Legados
6 Capitulo 6 – Capturada
Notas iniciais
Pov. – Natasha – Número Dois
Tudo está escuro. Caminho devagar com a Sra. Popov ao meu lado, ela tropeça algumas vezes e tenho ajuda-la ficar pé.
– Eu preciso dos meus óculos. – ela diz.
– Eles estão quebrados. – digo me sentindo mal por tê-los quebrado.
– O que aconteceu aqui? Onde está todo mundo?
Me concentro e minha audição aumenta. Há algumas pessoas andando no andar de cima e outras na sala do coral, expando ainda mais minha audição e escuto passos de cinco pessoas. O seu pisar é forte, posso deduzir que são altos e fortes, escuto mais algumas armas engatilharem. Isso não é bom. Penso em chamar meu Cepan, mas deixei meu celular na minha mochila na sala de aula.
– Sra. Popov a escola está sendo invadida – digo – e eles estão armados.
– O que? – ela diz com os olhos arregalados – O que será que eles querem?
– A mim... – sussurro.
– O que?
– Nada. Temos que sair logo daqui. – digo
Caminho pelo corredor vazio e escuro da escola até que escuto gritos de alguns alunos e logo depois escuto tiros.
– Ai meu deus! – grita a Sra. Popov – Temos que chamar a policia.
Alguns alunos descem correndo as escadas e nos encontram.
– O que foi isso? – pergunto.
– Tem... tem... tem... um monstro lá em cima. – diz uma garota com o braço ensanguentado e com o rosto mais pálido que a neve que cai lá fora.
– Calma, respire. – digo tentando tranquiliza-la.
– Temos que chamar a policia. – diz minha professora.
– Fique com ela e se escondam aqui. – digo abrindo o armário de vassouras.
– Aonde você vai?
– Vou voltar até a nossa sala e ligar do meu celular.
– Não posso permitir isso!
– Desculpa professora, mas eu não pedi sua permissão. – digo empurrando todos para dentro do armário de vassouras e fecho a porta – Só abram para mim ou para a policia.
– Natasha não faça... – escuto de longe a Sra. Popov suplicando para eu não fosse.
Corro até a minha sala e pego meu celular e disco o numero de Dimitri, mas o celular está sem serviço. Corro até a bolsa da Sra. Popov e pego seu celular e ele também está sem serviço. Escuto passos se aproximando da minha sala e me jogo no chão e me escondo embaixo da mesa.
A porta se abre bruscamente e dois homens com roupa negra entram, eles chutam as cadeiras e falam uma língua que não entendo. Um deles ergue seu nariz e começa farejar o ar e posso reparar que ao lado de seu nariz há guelras iguais dos peixes. Não me resta duvidas de que eles são mogadorianos, hora de colocar em pratica tudo o que aprendi. O Mogadoriano que estava farejando olha para a mesa onde estou escondida.
Ele me achou!
Antes que ele se aproxime lanço a mesa com telecinese encima deles e eles caem no chão. Começo a correr para fora da sala, mas havia outro na porta. Ele me surpreende com um soco no rosto e caio no chão meio tonta. Olho para cima e ele desembainha sua espada e aponta em minha direção. Os efeitos do soco estão passando então dou um chute no joelho do mogadoriano que me ameaçava e ele cai no chão. Os outros dois que derrubei com a mesa já estão de pé e um deles fala em um rádio. Deve estar pedindo reforços. Isso não é bom. Um deles vem em minha direção com sua espada, mas consigo desviar no ultimo segundo, mas o mog com uma técnica incrível puxa outra espada e me acerta bem na barriga.
Meus olhos se arregalam e sinto um formigamento onde ele acertou. Não sinto dor. Não há sangue. O mogadoriano que me acertou cospe um pouco de sangue negro pela boca e logo depois se desfaz em cinzas. O feitiço! Isso só pode ser a proteção do feitiço. Estou protegida enquanto o Número Um estiver vivo.
Os outros mogadorianos me encaram um pouco assustados. Eu os encaro de volta e ficamos ali por mais ou menos dez segundos, somente nos estudando. Quando um deles pega um canhão, eu respiro fundo e grito. Um grito supersônico e explode todas as janelas, lâmpadas e quadros de vidro da sala. Os mogs levam as mãos ao ouvido e segundos depois desmaiam e se transformam em cinzas.
Aproveito e saio correndo da sala e vou em direção à saída mais próxima. Corro o mais rápido que posso e quando estou prestes a sair sinto uma picada no pescoço. Era um dardo. Tudo começa a ficar escuro e caio.
Acordo assustada e não consigo me mexer. Meus braços e pernas estão amarrados com correntes e minha boca está amordaçada. Tudo balança e reparo que estou em movimento. Olho para os lados e me dou conta que estou na traseira de uma caminhonete fechada. Aumento a minha audição e escuto o barulho de mais motores, deve haver mais carros. Estou apavorada. O que eles vão fazer comigo?
De repente todos os carros param e escuto passos fortes. A porta do carro se abre com violência e um mogadoriano me encara com seus olhos profundamente negros. Sinto que toda a vida foi sugada de mim ao olhar naqueles olhos. Ele não me tira do carro, somente me encara.
– Qual é seu Número? – ele pergunta e só depois repara que minha boca está tapada. Mog idiota. Ele sobe na caçamba do carro e se aproxima mais de mim. Ele segura meu pescoço e aperta. Sinto o ar se esgotando e de repente tudo fica normal. O mog começa a tossir e me solta. Reparo que sua garganta há um pequeno hematoma.
– Droga! – ele diz e me encara de novo – Que pena que você não é o Número Um. – Ele pega uma seringa e injeta algo no meu pescoço e tudo fica escuro outra vez.

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