Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II
22 Que despedida? – Gimli e Lindir
Notas iniciais
Gimli encontrava-se ao lado da cama de Thorin, este encarava-o quieto, amuado, pesaroso.
– Imagino que esteja esperando minha morte. – Retrucou o rei anão friamente.
– Imagino que morra sem antes ser menos idiota. – Retrucou Gimli sorrindo-lhe largamente. — Por favor, reclamas mais que uma velha ranzinza. – Depois de uma pausa, sorriu mais uma vez. – Pior que o Gandalf! Poupe-me...
– Heh...
Thorin fechou os olhos e respirou profundamente.
– Não irás morrer, anão rei... nem eu mesmo me dou este luxo!
Levantou o ruivo troncudo mostrando-lhe um curativo na perna direita.
– Olhe, quase me arrancaram uma lasca da perna, quase fiquei manco... sorte minha que não foi uma lâmina Morgul, mas uma lâmina de um idiota de Gondor que me acertou por desespero!
Gimli levantou-se e chutou a beirada da cama, fazendo o outro balançar, mas logo se reprimiu do ato pedindo desculpas.
– Ops! Sabes que foi só uma brincadeira, não é, meu amigo?
Thorin sorriu-lhe meigo, mas levemente magoado.
– Bilbo está bem... certo?
Gimli soltou um longo suspiro, puxando um banco e voltando-se a sentar ao lado do rei.
– Sim, meu caro, ele nem foi á guerra, imagino que esteja... a não ser que tenha caído de mau jeito em casa depois de lavar roupas!
– Hehe... penso no meu amigo, faz anos que não o vejo.
Thorin deitou-se de lado, ficando quieto.
– Penso se gostaria que o trouxesse aqui. – Retrucou o anão ruivo, com uma voz baixa.
– Tanto faz... afinal de contas, por que ele visitaria um anão velho?
Gimli percebeu o amargor do outro, diluído em seu sangue como se a saudade tivesse se tornado parte da água que corria pelas suas veias. O ruivo pensou se aquele rei amava o pequeno hobbit, mas até onde ele sabe, Thorin nunca demonstrara interesse em particular por ninguém, permanecendo sempre solitário, apático e concentrado em seus deveres como rei, era incrível como continuava sempre quieto, perdido dentro de si, com um olhar distante, mas destemido.
– Por que ele me visitaria?
Reforçou imaginando que Gimli o responderia, mas o anão ruivo apenas ressaltou um ponto que o outro não parecia ver.
– Acho que podes dar esta resposta, meu rei.
Thorin arregalou os olhos se sentando, olhando espantado para Gimli.
– Faz dias que já estás com a saúde boa, que podes andar, mas o que vos impede de retomar a liderança do reino?
Disse Gimli com os braços cruzados, agora de pé, ao lado da cama.
– Hum? Por que se recusas a se levantar? Talvez por só depois de ir para a guerra e ver sua vida por um fio, percebeu o que realmente tem valor na vida. Não é ouro, pedras ou gemas preciosas..., mas o amor, por um hobbit, que sempre negou duramente.
Thorin mantinha os olhos arregalados, mas agora, estes encaravam a grossa manta que o cobria, ainda sem piscar, uma sutil gota brotou-lhe pelo canto de um de seus olhos, ele engoliu em seco e para a surpresa de Gimli, este pensava se realmente era esse o problema.
O filho de Gloin jogara com a sorte, arriscando essa hipótese e o outro anão caiu sobre ela, de braços abertos e a agarrou num ato desesperado. Thorin foi franzindo a testa, fechando o rosto numa expressão agonizante e dolorida, como se algo cortasse em seu peito, o apertasse, o comprimisse.
– Saia daqui!
Berrou finalmente levantando o olhar para Gimli, no entanto, este o encarava na mesma posição.
– É o que vai dizer para o seu coração? Ah... melhor, meu rei... fique deitado e espere a morte, já que está morto mesmo, não é? Com licença.
E quando o ruivo virou-se para sair dali, Thorin levantou-se e segurou-o por um dos ombros, o puxando para trás.
– O que tanto sabes?! Fiquei sabendo que vives com um elfo em Gondor.
Gimli se voltou para o outro e então consentiu com a cabeça, mesmo que aquilo pudesse causar a sua expulsão daquele reino anão, mas ele não negaria mais Lindir para ninguém, não importando quem fosse.
