Left Behind

13 O que fazer por você.


Notas iniciais
Primeiramente, gente se vocês leram esse capitulo e não comentaram no anterior por favor, não façam uma coisa dessas ksoakoasksoa Me preocupo por que, bom, estou postando essa semana quase todos os dias e bom... preciso de seus comentários fofos ♥ ♥ Então se fez isso... volte lá amor, se não vou mandar o Sebastian dar uma dentada em você. BOM, eu espero que gostem desse capitulo e entendam o final ♥ ♥ amo vcs!

–Eu faria uma tatuagem em mim escrita “Juntos para sempre” –Falo encostando meu queixo sobre a cabeça do Kurt

–Essa seria a maior burrada de toda sua vida. –Ele fez com o rosto em meu peito

–Por que? Nós não vamos ficar juntos para sempre?

–Se depender de mim, sim. –Ele inclina sua cabeça em minha direção – Mas e você? Vai me aguentar até a eternidade?

–Acho que esse tipo de pergunta, não deveria ser feita. –Dou uma risada e logo após uma bicada em seus lábios –Claro que sim.

–Nós somos tão egoístas a esse ponto? –Ele dá uma risada

–Como assim?

–Blaine, o mundo praticamente acabou e nós estamos aqui exalando o nosso amor.

–E o que vamos fazer? –Questiono olhando para o céu – Você acha que se eu pudesse arranjar um emprego, entrar na faculdade ou sei lá o que, eu não faria?

–A questão não é essa e sim... –Ele me olha – Até quando tudo isso vai permanecer? Vamos morrer com o mundo dessa forma?

–Nós não somos ninguém para mudar ele. – Aliso os seus cabelos – Se eu pudesse engravidar quem sabe...

–Idiota! –Ele bate em meu peito – Nós precisamos voltar.

–Eu não quero voltar para casa do Sebastian. –Rebato

–Mas estamos aqui desde ontem, e para falar a verdade eu preciso tomar um banho e comer algo. –Ele retruca

–Ok... –Respiro fundo – E se eu for escondido, pego as nossas coisas, roubo alguma comida e volto?

–Nós vamos viver nesse barco? –Ele questiona rindo

–Deve ser legal morar em um barco. –Afasto ele um pouco e me sento – Eu vou, você me espera aqui. –Me levanto

–Não quer que eu vá com você? –Ele questiona me olhando de baixo

–Primeiramente, eu não faço a mínima ideia de como voltar com esse barco, apenas sai apertando aqueles botões e ele veio para onde estamos. – Kurt dá uma gargalhada – Segundo, em consequência a isso vou ter que pular na água e ir nadando, acho que você não quer fazer isso.

–Não. –Ele rebate

–Terceiro, vou tentar despistar o Sebastian e vou pegar tudo de uma forma rápida, quanto mais gente, mais difícil de fazer algo desse tipo.

–E você esqueceu o fato de que também não sei nadar muito bem.

–Eu não sabia disso. –Dou uma risada

–Resultando no fato de que se o barco afundar estarei morto.

–Ok, agora você me deixou preocupado. –Digo assustado

–Mas ele não vai afundar certo? –Ele questiona rindo

–Não. –Rebato – A não ser que você mexa naqueles botões, o que não vai acontecer, certo Kurt Hummel?

–Certo. –Ele rebate ainda rindo

–Então vou indo. – Me inclino para baixo e lhe dou um selinho – Não saia daqui ok?

–Não vou.

Me afasto um pouco do Kurt e caminho até a borda do barco, olho para a água clara e peço aos seus para que ela não esteja gelada.

–Vamos, tire a camisa. –Kurt comenta se levantando e rindo ao mesmo tempo

–O que eu não faço por você. –Digo tirando a minha camisa e jogando para cima dele

–Estou quase te puxando de volta. –Kurt comenta agarrando minha camisa

–Isso é um convite? –Questiono me virando e rindo para ele

–Seria se eu não estivesse tão morto de fome. –Ele rebate rindo – Vamos homem seminu, pule na água!

Não consigo evitar de rir e novamente me preparo para pular na água, olho para ela mais uma vez quando só então Kurt me empurra de uma só vez. Caio na água de barriga para baixo, o que me faz sentir uma leve, talvez grande dor.

–Kurt! –Grito

–Me desculpa! –Ele rebate rindo

–Gelada, gelada, gelada! –Começo a falar pois a água está incrivelmente fria – Não saia daí ok?

