Legados de Lórien: Promessas

3 Capítulo 3- Dia dos namorados?


Notas iniciais
Um cap mais legalzinho...

MARINA

Quando descemos nos deparamos com uma mesa de café cheia de pessoas, e, como se isso não fosse suficiente todos os olhares se focaram em nós quando entramos tentando fazer o menor barulho possível. John apenas falou para não sairmos sem avisar, Nove começou a tirar sarro, Ella apenas observava achando graça nos deboches de Nove, Seis se aproximou de mim me lançando uma piscadela e por fim Sam e Malcom estavam sentados apenas conversando também enviesando um sorriso.

Tentei tomar meu café sem muita conversa, mas era impossível com Nove gritando brincadeiras para Oito que apenas sorria em resposta sem dizer nada. Sarah e John trocaram um olhar e depois seus olhares recaíram sobre mim, fiquei me perguntando qual a razão, mas não lhes perguntei.

Rapidamente sai da mesa e fui para meu quarto sem ao menos olhar para trás, aquela altura já estava roxa de vergonha.

Quando estava vestindo um casaco preto, uma touca simples de cor branca e botas junto a jeans, ouvi baterem a porta. Seis.

– Marina... ? – Ela disse quando entrou.

– Pode entrar Seis – Lhe respondi.

Ela entrou, cabelos escuros reluzindo e suas expressões sempre belas, ela se jogou em minha cama sentando-se e de soslaio me fitando enquanto perguntava.

– O que ta rolando entre você e o Oito? Vocês estão mais grudados que nunca... – Ela olhava para mim de forma estranha.

– Hmm... Nada... E por que esse olhar? – Eu lhe fitei com certeza já ficando vermelha.

– Nada ué, vocês tão muuuuiiitoo grudados pra ser nada... Alias feliz dia dos Namorados. Agora vou indo vou dar uma treinada e varrer o chão com o Nove. – Sem esperar minha resposta simplesmente saiu.

– Dia... dos... Peria O QUE? – Fiquei extremamente escarlate.

Como obra do destino senti uma movimentação repentina e me virei dando de encontro com Oito, perdi o equilíbrio momentaneamente e esperando o chão.

– Opa... – Oito falou e sua mão já havia se conectado a minha e me trazido de volta para perto dele.

– O-obrigada, espera... Não você que surgiu do nada! – Falei levantando o rosto e lhe encarando brava, mas ele já estava sorrindo.

– Ok ok... Desculpe... Vamos? – Ele dizia de forma divertida.

– Hmm.. Sim vamos... –Falei.

Passamos rapidamente pelo corredor avisando John que estávamos saindo e que não demoraríamos. Por sorte Seis e Nove deviam estar brigando aquela hora.

Finalmente estávamos no elevador do edifício.

OITO

–Sorte que a Seis e o Nove estavam treinando, se não com certeza o Nove começaria a gritar alguma zoação. – Falei para Marina.

– Verdade ... Ufa! – Ela disse sorrindo.

Estávamos lado a lado para a porta do elevador enquanto este nos levava até o térreo.

Quando saímos estava pouco frio, mas não me importei, seguimos pelo meio da avenida principal em direção a próxima quadra. Aqui e ali Marina me olhava como quem duvidava que eu soubesse onde estava indo. Bom eu sabia, mas como me teleportei para perto na vez em que vi o lugar, eu não fazia idéia da distância a pé.

– Hey não precisa ficar preocupada... Eu sei onde estamos indo. – Eu lhe falei quando ela me lançava mais um olhar inquisidor.

– A é mesmo? Então onde vamos? – Sondou.

– Surpresa... Espertinha! – Falei lhe lançando um sorriso.

Uma brisa fria cortava o ar e fazia os cabelos de Marina dançarem pelo ar, ao passo que andávamos, também notei algo distinto: havia muitos casais humanos andando aqui e ali, tomando sorvete, comendo algodão doce e outras coisas, achei curioso. Então me lembrei de algo que a seis havia me dito certa vez, e enviesei mais um sorriso.

– O que você ta rindo sozinho ai? – Marina pareceu perceber durante seus olhares inquisidores sobre onde estávamos indo.

– Nada, lembrei de uma idiotice que o Nove falou outro dia... Nada fora do comum, mas sempre engraçado. – Disfarcei, enquanto continuávamos a caminhar.

Finalmente avistei o lugar, então dei uma parada e me aproximei de Marina apontando em frente.

– Vê? É lá que vamos... – Falei sorrindo.

– Onde? O que é aquele lugar? – Ela parecia não saber mesmo, bom nem mesmo eu até algumas horas atrás.

– Olha ao que eu fiquei sabendo, chama-se PARQUE DE DIVERSÕES. – Falei.

