breve. E, para sua decepção, o caloroso Elijah abriu a porta, surpreso por vê-la, claro, mas nunca demonstrando que aquilo parecia-lhe impossível.
– Sinto muito, senhorita Bennett... Caroline não está – disse ele, abrindo espaço para que a morena entrasse. E ela o fez, caminhando para o meio do corredor, fitando as paredes pintadas de branco. Era definitivamente a definição de “essa não é a casa de um monstro sanguinário e assassino”.
– Eu não vim vê-la – disse Bonnie, dando de ombros. Elijah levantou-lhe uma sobrancelha. – E o que deseja? – perguntou-lhe então.
– Eu vim falar sobre Caroline... E... Bem, sobre Louise DeLouvrier – soltou, e para seu espanto, a expressão do Original permaneceu intacta, embora seus olhos o entregassem.
– Venha comigo, senhorita Bennett... – ele disse, caminhando pelo corredor até uma biblioteca.
– Bonnie... Prefiro que me chame de Bonnie... – a garota murmurou.
– Como desejar, Bonnie. – concordou. Elijah fechou a porta atrás de si, e Bonnie sentiu-se um pouco intimidada por tal ato. Mas esperava que aquela atitude fosse por causa de Klaus, para que ele não os visse. Todavia, para seu total espanto, Klaus estava ali, sentado em uma das poltronas, bebendo uísque e assistindo a morena amedrontada.
– Deus... Isso é assustador – murmurou mais para si do que para outros, mas para sua surpresa futura, aquilo era apenas o começo.
– O que tem para dizer sobre Louise? – Klaus perguntou, seus olhos astutos, estudando-a.
– Ela me visitou noite passada... – o híbrido ergueu-lhe uma sobrancelha, o que a fez se apressar. – Não desse jeito... Ela me visitou através de sonho. Ela visitou minha casa e a mim, querendo me informar sobre alguma coisa... Sobre Caroline, para ser exata.
Os dois irmãos trocaram olhares significativos e Bonnie se mordeu de curiosidade. O que eles estavam escondendo?
– Deixe-me ver... Ela dizia que alguma coisa havia passado através de Caroline para este mundo?! – indagou Klaus, com escárnio. Bonnie sentiu seus olhos se abrirem.
– S-sim... Sonhou também com isso? – indagou.
– Sim – admitiu Elijah. – Ontem a noite, Klaus sonhou com Louise... Ela o visitou e pediu para que se mantivesse quieto sobre...
– Quem é Margareth DeLouvrier? – perguntou Bonnie, interrompendo-o.
– O que tem Magh a ver com isso? – Elijah perguntou, uma sobrancelha erguida.
– Louise pediu para contatá-la... Disse que conseguiria lidar com isso... Eu precisava contar-lhe sobre Caroline...
– O que tem Caroline? – este foi Klaus, largando seu copo de lado e se levantando de forma certeira até a bruxa, pronto para machuca-la. Bonnie tremeu de medo, embora não pudesse fazer muita coisa além de torturar sua mente com algum feitiço. E ela o faria se ele chegasse mais perto.
– Você realmente quer saber, Klaus? – perguntou ela, deixando de lado todo o medo e se mostrando forte, como uma bruxa deveria se comportar. – Aquela não é Caroline. Caroline nunca esteve conosco desde que morreu. Há alguma coisa no corpo dela, tentando passar para o seu e quando o fizer, bem... Caroline estará completamente morta e você também.
Klaus então riu, de uma forma perversa... Levantando sua cabeça e dando o tipo de visão que Bonnie sentiu completo nojo: havia marcas de mordidas no pescoço do híbrido. Como um humano. Pequenas feridinhas cobertas por sangue seco. Ela ficou encarando aquilo, perplexa... Então deu-se conta de que, na realidade, Caroline não se alimentava de bebês ou virgens... Ela se alimentava de Klaus, o que soava ainda mais imundo e assustador.
– Oh, meu Deus... – murmurou de forma acusatória. – Você está alimentando aquela coisa...
– Não é da sua conta – ele disse, de forma seca.
– Bem, é! Afinal, você está deixando aquilo forte... Forte o bastante para na próxima lua cheia passar para este plano por seu corpo! – a garota se afastou, colocando a mão sobre as têmporas. – Merda... Estamos todos ferrados! Vamos morrer!
– Não seja estúpida – o loiro revirou os olhos.
– Não seja estúpido você! Em menos de uma semana estaremos livres de você e com alguém muito pior por aí...
– O que faremos? – Elijah perguntou, interrompendo toda a pequena discussão ali.
– Precisamos encontrar primeiro Margareth ou Magh... Tanto faz... E tentar impedir essa loucura antes da lua cheia. E tentarmos resgatar Caroline de volta.
