Left Behind

3 Resolvendo problemas.


Notas iniciais
Acho que alguns probleminhas irão se resolver, algumas perguntas irão ser esclarecidas, e alguns canos irão ser consertados. haahahhahaha PS: Gente eu to tão feliz XD ain, o universo está ao meu favor pela primeira vez desde que nasci hahay

Abro meus olhos e respiro fundo, me estico ainda na cama e escuto barulho de alguns pássaros do lado de fora. Nunca mais tinha passado uma noite de sono tão boa quanto essa, em uma cama confortável e em um quarto quente. Me sento e estico os meus braços e depois de dar alguns bocejos me levanto e caminho até o fim do meu quarto.

Saindo dele, escuto um barulho estranho, arqueio as sobrancelhas pela curiosidade de saber que diabos é isso e só então, vou até a escada e vejo: O Kurt, na minha casa, arrumando todas as coisas ao mesmo tempo que está arrodeado de sacolas pretas de lixo.

–Não, não, não, não, não! –Digo indicando com o dedo ao mesmo tempo que desço as escadas

–Bom dia homem das cavernas. –Ele diz fechando uma sacola

–O que você está fazendo!? –Me irrito parando bem na sua frente

–Eu achava que esse lugar estava precisando de uma ajeitada. –Ele diz me encarando

–Kurt, por que você está ajeitando a minha casa? Eu não disse que dela cuido eu? Não quero você mexendo nas minhas coisas! –Digo irritado

–Ok! Calma Blaine! –Ele diz assustado –Eu apenas tentei ser prestativo ao contrário de você que ao menos tentou me ajudar com a água.

–Era de noite! O que íamos fazer a noite em um bueiro Kurt! –Grito – E isso não vem em questão, não quero você mexendo nas minhas coisas!

–Ok! –Ele grita e só então abre a última sacola e sacode ela derrubando todo o lixo recém recolhido no chão

–Não! –Digo tentando impedir – Por que está fazendo isso?

–Você não quer a merda da minha ajuda! –Ele diz irritado

Fecho os meus olhos e respiro fundo, aquela paz que percorria o meu corpo assim que acordei não está mais presente.

–Onde estão as minhas revistas? –Questiono olhando nos olhos dele

–Eu não mexi nelas, nem sequer cheguei perto se essa é a sua grande preocupação. –Ele responde largando a sacola vazia no chão – Sabe, eu não gosto quando as pessoas falam comigo desse jeito, principalmente se eu estiver ajudando elas.

–Acontece que...

–Acontece que nada Blaine, eu estava te ajudando e você simplesmente gritou comigo! –Ele se irrita – Eu não quero as suas revistas idiotas, ou muito menos desorganizar a sua casa ou melhor chiqueiro. Será que não entende isso? Nós nos conhecemos há um dia, apenas um dia! Será que não pode ser ao menos racional a respeito disso?

Ele me encara uma última vez e só então se vira de costas e dá dois passos em direção a porta até que eu o empeço.

–Aonde vai?

–Aonde eu vou? –Ele questiona se virando novamente – Vou tentar trazer água para esse lugar, se você não quer ser higiênico o problema é seu, mas eu quero. –Enfim ele sai

–Kurt! –Grito, mas ele ignora – Kurt! Merda.

Não vou negar que acabei tendo uma atitude meia imatura. Ele está certo, nós nos conhecemos apenas há um dia e desde então eu apenas sei brigar com ele. Passei um ano e meio sozinho, sem ninguém, conversando com bolas e agora que tenho um homem que aliás é lindo, ao meu lado, simplesmente não faço juízo a essa minha sorte.

Ainda inconformado corro rapidamente em direção a porta e vejo o Kurt saindo com seu carro recém roubado de alguém já morto e indo em direção a cidade. Não sei o que fazer, não tenho a menor ideia se ele está indo embora ou apenas está irritado e irá descontar isso na água, que sabe se lá aonde ele vai arranja-la. De qualquer forma, eu não poderia estar mais irritado e arrependido como agora.

Também saio de caso e entro no meu carro, porém sigo em um rumo diferente do Hummel a procura de alguma área vazia na qual eu consiga pensar em uma solução para a minha vida. Abro a janela do carro e deixo o vento novamente bater em meus cabelos que agora já cobrem meus olhos e vou em uma velocidade rápida para um lugar sem rumo.

Até que enfim, depois de mais ou menos uns dez minutos de estrada encontro várias e várias lojas. Estaciono em um lugar qualquer e saio. Começo a xeretar todas as vitrines de roupas, salões, e objetos de casa. Até que acho alguns abajures legais e bregas.

Jogo uma pedra na porta de vidro da loja e entro, e saio carregando um abajur em cada mão, empilhando todos eles no meio da rua, formando uma espécie de boliche de coisas quebráveis. Depois de formar uma fileira desses objetos, pego uma das minhas bolas que ainda estão dentro do carro e me preparo para joga-la.

