Legàmi
2 Capitulo 2
Notas iniciais
" O preço para aquele que mente, é o sofrimento eterno"
(O modo Alentejo de falar foi alterado para normal, para as pessoas que não entendem.)
Sofia a olha a irmã de baixo pra cima. Da uma volta ao seu redor, segura em suas mãos e olha em seu rosto.
– Olá querida. Há quanto tempo. – responde Sofia completamente surpresa. – É verdade. – Sorri simpática. – Eu não a procurei antes por que as condições não permitiam já tu, podias muito bem ter vindo a minha procura, se te importavas mesmo comigo como dizia na carta que mandas-te hoje.– Eu realmente peço perdão. Estive mal durante algum tempo. Você sabe. Depois teve os estudos, a faculdade. Não tinha tempo. Mais você estava na minha cabeça o tempo inteiro. – Esqueces-te os momentos ruins que passamos juntas?– Éramos crianças. Esqueci todas as nossas brigas. Aquela parte da nossa história eu apaguei completamente da minha memória. Não é a toa que eu decidi te procurar. Vamos virar está página.Julia a olha nos olhos e sorri, apertando-lhe carinhosamente as mãos.– Minha querida. Vamos sim. – responde enquanto que lágrimas descem do seu rosto. – Este nosso reencontro será o inicio da amizade que nunca tivemos. As duas se abraçam. Por fora, Julia sorri, já que Gi as observava satisfeitas com o vosso reencontro. Mais por dentro, a rapariga sentia certa raiva compulsiva e ódio infinito de Sofia.– Bom. – afasta-se Sofia de Julia — Reservei uma mesa especial pra você, mais... Não sabia que ia trazer companhia. – Refere-se a Patrício – Ah, sim, eu já tinha me esquecido. Este aqui é o Patrício, meu namorado.Patrício olha pra Julia surpreso, ao mesmo tempo em que cumprimenta Sofia.– Mu-muito prazer. – Gagueja. – É um prazer conhecê-la. Sofia acompanha-os até a mesa, e afasta-se. Julia e Patrício arrumam o guardanapo no colo.– Mais que merda é essa? Eu realmente não sabia que você tinha uma irmã. – cochicha.– Esta é uma longa história. Um dia você descobre. Mais por agora, só o que posso adiantar, é que está idiota vai pagar caro por tudo que eu não tive. Ela sempre teve tudo. A prova disto é este restaurante. Os estudos, os psicólogos e ate psiquiatras que ela pagou durante a vida inteira com dinheiro que também deveria ter sido gastado comigo.– Eu... Estou pasmo com a sua frieza Julia. – afirma boquiaberto. – É por que... Uma hora tu estás toda emocionada, aos beijos e abraços depois de anos sem ver a tua irmã como tu própria me disseste, e agora me diz que a tua única intenção é vingar-se? – Não quero me vingar de ninguém. Quero apenas fazer justiça, e recuperar aquilo que deveria ser meu por direito. Escuta bem o que vou te dizer Patrício. Este restaurante, ainda vai ser meu. Podes ter a certeza disto. – Conclui fria.No Alentejo, em seu sítio vive Lucas com a mãe Felipa, uma camponesa que sempre trabalhou na lavoura, mais que depois da morte do marido, resolveu cuidar de sua empresa, famosa pela produção de azeite. Lucas é um garoto bom. Nunca saiu do campo, nem mesmo pra ir à escola. Sempre foi ensinado pela mãe em casa. O passado de Felipa foi humilde. Ela ia pra escola, chegou a concluir o ensino médio, mais seu pai acabou morrendo logo cedo, a fazendo parar a faculdade para trabalhar, e sustentar a mãe e mais quatro irmãos menores. Lucas chega a casa depois de um dia cansativo no Gregário, verificando a colheita do azeite. Felipe está na cozinha a preparar uma panela de sopa. – Olá mãe. – A cumprimenta com um beijo na testa.– Olá meu querido. Como foi no Gregário? – Lhe retribui o carinho.