– Hmm nunca fui em um, bom não podia sair muito do convento então... – Ela falou olhando para uma grande roda gigante que sobressaia das construções do parque, havia muitas luzes e casais andando até la. Havia crianças correndo com sorvetes em mãos e balões em outras.

–Também nunca estive em um... Vamos! – Falei pegando sua mão e correndo até o grande terreno onde o parque estava montado.

Havia uma roda gigante ao centro, uma montanha russa a leste e vários outros brinquedos. Havia inclusive algo que pareciam carros que ficavam se batendo e as pessoas riam bastante.

– Então onde quer ir primeiro? – Falei para Marina que parecia maravilhada.

– Vamos naquele ali! – Ela apontou para uma barraquinha onde havia uma serie de bichinhos de pelúcia e o vendedor anunciava a atração: atirarem em uma serie de bichinhos no intuito de fazê-los cair e acumular ponto para os prêmios.

– Ok... Bom vai ser uma aberração sou péssimo em atirar ... – Falei enquanto me dirigia até a barraquinha.

– Pois vejam só que casal mais formidável! Então cavalheiro quer ganhar o presente da sua namorada hoje?! Será que você vai ter a mira suficiente para isso? – O vendedor falava entusiasmado como se para uma enorme platéia.

–N-não ... aaahnn.. Oh meu deus... que vergonha ... – Marina falava enquanto via o vendedor falar. Ele era jovem e usava uma fantasia toda colorida quase como um palhaço.

– Hmm vou conseguir... Quanto é? – Falei.

– Espere dinheiro... esqueci de pegar – Ouvi Marina falar enquanto o Vendedor começava novamente a falar.

– 5 pratas rapaz, 5 tiros. Acerte 3 e ganha qualquer um dos animaizinhos. Acerte os 5 e ganhara aquele ali... – Ele apontou para um enorme leão de pelúcia, sua juba felpuda e castanha e seus olhos de brinquedos fazia lembrar o deus que eu me tornava.

– Não se preocupe Marina. – Falei retirando uma nota de 5 dolares e entregando para ele.

– Co-mo... a esquece. – Marina começou a falar.

– Qual você quer? – Eu perguntei para ela.

– Ah então o senhor vai ganhar o que eu quiser é? – Marina falou sorrindo enquanto pensava. – Aquele! – O leão.

– Não se preocupe. – Falei sorrindo.

– Muito bem rapaz, gostei de ver... estou torcendo por você! – O vendedor falou.

Imediatamente ele me deu uma espingarda de chumbinho e ao fundo da barraca uma maquina começou a movimentar uma serie de réplicas de animais fazendo com que fossem para diversas direções.

Demorei-me um segundo para resolver o que eu faria, então atirei,

O pequeno chumbinho vôo na direção de um patinho que estava se deslocando em diagonal para baixo, meu tiro foi certeiro. Um caiu.

– Impressionante rapaz... Vamos la... – O vendedor incentivava.

Não respondi, concentrado com a pequena espingarda em posição em meu ombro e meu olho na mira, esperei até que um esquilo entrasse no padrão de movimento de minha visão e respirando fundo, o segundo caiu.

– Oh para quem não sabia atirar né?- Marina falava batendo palmas, sorrindo.

Sorri. Realmente foi muito difícil esses dois, mas já estava me acostumando.

Um cisne começou a entrar em um padrão de movimento e eu o acompanhei, logo um estampido e este estava caído. Quando finalmente três alvos estavam caídos notei algo. A maquina começou a acelerar e mudar a trajetória dos dois restantes.

– Ei! Perai... – Falei olhando para o vencedor.

– Qual é rapaz, você não espera que nós deixemos que você leve o maior pelúcia assim fácil né? – Ele sorria de forma sacana.

– Ahhhh então ta... se é assim... – falei.

–O-oito... – Marina falou.

– Oito? – parecia curioso o vendedor.

Sorri com a espingarda já aposta, fiquei ali pelo que pareceu minutos apenas olhando para as duas figuras. Um ganso e um faisão.

– Hey senhor vendedor... Veja isso! – falei sorrindo.

– Esper... – Marina começou a falar mas era tarde demais.

Dois estampidos faziam com que dois chumbinhos se desprendessem da arma, como se por mágica, ou melhor, com minha Telecinese derrubei ambos as figuras cravando os chumbinhos neles.

– Acho que ganhei né? – Falei.

– Meu DEUS ... – O vendedor estava boquiaberto.

– Oito! – Marina falou me repreendendo.

– O que? Eu acertei né? – Falei apontando a mão para as figuras caídas.

O vendedor ainda estava incrédulo, pegou o leão de pelúcia e colocou sobre o balcão, ainda sem entender.

– Obrigado senhor – Falei.

