Legendary

3 Cidade Luxo


Notas iniciais
Hi Guys! Então como estão? Eu estou aqui surgindo das cinzas como uma fênix U-U kkkk Serio eu sinto muito, tudo estava conspirando contra mim e este capítulo. TUDO, até o site! Eu não estava conseguindo postar nada, hoje que funcionou direito... Eu já estava ficando com raiva, muita raiva ¬¬ Mas enfim o capítulo esta aqui, um pouco maior do que o normal para tentar compensar... Espero que gostem ;)

Joanh olhava as estrelas, a expressão calma, apenas as observava como se tudo a sua volta pouco importasse. Elizabeth o acompanhava, desistira de formular perguntas. Deixava agora a calmaria do céu estrelado relaxar sua mente confusa e cansada.

Só estivera naquele aeroporto uma vez. Quando chegara à aquela cidade infernal. Era um prédio novo, brilhante de e ar importante naquela época, entretanto agora não passava de uma construção isolada e esquecida aos poucos se deteriorando.

– Sabe uma coisa engraçada? — Joahn finalmente falara após a longa greve de silêncio.

– O quê? — Elizabeth virara o corpo para velo, estava ele sentada poucos degraus abaixo dele nas escadarias do jatinho. Os olhos negros a observavam, calmos, sem vida.

– As pessoas passam tanto tempo tentando descobrir os segredos do universo... Procuram tão persistentemente vida em outros lugares... — Ele se calou, voltou a observar estrelas, que naquele campo aberto sem iluminação exibiam ao máximo sua grandeza.

– Por que isso seria engraçado?

– Hum... — Não tirava os olhos das estrelas — Dois motivos, não vejo os segredos do universo como coisas para serem descobertas... E achar vida em outros planetas... Mais fácil transformar cães em dragões...

– Hum, por que? Você não acredita em vida em outros planetas?

– Não é esta a questão.

– Então qual é a questão? — Joanh calou-se novamente. Olhava Elizabeth pelo canto do olho. Aqueles olhos negros a perturbavam, olhar direto era como se deparar com as profundezas mais obscuras.

– A questão — Enfim falou — É quem gostaria de conhecer a raça humana? Duas guerras mundiais, tantas pessoas mortas por cause de terra e governo, humanos já fizeram um aos outros de escravos... Brigam tanto entre si. Agem como se não fossem uma espécie só... Se eu fosse um alienígena evitaria contato.

– Mas... Os alienígenas poderiam ser piores ou iguais a nós...

– Não acho. Sei lá, essas burrices são exclusividade nossa.

– Você não pode afirmar. — Joanh, se levantou estalou as juntas do corpo e logo fora se sentar em frente Elizabeth.

– Por que defende que os alienígenas deveriam são tão ruins ou piores? Já não basta uma raça desunida no universo? — Elizabeth ficara em silêncio. Joanh apoiava a cabeça nas mãos, e as mãos nos joelhos. Não desviava os olhos da garota.

– Não sei... Talvez por que seria menos vergonhoso ser humana se outras raças fossem barbaras como nos... — Joanh sorriu, logo dava risinhos abafados. — O que foi? — O garoto continuava a rir — O que foi Joanh?

– JP, pode me chamar de JP.

– JP... — Elizabeth pensou — Joanh...

– Petrick. Diga-me Elizabeth, você acredita em Lobisomens?

– Não.

– Fadas?

– Não.

– Bruxas?

– Não.

– Vampiros?

– Não.

– Nem no Edward Cullen?

– Muito menos no Edward Cullen. Ande, me diga onde você quer chegar?

– Eu? Quero chegar na Inglaterra sem mais interrupções — Joanh sorria enquanto ela apenas o encarava — Agora diga-me, por que você não acredita?

– Hum... Lobisomens, fadas, vampiros, Edwards Cullen são apenas lendas.

– E só por isso você não acredita nelas?

– Bem, sim. São apenas lendas.

