Notas iniciais
Desculpem o off temporário. Estava trabalhando num capítulo especial de uma história para uma pessoa, então comecei Harry Potter e a Pedra da Lua... Esse capítulo era para demorar ainda mais, enquanto eu terminava um capítulo do crossover que mencionei, mas meu computador desligou, apagando todo o meu trabalho e eu resolvi trabalhar nesse aqui primeiro. Então era para o capítulo sair ainda mais cedo, mas aí fiquei lendo The 39 Clues e me distraí. Eram três livros que me faltavam, terminei por volta de um dia e meio e dois dias, depois disso tive uma aceleração no trabalho e finalmente aqui estou eu Também tive dificuldade para iniciar o capítulo após a ausência, mas creio ter me saído razoavelmente bem na tarefa. Resta saber a opinião de vocês...

Luna observou impaciente enquanto o antidoto era preparado. Ela estava curiosa com as estranhas ervas que ela nunca vira, mas sabia que não deveria interferir enquanto outros trabalhavam, ainda mais com algo tão importante, mesmo assim ela observava tudo de perto.

"Nunca vi pôneis como vocês." Sapphire Sky finalmente quebrou o silêncio que durara por mais de meia-hora. "De onde eu venho, irmãos até mesmo matariam um ao outro para ficar com o trono. Você, no entanto, está desesperada por ajudar sua irmã doente, sem se importar com as consequências."

"Eu não entendo porque alguém faria isso. É sempre mais fácil quando se tem alguém que você ama e que te ama por perto para ajudar. Mamãe sempre dizia isso. Eu e Celestia sempre fizemos tudo juntas, apoiamos uma a outra. Não sei o que aconteceria se uma de nós tivesse que passar por isso sozinha."

Sapphire sorriu.

"Isso é bom. Esse sentimento puro é o que vai realmente salvar sua irmã."

"O que quer dizer?" Perguntou a Princesa, confusa.

"Esse antidoto por si só não funciona, ele precisa de um ingrediente especial: magia. Para Pégasos e Pôneis Terrestres, uma simples magia bastaria, eu mesma poderia fazer isso." Jasmine explicou, formando uma pequena esfera de energia em seu casco, que Luna só agora reparara era brilhante como cristal e agora se iluminava com uma luz violeta, da mesma cor de sua magia, assim como as marcas em sua pata, que se iluminavam da mesma cor. "Mas para Unicórnios, isso requer uma magia mais forte, que possa se sobrepor a sua magia própria." Ela continuou, voltando sua atenção novamente para a poção e acrescentando algumas ervas de flores roxas que Luna não reconheceu.

"É por isso que eu estou aqui. Assim como Pyro está apoiando Lily para curar os outros." Sapphire acrescentou.

"Sim. Mas magia de Alicórnio requer muito mais magia."

"É aí que você entra." Sapphire sorriu maternalmente para Luna. "Sabe fazer um feitiço de cura, não é?"

Luna assentiu, ainda sem entender por completo.

"Acho que está pronta." Jasmine finalmente anunciou. "Só precisa do toque final."

Sapphire assentiu. Ela se levantou e fechou os olhos por um instante. Uma marca em sua pata, que Luna não notara antes e lembrava garras de dragão, começou a brilhar com uma luz azul-safira, a luz formou uma aura ao redor de Sapphire, uma luz que foi aumentando de intensidade, até obrigar a Princesa a fechar os olhos. Quando a luz se extinguiu e ela os abriu novamente diante dela estava uma criatura que ela nunca vira antes.

Era pouco maior que um pônei mas lembrava muito um dragão. Ainda era Sapphire Sky, mas seu chifre de unicórnio deram lugar a um par de chifres de dragão, seu pelo azul dera lugar a escamas azul-safira que refulgiam a luz do fogo, ela tinha um par de asas de dragão, patas com garras afiadas e sua crina e cauda, apesar de conservarem o formato e cor, pareciam feitas de chamas vivas.