– Bem, então é o que faremos – disse Elijah, puxando de seu bolso seu celular e discando o número de Magh.
[...]
O letreiro do McDonalds era tão berrante quando a falta de paciência de Caroline ao esperar Katherine Pierce. E o pior era não saber se a maldita realmente apareceria como pedido, afinal, quem que fugia há mais de quinhentos anos de alguém, se encontraria com a suposta amante fiel e amor verdadeiro deste?
Tyler remexeu-se ao seu lado, cruzando e descruzando os braços musculosos sobre o peito viril. O que era uma boa distração para a loira, caso ela precisasse de uma. E então os passos soaram logo atrás deles, os saltos contra o asfalto e um leve ar de arrogância ali.
– Ora, ora... O que eu tenho aqui... – Katherine Pierce se manifestou na frente de ambos, com as mãos na cintura, apoiando seu peso em uma perna. Vestia preto, tal como Caroline. A morena, idêntica à Elena, sorriu como um felino, enquanto observava Caroline dos pés à cabeça, e aprovando o que via. – Fico contente que a polícia da moda tenha te pegado... Você sabe... Aqueles looks eram...
– Você recebeu meu recado – Tyler intrometeu-se, fazendo a morena dar-lhe um tanto de atenção.
– Eu não estaria aqui se não tivesse – ela retrucou, impaciente. E então, parou completamente o que quer que fosse o que diria após, assim que notou alguma coisa. – Oh, santo Deus... Não me diga que vocês dois estão “fazendo coisas” novamente? – ela fez aspas no ar, com os dedos. Extremamente divertida com a situação. Então soltou uma risada maldosa ao notar Tyler corar enquanto Caroline parecia ainda mais impaciente. – É... Isso é tão nojento... Você sabe... Você pode ser gostoso e tudo mais, Tyler, mas... Bem, eu não shippava vocês... Muito menos, depois de ela ter feito Klaus se tornar a pessoa mais dócil do mundo desde que ela te abandonou para descobrir as maravilhas que o Klaus faz com a boca e todo o resto.
Tyler flexionou seus músculos, irritado. Outra vez, Katherine gargalhou, recebendo um pequeno sorriso de divertimento de Caroline.
– Você entendeu o porquê de eu chamá-la para nos encontrar, Katherine? – a loira indagou, impassível.
– Yeah, E não, obrigada – respondeu. – Eu estive fugindo dele pelos últimos quinhentos anos, e sejamos honestos... Se Klaus quisesse me pegar, ele o tinha feito. O que prova que não sou diversão suficiente para ele quando pode brincar de casinha e Síndrome de Estocolmo com você, querida. Eu não sei como demorei tanto tempo a coagir você com essa ideia de viver com ele, Patty*. Teria me deixado aproveitar mais as promoções de sapatos que fui obrigada a abandonar nos últimos anos por causa dele. Mas me diga... O que diabos exatamente você quer de mim, Caroline? Ou bem... Seja lá quem você for...
[...]
Os livros não mais prendiam a atenção de Bonnie. Procurar no grimório de Esther Mikaelson por algo que ela nunca havia feito antes era no mínimo desencorajador, afinal, ela havia sido uma das bruxas mais poderosas de toda a história. Todavia, agora folheando as páginas, ao menos havia sido pega por uma coisa interessante. Um feitiço que teria adorado aprender antes, ou melhor dizendo... Vários feitiços que adoraria ter aprendido.
Os dedos de Elijah tamborilavam sobre a mesa de cerejeira ali, impaciente enquanto procurava por algum tipo de resposta, mas nenhuma parecia boa.
– O que faremos quando ela voltar para casa? – Klaus perguntou, parecia um pouco atordoado com tudo aquilo e, bem, não era para menos. Bonnie o fitou por algum instante, percebendo então o quão cansado ele parecia. Aquela coisa o estava sugando mais e mais até que não restasse muito do híbrido e isso podia começar a ser visto pela dificuldade em se curar e, ao contrário dele, Caroline parecia estar cada vez mais forte. Era como se...
– Oh, meu Deus! – Bonnie exclamou. Os irmãos viraram-se para ela então, confusos. – Ela está canalizando a energia em você! Você é a fonte de vida daquela coisa... Me diga... Alguma vez a viu se alimentar de sangue humano ou qualquer outro tipo de sangue além do seu?
Klaus ponderou por alguns instantes, e então, alguma coisa pareceu se conectar em sua mente. Seus olhos azuis esverdeados brilharam perigosamente.
– A única vez desde que ela voltou e tentou se alimentar de outro tipo de sangue seu corpo rejeitou. Ela parecia ressecada... Então eu dei meu sangue a ela... Achávamos que ela estava ligada ou algo do tipo a mim. Mikael se alimentava de sangue de vampiro... Não havia problemas...