– E por que não acreditar em lendas?

– Porque são apenas lendas. Não são coisas reais. E pare de me enrolar. Onde você quer chegar? — Silêncio. Aquilo estava começando a irrita-la, Elizabeth odiava ser enrolada com lábia e conversas jogadas fora.

– Posso te contar uma estória? — Elizabeth olhou irritada. Joanh falava calmo e descontraído, mas havia algo tenso por traz da voz. — Vamos, o Jagre ainda deve demorar um pouquinho, só para passar o tempo. Ela pensou.

– Tudo bem. — Suspirou, logo apoiou a cabeça no joelho. — Só para passar o tempo.

– Mas aviso que estou meio enferrujado no assunto de contar histórias. — Elizbeth revirou os olhos -Bem, a muito tempo atrás mais do que qualquer um possa imaginar havia uma raça de criaturas. Criaturas realmente magnificas que atingia quase a perfeição. — Joanh falava ritmado, como um contador de estórias que Elizabeth uma vez conhecera — Ninguém sabia de onde vinham. E como ali foram parar. Sabiam apenas que um dia chegaram, e por ali ficaram.”

"As pessoas os amavam, idolatravam, odiavam e temiam as criaturas. Admiravam seus poderes, alguns já antes sonhados, outros inimagináveis. Admiravam sua força, suas feras, sua riqueza e de certo modo invejavam. Idolatravam sua perfeição: Física e mental. Sua capacidade de gerar paz e guerra quando lhes fosse desejado. Os viam como deuses de uma nova era. Odiavam pelo simples fato de serem superiores. E os temiam por tudo e nada mais."

" Tinham em posse criaturas incríveis, conhecidas como Lous. Seres com poder de destruição inigualável, força descomunal. Dotados de carapaças duras como armadura e coloridas como a vida. Eram doces e gentis e ao mesmo tempo agressivos e raivosos. Seres belos de se ver, belos e mortais."

" Por mais macabras que pudesse parecer enquanto estavam lá, enquanto viviam entre as pessoas, como iguais outrora deuses, havia no ar a paz"

" Um dia, um dia sombrio, quando as cidades despertaram, se viam em meio ao sangue de seus amados, idolatrados, odiados e temidos. Corpos mutilados irreconhecíveis. Seu sangue e de suas feras espalhados pelo chão. Onde quer que se olhasse havia sangue."

Joanh calou-se. Olhos fixos no nada.

– Qual a utilidade dessa estória?

– Sabe, o tempo passou, tempo o bastante para passarem de histórias a mitos, depois a lendas e logo ao pó. Não passam nos dias de hoje de lendas esquecidas. O legado de seus feitos já foi apagado pelo tempo. Quase não resta uma curta estória mal contada.

– Onde você quer chegar com tudo isso?

– Hum, você é meio apressadinha. – Silêncio – Tudo bem. Mas o ponto em que quero chegar... Bem, por mais tempo que tenha passado, por mais que tenham sido esquecidos pelo povo. Ainda há memorias, talvez em algum lugar distante, histórias. Mas o principal é que ainda há por mais que quase mínima uma parte de seu legado. Sangue. — Elizabeth franziu o cenho. Ele não vai sugerir que...– Poucas pessoas apresentam o sangue, e muito menos tem o bastante para demonstrar a descendência. Por mais raras que essas sejam, Jagre acredita que pode reuni-las, que pode salva-las dos caçadores.

Elizabeth simplesmente se levantou, desceu as escadas e começou a caminhar.

– Onde você vai?! — Joanh perguntou levantando-se também.

– Vou voltar ao orfanato.

– Mas por que?

– Por que? Deixe me adivinhar, você ia me dizer que sou uma dessas pessoas? – Sem resposta — Não vou ficar no meio do nada cercada de mato e nada mais ouvindo um garoto provavelmente louco. Sério? Acredita mesmo em estorinhas sobre seres mágicos e etc? – Sem resposta novamente — Adeus. – Dirigiu-lhe um mal feito comprimento militar.