–Ok, já disse que não vou sair! –Ele diz em voz alta

Me viro para a terra, ela não está muito longe, mas também não tão perto, portanto começo a nadar. Bato os braços e as pernas em sintonia por mais ou menos uns 15 minutos, parando as vezes para descansar.

Quando por fim chego no local dos barcos me arrasto dobre a areia como se fosse um naufrago encontrando a terra a vista. Fico alguns segundos respirando e por fim me levanto e começo a caminhar em direção a casa do Sebastian.

Em passos apressados caminho por mais alguns minutos e antes mesmo de chegar a mansão verifico bem se o Sebastian não está por perto e só depois de ter certeza que sim vou até ela. Quando por fim entro observo mais uma vez o ambiente e um silencio toma conta da casa é como se ela estivesse abandonada mais uma vez, o que me faz ter uma certa preocupação a respeito do Sebastian... ou um certo alivio.

Dou dois passos à frente e continuo em silencio, até o exato momento em que sinto algo batendo com força na minha cabeça e pôr fim a minha vista escurece.

[...]

Abro os meus olhos que estão parcialmente embaçados, sinto os meus braços puxados para trás das minhas costas e logo após sinto as minhas mãos presas com alguma espécie de corda. Minha cabeça dói como nunca e quando por fim minha vista começa a ficar melhor sou surpreso algo completamente bizarro.

–Mas que merda é essa? –Sussurro para mim mesmo

A imagem na qual estou presenciando é nada mais nada menos do que uma sala com uma iluminação baixa e repleta de manequins de lojas. Isso é completamente bizarro, pois os manequins parecem pessoas de verdade e não são apenas um, dois, ou três, são dezenas e dezenas. Mexo as minhas mãos várias vezes por segundo para tentar me soltar até que vejo a porta do cômodo se abrindo.

–Você não vai conseguir se soltar. –Sebastian fecha a porta

–Sebastian, que merda é essa? Por que eu estou preso? E que lugar é esse? –Questiono irritado

–Você sabe muito bem por que está preso. –Ele rebate se aproximando – E então? Gostou dos meus amigos?

–Que amigos? Esses bonecos? Cara, você está louco!

–Não fale assim deles! –Ele grita dando um murro na parede

Meus olhos se arregalam como jamais antes. Nunca vi o Sebastian desta maneira, agora que a luz iluminou seu rosto consigo perceber que ele parecia estar chorando de raiva.

–Sebastian, me solta por favor.

–Não Blaine, eu não vou soltar alguém que fala dessa maneira com os meus amigos. –Ele dá uma gargalhada alta – Por quase dois anos esses manequins foram os únicos que ficaram ao meu lado e eu sinceramente não quero que nada de ruim aconteça com eles.

–Nada vai acontecer com eles, apenas me solte, acho que posso me tornar amigo deles também. – Estou completamente assustado

–Isso seria a coisa mais maravilhosa. –Ele dá um sorriso um pouco maníaco em minha direção – Sabe... quando vi você não sabia se era alguma miragem minha ou real.

–Digo o mesmo a seu respeito.

–Meus amigos me falaram “ Vá em frente, conquiste ele de volta”, mas eu não podia. –Ele se aproxima mais – Não podia por que você estava com aquele garoto idiota.

–Sebastian, por favor me entenda. Você e eu namoramos e isso foi maravilhoso mas teve um fim e agora cada um seguiu com sua vida.

–Diga isso por você! –Ele dá outro murro na parede – Passei todo esse tempo sozinho e quando por fim encontro alguém estou proibido de ter qualquer coisa com ele! –Ele está completamente irritado

–Sebastian, por favor, calma. Apenas me solte para que possamos conversar melhor.

–Não vou soltar você! Já disse! –Ele grita

Ele está louco, nunca imaginei isso, mas esse tempo todo eu estive ao lado de alguém louca que poderia fazer qualquer coisa comigo ou com o Kurt.

–Por que você não me ama mais? –Ele se agacha na minha frente – O que fiz para que você me odiasse tanto?

–Você me traiu. –Lhe encaro – Com o Hunter.

–Eu estava bêbado. –Ele rebate

–Não foi apenas uma vez Sebastian, você sabe muito bem disso. Ele era o meu amigo e você me traiu com ele!

–Isso não é motivo para você terminar comigo e passar a quase não dirigir a palavra a mim. –Ele leva a sua mão até o meu rosto

–Quantas vezes vou ter que te dizer que você não era o namorado ideal para mim?