– É obrigada – Marina disse.

– É... O...- Ele tentava falar.

Peguei o leão e saímos rapidamente.

–Aqui ganhei! – Falei para Marina enquanto ostentava o Leão de pelúcia.

–Você usou telecinese!! – Marina acusou.

– E daí? Ele usou o truque sujo de fazer maquina acelerar! – me defendi.

– Já pensou se estivermos sendo seguidos?! – Ela começou.

– Marina... para. – Eu disse.

– Você não pode ser inconseqüente desse jeito... Ambos sabemos! – Ela respondeu.

– Eu sei... ta? Eu vejo pinturas minhas morrendo desde que vivi na Índia, já é aterrorizante o suficiente, não precisa me repreender só por causa de uma traquinagem quando eu queria te dar um presente. – Falei baixando o rosto. – De qualquer forma...Feliz dia dos namorados...

– Oi...to – Ela ia começar a falar mas parou quando terminei a frase, suas mãos tocaram o leão de pelúcia ainda tentando absorver o que eu falei. – ahn...

– A uns dias atrás eu conversava com a seis e ai ela disse que hoje seria essa data, bom lembrei para te falar verdade no caminho para cá. Não sei se realmente somos isso, não sei se viverei para sermos um casal... Mas queria deixar recordações desse dia, e este é um presente meu. – Falei, sentindo um pouco de calor na face.

Ela não sabia o que falar sobre aquilo, mas quando mencionei sobre estar vivo ou não ela ficou muda.

– Esta tudo bem?- Falei.

– Você pegou dinheiro com o Nove, né? – Ela falou.

– Hmm sim... já faz uns dias... – Eu respondi.

– Por isso ele tava mais bobo que o normal... – Ela pegou minha mão e me puxou até a roda gigante.

MARINA

Eu não havia agradecido mesmo o presente, afinal de contas ele foi teimoso e podia ter nos denunciados, mas por outro lado eu ainda tentava entender o que eu sentia pelo Oito.

Quando chegamos a roda gigante, o rapaz da catraca pediu o valor do ingresso e Oito o pagou.

– Por que você ta quieta? Fiz algo de errado? – Oito perguntava.

– Não só estou... não sei...- Falei.

Ele me olhou de forma questionadora querendo entender, mas nem mesmo sabia o que dizer. De um lado havia mão dele segurando a minha de forma firme, do outro eu segurava um enorme leão de pelúcia. Pela primeira vez em muito tempo, eu podia dizer que aquele era um dia de uma pessoa normal.

Deixei a pelúcia com o rapaz da catraca para cuidar.

Quando chegamos a cabine eu me sentei ao lado de Oito que parecia ainda tentar entender. A porta se fechou e logo começou a gigantesca roda se movimentou.

– Oito, eu não vou deixar nada te acontecer... Se seremos um casal você diz, nem mesmo eu sei o que acontece comigo. Mas eu realmente não quero te perder...

– Marina não diga isso, você sabe que se acontecer algo comigo isso vai te machucar mais... Eu também não quero te perder. – Ele respondeu, pegava minha mão com carinho.

– Eu sei... – Falei.

– Sabe, é estranho pensar que se toda a guerra não tivesse acontecido talvez não tivéssemos tendo essa conversa ou talvez nem ao menos teríamos o que conversar... – Ele falou sorrindo, olhando para fora da cabine.

La fora a cidade já havia se tornado um amontoado de carros e buzinas, Prédios e lojas que estavam apinhados de pessoas. E a roda começava a chegar em sua altura máxima.

– Desculpe ... – Ele disse.

– Pelo que? Eu que briguei com você... Quando você tinha feito algo só pra me agradar. – Falei.

– É que, como você disse eu poderia ter colocado nós dois e os demais em perigo, e isso eu não quero. – Falou baixando a face.

– Não se preocupe mais com isso. Veja só, a vista daqui é tão linda quanto a do Edifício. – Falei levando uma das mãos em sua face e levantando-a.

– Sim realmente, mas... – Ele começou a falar.

Nos entreolhamos, realmente não queria perde-lo e só de pesar no sonho que tivemos e que tudo aquilo que estávamos fazendo se tornassem lembranças dolorosas. Fazia meu estomago pesar e meu peito ficar apertado.

Nos beijamos.

Podia sentir sua respiração quente, próxima de meu rosto. O seu toque sutil em minha face.

Me afastei sorrindo.

– Feliz dia dos namorados... eu acho – Falei.

– Seu presente foi melhor que o meu! – Ele disse sorrindo.

Saímos da roda gigante pegando a pelúcia, e o restante do dia apenas andamos enquanto tomamos sorvete, comemos algodão doce e depois voltamos para o edifício.

Notas finais
Criticas? Manda bala!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.