Joanh apoiou a cabeça nos joelhos, Elizabeth não conseguia decifrar a expressão em seu rosto. Virou-se, começou a caminhar, saiu da pista de decolagem para a estradinha de onde vieram. Seus pés afundavam na neve.

Andava em silêncio, cada vez mais longe do jato, cada vez mais afundo do matagal coberto de branco. Aquele garoto deve ter parafusos a menos... Ele e Jagre... Os sussurros da floresta ecoavam não muito longe. Por que foi mesmo que eu acreditei neles? ... Seguia no escuro tentando não sair da estrada de terra. Por que estou aqui? Ela havia confiado sem pestanejar... Por que? Jagre havia dito que conhecia sua mãe. Foi só por isso? ... Levou a mão ao olho esquerdo. Aquela conversa sobre Sangue Azul... Aquele cordão... Tudo. Eu devia... Ter confiado? Por que, toda essa conversa... Parou. Por que eu... Por que não me soa como pura insanidade? Levou as mãos ao cordão. Quente, muito quente. Mesmo assim confortante. É tudo tão familiar...

– Por... Q-que? — Elizabeth fraquejara. A voz tremula. Isso, isso é loucura. Loucura. Ela tremia. Por que... É ... familiar? As pernas tremiam. Abaixou a cabeça, os olhos fechados com força. Deixou-se levar ao chão.

– Se você quiser voltar para casa eu te levo. — Elizabeth ergueu os olhos, Joanh estava ajoelhado a sua frente. Sua expressão era calma, sua voz sem tensão — Você vai ter de andar muito se não aceitar. — Elizabeth abaixou a cabeça, suspirou.

– Você não me disse para onde vai com Jagre. – Por que...

– Você não perguntou — Eu nem ao menos... Perguntei... Eu... Eu Apenas fui...– Mas de qualquer jeito. Nosso objetivo é a Inglaterra. Mas acho que ainda vamos ter de pegar mais alguém pelo caminho.

– E depois?

– Vamos fugir.

– Fugir? — Elizabeth ergueu os olhos. Joanh estava sério. Fugir, fugir, fugir. A palavra ecoava em sua cabeça. Eles... Me ofereceram a chance... Quantas vezes desejou deixar aquele lugar, quantas vezes? Deixar a cidade... Deixar tudo... – Para onde?

– Sabe, o universo é um lugar muito grande. Com lugares e gente interessante para conhecer. — Joanh sorriu. – Vamos fugir daqui. Da Terra. – Elizabeth franziu o cenho. — Mas se você ainda me achar um garoto louco falando isso você pode ficar, mas provavelmente você estará morta em algumas horas.

Ficou em silêncio. Esta podia ser sua chance de escapar. Escapar daquela cidade, daquelas pessoas, de tudo. Ela podia sair dali. Ir para outro lugar. Qualquer lugar bastava. Vamos fugir daqui, da Terra. Engoliu seco. Já havia esperado muito, já estava presa ali a muito tempo, já havia sofrido o bastante nas mãos daquele lugar, daquelas pessoas miseráveis. Um tiro assim no escuro, era melhor do que ficar.

– Eu vou com vocês. – Talvez seja me única chance. Suspirou. Fugir. Apertou as mãos. E talvez...

– Até que enfim vou ter alguém para conversar... O Jagre passa maior parte do tempo enfurnado em seus pensamentos. – Só talvez... Joanh levantou e logo estendeu a mão para Elizabeth se apoiar, a garota apenas observou e levantou-se. — Agora vamos voltar para o avião antes que você congele ou que o Jagre chegue e nos largue aqui.

Talvez pudesse entender.

