Legolas e Tauriel - Primeiras impressões.
5 Acredite em mim! Segure-se em mim e nunca me solte!
Notas iniciais

“Ela confunde todo meu ser, em todas minhas batalhas e desafios eu sempre sei exatamente aonde devo atacar e de que forma lutar para conseguir alcançar meu objetivo e a vitória, entretanto quando se trata dela eu verdadeiramente me sinto perdido, não sei o que pensar e nem de que forma agir”. – Pensava Legolas, olhando o puro brilho das estrelas na noite que caíra sobre o reino da floresta. Havia tanto silêncio no ar, mas seus pensamentos pareciam falar tão alto dentro de si com tamanha força que ele permanecia totalmente absorto a eles. O reencontro com Tauriel havia o desconcertado por inteiro, de repente toda a certeza que ele tinha que ela estava perdida para si, havia desaparecido, e uma esperança havia crescido em seu lugar, ele pensava detalhadamente em tudo que ela lhe dissera sobre seus sentimentos, será mesmo possível que o coração dela tivesse enxergado aquele amor por ele? Elfos eram as criaturas mais belas e mais sábias da natureza, e os elfos da floresta possuíam tanto em grande poder como em sabedoria, ele meditava todas essas coisas guardando-as em seu coração. Estava quase a amanhecer. Passou a noite toda refletindo. Quando um pequeno ruído o desconcentrou:
— Legolas? – Disse ela, aproximando-se.
— Tauriel, você deveria estar repousando. – Ele voltou sua atenção toda para ela. Tauriel sentou-se ao lado dele, estava um pouco frio e de onde estavam podiam observar nitidamente o céu e os primeiros raios de sol que timidamente saiam por entre as nuvens.
— Algum problema? Parece preocupado. – Perguntou-lhe ela. Ele voltou a olha-la aqueles olhos azuis tão intensos impressionavam-na sempre, deixavam-na muitas vezes sem palavras.
— Nenhum problema, estava apenas refletindo. – Ele olhou para o horizonte a sua frente.
— Eu queria conversar com você Legolas... – Então ele voltou-se para ela e dedicava-lhe uma profunda atenção, concentrado a cada palavra pronunciada por ela. Tauriel continuou: __ Na nossa última conversa percebi-o tão distante, como se as minhas palavras não mais pudessem alcança-lo como antes... Isso me assustou um pouco. – Ele voltou o olhar para o chão dizendo-lhe:
— Muitas coisas mudaram de repente, você me desconcerta Tauriel. Estava tentando entende-la melhor. Há pouco tempo seu amor pelo anão era a única certeza que eu tinha sobre você, e eu não conseguia ver mais uma esperança para nós. – Ela olhava-o profundamente, como se procurasse a cada palavra pronunciada por ele, compreendê-lo, numa questão de segundos ela fitou o chão, e voltando-se novamente para ele disse:
— Mas eu não sou nada como eu era antes, porque agora você é o único para mim. Eu gostaria de fazer tudo no mundo com você! A ideia de perdê-lo é insuportável... — Aquelas palavras adoçavam o coração puro do príncipe elfo, ela demonstrava aquelas virtudes que tranquilizavam-no e o enchiam de amor, sua esperança se confirmava e com ela sentia uma nova força:
— Eu estava me perguntando... Se os momentos que tive com você foram mesmo reais... – Disse Legolas, olhando-a intensamente. Ela sorriu-lhe do modo como tanto o impressionava e atraía o mesmo sorriso confiante e perspicaz com a serenidade de quem sabe exatamente o que quer.
— Eu lamento ter demorado tanto a perceber, que sem você por perto eu não sou a mesma, e não sou nada... – As palavras ditas por ela, tocavam intensamente seu já tão apaixonado coração, ele aproximou-se lentamente e deu-lhe um leve beijo em seus lábios. Segurou-a bem perto de si. O amor verdadeiro os embalava como se estivesse escrito na luz de todas as estrelas.
Tauriel acariciou sua face, ele fechou os olhos sentindo o amor dela para si, seu coração estava agora tão plenamente realizado que poderia explodir de tanto amor que sentia, e quanto a ela redescobria o amor, embora sua experiência traumatizante com Kili a tenha feito não querer sentir mais o amor vendo o quanto ele poderia ser doloroso, agora se dando conta de tão nobre sentimento que há tempo estava adormecido dentro de si mesma, sem que o enxergasse, encantava-a, vendo o quanto o amor real era nobre e valioso, ela sabia que faria qualquer sacrifício e enfrentaria qualquer perigo para tê-lo sempre consigo. Era algo de bom pela qual valeria sempre a pena lutar. Ele voltou a olha-la com o mesmo amor que tanto a encantava naquele olhar ela via uma certeza: A confiança do seu amor, ela sabia que ele iria até as portas do inferno resgata-la para si se fosse necessário, com a coragem e a força que ele possuía. Suspirava e sorria-lhe confiantemente uma vez descobertos seus verdadeiros sentimentos há muito guardados dentro de si mesma. Ela disse-lhe:
— Me diga “Mellon” o que faremos a partir de agora?
— Nós vamos ficar juntos. – Disse ele seriamente com um meio sorriso de volta: _ Quero me unir a você, Tauriel da forma mais profunda, sacramental, perpétua e infinita que se conhece.