–E quem seria o seu namorado ideal? O Kurt? –Ele dá uma gargalhada

–Sim, o Kurt. –Rebato lhe encarando – A traição foi a gota d’água Sebastian, o Kurt jamais faria algo desse tipo comigo.

–Mas você com certeza faria com ele. –Sebastian alisa a minha pele – Blaine Devon Anderson se faz de garoto perfeito, mas nem chega perto disto.

–Será que você pode me soltar por favor?

–Viu, mal tem argumentos para se defender.

–Eu não sou perfeito Sebastian, nunca fui, apenas quero que me solte e pare de uma vez por todos com isso. O que aconteceu com você? Enlouqueceu? É isso?

–Não, ainda não. –Ele alisa com o polegar os meus lábios – Por que você não quis me beijar?

–Sebastian por favor, pare. Você sabe muito bem o motivo. –Ele continua me alisando – Se talvez eu não tivesse com o Kurt quem sabe poderia rolar algo entre nós, mas isso nunca vai voltar a acontecer.

–Então, todo o meu problema é com o seu namoradinho? Talvez eu tenha que fazer algo com ele para ter você de volta em meus braços.

–Nem pense em tocar no Kurt! –Rebato

–Então deixe ele por mim, simples. –Ele fala abaixando com a mãos até o meu peito que ainda está sem camisa – Garanto que vou te fazer bem mais feliz.

–Já disse que não! –Rebato

–Então vou ter que matar o seu namoradinho! –Ele rebate

–Você é uma cobra. –Rebato lhe olhando – Não poderia ter feito algo pior do que ter vindo parar aqui nesse inferno.

–Ah Blaine. –Ele suspira alisando o meu peito – Você é tão bonito, tão sexy.

–Você pode parar de tocar em mim! –Grito – Esqueça que eu existo seu louco! Psicopata!

Sebastian dá uma gargalhada completamente alta com essa minha última palavra e logo após fica sério, como se ele tivesse bipolaridade. Ele me encara por alguns segundos e eu gostaria muito de saber o que se passa na sua cabeça, não consigo negar que estou com medo, não por mim, mas pelo Kurt, não faço a mínima ideia do que ele pode fazer com o meu namorado.

–Vamos, me solte para que possamos conversar melhor. –Suplico

Ele novamente me encara, gira a cabeça para um lado e após para o outro, volta com seus dedos até o meu rosto e por fim com rapidez e agilidade se aproxima e me beija. Mas eu não correspondo lhe empurrando dois segundos após.

–Sebastian! –Grito

Mas ele volta a me beijar, desta vez segurando com força o meu rosto. Tento não movimentar a minha boca, na verdade estou fazendo de tudo para me afastar dele, mas isso parece ser impossível.

–Seu idiota! –Grito assim que ele se afasta

–Vai dizer que não gostou? –Ele questiona rindo

–Não! –Grito

Até que por fim, escutamos algum barulho vindo do lado de fora. Rapidamente Sebastian se cala e coloca seu dedo na minha boca para que eu faça o mesmo, ele inclina sua cabeça em direção a porta do cômodo e permanece em silencio, e mais uma vez outro barulho soa.

–É o Kurt! –Ele sussurra se levantando

–Sebastian não! –Grito

–Você fique quieto! –Ele sussurra atento ao barulho

–Por favor! –Suplico em voz alta

–Já mandei você calar a sua boca! –Ele grita – Ou prefere que eu lhe beije de novo? Ou melhor, faça outro tipo de coisa com você? – Permaneço em silencio – Foi o que eu imaginei.

Sebastian se vira de costas para mim e caminha em passos curtos na direção da porta. Eu não posso deixar que ele veja o Kurt ou que ele fique a sós com ele, preciso fazer algo.

–KURT! KURT! KURT! KURT! –Começo a gritar como nunca – KURT! KURT! KURT!

–Por que está fazendo isso! –Sebastian grita vindo em minha direção

–Blaine? –Kurt grita do lado de fora – Onde você está?

–KURT! AQUI! –Grito e só então Sebastian dá um chute na minha barriga

O ar some por completo do meu corpo, mas isso não impede do Kurt começar a bater com força na porta do cômodo, como se estivesse tentando arromba-la.