– Sim e o nome do elfo é Lindir. – Ele franziu as sobrancelhas, alisando um machado ao lado de sua farta cintura. – Escutou? Lindir. Mas se não tiver escutado direito, posso tentar arrancar uma orelha vossa para que ouça seu belo nome lindamente como ele o é!
Lindir encontrava-se sentado na varanda do quarto do Senhor Elrond, observava as árvores, a vegetação com um olhar distante, magoado. Um subordinado elfo adentrou ali se postando diante dele.
– Senhor Lindir, temo que haja alguns orcs na fronteira.
– Quanto? – Retrucou desanimado. – Quero dizer, quantos?
– Uns nove.
– Mate-os.
– Sim, senhor.
E o elfo de Valfenda voltou a soltar um longo suspiro, para logo outro elfo adentrar ali.
– Meu senhor.
– Sim? – Quase que Lindir revirou os olhos, já sem paciência, mas evitou este ato.
– Temo que precisemos arranjar mais madeira de lei para a fábrica de arcos, talvez umas duas toneladas.
– Arranje quatro toneladas, leve cinquenta homens.
– Sim, senhor.
Lindir se levantou dali, postando-se ao lado da cama de Elrond, olhava-o entristecido, lamentando o estado em que seu lorde se encontrava. De repente, sua face adoecera, lamentando estar morrendo de saudades de seu anão “avantajado”.
– Gimli...
Fungou baixo o nome do anão, levando um lenço aos olhos, dando mais algumas fungadinhas, mas logo assoando o nariz no rico lenço de seda élfico.
Gandalf encontrava-se ali também e encarava o lorde pensativo, mas logo voltou a ler alguns livros de capa preta. Lindir levou uma das mãos ao próprio peito tomado de um desamor e um desânimo que parecia corromper toda sua alma, ele andou até a varanda olhando a paisagem, soltando mais um longo suspiro.
– Gimli...
Rangeu entre os dentes, fazendo uma feição de dor, sentindo o coração despedaçado em minúsculas partes.
O anão rei encarou Gimli levemente horrorizado com a coragem dele de assumir tamanha informação. Thorin sentiu como se tivesse levado uma pancada e logo sentou-se na cama olhando atordoado para outro.
– Nossa. Nunca achei que ouviria tal coisa sobre um elfo da boca de um anão.
Gimli sorriu-lhe fartamente ainda alisando seu pequeno machado.
– Sempre há uma primeira vez para tudo, não é mesmo?!
– Sim, mas... com hobbits, já ouvi casos, mas com um elfo?
Gimli sentou ao lado do rei, entrelaçando os dedos grossos diante de seu corpo, deixando seus braços dobrados sobre os joelhos. Ele sorriu largamente, permitindo que seus olhos fixassem-se num ponto mais a frente, suas orbes se distanciaram naquele momento, lembrando-se da ultima vez que se falaram. Lembrou-se de vê-lo com uma armadura mais leve, embora Elrond tenha reforçado que ele não deveria ir, mas ao saber que Gimli lutaria, o elfo prontamente caçou um arco o acompanhando, talvez fossem a única dupla elfo/anão presente em todos os exércitos, ele sorriu novamente, uma risadinha seca, baixa e tímida.
– Ele é a coisa mais preciosa que eu tenho. Deixaria até mesmo minha família por ele...
Thorin o encarava lateralmente.
– Sinto-me melhor.
Gimli franziu os celhos o encarando.
– Como?
– Sinto-me melhor... pode voltar a Valfenda, mas por favor... – O anão rei deu uma pausa, parecendo tomar coragem, sua testa suava abundantemente. – Peça para Bilbo vir me visitar. – Disse bem baixinho, engolindo em seco, sem encarar o outro.
Gimli bateu-lhe forte nas costas, dando uns tapas bem fortes e constantes.
– Ah moleque! É assim que um anão deve falar! – Gimli levantou-se dali e gesticulava animado. – Quando eu tomei essa decisão, ela foi muito dura sabe?! – Ele tocou o próprio cinto, o segurando com ambas as mãos, batendo a sola do pé animado ao chão. – Quando eu assumi, resolvi assumir o que sentia, eu berrei bem alto no meio de Gondor: — E levantou as mãos olhando para cima, como se algo grandioso se formasse ali, Thorin o olhava levemente encabulado, tímido e receoso do que dissera, mas viu que já era tarde demais. – QUEM VAI CATAR ESSE ELFO SOU EU!
