Diego aceitou vir almoçar aqui em casa com a Angie e o papai, principalmente porque falei que depois eles iam sair. Chegou a hora. Daqui a pouco Diego ia chegar e tinha que me preparar psicologicamente por causa do meu pai.

– Pai! — o chamei ao vê-lo passando pelo corredor — Só queria que você se controlasse na frente do Diego.

– Ai Violetta!

– É serio pai, tipo, não fale do Leon, nem pergunte sobre as antigas namoradas dele, nem fala das coisas vergonhosas que eu fazia quando eu era criança.

– Então o que que eu vou falar?

– Ha ha muito engra você.

Abri a porta pro Diego, que tocou a campainha, me deu um beijo na bochecha e foi cumprimentar todos da casa. Enquanto Olga terminava de botar a mesa, eu e Diego estávamos conversando na sala. Para ser mais precisa, ele estava encostado no piano e enquanto conversavamos, eu ajeitava sua roupa, acareciando-o.

– Essa é uma noite muito importante pra mim, sabia? — perguntou- me

– Posso saber por que?

– Porque hoje é o dia de conquistar o coração do pai da minha namorada.

– E da tia. — completei

– E da tia. — sorriu, feliz — Eu to feliz... por ter dado certo.

– Eu também. — dei-lhe um beijo.

Acareciou meu rosto e deu um beijo em minha testa. Nos olhamos, apaixonados. Por alguns segundos foi era só o que nos importava, nossos olhares. Porém, fomos interrompidos:

– Vilu, Diego, venham comer. — chamou Angie.

Nos sentamos, todos, e torci para tudo der certo, finalmente. Estávamos precisando.

Com Diego ao meu lado e Angie e papai em minha frente, nos olhávamos nervosos e ansiosos pela conversa que surgiria a qualquer momento.

– Então, Diego, — papai puxando assunto — você tem quantos anos mesmo?

– Eu tenho 17.

– 17? Hum... E como vai no Studio.

– Ah, eu não sou do Studio, senhor.

– Não?

– Não pai!

– Então como vocês se conhecem?

– Pai, ele é nosso vizinho.

– Ahhh é verdade. Desculpa Diego.

– Não, tudo bem. Mas na verdade a gente não se conheceu aqui. — me olhou, me fazendo lembrar do dia.

– Como foi? Agora eu quero saber. — perguntou Angie.

Diego me olhou, preocupado. Eu entendi. Ele não sabia o que podia falar e o que não podia, já que começamos a namorar quando ainda estava com o Leon.

– Bom, — comecei para o aliviar — pra ser exata, primeiro ALGUÉM — brinquei, me referindo à ele — esbarrou em mim na rua e derrubou minha bolsa.

– E depois teve uma serie de coincidências como a gente se encontrar no karaoke, na lanchonete, descobrimos que éramos vizinhos e, claro, pegamos o mesmo taxi.

Claro que o papai e a Angie queriam saber do resto e como tinha o resto da noite ainda, contamos. Por que não?

Graças a Deus tava tudo dando certo e estávamos nos divertindo, de verdade. Acabamos de comer mas mesmo assim continuamos na mesa, conversando. Depois de bastante tempo comendo e conversando e comendo... subimos pro meu quarto, só pra ficarmos sozinhos, sem nenhuma intenção. Estava mexedo na mesinha que fica do lado da porta do meu quarto e Diego estava atrás de mim. Quando virei, pra sair, ele estava bem próximo e sorriu, me aproximando ainda mais. A porta estava aberta então achei melhor não.

– Diego... — seus lábios já estavam a 1 centímetro do meu quando meu pai apareceu na porta e não gostou do que viu.

– Violetta!! — empurrei o Diego — Pelo amor de Deus! Olha o respeito!

– Pai! Pelo amor de Deus digo eu! Eu já sou grande e eu to no MEU QUARTO!

– Senhor, desculpa. Fui eu quem...

– Olha não precisa defende-la.

– Pai!!!!

– Sai daqui rapaz

– PAI!!

Desceu Diego, meu pai e eu (nessa ordem) correndo pela escada.

– Pai, ele é meu namorado e eu já tenho 17 anos!!!

– Rapaz — apontou a porta pro Diego.

– Violetta seu pai ta certo.

– Não! — puxei Diego pelo braço pra perto de mim.

– Estavam os dois de "17 anos" — me imitou — se beijando dentro de um quarto! O que você quer que eu pense?

– A gente não tava se beijando! Você chegou bem na hora, não deu tempo.

– Ahhh agora sim. — ironizou

– Vilu, eu vou indo. Depois a gente se fala. — chegou perto pra me dar um beijo mas percebeu que meu pai ia matar ele.

Assim que o Diego fechou a porta eu e meu pai discutimos mais um pouquinho.

– Pai, seria só um beijo. Se você não tivesse chegado. — falei com um tom mais baixo, sem entender o porque do estresse.

– Violetta, — estava mais calmo — eu entendo que vocês já são grandes e vocês namoram e que vocês se beijam, mas não quero que vocês...

– Pai. — parou pra escutar — Eu não sou virgem. — engoliu em seco — Eu sei que é estranho falar isso com você mas se essa era sua preocupação...

– Era

Eu queria rir naquele momento mas me controlei muito.

– Mas foi com ele?

– Pai, desculpa mas eu prefiro que isso não se torne o próximo assunto.

– Ah, claro. — acho que ainda tava meio em choque. Acho que fui muito direta.

– Posso ir?

– Pode.

Quando tava subindo a escada, parei, virei pra ele e respondi sua pergunta.

– Não.

Nem quis ver sua reação. Subi a resto das escadas e fui rindo pro meu quarto.

Assim que peguei meu celular mandei uma mensagem pro Diego pedindo desculpas pelo meu pai. Como sempre, ele foi um fofo.

Tomei meu banho e botei meu pijama. Pronta pra dormir, meu celular toca. Era o Diego.

– Olha pela janela.

Fui olhar e o Diego tava lá embaixo da minha janela.

– O que você ta fazendo? — ainda nos falávamos por celular pra não fazer barulho.

– Não vai abrir pra mim? Não posso tocar a campainha.

Desci com muito cuidado e subimos pro meu quarto. Deitei, embaixo das cobertas, e Diego deitou ao meu lado encobrindo-me com seu braço e me apertando confortavelmente, de conchinha. Sentia sua respiração calma e aliviada. Me deu um beijo no pescoço e sussurou-me:

– Te amo.

Notas finais
Queridos leitores, chegamos ao fim. Obrigada pelos comentários, suas opinoes e principalmente por acompanhar a história. Desculpem por demorar tanto pra postar os capítulos hehe Já estou preparando uma novo história e espero que vocês acompanhem também e prometo que vou ser rápida. Beijos obrigada
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!