Priscila já estava ficando cansada e entediada, contudo sua Tia e as três primas ainda tinham muita energia para continuar suas compras. Andavam pelas ruas de Paris sem parar, cada hora entravam em uma loja e em outra, levavam quase tudo. Vestidos, blusas, joias, perfumes, sapatos e coisas exóticas que só serviriam para acumular poeira. Ela estava animada no começo mas agora apenas se atirava nas poltronas mais belas do que confortáveis com toda vontade.

Pela vitrine tentava encontrar um lugar onde pudessem comer. Contudo só avistava lojas chiques de vitrines lustrosas.

– Não vai olhar nada Pri? — Mary perguntara com um sorriso de orelha a orelha. Pri fizera que não — Sério? São as compras de Natal! Vamos lá! Aproveite!

– Já aproveitei. O pobre Luiz quase morreu sufocado pelas minhas compras. — Quantos carros será que ele já encheu? 4? 5? Priscila suspirou. Aquelas mulheres não se cansavam de comprar. Priscila jugavam que eram viciadas no prazer momentâneo de obter algo novo e caro.

Levantou, as pernas doíam, mas o tédio parecia lhe ferir a alma. Seguiu pela extensão da loja a procura de Tia Lury. A mulher estava a vasculhar cabides a procura de algo extravagante de seu agrado. A atendente a incentivava a experimentar, pegar mais roupas, comprar e comprar. A menina avisou que estava indo dar uma volta, recebeu um peteleco no nariz e o breve aviso de "tome cuidado".

Seguiu calma pelas ruas, os poucos ia deixando o cenário chique de lojas requentadas, com pessoas de alta classe andando pelas ruas. Lojas se tornavam mais populares, as pessoas mais humildes. As ruas estavam movimentadas, turistas que mesmo naquele frio não hesitavam e sair pela cidade de ponto em ponto, enchendo os olhos com a beleza rustica da cidade. Priscila não negava a beleza de Paris contudo já havia se acostumado com ela, observa-a sem muita admiração. Trabalhadores também enchiam as ruas, indo e vindo. Pessoas e mais pessoas.

Ela não procurava por nada, apenas andava naquele cenário de pessoas comuns que aos poucos se esquecia. A riqueza fazia cada vez mais parte de suas memórias. Mas as vezes aquele não lhe parecia seu mundo. Dinheiro era bom, mas também vazio.

Estava distraída, pensando, o som da rua isolado a sua volta. Sentiu algo lhe puxar, alguém agarrara-lhe o braço, uma figura de capuz. Arrastou-a para uma estreita rua, poucos passos à frente. Ela fora sem relutância. Será que... O Capuz cobria quase todo o rosto, e mesmo a parte exposta ela não via por seu ângulo. Por baixo do casaco marrom... Não pode ser, pode? A Figura começou a correr, continuava a segurar Priscila pelo braço. Correu com ela. Ela usava a figura de apoio, tentava e tentava manter o equilíbrio, mas as pedras irregulares com camadas de neve semiderretida não ajudavam.

Virou a esquerda. Outra rua estreita que apenas um carro passaria. Construções de séculos atrás se erguiam pela calçada. A direita. Pararam, ela arfava. A pessoa por traz do capuz se afastou, esgueirou pelo antigo prédio e fora observar a rua pela qual vieram.

Seu coração batia forte no peito. Observou a rua a sua volta. É... É aqui... Engoliu seco, frio na barriga. É um sonho? Mais um sonho? Puxou um fio de cabelo, nada, mais um. Real. Real?

Podia correr, e evitar, mas permaneceu ali parada esperando a figura voltar. Até o fim, desta vez, eu vou até o fim.

– Estamos seguras. — Era a voz de uma garota, que logo se virou.

Ela tirou o capuz deixando os cabelos e rosto amostra. Seus olhos eram simplesmente eletrizantes, vorazes e mortais como os de um animal em plena caça. Castanhos como os de muita gente mas ao mesmo tempo exóticos como os de ninguém. Cabelos escuros dançavam como uma juba moldando o rosto de traços finos. Cacheados e armados, como os de uma africana, mesmo que a garota tivesse a pele branco como nunca vira.