– Foi normal. Cansativo como sempre. Mais a senhora sabe, vamos levando. – Filho, senta-te aqui um bocadinho. Eu já contei pra si que minha vida não foi nada fácil, pois não? Sempre foi cheia de dificuldades e eu não pude terminar a faculdade que havia começado.– Sim mãe... Mais... Por que isto agora?– Eu me sinto culpada vendo você assim, trabalhando direto, se cansando, quando deverias estar na escola estudando.– Mãe... – da um leve sorriso. – Não se sinta culpada. Eu trabalho por que quero ajudar nas despesas. O pai nos deixou muitas dividas na empresa, e eu estou ajudando a diminuí-las colocando as maquinas para trabalharem. – Eu me sinto culpada! Seu pai nos deixou muitas dividas mais isso não me justifica ter tomado a decisão de você não ir às aulas. É por isso que quero... Aliás, eu estou mandando você amanhã, pra Lisboa, pra casa da sua tia, pra que comeces os teus estudos.– Mãe, por favor, eu não quero ir. – Ajoelha-se a seus pés. – Eu quero ficar e ajudá-la.– Você vai me ajudar sim meu querido. – Acaricia-lhe os cabelos. – Vais me ajudar me dando orgulho. Orgulho de ver um filho formado. Os dois se emocionam, levantam-se e se abraçam. Enquanto isso no restaurante, Sofia, apresenta o Chefe Goulart, a Julia.– Chefe Goulart, está é a minha irmã, Julia.– Muito Prazer Julia. – A cumprimenta.– O prazer é todo meu. – responde estendendo a mão para que ele a beije. – Gostamos muito da vossa comida. Estava espetacular. – Obrigado. Bom... Tenho que voltar a cozinha, pois modéstia parte, sem mim, ela não vai pra frente. – Claro, claro. Esteja a vontade.O Chefe volta para a cozinha.– Bom... Posso sentar a mesa com vocês? – pergunta Sofia já sentando.
– Claro minha irmã. Pode sentar.– Gostava de saber como estás. O que andaste a fazer todo este tempo?– Bom. Depois daquela tragédia, eu fui para a casa dos nossos avós paternos. Lá e tudo bem simples. Nenhuma extravagância, nada disto existe lá.– Estudaste? – Sim. Mais como eu disse, as condições não eram suficientes e eu acabei por não fazer faculdade. O ensino superior propriamente dizendo. – Eu compreendo mais... Os nossos avós maternos, eles mandaram durante alguns anos dinheiro pra você, até o mês passado. Não recebeste? Julia lembra-se de um momento com a mãe. Ela chega em casa do café, e a mãe lhe esconde um envelope. – E então mãe. O que é isto? – Pergunta curiosa e ao mesmo tempo desconfiada.– São mais e mais cobranças. – Gagueja.– Tem certeza? É que quando cheguei tu escondeste rapidamente a carta. – aproxima-se lentamente.– Escondi pois achei ser o seu avô. Ele não pode nem se quer sonhar que estamos para perder a casa por conta das dividas.– Então ok... – levanta o ombro sem mais questionares. Corta de volta para o restaurante. Sofia chama por Julia ainda voltando da lembrança, séria por fora, e em erupção por dentro.– Julia? Julia está tudo bem?– Sim maninha. Quer dizer... Não estou muito bem, me senti um tanto enjoada.– Enjoada? – Levanta—se formalmente. – Eu espero que não seja nada com a comida do restaurante.– Não... É que talvez... Eu não sei, de inicio é só uma suspeita. Mais talvez eu e o Patrício vamos ser pais.Sofia da um sorriso ligeiramente seguido de um abraço em Julia.– Que ótima noticia. Então eu vou ser titia? – Talvez... ainda não é motivos pra comemorações. Patrício olha serio pra Julia sem acreditar nas mentiras que a ex esta a contar.