Left Behind
11 Dentre as fumaças.
Notas iniciais
Kurt me encara e eu faço o mesmo, estamos os dois paralisados enquanto nosso trailer se mistura com a fumaça do carro que acaba de bater em nós. Meu coração está batendo acelerado e eu não faço a mínima ideia do que está se passando pela minha cabeça. Hummel agarra a minha mão que está imóvel no volante e assim permanecemos por segundos.
–Blaine... –Kurt diz quebrando o silencio
–Não estamos sozinhos. –Falo literalmente de boca aberta
O silencio volta, e nada da “pessoa” que está no carro dar nenhum sinal, o que é bem estranho.
–Precisamos descer. –Digo abrindo a porta
–Blaine, calma! –Kurt me puxa de antes que eu possa dar sequer um passo
–Temos que sair Kurt, agora. –Insisto
–Como não vamos saber se é algum louco? –Ele está completamente assustado
–Só vamos saber se descermos daqui. –Digo colocando um pé para fora
E só então a porta do carro preto se abre e novamente meu coração gela. Paramos mais uma vez e apenas observamos se quem está lá irá fazer algo, mas nada.
–Vamos Kurt. –Digo descendo do trailer
Kurt faz o mesmo, descendo logo em seguida, sendo assim rapidamente vem em minha direção, permanecendo atrás de mim, como se eu fosse uma espécie de escudo.
–Quem está aí? –Grito –Vamos! Apareça!
Um novo silencio se segue, até que por fim, vemos um pé saindo para o lado de fora e logo após uma perna inteira e por fim uma sombra dentre a fumaça.
–Blaine Anderson? –Uma voz masculina me chama
–O que? –Questiono sem conseguir ver quem está por trás da voz, ao mesmo tempo em que Kurt tenta enxergar o homem
–Blaine? –Por fim ele aparece
Meus olhos se arregalam como nunca em toda a minha vida, minha boca se abre mais ainda e meu corpo está sem movimentos. Eu não acredito nisso, eu não posso acreditar.
–Sebastian? –Digo ainda tremulo – Sebastian? Sebastian Smythe? O que? Sebastian?
–Blaine! Oh meu deus! Blaine! –Ele está tão surpreso quanto eu
Sebastian corre em minha direção como se fosse um foguete e eu faço o mesmo só que em sua direção. Nós paramos no meio do caminho e nos encaramos, como se isso tudo não fosse real e só então ele me abraça, completamente forte.
–Oh meu deus! –Ele grita me apertando
–Sebastian! –Grito loucamente
–Não acredito! –Ele me aperta e só então me gira, como se eu fosse uma criança
Ele está me rodopiando em 360° completos, meus pés não tocam no chão e nós não poderíamos estar mais exaltados quanto agora. Ele me põe de volta no chão e leva suas duas mãos até o meu rosto, toca na minha pele ao mesmo tempo que dá um sorriso de uma ponta a outra.
–Não acredito, não posso acreditar. –Ele fala tocando em meu rosto
–Hã...hã... –Kurt faz um barulho de tosse com a boca
Sebastian tira suas mãos de meu rosto e logo após faz o mesmo com seu olhar, direcionando ele para o Kurt.
–E quem é esse? –Sebastian questiona
–Esse é o Kurt. –Falo empolgadíssimo indo em direção ao Hummel
–Isso, sou o Kurt. –Hummel me encara como se eu tivesse dito algo de errado e só então percebo que esqueci de um detalhe
–Kurt Hummel, meu namorado. –Me corrijo
–Namorado? –Sebastian questiona curioso
–Isso, namorado. –Kurt complementa
Um silencio se segue e Sebastian continua encarando o Kurt até que eu não me aguento e falo:
–Eu não acredito que você está vivo! –Falo empolgado
–Eu não acredito que, você, Blaine Anderson está vivo! –Ele diz no mesmo tom
–Kurt, esse é o Sebastian, amigo meu da Dalton.