Me inclino e olho atentamente até que enfim a jogo, e ela vai rapidamente em direção a eles os atingindo, porém, não quebrando todos.

–Isso não tem a menor graça. –Resmungo para mim mesmo

Olho ao meu redor e um silencio se segue, não há graça se você tem um mundo gigante apenas para você. Preciso fazer as pazes com o Kurt, preciso descobrir do que ele gosta, pelo o que ele se atraí, preciso ao menos ser amigo dele.

Volto rapidamente para o meu carro e ligo ele mais rápido ainda, seguindo de disparada em direção aonde o Kurt foi. Depois de novamente passar pela minha casa sigo o caminho reto, sem saber aonde diabos o Hummel se meteu.

–Ele não pode ter ido muito longe. –Falo para mim mesmo olhando todas as ruas

Passo mais alguns longos minutos a procura dele e a esperança já está sumindo e o medo aparecendo só de pensar que ele possa ter ido embora. Até que enfim vejo de longe uma coisa engraçada, o desgraçado do Kurt Hummel encontrou a hidroelétrica desse lugar e está nesse exato momento em cima de um morro, quer dizer, o seu carro está estacionado lá.

Não sei porque, mas um sorriso bobo sai da minha boca, talvez seja pelo fato de que ele não foi embora ou...acho que não tem outro motivo.

Levo meu carro em direção a hidroelétrica e deixo ele estacionado em qualquer canto, sendo assim subo o morro lentamente indo até onde o carro do Kurt está. Depois de uns cinco minutos de subida finalmente chego aonde queria e tenho uma das visões mais perfeitas da minha vida.

Minha boca literalmente se abre com a imagem que estou presenciando agora. Kurt Hummel, sem camisa levando com uma das mãos um pano até o seu rosto suado e com a outra segurando um cano hidráulico. Começo a suar e tudo isso parece estar em câmera lenta, meu corpo estremece e minhas pernas já não conseguem mais me sustentar. Hummel agora leva lentamente o pano até o seu pescoço e percorre com ele por toda sua pele em movimentos que acabam deixando a minha respiração acelerada.

Olho para baixo entre as minhas calças e vejo que estou excitado, com o pênis completamente ereto e só então Kurt nota a minha presença.

–O que está fazendo aqui? –Ele questiona me encarando

–O que? –Digo assustado e engolindo a saliva a seco – Vim apenas falar com você.

Rapidamente eu me sento em um tronco de árvore velho que tem nesse lugar, cruzo as minhas pernas de uma forma que não deixe ele ver o quanto estou empolgado em lhe ver neste estado.

–O que quer falar comigo? –Ele questiona amarrando o pano em seu braço –Só espero que não tenha vindo brigar novamente.

–Não, não vim. –Digo ainda fraco –Eu apenas cheguei à conclusão de que temos que nos conhecer melhor.

–Não acredito que chegou a essa conclusão. –Ele diz se virando de costas para mim e voltando a tentar abrir uma roda

–Isso. –Digo observando a bunda dele

–O que disse? –Ele questiona

–Nada. –Desvio o olhar – Me diga, você já namorou?

–Nada muito sério, mas já. –Ele diz colocando força na roda – E você?

–Estou na mesma. –Digo

Essa é a hora que eu preciso para descobrir se ele curte caras ou não. Bom, ele tem uma voz bastante fina e alguns gestos meios afeminados, mas isso não significa que um homem é gay. Tenho que ter a prova concreta.

–Poderia saber o nome de uma das pessoas que fizeram parte da sua vida? –Insisto

–Para que quer saber homem das cavernas? –Ele rebate

–Apenas estou curioso, não conversamos sobre nossas vidas.

–Bom... acho melhor que eu deixar em segredo os meus namoros, não quero estragar o início de uma amizade.

–Como assim? Não entendi o que disse.

–Apenas digamos que eu já namorei, mas prefiro manter em segredo, ok? –Ele está tentando girar com toda força que tem a roda

Um barulho de água correndo por canos começa a soar e rapidamente Kurt consegue girar a roda que estava tentando há alguns minutos, ela trava no meio não deixando toda água sair, no entanto ainda permanece com o barulho.

–Veja! –Ele grita –Eu disse que ia achar água!

–Kurt! –Grito, mas ele parece não me escutar –Kurt! Você é gay?

–O que? –Ele grita de volta colocando uma das mãos na orelha

–Você é gay? Gay? –Insisto em gritar

–O que? Não estou escutando! –Ele grita de volta

E só então um dos canos estoura, fazendo um jato completamente forte de água sair molhando completamente o Kurt que tenta, em vão, impedir a água de sair. Corro em sua direção para tenta-lo ajudar, mas a pressão da água é completamente forte.

Nós dois colocamos as mãos sobre o cano, mas não parece adiantar nada. Estou ficando completamente ensopado assim como o Kurt, que sem nenhum motivo aparente começa a dar gargalhadas como nunca.