– Escute-me, não dá tempo de explicar, mas eu preciso que você...

– Você precisa que eu venha com você. – Uma breve surpresa em seu olhar antes de franzir o cenho. Havia curiosidade em seu olhar. O nervosismo de Pri só aumentava a cada palavra. — Rápido pois eles estão na sua cola. Estou certa, não é? — A garota abriu a boca, mas não falara nada. Tensão, tensão havia se misturada a curiosidade.

– Si... Sim.

– Então vamos? Quanto mais tempo ficarmos aqui menor a distância entre eles. — A garota ficara olhando-a desconfiada. Pri mordera de leve os lábios.

– Afinal espertinha, quem é você?

– Eu sou a Priscila, e você deve ser a Elizabeth. — A garota a encarrou. — Estou certa? — Elizabeth assentiu de mal humor.

Alguns segundos depois começaram a andar pela rua. Respirou fundo. Desta vez, tenho de ir até o fim.

Seguiram em passos rápidos por emaranhados de ruazinhas parcialmente desertas, sem trocar sequer uma palavra. Elizabeth sempre observando, os lados, os telhados, tudo, checando se era seguro. Priscila apenas contava as ruas. Quarta, Quinta... Quase lá. Suas mãos tremiam, estava nervosa. Sexta. Ela correu, passou por Elizabeth e puxou-a. Seu coração batia forte, era como se fosse saltar pela boca. Olhou brevemente as construções na rua a sua volta. Avistou-o, ficou por um momento aliviada.

Correu e subiu as escadinhas do prédio azul. Levou a mão na maçaneta, a porta abriu. Suspirou e sorriu. Está aberta, realmente está aberta...

– O que você está fazendo?! Temos que ir! – Priscila virou para olha-la, esperava ver raiva em seus olhos, mas além da selvageria não havia mais do que confusão. Talvez, talvez medo.

– Elizabeth –sua voz vacilou — Por favor. Confie em mim. – A garota travou os pés — Eles vão tentar nos cercar nessa rua.

– Como você...

– Por favor Elizabeth, eu sei o que estou fazendo. — Priscila temeu que ela negasse que fugisse sozinha, que a deixa-se a mercê. Temeu que a garota viesse a arrasta-la, Priscila não teria como impedi-la, Elizabeth teria a força a seu favor. — Por favor. – Sua voz era doce, tentou ser a mais persuasiva que podia. Confie droga!

Elizabeth a encarrou, por um momento Pri achou que ela fosse recuar, mas a garota entrou. Pri foi a suas cosatas, fechou a porta. Correu para dentro do prédio Elizabeth seguiu de pé atrás. A suas costas podiam ouvir disparos misturados a alguns gritos abafados. Sentiu seu corpo gelar por dentro. Apenas corra.

Elas chegaram nos fundos, Priscila levou a mão a porta mas estava trancada, seu sangue gelou. Não, não, não, não, não. Ela começou desesperada procurar as chaves, tentava se lembrar mas não conseguia. Onde você está? Apareça chavinha. Ouve um estalo, a porta abriu, Elizabeth passou por ela e logo chamara seu nome.

Sem mais delongas Pri seguiu. A viela estava deserta

– Eram eles? – Pri assentiu — Nós os despistamos?

– Não muito.

– Para onde vamos agora? – Elizabeth questionou. – Por favor me diga que sabe.

– Vamos até à Pont des Arts.

– A ponte dos cadeados?

– Sim. – Priscila correu. Mal ouviu o “mas” de Elizabeth.



A ponte estava parcialmente cheia. Elas haviam parado quase no final. Elizabeth havia discutido, aquele era um lugar aberto, elas podiam ser facilmente vistas. Tinha razão, a garota tinha razão. Mas, Priscila dali não sairia, não o deixaria para traz.