–Muito prazer Sebastian. –Kurt fala estendendo a mão
–O prazer é meu, namorado do Blaine. –Sebastian diz apertando a sua mão
–Mas Sebastian, me conte, como você sobreviveu, por que está aqui e não em Lima?
–Meu deus, são tantas coisas que preciso falar, que você precisa falar! Oh meu deus! Nem acredito que você está vivo! Meu deus!
–Gente... –Kurt fala, mas nós não damos a bola
–Isso é muita coincidência, como assim você!? –Digo
–Gente... –Kurt insiste
–Logo você! –Sebastian complementa
–Gente! –Kurt grita
–O que? –Gritamos em seguida
–Vai explodir! –Ele grita novamente
Nós três encaramos o carro e o Trailer que estão com uma fumaça preta arrodeando eles todos, até que enfim, corremos o mais rápido possível nos largando no chão e vendo após isso ambos explodirem.
Meus ouvidos começam a apitar como se eu estivesse ficando surdo, não consigo escutar nada ou muito menos deixar minha cabeça parada, já que minha vista está girando e girando. Vejo de longe o Kurt jogado e o Sebastian um pouco mais na frente deles, os dois com as mãos nas orelhas e tossindo pela fumaça.
–K-kurt! –Grito na esperança de que ele me ouça, mas nada
Meus ouvidos começam a minimizar o fino barulho e minha cabeça parece estar menos tonta, respiro fundo e por fim consigo ficar de pé. Caminho até o Kurt e ele estende sua mão, seguro ela e lhe levanto fazendo o mesmo com o Sebastian logo após.
–Merda! Nosso Trailer! –Grito e mais uma vez o barulho fino volta em meus ouvidos
Kurt encara o fogo que queima os dois automóveis com uma cara na qual nunca vi antes, ele parece estar angustiado e arrependido.
–Blaine, está me ouvindo? –Sebastian questiona tocando em meu ombro
–Sim. –Digo olhando para o fogo
–Vamos a minha casa, vocês podem dormir lá hoje, temos muito assunto para colocar em dia.
–Certo. –Me viro para o Kurt – Vamos?
–Blaine... –Ele me encara e depois encara o Sebastian – Posso falar com você rapidinho?
–Claro. –Digo olhando para o Sebastian que apenas faz que sim com a cabeça
Olhamos mais uma vez para o fogo e sendo assim passamos por ele e caminhamos em direção a um lugar longe do Sebastian.
–O que quer me falar? –Questiono ao Kurt
–Quem é esse cara? –Ele rebate a pergunta
–Ele é um amigo meu da Dalton, você não acha incrível?! –Me empolgo
–Acho, acho super incrível Blaine. –Ele ironiza
–O que foi Kurt?
–Eu só não confio nele. –Ele retruca
–Como não confia se nem o conhece?
–Justamente por isso, bati os olhos nele e já vi que não é flor que se cheire.
–Kurt você está sendo um pouco precipitado ok? Você nem conhece o Sebastian, ao contrário de mim que conheço ele desde dos tempos da Dalton.
–Eu sinceramente não me importo com os anos em que vocês se conhece, me importo pelo fato de que não fui com a cara dele.
–Kurt, você deveria estar feliz, não existe apenas nós dois no mundo, encontramos mais alguém!
–E aquele seu papo de que “Não, está bom assim, apenas você e eu? ” –Ele faz as aspas no ar
–Mas continua sendo você e eu!
–Não, agora nós temos um cara que vai ficar na nossa cola! –Ele rebate irritado
–Kurt, ele é meu amigo! Você deveria estar feliz por mim! –Rebato mais irritado ainda – Será que não percebe que nós encontramos outra pessoa? E que é logo um amigo meu?
–Mas Blaine, a questão não é essa!
–Então me diga Kurt qual é a questão, por que eu estou um pouco confuso!
–Está tudo bem aí? –Sebastian grita de longe
–Eu sou muito idiota, mesmo! –Kurt diz irritado
–Será que pode me explicar por que você é idiota?
