Já de manhã bem cedo, acordei e, levantando de seus braços sentei no lado da cama com o lençol caido e cobrindo somente da minha cintura pra baixo. Olhando para o nada, pensativa, com meu cabelo caído sobre meu ombro, senti sua mão passando sobre minhas costas nuas. Virei a cabeça levemente e o olhei por cima do meu ombro, sorrindo.

– Tudo bem? — perguntou

– Tudo ótimo. — virei completamente e fui em direção à sua boca para lhe dar um beijo.

Não conseguíamos parar de sorrir, nos olhávamos e somente sorriamos, era como estávamos expressando nossos sentimentos naquele momento. Não sabíamos o que falar e estávamos felizes então... foi o que saiu.

Deitei do seu lado, de barriga pra baixo e ele ficou de lado acareciando minhas costas com sua mão.

– Di, posso te fazer uma muito nada a ver?

– "Di"?

– Foi mal é que eu quero um apelido pra você mas não sei qual. Prefere o que, "Die"?

– "Die"? Ah não sei, meio escroto.

– Eu prefiro chamar as pessoas pelo apelido uai me deixa.

– Você não tem apelido.

– Tenho. Vilu. Mas é pros bem íntimos.

– Quer mais íntimos que isso?

– HAHAHA palhaço!! Sei lá, é estranho você me chamar de "Vilu". Não gosto.

– Porque Vilu?

– Para!

– Hahahaha

– Ta DIEGO, posso te fazer uma pergunta bem nada a ver?

– Pode VIOLETTA.

O olhei sorrindo, mordendo meu lábio.

– Você já pensou em entrar pro Studio?

– Não. Por que?

– Sei lá, você canta e aposto que dança muito bem também.

– Não sei, acho que não gostaria não.

– Hum.

– Queria que eu ficasse mais perto de você né?

– É... sinto sua falta durante o dia.

– Mas a gente se vê tipo, sempre.

– Aii ta bom. Desculpa se eu sinto sua falta! — falei brincando

– Ahhhh quanto drama!!

Começamos a rir de nós mesmos e continuamos "conversando" e "namorando".

– Vou no banheiro, ta? — falei

– Ta bom. Sabe onde é né?

– Sei. Me empresta uma camisa por que... né. — falei olhando pro meu corpo ensinuando que eu tava nua.

Peguei uma camisa dele larga e grande e descalsa mesmo, saí de seu quarto para ir ao banheiro. Saí, fechei a porta e fui andando quando ouvi alguém falando comigo:

– Oi. É... você seria...

Virei rápido no susto.

– Violetta. Você deve ser a Angela, mãe do Diego.

Ela ficou olhando pra roupa do Diego que no caso eu tava usando.

– Sou sim. E você deve ser a...

– Namorada. Sou a namorada dele.

– Hum. Ele não me falou que tinha uma namorada.

Ficava olhando meio pro chão meio pros lados, sem graça.

– É né, pois é. Então, eu vou ali no banheiro.

– Ta bom.

Fiquei tipo "Okaaaay" o que acabou de acontecer??

Esperei a mãe dele virar de costas e corri pro quarto. Entrei e olhei com uma cara pro Diego do tipo, WTF!

– Que foi? — me perguntou assustado.

– Acabei de conhecer a sua mãe.

Ele sorriu mas de um jeito assustado.

– Que que aconteceu?

– Eu tava indo pro banheiro aí ela perguntou quem eu era.

– E você?

– Falei que era sua namorada né! Era a única coisa que ela poderia acreditar já que eu saí do seu quarto, essa hora da manhã e eu estou com a sua camisa. Somente com a sua camisa.

– Eta porra.

– Qual o problema?

– Porque você não sabe se ela já te viu com o Leon. Somos vizinhos.

– É verdade. Ah, mas a única coisa que pode acontecer é ela não gostar de mim.

– É...

– Mas enfim amor, então eu vou indo.

– Como assim vai indo? Fica aqui comigo. — me puxou me fazendo "cair" por cima dele e me deu um beijo.

Fiquei sentada em cima dele o beijando.

– Vai, tira essa camisa denovo — passava a mão por dentro da camisa.

– Não Di, eu vou indo, ta bom? Depois a gente se vê.

– Ta. Mas então eu também vou trocar de roupa, alias, botar uma roupa, e te desço com você.

Botamos nossas roupas e descemos pra eu ir embora.

– Tchauzinho. — lhe dei um beijo, já na porta.

– Tchau!

Entrei em casa e quando fechei a porta já do lado de dentro, tava o Federico, de pijama, com o café da manhã na mão levando pro seu quarto.

– Ts ts ts — me olhou balançando a cabeça

– Shhhh vem, vamos subir. — sussurrei.

Subimos e o puxei pro meu quarto.

– O meu pai falou alguma coisa?

– Em relação a que?

– Serio Fede? Eu passei a noite fora.

– Mas você avisou que ia dormir na casa da Ludmila.

– Ah é? Não lembrava.

– Alias, como foi?

– Ta zoando ne?

– Não entendi.

– Eu não dormi na casa dela.

– Ahhh. Dormiu aonde?

– Então ne, vamos tomar café?

– Violetta!! Não muda de assunto! Aonde você... — parou- AAHHH VOCÊ DORMIU COM O DIEGO!

– CALA BOCA PORRA! Ta maluco?! — botou a mão na boca

– Por que você não me falou? — voltamos a falar baixo

– Como eu ia falar Federico?

– Eu sei lá.

– Eu hein. Enfim...

– Espera! Que que aconteceu com o Leon?

– Nada. Ele ta vivo, obrigada pela preocupação.

– Violetta serio.

– Eu falei pra ele.

– Serio? Como foi?

– Eu falei pra ele que eu tava apaixonada por outro garoto e tals...

– E como você ta normal assim?

– Ai meu deus, é verdade. Eu não to mais me sentindo mal. Será que eu não presto mesmo?

Ele começou a rir da minha cara.

– Já vimos que você não presta por ter ficado com os dois.

– Aii nossa.

– É verdade, você sabe.

– Mas ontem eu tava muito mal.

– Tão mal que transou com o Diego.

– Oh menino!! Para de me esculachar!!

– Ta bom, parei.

– Ai, você é ruim.

– Desculpa!!!

– Continuando, eu tava muito mal ontem sim ta. Eu tinha terminado com o Leon e eu tava triste e quis consolo.

– E eu aqui?

– Federico vai se foder.

– Ai nossa.

– Xo falar. Aí eu fui pra lá, a gente conversou e tals, e depois que rolou.

– Entendi.

– Ta agora me da um pouco dessa sua comida ai por favor. — fui pegando do prato dele.

– Ei! Você já não comeu muito não?

– FEDERICO! — ele começou a rir muito — Como você ousa falar assim comigo!! — falei brincando

Terminamos de conversar e esperando o tempo passar pra ir pro Studio.