Sapphire voltou-se para Luna e conteu o riso diante da expressão surpresa da Princesa.

"Não se assuste, majestade. Acho que lhe devo uma explicação depois, mas agora precisamos cuidar de sua irmã."

Luna não estava realmente assustada, apenas impressionada, mas assentiu. Não importava, desde que fosse salvar sua irmã. Fechou os olhos e simplesmente concentrou-se no feitiço, nada mais importava.

Ela olhou, esperando ver alguma diferença na poção, mas percebeu que não fora esse o alvo. Uma esfera de energia da mesma cor de sua magia brilhava entre os chifres de Sapphire, que brilhavam com a mesma aura da magia de Luna. A esfera se dissipou, deixando apenas a aura, então Sapphire saltou um jato de chamas na direção do caldeirão, as chamas imediatamente cresceram e ganharam a mesma cor da magia, fazendo a poção finalmente mudar de seu tom verde para um branco-perolado, antes que as chamas finalmente se extinguissem e a magia de Sapphire voltar ao seu tom habitual, antes dela encerrá-la, parecia um pouco atordoada.

"Magia jovem mas bem forte." Ela murmurou consigo mesma, voltando a sua forma natural. "Nem mesmo Dark Fang... Vejo um grande destino à sua frente, Princesa." A última parte foi dita em voz alta

Bem, isso era algo que Luna já sabia. Ela e a irmã estavam destinadas a acabar com aquela guerra, a menos que morressem tentando. Ela esperava que aquilo não acontecesse, mas tinha que considerar todas as possibilidades.

Enquanto Jasmine dava o remédio à Celestia, Luna se perguntava o que aconteceria agora. Aquele ataque poderia ter sido fatal. Algo precisava ser feito antes que Nightmare tivesse a chance de atacar novamente.

"Ela vai ficar bem." Jasmine anunciou. Luna notou que a mancha negra, que tinha se espalhado desde que ela deixara a irmã, agora clareara um pouco. "Umas duas horas de descanso e ela estará melhor, mas é bom ela tomar cuidado com magias por alguns dias."

Bem, ia ser difícil, principalmente se Nightmare mandasse um exército mais forte. Luna nunca desejara tanto uma tempestade de neve.

Como se atendesse ao seu pedido, as portas se abriram por magia e com urgência e o Rei Illusion estava parado diante delas.

"Minha irmã vai ficar bem." Luna avisou calmamente. "Devo assumir que estará se preparando para partir pela manhã?"

"Impossível!" Ele protestou. "Tem uma tempestade à caminho."

A notícia fez Luna correr até a janela, fortes rajadas de vento começavam a chegar até ali, carregando consigo nuvens de neve.

"E só me avisam agora?" Ela protestou furiosa, antes de correr para fora.

Uma tempestade de neve ali podia ser tão devastadora quanto um ataque dos Pesadelos se não estivessem devidamente protegidos.

Illusion a alcançou.

"Bem, já cuidei de tudo. Ou quase. Vim buscá-la porque tivemos um pequeno acidente com o muro anti-tempestades." Ele avisou.

"Bem, volte lá e fique de olho na Celestia por mim. Me informe de qualquer problema. Vou cuidar do muro." Luna respondeu, agora voando para fora do castelo.

Com o muro derrubado, a tempestade era o menor de seus problemas. Os Pesadelos podiam ser mantidos lá fora, não só pela própria barreira mágica que ela e Celestia puseram para proteger os quatro reinos, mas também pela própria tempestade, infelizmente a neve trazia outros inimigos.

Ela finalmente alcançou o muro, parte destruído, que os outros tentavam bloquear com blocos de gelo, um pouco de neve e magia.

"O que aconteceu?" Perguntou com urgência à um dos guardas.

"Majestade." Ele se curvou rapidamente, então tentou relatar a situação. "Sinto muito, mas algo deve ter escapado durante a última inspeção. O muro estava enfraquecido e não resistiu à ventania. Não temos tempo para reconstruí-lo, então estamos tentando improvisar. E como está sua irmã?"