–Quer saber Blaine? Esquece, apenas esquece! Vamos fazer o que o seu amiguinho quer e ponto final! –Ele me encara e só então anda rápido em direção ao Sebastian
Respiro fundo e sigo o Kurt que está chegando mais perto do Sebastian. Ele parece estar irritado, na verdade nunca vi ninguém tão irritado assim.
–Aconteceu alguma coisa? Vocês estão bem? –Sebastian pergunta nos olhando
–Tudo ótimo, onde fica a sua casa mesmo? –Kurt questiona
–Fica há uns dez minutos daqui, temos que ir andando já que estamos sem carro. –Ele diz me encarando – Linha reta.
–Sem problemas, só quero chegar em algum lugar logo. –Kurt diz caminhando na frente
–Está tudo bem com ele? –Sebastian pergunta começando a caminhar do meu lado
–Não sei. –Falo lhe acompanhando
–Agora me conte, por que veio até a Florida? E ainda mais como você sobreviveu? –Ele questiona
–Bom, eu passei um tempo no meu porão. –Falo um pouco acanhado
–Há, o seu porão. –Ele dá um sorriso um pouco sacana
–Sim... será que nós podemos não mencionar nada do tipo ao Kurt?
–Você não contou nada sobre nós a ele?
–Não. Do mesmo jeito em que ele nunca me contou nada sobre os seus ex-namorados.
–Acho que isso é a base para algum relacionamento. –Ele diz observando o Kurt que está bem longe – Você e ele estão comigo e eu sou eu ex, ele deveria saber disso.
–Podemos mudar de assunto, por favor? –Questiono um pouco incomodado
–Me desculpa, eu só pensei que você estivesse morto. Na verdade, nem acredito que está na minha frente agora.
–Eu também pensei que fosse o único, mas daí veio o Kurt e agora você e eu ainda não acredito que nenhum dos dois está na minha vida.
–E o que te trouxe até a Florida?
–Sempre gostei desse lugar, sempre tive vontade de conhecer e como agora gasolina é de graça resolvi aproveitar. E você?
–Bom, queria ter uma vida mais rica do que eu já tinha, sendo assim resolvi me mudar para cá logo após de tudo aquilo.
–E como você sobreviveu?
–Bom... fiquei por algum tempo na Adega de vinho do meu pai. Se lembra dela?
–Sim, como ia me esquecer. –Falo dando um sorriso – E todos morreram?
–Sim, sem exceção, mas não dei a mínima precisava ser livre e meus pais me prendiam, portanto, foi bom.
–Que horror Sebastian. –Digo abismado
–Apenas estou sendo sincero e olha que eles não fazem a menor falta. –Ele rebate
–Nossa, nunca pensei que você fosse tão frio. –Digo assustado
–Talvez se eu não fosse tão frio você não tivesse se apaixonado por mim, temos que olhar o lado bom das coisas. –Ele rebate me olhando nos olhos
–Isso é muita coincidência. –Falo lhe olhando
–Talvez seja o destino. –Ele rebate
–Será que vocês podem andar um pouco mais rápido? –Kurt grita de longe roubando agora nossa atenção – Para que lugar fica a sua casa?
–Em frente, à direita. –Sebastian diz olhando para ele
–Acho melhor apressarmos o passo. –Digo e só então caminho mais rápido passando do Sebastian e me aproximando do Kurt
Sebastian e eu namoramos no meu último ano na Dalton, simplesmente fiz isso por que eu estava desesperado nunca tinha encontrado alguém que me amasse e me sentia só. Apesar de ter tantos garotos no meu colégio nenhum fazia o meu coração bater, tentei até lutar por alguns que conheci, mas nada me fazia sentir coisas diferentes e foi então que conheci o Sebastian.
Ele sempre foi um cara frio e que se acha até demais, no entanto gostava das mesmas coisas que eu, incluindo músicas e foi o mais perto que cheguei de gostar de alguém. Sendo assim namoramos, apresentei ele aos meus pais e vice-versa, éramos até felizes até que em um dia terminamos e tudo mudou, bastante.