Fato que vez o rei levantar-se e tapar desesperadamente a boca do outro anão.
– Ei! Psiu. Não quero nenhum fuxiqueiro aqui, entendeu? – Thorin olhou para os lados, receoso, mais especificamente, em direção à porta do quarto, antes de voltar a encarar Gimli. — Bilbo é tão discreto quanto eu, então, por favor... contenha-se!
– Ops, foi mal, Haha!
Gimli consentiu com a cabeça inúmeras vezes, sentia-se tenso, nervoso, finalmente reveria seu amor, o elfo que mais lhe causava arrepios e o alegrava tão profundamente, de repente, a visão dele nu, fazendo uma fisionomia carente, dotada de sensualidade, implorando com seus lábios finos um carinho, um beijinho, qualquer afago que lhe pudesse dar.
– Não se esqueça de pedir a Bilbo me visitar.
– Sim, meu rei. – Gimli tocou-lhe um dos ombros. – Tem certeza que estás bem?
– Sim, agora vá... antes que me arrependa. – Retrucou voltando a se sentar na cama, cabisbaixo, embora seu coração estivesse acelerado. – E... – Levantou as orbes claras na direção do outro, retrucou baixo: — Obrigado.
– Certo, certo, partirei em breve. Com licença.
Gimli em poucas horas estava sobre um pônei, levando em sua bagagem alguns agrados da Cidade dos anões, como miniaturas de madeira para o bebê de Aragorn, alguns colares de prata para Arwen, brincos, além de algumas espadas, facas e flechas para agradar aos amigos, mas para Lindir, sim, ele tinha um presente especial, uma presilha de marfim que ele mesmo fizera, embora o anão nunca tivesse mexido com este material antes, ele buscou se informar com todos que conhecia em como deveria lapidar aquela presilha e assim conseguiu fazê-la. Realmente, ficou linda, era nitidamente cintilante com uma sutil coloração prateada, já que tinha alguns detalhes da rosa que enfeitava sua frente em prata purinha.
– Ele vai amar, vai gozar só em vê-la.
De repente, o anão parou de cavalgar, franziu os celhos e ficou a mexer na própria barba pensativo.
– Putz, será que ao animar-se ele vai...
Engoliu em seco pensando nas consequências, já que se lembrara que antes de irem para a guerra, aquele elfo estava praticamente perseguindo-o dentro de casa, parecia alvoroçado para que se tocassem, para que fizessem amor em cada trechinho de seu lar.
– Puta que pariu, ele tem um fogo naquela pica élfica dele...
Pensou temeroso o anão voltando a cavalgar, seguindo na direção do Condado.
– Ele vai me violentar na frente do Senhor Elrond, se vacilar...
E lembrara-se dele mesmo correndo para fora da casa, indo até a casa do vizinho, aquele elfo mais velho, o avô da elfinha, para que Lindir parasse com a perseguição.
– Uma vez eu li que eles têm muita “disposição”, que se animam rapidamente... que se quiserem, acabam fazendo felação até o amanhecer, por isso, a origem da tal Diplomacia élfica. É como se fosse uma atividade para manterem-se mais... relaxados, de gozarem tanto a ponto de conseguir manter a diplomacia com os demais... por falta de opção. Por isso, Legolas quase não dormia... às vezes virava a noite sem pregar os olhos...
Pensava, conversando baixo consigo mesmo.
– Lindir é um elfo puro, ou seja, possui energia de sobra, mas se eu ficar perto do Senhor Elrond, acredito que ele o respeitará e além disso, vou procurar ver se existe uma forma dele... se saciar e me deixar em paz, o pouco que seja. Hehe, porque eu tenho fogo, mas ele tem demais!
Frodo acenou para Gimli, logo se aproximou do anão cumprimentando-lhe.
– Gimli!
– Frodo Bolseiro!
O anão desceu do pônei e acompanhou aquele hobbit até sua casa, visando levar a notícia de Thorin, mas Bilbo não se encontrava, até onde Frodo sabia, seu tio havia saído para uma aventura, de descobertas de lugares desconhecidos, mas o pequeno e jovem hobbit sabia que, na verdade, seu tio apenas fora dar umas voltas pelas florestas próximas.