–Vou acabar com ele! –Sebastian fala indo em direção a um dos manequins – Me desculpa por isso Ezra. –E só então ele arranca de uma só vez o braço do boneco

Ele caminha em direção a porta e pôr fim a abre fazendo com o Kurt apareça na sua frente, no entanto, Sebastian não esperava por este murro que o Kurt acaba de dar no meio do seu rosto.

–Ai! –Kurt diz balançando a mão no vento

–Kurt, bate nele! –Grito ainda sem ar

Kurt me encara como se o que eu tivesse dito fosse a coisa mais impossível do mundo, mas ao invés de ficar pensando no que poderia fazer ele empurra o Sebastian de uma forma desajeitada e dá um tapa em sua cara.

–Um tapa Kurt? Um tapa? –Indago

Sebastian volta de uma só vez com o seu rosto, o nariz está sangrando, mas isso também não o impede de bater com a ponta do braço de plástico no rosto do Kurt.

Merda, eu tenho que me soltar daqui. Chacoalho a minha mão de um lado para o outro, mas isso parece ser em vão, portanto com dificuldade me levanto e assim que fico de pé corro de uma só vez na direção do Sebastian.

–AHHHHHHHHHHHHHHHHH! –Vou gritando na sua direção

Mesmo com as mãos para trás consigo com meu corpo empurrar ele contra o grande número de manequins derrubando o Sebastian e fazendo com que todos caiam sobre ele.

–Me solta Kurt! Me solta! –Grito virando de costas para ele

De uma forma nada ágil ele tenta me soltar, mas infelizmente não consegue. Sebastian parece estar se recompondo pois está tentando sair de debaixo dos bonecos.

–Blaine. –Kurt me puxa

–O que? –Questiono assustado

–Corre! –Ele grita

Antes que eu possa falar qualquer coisa o Kurt já partiu em disparada e eu faço isso logo em seguida, mesmo com os braços para trás. Correndo nós vamos passando por todos os corredores da mansão e pela minha humilde experiência estamos um pouco perdidos.

–Por aqui. –Ele indica com o dedo

Voltamos a correr e em poucos segundos chegamos na cozinha. Kurt para e vai em direção a gaveta de talheres, pegando uma faca grande assim que a abre. Ele vem em minha direção e corta a corda que está amarrando os meus pulsos e só então mais uma vez começamos a correr.

–Kurt! –Grito lhe seguindo – Isso pode parecer loucura, mas temos que sair desse lugar!

–O que você quer dizer com isso? –Ele questiona chegando no meio da rua

–Procura um carro que tenha gasolina, urgente! –Grito

Ele arregala os olhos em minha direção e só então começa a correr assim como eu. Nós vamos de carro em carro a procura de algum que esteja com pelo menos metade do tanque com combustível.

–Não tem Blaine! –Ele grita de longe

–Continua procurando! Ele vai vir atrás da gente Kurt! –Grito olhando dentro de um Mini-Cooper amarelo.

–Ai meu deus! –Ele grita em desespero até que por fim me encara e novamente grita – Achei!

Corro em sua direção o mais rápido possível, o carro que ele encontrou na verdade é um pouco diferente do normal é um Jeep Militar.

–Isso está cheio? –Questiono abrindo a porta do Jeep

–Sim, sim, um pouco mais da metade. –Ele diz entrando no banco do passageiro de uma forma desajeitada

–Ok. –Digo entrando e fechando a porta – Merda e a chave? –Entro em desespero

–Meus anos de ajudante obrigado na oficina do meu pai serviram de algo. –Ele me encara e só então pula em meu colo enfiando a cabeça por debaixo do volante

–Kurt, não é hora para isso. –Falo observando ele

–Ligação direta, seu besta! –Ele rebate de baixo

–Háááá... –Não minto que fiquei um pouco decepcionado

–Isso! –Kurt grita e só então o Jeep liga

–Fantástico! –Digo impressionado

–Blaine! –Sebastian grita no fim da rua

–Oh meu deus! Vai Blaine, vai! –Kurt grita voltando a sua cadeira

Aperto com força o acelerador e mesmo sem passar a macha viro o Jeep de uma só vez colocando ele em direção do Sebastian que corre em nossa direção.

–Vai Blaine! –Kurt grita

E mais uma vez eu aperto com força o acelerador, arrancando em direção ao idiota. Nos aproximamos mais e mais até que quando estou prestes a atropela-lo ele pula saindo da frente do carro.

