Após ir à lanchonete com o Leon, fui no shopping pra comprar roupa nova pra sair com o Diego a noite. Realmente não gostava dessa situação, esperava contar o quanto antes pro Leon mas, restava esperar. Fui pra casa e mais tarde fui me arrumar pra tentar estar pronta na hora certa e estava torcendo pra que o Leon não aparecesse lá em casa. Tomei banho e fui me arrumar. Fiz chapinha, me maquiei e quando fui olhar a hora no meu celular tinham três ligações perdidas do Diego que eu não escutei por estar ouvindo o CD da Katy Perry quase no máximo. Já eram nove e vinte e eu não tinha a menor noção. Botei o vestido correndo e liguei pro Diego.

– Esqueceu de mim? — foi a primeira coisa que ele falou.

– Nunca! Desculpa mesmo, eu tava me arrumando nem olhei a hora. — saí correndo pela casa.

Graças a Deus eu já tinha falado pro meu pai que "ia sair com as meninas" senão ele ia me parar e eu teria que inventar uma porrada de coisa. Já tinha ate combinado com as meninas pra se alguemn perguntar, saímos juntas.

– Não tem problema. Só não entrei por causa do seu pai.

– Tudo bem. — abri a porta pra sair de casa. — Cade você?

– Olha pro lado.

Olhei e ele tava maravilhoso! Desliguei o telefone e não parava de sorrir por que ele tava lindo. Fui em sua direção.

– Você ta muito gato sabia?

– Não é novidade.

Dei uma batidinha nele com a minha bolsa.

– Metido.

– E você ta maravilhosa.

– "Não é novidade".

Ele riu e botou as mãos em minha cintura e se aproximou indo me beijar.

– Aqui não — o parei.

Tirou as mãos.

– Tem razão. Vamos?

– Ainda não vai me dizer pra onde vamos?

– Não ué! É surpresa.

Pegamos um taxi (o restaurante era longe) e fomos pra um restaurante japonês l.i.n.d.o.

– Wow — falei saindo do taxi, assim como ele.

Fomos andando até a porta do restaurante que não sei porque diabos o motorista não quis parar, mas foi bem perto. Estava um pouco a frente dele quando ele botou a mão na minha cintura por trás e falou no meu ouvido:

– Você comprou esse vestido só pra sair comigo?

Virei pra trás sem ter entendido a pergunta.

– Que? Como assim?

– Você não tirou a etiqueta.

Botei a mão atras do meu vestido pra ver se isso era verdade e era. Fiquei tentando tirar mas não tava conseguindo. (Isso tudo estávamos parados)

– Eu tiro isso pra você.

Ele tirou rindo e no mesmo instante peguei da mão dele e joguei fora. Olhei pra ele sorrindo e virei de costas continuando a andar mas claro, morrendo de vergonha.

– Não precisa ter vergonha de mim. — falou me virando pelo braço e me fazendo o abraçar. — Já posso te beijar ou aqui também não pode?

– Já pode sim. Alias, já podia a muito tempo.

Nos beijamos e finalmente entramos no restaurante. Pedimos e enquanto esperávamos ficamos conversando muito, me dou muito bem com ele. Começamos a comer e como era restaurante japonês tinham aquelas "mesinhas" no chão com "almofadinhas" e foi ali que ficamos.

– Diego, eu não consigo comer com isso. — me referia ao rachi (os palitinhos).

Ele começou a rir.

– Do que você ta rindo? — perguntei rindo também.

– Como assim não consegue? — continuou a rir- Perai, vou te ensinar.

Ele começou a me ensinar como se usava os palitinhos e ele olhava pra mim com um sorriso estilo "Diego Dominguez" sabe? Eu me derretia.

– Ai, quando você me olha desse jeito eu fico com vergonha.

– Que jeito? Jeito apaixonado, só se for.

– Sim. — sorri — Amo esse seu olhar.

– Só o olhar que você ama?

– Não.

Ficou uns segundos em silencio.

– Eu... eu te amo.

Saiu, finalmente saiu, e era a verdade, demorou, ate hesitei a falar por que tava nervosa mas, falei.

– Eu também. — ele abriu um sorriso muito grande, lindo.

– Bom, — continuando — agora que você já me deu aula de como comer com isso, vamos continuar.

Continuamos a comer/conversar e cada vez fica mais apaixonada por ele, por seu sorriso, o jeito que ele sorria levantando as sombrancelhas, seu jeitinho, tudo.

Saímos do restaurante e antes de pegar um taxi pra voltar, ficamos andando devagar por lá mesmo.

– Vamos lá pra casa depois daqui.

– Ta louco? — perguntei rindo.

– Vamos, porfavor.

– Não posso Diego, ta tarde.

– Mas seu pai acha que você saiu com as suas amigas. Diz que vocês só demoraram.

– Não da, hoje não.

– Amanha. Depois do Studio.

– Como você é insistente!

– Vamoooos.

Me agarrou e me beijou.

– Essa é a sua tática então? Me beijar.

– Funcionou?

– Nop. Eu quero ir mas não posso.

– Você já tem uma desculpa. Ah, e você ta me devendo.

– Devendo o que?

– Lembra aquela vez que eu fui na sua casa e quando a gente tava quase la, você mudou de ideia?

Olhei pra baixo. Lembrava do dia, infelizmente.

– Sim.

– Então por que a gente não termina o que a gente começou?

Sorri mordendo meu lábio.

– Outro dia. Hoje realmente não da.

– Ta, você venceu. Mas eu vou cobrar.

– Não vai nem precisar.

Voltamos e pedimos pro motorista do taxi saltar longe pra não fazer barulho. Ainda antes de chegar em frente às nossas casas, nos despedimos por que sabíamos que não podíamos nos beijar lá. Como eu queria ser fodinha, eu falei que ia deixa-lo na porta dele.

– Não era pra você me trazer aqui. Era pra eu te deixar na sua porta. — falou segurando minhas mãos.

– Claro que tinha, você é meu namorado e eu quis te tr...

– Ppppera aí. — me interrompeu — que que você disse?

– Que você é meu namorado e eu...

– Que sou seu o que? — me interrompeu novamente rindo e ainda de mãos dadas.

– Que você é meu namorado Diego! — falei rindo.

– Bom, então ja que eu sou seu namorado — deu um beijo em minha mão — eu aceito.

– Acho bom mesmo — rimos — Bom, eu vou indo. Amanha a gente se fala.

– Ta bom. Boa noite.

Nos beijamos.

– Boa noite.

– Te amo.

– Também.

– Também o que?

– Também te amo Diego.