Foi muito grande a surpresa causada em Tauriel, seus olhos deixaram isso claro, e ao mesmo tempo um grande consolo e alegria revelaram seu olhar encantado, ela vibrava e suspirava, levou as mãos a altura dos lábios, Legolas sorriu mais ainda olhando-a, esperando uma reação mais expressiva do que o olhar de espanto, ela percebeu e sorriu de volta, sempre se divertiam juntos nessas expressões e brincadeiras desde criança, mas agora era diferente, ele estava lhe propondo algo muito sério, alias ele já não era mais apenas um amigo, de frente para ele, ela apoiou suas mãos sobre os ombros dele, olhou-o por um momento suspirou e abraçou-se a ele fortemente, e recebeu o abraço dele de volta.
— Você tem certeza disso? Não é muito precipitado? Está falando sério Legolas? – Sussurrou ela ao seu ouvido ainda dentro daquele abraço.
— Eu nunca falei tão sério em toda minha vida Tauriel, mas então ainda estou aguardando a sua resposta! – Sussurrou ele de volta, sua voz em tom baixo e tão calma e profunda tocava-a no fundo da alma. Ela colocou uma pequena distância entre eles apenas para olha-lo:
— É o que eu mais desejo também, meu amado lorde Legolas. – Disse ela sussurrando com o belo sorriso, que o deixava bobo, demonstrou toda sua extrema alegria, abraçou-a forte, num giro rodopiou-a no ar, enquanto ela mantinha os braços fortemente enlaçados em torno de seu pescoço, naquela bela paisagem ao raiar do dia o amor daqueles dois amigos era confirmado ainda mais. Entretanto soltando-se do abraço uma lembrança não boa veio a sua mente, e sua feição mostrou-se preocupada:
— Mas Legolas, e o seu pai? O rei não iria permitir... – Ele a ouviu atentamente e antes que ela terminasse se adiantou:
— Tauriel, ele é meu rei sim, mas não governa o meu coração. Eu irei imediatamente diante dele comunicar sobre minha decisão de me unir a você. – Um sorriso espontâneo e amoroso surgiu nos lábios dela, e seu olhar esperançoso para ele, aumentava ainda mais a grande firmeza de caráter, e coragem de atitude de homem honrado e nobre que já havia nele.
***
Legolas chegou diante de seu pai que estava em assunto sério resolvendo algo relacionado ao reino, e ele tinha a expressão bastante serena e confiante:
— Meu pai tenho algo de importante a lhe dizer.
O rei olhou-o profundamente, voltando-se para seus guardas fez um sinal para que os deixassem, e posicionou-se de forma que ficasse bem diante dele, esperando-o falar.
— Pois então diga-me. – Falou Thranduil suavemente.
— Eu e a Tauriel, depois de muitas considerações e acontecimentos decidimos nos casar. Venho te contar sobre minhas intenções em me unir a ela.
O rei ao ouvi-lo permaneceu em silêncio sentado em seu trono, colocou as mãos apoiando a face, com o olhar perdido em alguma outra direção. Ele não esboçava nenhuma reação. E era um verdadeiro mistério qual seria sua reação a seguir. De repente ele levantou-se, moveu-se em uma direção e disse-lhe:
— Legolas eu não posso permitir que meu único filho, um verdadeiro príncipe elfo de linhagem nobre, se una a uma simples elfa da floresta, de condição inferior, ela não possui a mesma sabedoria e o mesmo grau de nobreza que um elfo como você. Esqueça essa ideia absurda isso está fora de cogitação. — Disse simplesmente sem nem fita-lo. Tauriel que permanecia num lugar próximo a eles ouvindo tudo, retirou-se dali no mesmo momento sem ser notada.
— Pai... Eu não estou pedindo sua autorização... – Disse-lhe firmemente, Thranduil olhou-o totalmente surpreendido, por essa ele não esperava, percebendo Legolas continuou: __ Mas eu gostaria de ter a sua benção... É ela que eu escolhi, o meu coração é meu, para eu dar a quem eu quiser. Não importam as condições do nascimento dela, ou seu grau de sabedoria, é ela a única para mim. A mulher por quem eu decididamente sacrificaria minha vida. É por ela que movo meus desejos e vontades. Eu apenas desistiria se soubesse que ela não me corresponde...
— E ela o corresponde? Mais uma prova de sua inconstância total e debilidade de caráter e sabedoria é esse fato, ela é muito jovem, menos sábia, e não possui seu grau de nobreza e isso a faz agir assim, tão imaturamente levada por uma ignorância, sendo incapaz de compreender e honrar o amor de um príncipe como você, que ela nem mesmo merecia ter.
— Mas agora ela reconheceu seus verdadeiros sentimentos por mim, e eu escolhi permanecer ao lado dela pai, não há nada que o senhor possa fazer. Essa decisão já está tomada, eu entreguei meu amor a ela. — Disse ele firmemente, com a mesma atitude determinada e forte de antes, entretanto com o mesmo respeito que guardava ao seu pai.
O rei apesar de seu temperamento complexo, amava muito seu filho, e possuía a grande sabedoria dos elfos. Ele silenciou-se, e depois disse.
— Muito bem então. Se essa é a sua decisão final, e se tem certeza eu a acolho, como sua esposa, e princesa desse reino. — Legolas sorriu para ele, e recebeu um olhar acolhedor de volta, fez uma reverência e retirou-se rapidamente dali. O rei não estava satisfeito, entretanto ele já havia presenciado o intenso amor que seu filho sentia, e secretamente estava aliviado em vê-lo novamente alegre como sempre fora. E que atitude de honradez e coragem possuía esse jovem ao defender seu amor e sua decisão! O rei sorriu discretamente lembrando-se que ele tinha a quem puxar.
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