– Entendo.
O anão não deixou de pensar se Bilbo também amasse Thorin, já que este também, não demonstrava interesse por fêmeas ou interesse em conhecer outros seres, quaisquer fossem, preferindo assim, uma vida pacata e isolada.
– Por favor, Frodo, avise-lhe que Thorin Escudo de Carvalho deseja vê-lo, claro, isso depois dele voltar de viagem.
– É algo sério, Gimli?
– Imagino que sejam só saudades, os dois enfrentaram Smaug juntos, devem querer retratar e relembrar o passado, sabe como é, coisas de velho.
– Hahaha! É mesmo... – Frodo deu um longo sorriso. — Pode deixar, avisarei sim.
– Como estão os outros hobbits?
– Sam foi levar a filha para a mãe, mas ele está bem, quanto aos outros dois, vivem roubando vegetais do nosso vizinho ranzinza, haha...
– Então estão todos bem, fico feliz em saber.
– Sim, estão todos bem.
Ambos estavam sentados na cozinha da casa de Bilbo, Gimli não deixou de perceber que o pequeno hobbit estavam bem corado e parecia muito saudável, por isso alegrou-se e resolveu seguir o seu caminho para Valfenda.
– Até mais amigo!
– Até, Gimli! Mande abraços para Gandalf!
– Está bem, até!
E Gimli colocou-se novamente em direção à Valfenda, sentia seu estômago cheio, amava o fato dos hobbits amarem comer bastante, sim, ele se sentia deliciado disso, pois concordava que os alimentos eram feitos somente para isso: Comer.
Passado algumas horas, ele finalmente vira os arredores da cidade, parou por uns instantes, respirando profundamente,
– Sinto falta de Lindir, mas... espero que ele esteja menos fogoso, senão morro sufocado com tanta energia! Vou acabar infartando! Ele vai secar toda minha disposição!
E seguiu indo até a cidade, mas ao fundo, teve a impressão que alguém vinha em sua direção, parecia alguém cavalgando apressado, e logo pôde ver que se tratava do seu elfo, foi então que virou o pônei na direção oposta à cidade e começou a apressar suas cavalgadas visando se distanciar de Lindir que o alcançou em segundos.
– Não estava indo para Valfenda?
Perguntou o elfo parando com seu cavalo diante de Gimli, mesmo ligeiramente decepcionado com a atitude do anão, ele mantinha um sorriso de êxtase na boca parecia profundamente feliz em revê-lo.
– Bem, você deveria me esperar na cidade e não vir voando até aqui! – Disse exaltado, mas logo abaixando a voz, ligeiramente encabulado.- Assim me arrependo, ora bolas...
– Ah, Gimli!
Lindir saltou dali correndo até o anão que prontamente virou o pônei numa tentativa desesperada de cavalgar para longe do elfo, mas este correu e saltou ali, o abraçando por trás, apertando-o de encontro a si.
– Ei! Espera! Espeeeera! – Berrou o anão desesperado.
O pônei sentiu-se afobado com a aproximação estranha do elfo e levantou ambas patas dianteiras no ar, as chocalhando, fazendo-os cair e isto realmente aconteceu, mas tal fato não evitou que o elfo continuasse agarrado ao anão, tamanha era sua agilidade que quando o pequeno se dera conta, estava deitado com a barriga para cima, com o elfo a olhar-lhe demoradamente segurando seus pulsos acima da cabeça.
– Quer fugir de mim, é?
Disse falando baixinho, manso, até que desceu o rosto ali, dando uma longa lambida na lateral do pescoço do anão, esfregando toda a língua em seu pescoço, seguindo para até o lóbulo da orelha, o mordendo, para fazer o mesmo com a outra lateral.
– Calma Lindir! Porra!
O elfo parou o encarando-o sério, disse com uma voz mais grossa, sutilmente máscula.
– Isso vem depois.
E sorriu meigo finalmente soltando os pulsos do pequeno e sentando diante dele, no chão. O mesmo era de barro seco, e uma sutil poeira brotava dali, devido ao sol estar a pico, o dia seria quente, calorento. O elfo permitiu-se permanecer sentado ali, com o tronco apoiado nas mãos.