–Eu ainda vou pegar vocês! –Ele grita jogando uma pedra em nossa direção

Continuo a dirigir em alta velocidade respirando fundo como jamais fiz antes. Meus braços e pernas estão tremendo e o Kurt agarra o banco com força e respira assim como eu. Se passam alguns longos minutos de silencio e nós ainda não acreditamos que saímos de lá.

–E agora? –Kurt questiona

–Não sei. –Respondo respirando fundo

–O que ele estava fazendo com você? Ele é louco?

–Ele bateu algo na minha cabeça e eu desmaiei, quando vim acordar já estava naquele lugar.

–Que a proposito é bizarro. –Ele rebate

–Mas e você? Por que veio atrás de mim?

–Por que já tinha anoitecido e você ainda não tinha voltado. –Ele retruca e só então eu paro para observar que realmente já é noite.

–Você pulou no mar Kurt? –Questiono irritado

–Eu tentei pilotar o barco, mas não consegui então pulei.

–Por que você fez isso? Poderia ter se afogado!

–Eu estava preocupado com você meu amor, meu coração estava apertando como se algo fosse acontecer, e de fato ia.

–Obrigado. –Digo suspirando

–Não fiz mais do que a minha obrigação, viu o que eu faço por você? –Ele dá uma risada, mas logo após respira fundo – Aquele cara é louco! Como você namorou ele? Viu aquele quarto? O que diabos era aquilo?

–E você me chamava de louco por que eu falava com bolas. –Rebato e isso acaba deixando escapar uma gargalhada do Kurt

–Vamos olhar o que tem dentro desse Jeep. –Ele diz se inclinando no porta documentos

Kurt abre o porta documentos e vasculha tudo que tem dentro ao mesmo tempo que eu dirijo na avenida completamente escura.

–O que tem aí? –Questiono

–Bom... temos um binoculo, uma arma. –Ele arregala os olhos – Há, uma camiseta! –Ele joga ela em cima de mim

–Por que você está com camisa?

–Não tinha motivo para eu tirar ela. –Ele rebate

–Mas você está molhado Kurt.

–Não tem problemas meu amor. –Ele diz ainda xeretando as coisas

–Pode vestir a camiseta, fico sem.

–Não! –Ele rebate e só então quase pula da cadeira – Um mapa!

–Um mapa? –Fico surpreso – Gloria!

–Sim, do Estados Unidos! –Ele comenta abrindo a grande folha

–Temos que voltar para Ohio. –Falo

–Será que ele não pode ir atrás de nós? –Ele questiona preocupado

–Kurt, nós vamos para lá que é o nosso lar se o Sebastian aparecer para isso serve essa arma aí. –Rebato rindo

–Ok. –Ele retruca rindo também

–Eu queria escutar uma música para relaxar. –Falo respirando fundo pois ainda estou nervoso

–Acho que esse som não pega CD ou algo do tipo. –Kurt diz ligando ele

–Acho que é apenas rádio. –Falo observando a estrada

Kurt liga o som que começa a chiar, ele vai e volta de uma estação para a outra o que é completamente desnecessário já que não existe mais estações de rádios, mas mesmo assim ele continua.

“ffffffffffffffffff” – Um barulho soa no som

–O que é isso? –Kurt questiona intrigado

–Ele apenas está chiando.

“ffoooooooooooooo..... naaaaaaaaciooo.....”

“sseeeeeeeeeee...... puuuuuuuuuuubbb....”

–Blaine... –Kurt me encara e eu faço o mesmo

–Aumenta isso Kurt. – E só então ele aumenta

“Haaaaaaaaaaaaaaa”

–O que diabos é isso? –Ele está ainda mais intrigando

–Acho que ele está chiando mesmo Kurt. –Volto a olhar para estrada

“Naaaaaaaaaaa......ciioooooo........naaaalll”

–Ele falou nacional? –Kurt leva o ouvido para mais perto

–Kurt, você está imaginando coisas, desliga isso senão vai consumir toda bateria do Jeep.

“Haaaaaaaaaaaaaa..........lguéééémmmmm.....aaaaaaaaaaaaaiii?”

Instantaneamente eu freio o Jeep e nós dois nos encaramos no mesmo momento, levamos automaticamente nossos ouvidos para perto do som e por fim escutamos pela última vez:

“aaa.....aaaaa....aaaaa....aaaalguéééééém?”

Notas finais
Entenderam? Carro militar... kasokoaskoas Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)