Legacy of Thunder - Interativa
3 Um novo começo II
Notas iniciais
Pov. Blake
Se eu já tive medo? Claro, desde as brincadeiras dos meus amigos até filmes de terror. Mas nada seria capaz de se comparar com o que eu vi, aquela destruição, gritaria, a calmaria que emanava fora desestabilizada por questão de segundos, e pela primeira vez na minha vida eu tive medo de verdade.
Pov. Narrador
Gai levou Blake até uma espécie de pátio onde se encontravam várias pessoas, era um misto perfeito de guerreiros, curandeiros, magos e servos. Gai virou-se a Blake e disse:
— Aqui é o centro do reino, como se fosse uma vila dentro do palácio, aqui que você compra seu alimento, busca um curandeiro, pode até pedir para um ferreiro forjar uma arma para você – Gai disse apontando para alguns estabelecimentos que formavam um formato circular.
— Olha Gai eu não sei se vou precisar disso, por que afinal eu irei morrer... – Blake disse com a cabeça baixa.
— Mas você vai desistir tão fácil assim? Você mal começou e já quer desistir, cara, vou te contar uma coisa, o último guerreiro que herdou esse poder, ele chegou a enfrentar o próprio Akira! Eu não devia te falar isso, mas é que na verdade, são poucos que gostam do Akira, mas nem que o reino todo se oponha ele é capaz de nos matar, mandar uma chuva com muitos trovões no seu antigo mundo e reconstruir um novo reino !! E só você pode mudar isso, eu tentei mudar toda essa situação com os últimos dois escolhidos, mas nenhum deles conseguiu destruir Akira! Eu preciso que você me ajude! – Gai pareceu desesperado.
— Ai meus santos deuses! A cada minuto que eu fico nessa terra, eu sou bombardeado de informações! – Blake olhou pra o teto alto do palácio, e disse passando suas mão no seu rosto.
— Blake nós precisamos de você! É sério, se for para você morrer que seja nos ajudando! – Gai estava entrando em desespero.
— Mas como você pretende isso, se os outros não conseguiram, quem sou eu para isso? – Blake questionou o conhecimento de Gai.
— Venha comigo, eu já planejei tudo. – Gai puxou Blake esbarrando em todos no seu caminho.
Gai levou Blake até a entrada principal do palácio, e logo Blake disse:
— Gai, eu vi no quarto que eu estava e... – Blake foi interrompido por Gai que disse:
— Sim, o palácio fica no céu – Gai completou a frase de Blake em uma perfeita sincronia.
— Ta mas como vamos descer? – Blake disse vendo Gai abrindo as imensas portas e um vento avassalador invadiu a entrada do palácio. E completou – Eu não vou fazer isso que você está pensando – Blake deu dois passou para traz.
— É sua primeira tarefa, aprender a voar! – Gai puxou Blake pelo colar que ainda o produzia energia, e o lançou dentre as nuvens.
Blake gritava desesperadamente, e logo podia sentir o colar escapando de seu pescoço, logo o sentiu sair completamente e sumir dentre a neblina que se encontrava ali. Gai viu o desespero de Blake, então juntou os pés e braços e desceu como um míssil em direção a Blake, chegando perto, Gai tentou usar sua técnica de telecinese para se comunicar com Blake, já que a adrenalina e o vento o impediam de falar com clareza.
— Blake, BLAKE! – Gai havia conseguido se conectar a Blake – Preciso que você me escute! Estou usando minha técnica telepática para falar com você, preciso que você concentre essa sensação estranha que você sente fluindo dentro de você, conecte-se com essa energia, e a guie – Gai explicava passo a passo.
Blake viu Gai do seu lado com os olhos fechados, e logo associou uma possível técnica telepática, e que não era sua imaginação. Então por um único minuto conseguiu conectar-se com a energia que seu corpo emanava, e a dirigiu para seus pés, que o deram um impulso arrogante, o impulso o fez perder o controle. Blake começou a aumentar a velocidade de maneira absurda, Gai ao abrir seus olhos viu que seu mais novo aluno perdera o controle, então pegou impulso e dirigiu-se ao mesmo, que já sairá da densa camada de neblina. Gai chegou a pensar que perdeu seu mais novo aprendiz, e logo na primeira atividade. Mas já conseguindo chegar perto aos pés de Blake, Gai os segurou e sem esforço o lançou de volta a neblina que cobria os céus de Rumah.
Blake sentiu-se uma peteca, e pelo breve tempo que voltou a camada nebulosa, se deparou com uma garota baixinha de longos cabelos castanhos e algumas pontas azuis, seu cabelo estava prezo a uma faixa branca assim como o top que usará, ao qual dava a impressão de ser uma grande faixa, ela também usava uma calça larga lembrando a parte inferior de um quimono samurai, a garota carregava com sigo uma adaga azul cristal e bordada, e esculpida com desenhos de golfinhos em seu cabo. A mesma estava montada em uma carpa que possuía o tamanho de um tubarão, e aparentemente era feita de água, a garota parecia estar se divertindo em cima do animal. Blake novamente tentou conectar-se com a energia de seu corpo, mas dessa vez conseguirá manipular essa energia, e assim passou a flutuar, fazendo com que a menina o visse e gritasse:
— VOCÊ AI, O QUE TA FAZENDO AI? – A garota parecia brava.
