Legendary Lovers
30 Diego
Diego aceitou vir almoçar aqui em casa com a Angie e o papai, principalmente porque falei que depois eles iam sair. Chegou a hora. Daqui a pouco Diego ia chegar e tinha que me preparar psicologicamente por causa do meu pai.
– Pai! — o chamei ao vê-lo passando pelo corredor — Só queria que você se controlasse na frente do Diego.– Ai Violetta! – É serio pai, tipo, não fale do Leon, nem pergunte sobre as antigas namoradas dele, nem fala das coisas vergonhosas que eu fazia quando eu era criança.– Então o que que eu vou falar?– Ha ha muito engra você.Abri a porta pro Diego, que tocou a campainha, me deu um beijo na bochecha e foi cumprimentar todos da casa. Enquanto Olga terminava de botar a mesa, eu e Diego estávamos conversando na sala. Para ser mais precisa, ele estava encostado no piano e enquanto conversavamos, eu ajeitava sua roupa, acareciando-o.– Essa é uma noite muito importante pra mim, sabia? — perguntou- me– Posso saber por que? – Porque hoje é o dia de conquistar o coração do pai da minha namorada.– E da tia. — completei– E da tia. — sorriu, feliz — Eu to feliz... por ter dado certo.– Eu também. — dei-lhe um beijo.Acareciou meu rosto e deu um beijo em minha testa. Nos olhamos, apaixonados. Por alguns segundos foi era só o que nos importava, nossos olhares. Porém, fomos interrompidos:– Vilu, Diego, venham comer. — chamou Angie.Nos sentamos, todos, e torci para tudo der certo, finalmente. Estávamos precisando.Com Diego ao meu lado e Angie e papai em minha frente, nos olhávamos nervosos e ansiosos pela conversa que surgiria a qualquer momento.– Então, Diego, — papai puxando assunto — você tem quantos anos mesmo?– Eu tenho 17.– 17? Hum... E como vai no Studio.– Ah, eu não sou do Studio, senhor.– Não? – Não pai! – Então como vocês se conhecem?– Pai, ele é nosso vizinho.– Ahhh é verdade. Desculpa Diego.– Não, tudo bem. Mas na verdade a gente não se conheceu aqui. — me olhou, me fazendo lembrar do dia.– Como foi? Agora eu quero saber. — perguntou Angie.Diego me olhou, preocupado. Eu entendi. Ele não sabia o que podia falar e o que não podia, já que começamos a namorar quando ainda estava com o Leon.– Bom, — comecei para o aliviar — pra ser exata, primeiro ALGUÉM — brinquei, me referindo à ele — esbarrou em mim na rua e derrubou minha bolsa. – E depois teve uma serie de coincidências como a gente se encontrar no karaoke, na lanchonete, descobrimos que éramos vizinhos e, claro, pegamos o mesmo taxi.Claro que o papai e a Angie queriam saber do resto e como tinha o resto da noite ainda, contamos. Por que não?Graças a Deus tava tudo dando certo e estávamos nos divertindo, de verdade. Acabamos de comer mas mesmo assim continuamos na mesa, conversando. Depois de bastante tempo comendo e conversando e comendo... subimos pro meu quarto, só pra ficarmos sozinhos, sem nenhuma intenção. Estava mexedo na mesinha que fica do lado da porta do meu quarto e Diego estava atrás de mim. Quando virei, pra sair, ele estava bem próximo e sorriu, me aproximando ainda mais. A porta estava aberta então achei melhor não.– Diego... — seus lábios já estavam a 1 centímetro do meu quando meu pai apareceu na porta e não gostou do que viu. – Violetta!! — empurrei o Diego — Pelo amor de Deus! Olha o respeito!– Pai! Pelo amor de Deus digo eu! Eu já sou grande e eu to no MEU QUARTO!– Senhor, desculpa. Fui eu quem...– Olha não precisa defende-la.– Pai!!!! – Sai daqui rapaz– PAI!! Desceu Diego, meu pai e eu (nessa ordem) correndo pela escada.– Pai, ele é meu namorado e eu já tenho 17 anos!!! – Rapaz — apontou a porta pro Diego.– Violetta seu pai ta certo. – Não! — puxei Diego pelo braço pra perto de mim.– Estavam os dois de "17 anos" — me imitou — se beijando dentro de um quarto! O que você quer que eu pense? – A gente não tava se beijando! Você chegou bem na hora, não deu tempo.– Ahhh agora sim. — ironizou– Vilu, eu vou indo. Depois a gente se fala. — chegou perto pra me dar um beijo mas percebeu que meu pai ia matar ele. Assim que o Diego fechou a porta eu e meu pai discutimos mais um pouquinho.– Pai, seria só um beijo. Se você não tivesse chegado. — falei com um tom mais baixo, sem entender o porque do estresse.– Violetta, — estava mais calmo — eu entendo que vocês já são grandes e vocês namoram e que vocês se beijam, mas não quero que vocês...– Pai. — parou pra escutar — Eu não sou virgem. — engoliu em seco — Eu sei que é estranho falar isso com você mas se essa era sua preocupação...– EraEu queria rir naquele momento mas me controlei muito.– Mas foi com ele?– Pai, desculpa mas eu prefiro que isso não se torne o próximo assunto. – Ah, claro. — acho que ainda tava meio em choque. Acho que fui muito direta.– Posso ir?– Pode.Quando tava subindo a escada, parei, virei pra ele e respondi sua pergunta.– Não.Nem quis ver sua reação. Subi a resto das escadas e fui rindo pro meu quarto.Assim que peguei meu celular mandei uma mensagem pro Diego pedindo desculpas pelo meu pai. Como sempre, ele foi um fofo.
Tomei meu banho e botei meu pijama. Pronta pra dormir, meu celular toca. Era o Diego.– Olha pela janela. Fui olhar e o Diego tava lá embaixo da minha janela.– O que você ta fazendo? — ainda nos falávamos por celular pra não fazer barulho.– Não vai abrir pra mim? Não posso tocar a campainha.Desci com muito cuidado e subimos pro meu quarto. Deitei, embaixo das cobertas, e Diego deitou ao meu lado encobrindo-me com seu braço e me apertando confortavelmente, de conchinha. Sentia sua respiração calma e aliviada. Me deu um beijo no pescoço e sussurou-me:– Te amo.
Notas finais
Queridos leitores, chegamos ao fim. Obrigada pelos comentários, suas opinoes e principalmente por acompanhar a história.
Desculpem por demorar tanto pra postar os capítulos hehe
Já estou preparando uma novo história e espero que vocês acompanhem também e prometo que vou ser rápida.
Beijos obrigada
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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