– Mas há. Ela está sugando você – Elijah disse. – E se a coisa da lua cheia for verdade, é provável que ela tenha te sugado o suficiente para migrar pra você.
– E Caroline estará morta por estar bebendo de sangue híbrido e nunca de humano. Isso a está deixando envenenada cada vez mais. Se ela morrer... – Bonnie tremeu, sua voz baixa demais. – Se ela morrer não voltaria como híbrido... Morreria talvez como exatamente da segunda vez em que morreu: envenenada por Klaus. Você precisa parar de alimentá-la.
– Como se isso fosse fácil – Klaus resmungou. – Acontece durante o...
– Não diga! – exclamou Bonnie exasperada. – Não façam sexo! Não importa! Não a alimente. Ela está te sugando muito e será difícil se você não estiver forte na lua cheia, será mais fácil de passar para o seu corpo.
Então o som do telefone soou, um estridente tilintar que chamou a atenção de todos ali. Elijah puxou este e o atendeu, tão misterioso quanto podia ser, embora que Klaus pudesse ouvir sua conversa. Quando desligou, virou-se para os dois ali:
– Magh pegará o primeiro voo de Londres para cá. Ela não virá sozinha, no entanto... – ele fez uma pausa significativa, observando a reação do irmão mais novo. – Rebekah e Kol estão vindo com ela... Juntamente com Josephine e seu clã.
[...]
– Você só pode estar de brincadeira! – a gargalhada de Katherine soou no pequeno restaurante sujo de estrada. Ela agora se via cercada por Caroline Forbes, ou um maldito belzebu que se passava pela loira, que planejava a morte de Klaus. O que seria engraçado, claro... Se aquela coisa realmente não se passasse tão mal por Caroline Forbes. – O que, exatamente, eu ganho com isso?
– Liberdade – disse a loira, cruzando seus braços. – Vejamos. Vocês são inimigos de Klaus, querem sua morte... Eu sou a melhor opção de ajuda nisso tudo.
Katherine se remexeu em seu assento, se aproximando por sobre a mesa, seus cachos compridos caindo sobre esta. Sua expressão era ameaçadora. – Sim... Nós ganhamos com isso, mas você se esquece de que você ainda é vulnerável neste corpo. Caroline irá morrer logo logo por conta disso... Eu ouvi histórias sobre você, histórias realmente assustadoras e isso não significa que eu não conheça sua fama. Porque, diabos, está fazendo isso? Ninguém quer você neste plano, se quisessem realmente já tinham te trazido.
– Uma nova era virá logo, Katerina. Uma na qual apenas sobrenaturais se erguerão, apenas sobrenaturais conseguirão o que querem... Vivemos em segredo há muito tempo. Chegou a hora de nos erguermos... – as pupilas dilatadas deixavam Caroline ainda mais assustadora, aquilo que falava através dela era realmente maligno e quanto mais tempo Katherine passava ali mais sentia seu corpo querer recuar. – Os humanos precisam saber o que realmente é dor, o que é sofrimento... E eu posso dar-lhe tudo o que desejar... Eu sempre dou.
– Você está tentando brincar de deus... – Tyler soou, ao lado da loira. Até então, este não havia se posicionado ou dito uma palavra sequer. Até aquele momento. Havia um horror em sua expressão, o que Caroline ignorou, mas Katherine não, embora tenha feito o possível para transparecer inerte.
– Eu sou um – retrucou Caroline, virando-se para olhá-lo. – Sou de uma época tão mais antiga do que você pode imaginar. De uma época em que os homens me veneravam e clamavam por mim. Onde oferendas eram feitas e quando não aceitas, era considerado o fim para elas, uma maldição para futuras linhagens. Eu ensinei a tua gente – apontou um dedo em direção à Katherine. – A viajar através do tempo, de outros. Eu dividi um pouco do que sei para vocês, viajantes, para que me traíssem como fizeram. Me mandassem para além do outro lado, para tão mais profundo que um abismo. Como o inferno, sendo torturado pela minha própria mente todos esses malditos milênios. Então não me culpe por querer vingança, me reerguer sobre humanos. Estes não merecem qualquer piedade, muito menos a minha.
– Existem inocentes que irão pagar por isso! – Tyler exclamou. – Pessoas que não têm absolutamente nada a ver com isso... Com a traição sofrida.
Caroline sorriu de forma sombria, seus olhos agora mergulhavam-se em um tom escuro demais, quase não podia-se ver mais a íris de seus olhos azuis esverdeados. Apenas o negro de suas pupilas.
– Não existem inocentes, Tyler. Quando se vive tempo demais você percebe que nada é inocente... Quando você chegar ao seu primeiro milénio a única coisa que conseguirá pensar é em como não existem inocentes.