–Do que está rindo? –Grito

–O que? –Ele grita sem escutar e só então volta a rir

E só então ele me vira de frente para ele e simplesmente leva suas mãos até o fim da minha camiseta e eu arregalo meus olhos com esse gesto. Ele arrasta a minha camisa e só então tira ela de uma só vez, meu coração começa a bater forte e eu não sei o que fazer agora, Kurt está me encarando e só então dou um passo à frente, mas ele se vira e leva a minha camisa até o cano arrebentado e dá um nó nele com o pano.

Estou completamente envergonhado com isso, continuo literalmente olhando para frente sem saber o que houve. Ele apenas tirou a minha camiseta para poder conter a água e eu fui trouxa em acreditar que ele estava fazendo algo mais sério.

–Me ajuda a fechar um pouco a roda! –Ele grita e só então eu escuto

Colocamos nossas mãos em cima da roda de ferro e juntamente fechamos ela um pouco deixando uma quantidade razoável de água sair.

–Conseguimos! –Ele diz empolgado e logo me encara rindo – Olha para você! Está completamente molhado!

–Verdade. –Digo ainda um pouco envergonhado –Você também.

–Olha o seu cabelo! –Ele está realmente rindo, e só então leva suas duas mãos até o meu peito e deixa elas nele

–O que está fazendo? –Questiono olhando em seus olhos

–Nada. –Ele diz engolindo a saliva a seco e tirando as mãos do meu peito –Bom, agora nós temos água.

–Kurt. –Digo o encarando

–O que?

–Você ainda não me disse com quem namorou.

–Digamos apenas que não foram pessoas muito legais. –Ele diz me observando – E você?

–Só tenho a dizer o mesmo. –O encaro – Você por exemplo, ficaria com alguém como eu?

–Para que quer saber disso? –Ele dá uma risada

–Sim ou não? –Insisto

–Digamos, que se você não fosse um homem das cavernas eu até poderia responder essa pergunta. Mas no estado em que você está acho que ninguém conseguiria dizer sim ou não.

–Ok, vou resolver esse meu probleminha.

–Faça isso. –Ele diz em concordância

Lhe olho uma última vez e só então ainda sem camisa saio de perto dele, e vou caminhando novamente até o meu carro, o mais rápido que eu consigo. Entro nele e sigo de uma só vez até um dos salões que eu tinha passado nesta manhã.

Pareço um foguete de tão rápido, sendo assim logo chego no lugar. Saio do carro e entro na barbearia, logo pego uma tesoura e me encaro no espelho, como meus cabelos ainda estão molhados fica mais fácil de fazer isso. Levo a tesoura até uma mecha e a corto, e depois outra e outra até que depois de muito cortar finalmente chego a um tamanho ideal, igualzinho ao meu antigo cabelo de um ano e meio atrás.

Procuro entre as coisas algo que me faça conseguir raspar a barba, e depois de muito procurar finalmente acho. Passo a espuma em todo o meu pelo do rosto e logo após me barbeio com uma navalha afiada. Levo alguns longos minutos até conseguir deixar meu rosto completamente liso e quando por fim faço isso, caminho até o armário e abro ele, retirando de dentro um pote de gel.

Volto de frente ao espelho e encho as minhas mãos com o produto e as levo até os meus cabelos, passando delicadamente os dedos entre os fios e modelando cada detalhe como antigamente. Após terminar volto a me olhar no reflexo e dou um sorriso.

–O antigo Blaine Anderson está de volta.

Saio do salão e volto até o meu carro, dando novamente partida e seguindo para a minha casa. Depois de alguns minutos vejo de longe que o carro do Kurt já está estacionado em frente a sua. Saio do meu e vou em direção a porta da sua mansão.

Antes mesmo que eu possa bater ou tocar a velha campainha ele simplesmente aparece na minha frente, se assustando com o que está vendo.

–Não acredito. –Ele diz com a boca aberta

–Prazer, Blaine Anderson. –Digo esticando a minha mão

–Prazer, Kurt Hummel. –Ele diz apertando a minha mão

–E então? –Digo abrindo os braços – Você ficaria com alguém como eu?

–Para que quer saber? Alguém não quis ficar com você no passado?

–Kurt, apenas me responda. Você ficaria com alguém como eu?

–É uma pergunta complicada. –Ele diz arqueando as sobrancelhas

–Então aí vai uma mais fácil. –Lhe encaro – Kurt, você é gay?

Um silencio se segue e o Hummel me encara, não faço a mínima ideia do que está se passando pela sua cabeça nesse exato momento, apenas sei que pela minha se passa um pouco de arrependimento por pensar que talvez esse não tenha sido o melhor momento para fazer algo do tipo. Ainda me encarando ele parece querer falar algo, até abre a sua boca, mas nenhuma palavra sai dela, até agora.

–Vou te responder essa pergunta com uma outra. –Ele me encara – Me bateu uma vontade de cozinhar alguma coisa então... você quer jantar aqui comigo amanhã à noite?

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)