– Foi um prazer revê-la minha irmã. – Diz Sofia segurando-lhe as mãos. – Espero que traga boas noticias desta criança que possivelmente esteja por vir. – Também estou muito contente.As duas se abraçam e despedem-se. Julia vai para até o estacionamento onde parado está um táxi. Ela e Patrício entram e se vão. Gi se aproxima de Sofia olhando para o carro já a alguns metros.– Eu fico feliz pelo reencontro de vocês as duas. Mais pela minha observação... Eu não sei não. O modo como ela olha pra si... É de suspeitar. Fui eu quem dei força pra vocês se aproximarem novamente, mais se eu fosse a si, ficava com um pé atrás com essa sua irmã. Algo me diz que ela não é flor que se cheire.Corta para Julia e Patrício saindo do táxi. – É impressionante porra! Como é que você pode mentir tão descaradamente assim, ainda por cima, pra sua irmã, que foi uma excelente anfitriã pra gente hoje.– Aquela idiota, não é quem parece ser. Não ouviu o que ela disse? Não captou a essência? “Espero que traga boas noticias desta criança que possivelmente esteja por vir.” – imita quase que parecida a voz de Sofia. – Ela quer é me ver gorda.– E agora... Como vai ser? Por que você não está grávida. Aliás, aquela história de enjoo não era verdadeira. O que foi que ouve.– Ao fato de eu estar possivelmente grávida, eu digo que foi engano. Mais quanto as suas suspeitas, você está certo. Mais depois eu digo-te o que ouve. Agora eu tenho que acertar contas com uma certa velha maldita.Julia sobe ao apartamento. Entra e joga as chaves sobre a mesa. Giovana liga a luz indo na direção da neta que a da um soco no rosto.– Sua desgraçada! – monta em cima dela, a batendo várias vezes. – Sua ladra, isto é pra aprenderes a nunca mais roubar aquilo que é meu!– Eu não fiz nada! – grita Giovana tentando se defender – Eu juro. – Quanto mais se jura mais se mente. – Levanta-se. – Devolva o meu dinheiro agora!– Que dinheiro você está falando? – Derrama lágrimas enquanto que sangue escorre pela sua testa. – Você sabe! – chuta a barriga da mãe com toda a força inúmeras vezes, até que ela caí desmaiada.– Você vai me dizer onde aquele dinheiro está, nem que eu tenha que te matar para que tu não gastes ele desgraçada!Julia vai ao quarto da mãe e revira todas as gavetas, armários, derruba quadros, até que finalmente encontra um envelope com centenas de notas de dinheiro. Ela olha para o dinheiro sorrindo ameaçadoramente, como se tivesse achado o elo perdido. Em seguida, liga para ambulância fingindo estar desesperada para que venham atender a mãe. Alguns dias se passam. Giovana fica em estado de catatonia e é internada em um hospital psiquiátrico por Julia. Sofia sabe do ocorrido e visita a avó duas vezes por semana, mais ao questionar Julia, sobre o que ouve, ela recebe a mesma informação que Julia disse a policia: Um assalto seguido de tentativa de homicídio, isso é: Latrocínio. No Alentejo, Lucas despede-se da mãe. Os dois choram emocionados. Lucas entra no carro de aluguel e vai pra Lisboa. Corta para, Lucas, descendo do carro de aluguel em frente ao R. T. J. Sofia aproxima-se com o carro, e não o vê, quase o atropelando. Ela então freia bruscamente.– Desculpa, eu não o vi. – fala assustada.– Não se preocupe. Eu estou bem.Os dois seguram as mãos um do outro, se olhando. Um brilho surge no olhar de ambos.
Notas finais
" - Foste tu quem agrediste a tua mãe Julia? Desta vez passas-te dos limites!
- Tu ainda não vistes nada. - sorri. - Hoje a imprensa vai estar presente no restaurante, e nós também. Eu tenho uma surpresinha pra minha querida irmã. "
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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