– Eu ajudo – disse Katherine de repente. Ambas cabeças viraram-se em sua direção, surpresas. Caroline sorriu satisfeita, enquanto Tyler fazia uma careta. – Eu fui uma das pessoas inocentes vitimas de Klaus. Todos nós nessa mesa fomos, até mesmo Caroline. Até mesmo, Elijah.
– Fico feliz em saber que posso contar com você, Katerina.
– Não estou fazendo isso por você – disse a morena. – Estou fazendo por mim. Agora, desembucha... Qual o plano?
E então, Caroline contou detalhadamente.
[...]
A lua crescente estava alta no céu, uma visão privilegiada a quem olhasse para esta. Todavia, esta lua trazia uma pontada estranha no peito de Klaus. Era o momento de enfim tomar uma decisão em sua vida. Uma decisão que poderia mudar todo o curso da vida de todos ali e isso era uma das piores partes de lidar. Ele então teria de escolher entre Caroline ou ele mesmo. O que soava estranho, já que a essa altura do campeonato, não existia mais Klaus sem Caroline Forbes. Mas perde-la como havia feito há alguns meses fazia com que a ideia soasse menos egoísta... Afinal, ele a tinha prejudicado de forma terrível antes, e no fundo, ele não sabia se ela realmente o havia perdoado por tudo o que ele fez. Porque ele não sabia se em algum momento ele havia lidado com a verdadeira Caroline desde que esta voltara do mundo dos mortos.
– Meu reino pelos seus pensamentos – escutou a voz da loira soar atrás de si. A mão fria desta correu pelo braço do loiro, que se encolheu um pouco, mas ela não pareceu notar.
– Estou pensando em deixar Mystic Falls – ele mentiu. Bem, não era exatamente mentira. Quando tudo aquilo terminasse, ele tinha planos de desaparecer para sempre daquela maldita cidade. Mystic Falls não trazia nada de bom para ninguém que passava por ela e, quando o fazia, o universo fazia questão de destruir isso.
Caroline encostou-se na parede junto à porta da sacada do quarto. Ela cruzou seus braços sobre o peito e o fitou, procurando por uma resposta.
– Por que isso? – perguntou.
– Não há nada para mim aqui, Caroline – ele disse, de forma óbvia.
– Eu quero ficar – ela disse, dando de ombros e desencostando-se da parede. – Estive longe de casa por muito tempo, acho que está na hora de descansar antes de recomeçar.
Então Klaus pressionou os lábios com força, assim como seus olhos. Porque ele tinha agora plena noção de que a pessoa com a qual falava e dissera que amara horas atrás, era simplesmente algum tipo de espectro que estava sugando sua energia.
– Então fique – ele disse por fim, bebendo de apenas uma vez o uísque de seu copo. – Eu não ficarei.
– Não estou pedindo que fique – ela indagou. – Nem vou pedir para que fique comigo ou o que quer que você espere que eu faça em seguida.
– Ótimo então – ele disse, largando o copo de lado, caminhando para mais perto da sacada. Inclinando-se no parapeito. – Onde você esteve o dia todo?
Um longo instante se passou, o que fez Klaus cogitar que ela não responderia.
– Nada demais. Compras, visitei minha mãe e Bonnie.
Outra vez, ele apertou seus olhos com força, assim como lábios e punhos. Maldita mentirosa!, pensou. Bonnie havia passado todo o dia ali com ele e Elijah.
– O que acha de tomarmos um banho? Eu adoraria dividir uma banheira com você – ela se aproximou, tocando o braço do loiro, traçando seus dedos sobre as tatuagens expostas pela camiseta. Foi quando uma leve brisa bateu contra o rosto de Caroline, fazendo seus cabelos voarem em direção ao híbrido, o que seria um cena irresistível se com esta mesma brisa não viesse em cheio do cheiro de Tyler Lockwood.
Tudo o que Klaus conseguira sentir fora asco. Ela havia passado todo o dia com o maldito Tyler e nem ao menos havia se dado ao trabalho de tirar o cheiro deste.
Klaus se afastou, tentando recobrar seu controle. Tentando lembrar-se que aquela não era sua Caroline. Era outra pessoa que se passava por ela. Mas a cada hora que passava se tornava mais difícil lidar com isso.
– Caroline? – ele sussurrou depois de um instante em silêncio. Ela fitou-o nos olhos, apaixonadamente. Klaus pôs uma mão em cada lado de seu rosto, acariciando suas maçãs e mandíbulas. Ela ronronou como um felino pela carícia. – Como planeja me matar, mesmo?
Os olhos da loira se alargaram em seguida, em plena surpresa. Mas rápido demais, afinal, em seguida, Klaus quebrou-lhe o pescoço.
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