Legends 1 - O Início da Guerra
1 Prólogo - O Renascimento do Fim
Prólogo – O renascimento do fim
Grécia, Atenas, 2040 D.C
Grasnados de corvos davam a melodia para esse lugar abandonado na cidade grega. Os passos do andarilho soltavam um som em sintonia com o barulho infernal das aves negras. Ele continuou a caminhar até o lugar combinado da reunião. Chegando, olhou para os lados, era algo raro de se ver pelos olhos dele, a cidade futurística de Atenas comparado ao local medíocre, sujo e pobre que estavam, parecia até que estavam na Idade Média. Era o ambiente perfeito para a conversa deles.
— Está atrasado. – Ouve-se uma voz grave, bem máscula, na sua direita. Ao se virar, viu um homenzarrão, que tinha um vestuário bem peculiar para a época que estavam, possuía um veste de um leão, com os olhos e garras, uma clava, arma que devia ser exposta em museus, uma enorme maça de madeira em sua cintura e um arco com a corda envolvida pelo seu corpo, flechas guardadas em sua aljava e um cinturão dourado. Suas veias explodiam em cada braço e perna, sua barba marrom estava perfeitamente cortada, porém, havia alguns pingos de suor nela. E, era muito, mas muito alto mesmo, dando certo desconforto no andarilho no começo.
— Eu que digo isso. – Disse outro homem, ao lado do primeiro, que tinha menos características no corpo como o outro, porém, tinha algo que podia fazer um ser normal desmaiar na hora, uma popa de um navio de madeira enfiado no peitoral, também malhado. Possuía um pelo dourado, que ardia os olhos só de ver este. – Tivemos que chegar aqui depois de um tempo procurando a cidade, e vimos que o que nos reuniu não estava presente, achei muita falta de respeito com nós.
— Paz vocês dois. – Advertiu uma terceira voz, uma voz forte como as outras, porém, essa deixava uma marca nos tímpanos de cada um que ouvia, relaxando os outros homens de uma vez por todas. Possuía uma espada e sandálias, com as mesmas características de corpo que os outros 2.
O andarilho, enfim, retira seu capuz que esconde sua face, revelando uma face de um homem de idade avançada, seus cabelos grisalhos afetados pelo tempo, olhos cinzentos como o céu nublado que rodeava o cenário que estavam. Havia consigo só uma arma, uma espada tão curva que parecia uma foice. Por ser idoso, tinha a pele rugosa e flácida, com algumas verrugas na sua face antepassada.
— Perdão pelo atraso, senhor Herácles, senhor Jasão, e senhor Teseu, vim de muito longe para avisar a vocês, como podem ver, estou sem quatro armas, sabem qual são? – Disse o idoso.
— O escudo dado por Atena, as botas aladas de Hermes, o elmo da invisibilidade de Hades e a cabeça da Medusa, estou certo, Perseu? – Respondeu Jasão.
— Correto, e sabem o que isso significa, certo? – Perseu continuava firme e sério.
Os 3 engoliram em seco, sabiam o quão caótico significava isso.
— O ciclo da destruição começou de novo, a Idade de Ouro poderá voltar, a menos que acharmos primeiro as reencarnações antes que seja tarde demais. – Finalizou Perseu.
Herácles bufou, e disse em seguida:
— Esqueceu que as reencarnações passadas nos traíram? – Disse seriamente, parecia já irritado.
— Não esqueci, mas tenho certeza que as novas reencarnações não irão repetir isso, pois eu já encontrei uma. – Perseu sorriu, dizendo com uma voz calma.
Herácles, Jasão e Teseu olharam fixamente para o mais velho dessa reunião, em um silêncio profundo que talvez nunca mais acabasse mais. Um silêncio que talvez significasse espanto, ou talvez entendimento da situação favorável ou não.
— E qual seria? – Teseu acabou com o silêncio.
— Não tenho certeza...mas talvez um dos... — Perseu é interrompido por uma risada maligna, e do nada, surge monstros de todos os tipos, monstros mitológicos como Quimeras, Ciclopes, Harpias, etc. Mais para o fundo, 3 sombras revelando somente o sorriso medonho, caminhavam juntos aos monstros em direção aos heróis mitológicos.
— Hunf! Parece que essa reunião vai ter que esperar, Perseu! – Herácles tira seu arco e atira nos monstros.
— Tsc...entendo que sim...prontos? – Suspirou Perseu.
Todos assentiram, e foram em encontro mortal.
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