"Vai ficar bem em algumas horas. Nossa maior prioridade é o muro. Não só pela tempestade mas..."

Ela sequer teve tempo de completar a frase, quando um grupo de criaturas que lembravam pingentes de gelo, com uma cabeça triangular e braços e pernas finos como gravetos.

Eram duendes do gelo. Não eram perigosos, mas podiam causar bastante estragos.

O muro foi esquecido, até mesmo a Princesa correu para ajudar a se livrar das pequenas pragas. Seus estragos não eram tão preocupantes normalmente, mas durante uma tempestade, qualquer mínimo estrago podia causar uma fatalidade.

A última vez que um acidente parecido acontecera, eles tiveram uma reserva inteira de alimentos congelados, boa parte fora perdida, eles acabaram gastando dinheiro que não podiam se dar ao luxo de perder e perdendo dois pôneis para conseguir mais.

Luna não deixaria que a história se repetisse.

Mas depois de mais ou menos quinze minutos de caçada — eles sabiam se esconder bem quando queriam — o pequeno bando que sobrara saiu correndo por conta própria. Os Pôneis não demoraram a descobrir o porque. Um troll das neves surgiu, rugindo ameaçadoramente na fenda do muro.

Enquanto os duendes eram pequenos, o troll era ainda maior que o muro e carregava uma grande estalagmite de gelo como se fosse um bastão. Diferente dos duendes também, não era fácil fazer um feitiço funcionar em um troll. Não eram completamente imunes a magia, mas muito resistentes.

"Vá para dentro, Princesa. Nós cuidamos disso." Pediu um dos guardas.

Luna naquele momento imaginou Celestia dizendo: "É só um troll, eles podem cuidar disso.", ou Illusion, tentando comandar a batalha à distância. "Não é nada demais." Ele diria. "Não tenho porque interferir." Mas, se não era nada demais, por que não ajudar a se livrar do problema mais rápido? Ainda mais quando tinha uma tempestade chegando e um muro ainda por consertar.

Mas obviamente não ia ser tão fácil, o clima favorecia o troll e atrapalhava os pôneis, a neve começara a cair, a tempestade não demoraria a alcança-los. Então Luna teve uma ideia, do tipo que sua irmã certamente não aprovaria, mas ela não estava ali para lhe dizer o que fazer.

"Cuidem do muro! Eu cuido dele!" Ela gritou para os outros antes de saltar para o lado de fora do muro, o lado onde o troll estava, sem dar atenção aos gritos de alerta.

O troll a viu. Luna voou, se afastando do muro, torcendo para que a tempestade não a pegasse de surpresa. Seu plano era atrair o troll até as montanhas próximas. Ele não voltaria depois disso e ela voltaria assim que fosse seguro.

Não chegara nem à metade do caminho quando o troll tentou ataca-la com seu bastão de gelo, Luna desviou com habilidade, sem perceber o grupo de Espíritos da Neve que flutuava em sua direção, muito menos que eles atacavam.

A primeira magia a atingiu como uma corrente de ar particularmente gelado, desequilibrando-a em seu voo e fazendo-a cair. A tempestade começava a ficar mais forte. O troll brandiu seu bastão novamente contra ela, Luna mal teve tempo de erguer um escudo de proteção. Uma música suave enchia o ar, os Espíritos da Neve cantando. Luna tentou erguer uma barreira de proteção à prova de som, mas era tarde demais, sua magia enfraquecia rapidamente, assim como seus sentidos, fazendo-a pensar no quão estúpida fora aquela ideia.

O troll brandiu seu bastão uma terceira vez. A última coisa que a Princesa ouviu, foram os Espíritos da Neve rindo. E a última coisa que viu foram as chamas, antes de cair na escuridão.

Notas finais
Eu pretendia usar esse capítulo para explicar ao menos um pouco sobre os pôneis-dragão e... bem, eu acabei com um capítulo bem diferente do que eu imaginava depois que perdi minha primeira versão das anotações.