— n..Não é que eu estou aprendendo a voar sabe como é né? — Blake disse dando um falso sorriso lateral.
— Então está bem – A garota mudou rapidamente a sua cara brava por um sorriso fofo e sincero.
— Não espera! Qual é seu nome? – Blake queria conhecer o máximo de pessoas o possível.
— É Minji Kim, Sr. Voador – Minji ergueu os ombros com o mesmo sorriso e saiu voando dentre as nuvens.
Blake virou-se e começou a voar em direção a Gai que estava à procura do mesmo. Gai vendo que Blake demorava a pousar o puxou pelos pés e disse:
— Eu realmente achei que te joguei para fora desse planeta. – Gai disse dando uma breve risada.
— GAI EU VI UMA MENINA E ELA ESTAVA EM CIMA DE UMA CARPA GIGANTE E ... – Blake estava enfeitiçado por Minji, e queria contar tudo para Gai, mas é interrompido pelo o mesmo que passa a dizer:
— Eu sei que é tudo uma novidade pra você, é comum ver coisas e ter delírios, eu sei como é. – Gai disse tendo certeza do que falava.
— MAS É VERDADE EU A VI E AINDA FALEI COM ELA !! – Blake não aceitava o fato de Gai não acreditar no que ele falava.
— Garoto, venha, deixe esses seus delírios para depois – Gai disse se dirigindo a uma floresta com imensas árvores, deixando a planície aonde pousaram.
O gramado da planície estava alto, chegando aos joelhos de Blake, conforme o vento batia, o alto gramado acompanhava o ritmo, contrastando com o céu mais nublado que que Blake já viu. Na floresta Blake contemplou a variada cartela de cores que a floresta exibia, Blake viu dos mais diversos tipos de flores e insetos, uns mais estranhos que os outros, também avistou uma manada de impalas, que acompanhavam um líder, que por sinal era três vezes maior que o resto do bando, e também uma pelagem castanho escuro. Gai chegou a avisar por umas três vezes para que Blake tomasse cuidado com os insetos, pois eram a maioria venenosos, mas, Blake não ouvirá uma palavra se quer ao qual Gai havia dito, estava muito curioso em ver o que tinha em seu redor.
Blake distraído, trombou com Gai que virou-se e passou a dizer:
— E finalmente, chegamos! – Gai pareceu exausto.
Blake levantando-se, dirigiu seus olhos a uma pequena casa de madeira, que estava invadida por musgos e rosas trepadeiras, a casa também tinha uma chaminé ao qual saia fumaça, a casa era comum porém transmitia conforto só de se olhar. Gai deu-se dois passos e em questão de minutos a maçaneta começou a se mexer como se alguém quisesse abrir a desesperadamente, e então saiu da pequena casa uma garota de tamanho médio, que tinha cabelos curtos e cacheados, e se encontravam numa mistura de roxo e um preto natural, apenas sua franja era lisa e o que cobria sua testa, a pele da garota era pálida de um jeito doentio, Blake chegou a pensar que a garota estava doente, mas seu sorriso no rosto não apresentava isso, a mesma usava uma blusa preta, uma calça também de um quimono samurai roxa, e que porém não passava de seus joelhos, também um sobretudo que passava dois dedos de sua calça, o sobretudo era preto e em suas costas tinha um símbolo em branco. A mesma pulou em direção de Gai e disse:
— FINALMENTE VOCÊ CHEGOU, NÃO QUE EU ME IMPORTE — A garota completou a frase vendo que demonstrou muita preocupação, logo soltou Gai, e virou-se a Blake e disse – E esse é o novo aprendiz do Sr. Gai. – Ela estendeu sua mão cumprimentando Gai.
— É Milena, é ele meu novo aprendiz! – Gai disse entrando na pequena casa.
— Vamos entre, eu não mordo – Ela parecia muito legal.
Todos entraram a casa que tinha um tom persistente ao caramelo, a casa tinha a iluminação vinda da lareira e das velas que ambientavam o clima, encontravam num único cômodo, uma estante de madeira, e lá viam-se várias louças branquinhas de cerâmica, também um pia aonde Milena lavava alguns pratos, uma grande mesa de madeira que estava forrada de pergaminhos e papéis, todos escritos a uma língua que estranhamente Blake conseguira entender. A mesa acompanhava seis cadeiras e um lustre a velas bem em cima da mesa, ao lado da lareira tinham alguns quadros e dois sofás de couro, o tapete da minúscula sala era um urso pardo. Milena virou-se e disse:
— Gai você já ficou sabendo? – A feição de Milena mudou rapidamente.
— Não, o que ouve? – Gai também passou a ficar sério.
— A mãe natureza libertou o guardião enfurecido dessas regiões. – Ela apoiava as mãos na pia e abaixará sua cabeça.
— Mas como você sabe que foi ela? – Gai questionou.
— Você mais do que eu sabe o quão...- Milena fora interrompida por um estrondoso tremor que pôs, a singela casa abaixo.
Os três só podiam ouvir as batidas que causavam tremores, Blake sentiu sua visão embaçar novamente, se desesperando assim como nas outras vezes, e então só pode ouvir as explosões que o provocaram pavor.
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