Legacy
2 Seja bem vindo a Felirian
Notas iniciais
Felirian era um país prospero que se localizava ao norte do mar de Alardia. Era dividido em 5 sub reinos governados pelas mesmas famílias a eras.
O Sub reino de Cordan era o menor de todos, mas não menos importante, lar dos comerciantes e exportadores pois localizava a beira mar. Suas casas eram adornadas com as mais variadas e coloridas flores e plantas. O mercado principal sempre abarrotado de pessoas de todos os lugares.
Em Sirda o sub reino dos guerreiros, localizado aos pês das montanhas que fortificavam a fronteira norte do país, estavam os nascidos para proteger a nação. Forjados sob o fogo e gelo da montanha.
Allura era o sub reino aonde moravam os mais ricos e poderosos, uma vez que ficava no centro de Felirian e era também sua capital. Protegido por todos os lados eram, conhecida como a cidade mais segura do mundo.
Satra era o sub reino irmão de Sirda, quase não havia separação entre elas, uma vez que uma completava a outra. Satra providenciava os mais diversos matérias e armas a Sirda, pois era o lar de talentosos artesões e os guerreiros de Sirda protegiam a cidade de invasores vindos das florestas negras que ladeavam a cidade.
E por último havia Calavria, lar de grandes planícies e das plantações que alimentavam o reino. Seus cidadãos eram em grande maioria humilde e sem instrução, trabalhando por gerações nas plantações.
O reino era governado em um sistema de revezamento entre as principais famílias. O rei governante desposava as 5 filhas mais velhas das famílias nobres após anos de acordos e negociações e os filhos dessa união governavam os sub reinos.
O rei era escolhido por um sistema de rodizio, cada novo rei vinha de um sub reino diferente. O atual rei Selerian Pallardes era do sub reino de Cordan, sua família era dona da maior frota de navios do mundo conhecido. O próximo rei seria seu filho mais novo, Galyan Pallardes, nascido em Satra.
Sua família materna era a única capaz de trabalhar com Nitrita, um mineral extremamente raro e capaz de produzir iluminação sem a necessidade de fogo.
Mesmo após essas informações James não conseguia parar de pensar em como havia acabado ali.
Lembrava-se de ter fugido de casa, se recordava de ter conseguido chegar a Alemanha, honestamente pensou que sequer conseguiria pegar o metro, mas ficou bem satisfeito com a façanha.
A última lembrança que tinha antes de acordar em Felirian era de andar por uma pequena estrada e então um clarão. Após isso, nada, apenas breu.
Acordou em uma floresta em Felirian, de início pensou que tinha sido roubado, espancado e deixado para morrer em um lugar qualquer, mas assim que viu a estranha cor esverdeada do que descobriu depois ser o pôr do sol teve certeza de que já estava morto.
Não teve muito tempo para divagações ou para se perguntar sobre por que teve a ideia idiota de fugir de casa, quando um velho de vestido e capa chegou correndo em sua direção.
– Vamos rapaz, não temos muito tempo. – Ele disse pegando James pela mão, ele era estranhamente forte para um velho.
– Mas... – James precisava de credito naquela situação, ele estava mais confuso do que quando tinha que fazer prova de poções, por isso foi extremamente fácil para um velho vestindo um vestido arrasta-lo floresta adentro pelo que pareceu horas.
Madran, o velho que estava vestindo uma túnica e não vestido como o rapaz havia pensando, tentava a horas explicar que James estava em no que ele chamou ‘Mundo paralelo’ ao dele.
O rapaz achou bem absurdo e teve certeza que enlouqueceu de vez, mundos paralelos era história de maluco. Ele não queria acreditar, por que acreditar significava aceitar que ele estava bem mais longe de casa do que poderia ter sonhado e sem nenhum meio de voltar.
– A séculos que algo assim vem sendo discutido entre os Arcanos. – Madran começou, mas logo foi interrompido por James questionando o que era Arcano. – São estudiosos dos mistérios do mundo, nós estudamos os elementos, energias, números, até mesmo como funcionam os corpos dos seres.
– De onde eu venho isso é chamado de cientista. – Completou o rapaz.
– Bom, acho que todos os mundos devem ter pessoas assim, fascinadas pelo desconhecido, sedentas pelos mistérios do universo. – O velho divagou um pouco. – Você é a prova de que mundos paralelos existem, mas seria muito perigoso divulgar isso.
= E por que? Contar aos quatro ventos poderia me ajudar a voltar pra casa. – Rebateu mal humorado.
– Não sabemos o que te trouxe aqui ou quem e não temos como provar essa história, uma vez que as únicas coisas que tem consigo são suas roupas. – Ponderou o velho e nesse momento James bateu a mão nos bolsos procurando a varinha.
Sentiu-se sem chão quando não a encontrou. Deveria ter caído quando veio parar nesse lugar e sentiu-se ainda mais deprimido, por que mais um lanço com sua casa fora cortado.
– Sair por ai alardeando a quem quiser ouvir que você é alguém de outro universo é insanidade e ajudaria em nada. – Prosseguiu o velho sem se importar com a cara desolada do jovem.
– Mas como você sabia como me encontrar e que eu não sou daqui? – A questão surgiu repentinamente na mente de James
– Como eu disse, alguns estudam anos e anos esse assunto, eu sou um dos que estuda. – Começou. – Quando eu vi o clarão que se formou e o estrondo que se seguiu, sabia que algo não estava certo, fui o mais rápido que pude ao local, temendo ser um ataque ou alguém precisando de ajuda. – O velho o encarava. – Quando vi suas roupas eu supus que não era daqui e como sou um velho de mente aberta e disposto a acreditar nos mais absurdos pensamentos cheguei a essa conclusão.
– Eliminando o impossível o que sobra, por mais improvável que seja é a verdade. – James resmungou baixo a frase que o irmão dissera a ele uma vez, sentiu uma pontada de dor ao pensar que nunca mais veria Albus.
– Exato, você é um rapaz bem perspicaz. – Congratulou o velho.
– Certo, mas o que eu faço agora? – James suspirou cansado.
– Eu vou começar procurar uma solução, se você está aqui é por que é possível viajar entre os mundos e se é possível vamos fazer você voltar. – O velho disse tentando acalmar o rapaz. – Vamos tentar manter você escondido pelo tempo que for possível, tentarei te ensinar como as coisas funcionam por essas bandas, vai ficar tudo bem.
James queria mesmo acreditar que ficaria tudo bem, mas sentiu-se ainda mais desesperado. Começou a se perguntar se algum deus com senso de humor doentio decidiu fazer da vida dele um verdadeiro inferno apenas por que estava entediado com seus afazeres divinos.
Sim, ele havia passado por aquele momento em que sua identidade havia sumido, sim ele queria se afastar da família, sim ele queria, mesmo que só por alguns momentos, não ser James Sirius Potter o filho mais velho de Harry Potter, mas a maneira como conseguiu isso era absurda e cruel e pela primeira vez entendeu o ditado que diz para ter cuidado com o que se deseja.
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