– Não sentiu minha falta, Gimli? – O elfo tinha a respiração ofegante. – Eu sentia a sua, estava agoniado, tão agoniado... – Ele dobrou as pernas e juntos os joelhos, fato que o fez jogar a cabeça para trás e entoar um longo gemido.
– “Puta que pariu, o tal fogo que falei antes, ele está a ponto de bala.” – Pensou logo se postando diante do elfo.
– Gimli, por favor...
E o anão, ajoelhado diante do outro, segurou-lhe os joelhos os afastando, para sua surpresa, a ereção do jovem elfo estava ali, apontando para frente, destacando-se entre suas pernas e foi então, que o anão se debruçou ali, abrindo-lhe a calça e começando um oral delicioso nele.
– “É melhor fazer isso, senão não terei paz até chegar a Valfenda.”
Pensou o anão finalmente abaixando aquela calça, puxando-a, descendo por suas alvas pernas até os calcanhares do elfo, feito isso, tomou um considerável gole de ar, engolindo em seco e voltou a agachar-se ali, aproximando sua cabeça do membro latejante do outro, cuja ponta já emanava algum líquido.
– AH... Gimli... eu pensei tanto em você... todos estes dias... AH! – E soltou um gemido mais alto, tamanha era sua excitação. – Pensei tanto... tanto, Gimli!
E o anão prontamente abocanhou aquele membro, Lindir permitiu-se deitar ali, mordendo a pontas dos dedos indicador e médio, contraindo-os entre os dentes, enquanto soltava notáveis bufadas de ar.
– ahh...ahh...ahh...........................ahhh.
E jogava a cabeça para os lados, ao sentir-se todo na boca daquele anão, sua barriga se comprimia, se contraía para logo estufar-se de ar, para logo contrair-se denovo, ele apertava as mãos na própria cabeça, puxando os cabelos para os lados, permitindo que sua boca se escancarasse e emitisse gemidos extremamente altos e agonizantes.
– Ah..ahh... meu anão... ahhhhhhhhhhhh!!!
Fez uma fisionomia de dor, Gimli já sentia uma amostra do que estava por vir, mas não deixou de perceber que aquele membro latejava sem parar em sua língua, endurecendo-se tanto a ponto dele sentir faltar espaço dentro de sua grande boca.
– “Puta que pariu, ele nem se tocou todos esses dias?”
Pensou o pequeno para logo sentir um jato quente tocar-lhe a garganta, foi aí que retirou aquele mastro de sua boca, dando algumas tossidas enquanto ainda o massageando com uma das mãos, deixando verter jatos consideráveis de sêmen, os quais melavam consideravelmente o abdômen do outro, além de respingar algumas gotas em sua túnica.
Lindir então, agora aliviado, permitiu-se respirar profundamente, embora seu corpo ainda desse discretos solavancos com o quadril, como se ainda sentisse resquícios de seu orgasmo. Ele deixou seus olhos se fecharem e levou uma das mãos à própria testa, para logo voltar a abri-los, sentindo-se encabulado, com as bochechas coradas, tímido de sua ação, agora, a seu ver, um tanto depravada e infame.
– Me desculpe, Gimli.
O elfo engolira em seco, olhando receoso para o pequeno, este agora, encontrava-se lateralmente a si, Gimli sorriu-lhe tocando o meio do peito, para logo abraçá-lo.
– Imagino o sofrimento, todo esse tempo... sem nosso amor. – Comentou amoroso o pequeno.
– Sim. – Lindir fungou. – Eu... eu.... depois que o provei... é difícil me tocar sozinho, sem suas robustas mãos, Gimli... era uma tortura! Snif, snif... – E apertou-se mais no peito do outro.
– Está quente, não é melhor voltarmos para a cidade?
– É mesmo!
O elfo levantou-se prontamente, ajeitando as calças, rapidamente seguiu ate o seu corcel e o pônei os trazendo.
– Desculpe, realmente... deve estar tão cansado, não?
– Sim, e como, mas antes...
Gimli se colocou de pé, tocou um de seus bolsos detrás de sua calça e retirou a presilha.
– Aqui está.
E assim que a ergueu, o elfo a encarava com os olhos esbugalhados, seus lábios encontravam-se entreabertos, sua respiração estava falhada.
Todo aquele momento pareceu parar no tempo e espaço.
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