Checava o relógio, cada segundo parecia uma hora. Joanh, devia estar para chegar. Mais um minuto. Avistou a silhueta vestida completamente de preto, corria desesperado.

– Elizabeth! – Ele gritou. Algumas pessoas desviaram suas atenções ao garoto. – Elizabeth! – Alcançou as garotas. Arfava como um cavalo exausto. – Eles... Eles... – O garoto tinha a mão prensada contra o antebraço. O sangue escoria. – Temos... – Os olhos do garoto reviravam, o corpo tremia, haviam feridas, profundas, feias. O garoto tombara, Elizabeth o segurou com cuidado. Olhava Priscila estupefata.

As pessoas de aproximavam, as vozes juntas ficavam altas, indecifráveis. Perguntavam se queriam uma ambulância, alguns chamavam uma sem mais delongas. Davam palpites do que fazer com o garoto, “sente-o, deite-o, não deixe que desmaie”. As pessoas deixavam a pobre Elizabeth desgovernada. Desgovernada o bastante para não ver Priscila se afastar. Passou por entre o grupo. Correu veloz até a outra ponta da ponte. Corria como um cão de corrida, focada, sem pensar, o mais rápido que podia.

Chegou ao lado por onde vieram, torcendo para os caçadores ainda estarem despistados. Ande logo. Por favor. Por favor. O coração disparou quando avistou-os ao longe. Homens altos e corpulentos, cobertos por inteiro por roupas pesadas andando a procura da presa. Chamavam atenção, olhares desconfiados e curiosos eram a eles dirigido.

O tempo passava, os homens se aproximavam da ponte. Não, logo isso para ser diferente... Não... Não... Por favor. Eles vão nos achar. Ouviu gritos, pessoas xingando. Sorriu. 1, 2... Contou... 10. Priscila arrancou, correu onze passos e parou. Olhos fechados com força. O motorista freio. Os pneus cantaram. Ela abriu os olhos.

Correu até o carro do surtado motorista que por ali corria. Entrou no veículo sem pensar, hesitar. Sentou no banco do passageiro, puxou e colocou o cinto.

– Quem é ... — Ele a encarava, os olhos arregalados, os cabelos alvoraçavam, a pele pálida. Parecia um cientista maluco.

– Priscila. Prazer em conhecer você Jagre. – Ele permanecia parado – Agora caso você não queira morrer, ou ver seus jovens colegas de viagem mortos, sugiro que siga pela centenária ponte, antes que os caçadores o vejam. O que não é difícil... – O homem arrancou com o carro. Priscila engoliu as palavras no solavanco.

Girou o carro bruscamente, e jogou-o contra a ponte. O carro trepidava, a madeira da ponte rangia. Priscila sentia que ficar com os caçadores era mais seguro.

Os pneus mais uma vez cantaram. Jagre freou o carro sem qualquer delonga. Ela sentiu que os órgãos iam lhe voar pela boca, desceu do carro. As pessoas gritavam e xingavam.

– Elizabeth! Entre logo! – A menina ergueu os olhos. Estava ajoelhada no chão, ao lado o pobre Joanh. – Entre agora! – Priscila correu até os dois. Elizabeth já estava a levanta-lo, o braço do garoto sobre seu ombro. Pri tentou ajudar a equilibra-lo.

Deixou-o no banco de traz e correu ao do passageiro. Jagre arrancou ao ouvir as portas serem batidas.

Pessoas gritavam, podia ouvir disparos, os caçadores seus gritos de raiva, eram como rugidos, simplesmente animalescos.

Notas finais
Esse não é um final muito bom, mas ia ficar muito grande se eu continuasse então parei aqui mesmo :3 Eu simplesmente adoro a Pri, serio, nesse capítulo não dá para ver muito a personalidade dela, MAS logo vocês vão conhece-la melhor. Vão conhece-los todos melhor na verdade. P.S: Digo que estou a escrever ao som de Memphis May Fire e Evile. P.S.S: E digo a todos Obrigada pelos incentivos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.