–Kurt – Digo correndo em sua direção – Você está com raiva de mim?
–Não. –Ele rebate friamente
–Sim, você está. –Retruco
–A casa é essa da frente. –Sebastian diz apontando
Paramos de andar e nos deparamos com uma mansão três vezes maior que a minha em Lima. Meus olhos se arregalam e tentam compreender como algum engenheiro foi capaz de fazer isso.
–Uau. –Digo surpreso
–Eu sei, eu sei, bem pequena, mas achei ela fofa ok? –Sebastian diz caminhando até a porta- Vocês dois não vem?
–Claro. –Digo indo em sua direção e Kurt logo atrás de mim
Entramos na mansão e ela é completamente maior do que aparenta por fora e não vou negar de que também é bem limpa e organizada.
–Bem-vindos ao meu humilde lar. –Sebastian diz abrindo os braços
–Isso é enorme. –Digo dando um giro para observar cada canto
–Você tem ao menos água? –Kurt questiona debochadamente
–Não só água como também energia. –Ele rebate
–O que? –Questiono surpreso e o Kurt muda sua expressão
–Sim, consegui energia em uma usina aqui perto, afinal de contas isso é Florida, queridos. –Ele rebate rindo
–Estou impressionado, você não está Kurt? –Questiono sorrindo
–Claro. –Ele responde
–Vocês aceitam um café? Frutas? Uma salada? Ou querem engordar um pouco experimentando meu bolo?
–Não acredito que você tem comida de verdade!
–Sim, por que vocês não? –Ele questiona rindo ironicamente
–Na verdade nós apenas comíamos comidas enlatadas e tomávamos água. –Falo rindo pelo alivio de que vou comer algo diferente
–Nossa, como vocês faziam isso? Se não morreram no acidente com o vírus não daria mais um ano para morrerem com essas comidas. –Ele rebate indo até a cozinha – Hoje eu apenas ia prepara um jantar básico, mas como agora eu tenho visita pensei em algo com camarão ou quem sabe uma carne bem passada, o que acham?
–Para mim não poderia ser mais perfeito! –Digo sorrindo – E para você Kurt?
–Hã... onde fica o banheiro? –Kurt questiona
–Subindo as escadas, terceira porta a esquerda. –Sebastian indica
Kurt apenas agradece com um gesto de cabeça e só então caminha até as escadas.
–Esse seu namorado é bem estranho. –Sebastian diz abrindo a geladeira que funciona
–Ele não é estranho, deve estar com vergonha eu acho. –Falo me sentando em um banco alto do balcão
–Como vocês se conheceram? –Ele questiona pegando uma jarra de suco
–Bom... é uma história bem estranha. –Começo
–Assim como ele? Estranho?
–Já disse que ele não é estranho, Sebastian. –Encaro ele
–Ok, ok. Estava brincando. –Ele dá uma risada e me serve – Continue.
–Eu conversava com bolas...
–Oh não Blaine. –Ele começa a rir
–Eu sei, estava ficando louco. –Dou uma risada – Aí me veio na cabeça a incrível solução de me matar, sendo assim quando ia jogar meu carro penhasco abaixo o Kurt apareceu do nada.
–Como assim? Por que de tantos estados ele foi direto a Lima?
–Por que o Blaine. –Kurt aparece descendo as escadas – Colocou avisos em metade do país, mandando quem estivesse vivo encontrar ele em Lima.
–Por que não vi nenhum desses avisos?
–Não cheguei a esse lado do país. –Falo bebendo o suco
–Imagine se tivesse chegado? –Sebastian fala me olhando de um jeito sacana
–Seria ótimo, não? –Kurt questiona um pouco irritado, só então se senta do meu lado e agarra o meu braço – Você não tinha namorada Sebastian?
–Não, eu sou gay. –Ele rebate
–Por que será que não estou surpreso com isso? –Ele questiona e eu observo um pouco nervoso os dois
–Acho que um gay reconhece realmente o outro não é mesmo? –Ele rebate
–Provavelmente, mas e namorado? Você tinha? –Ele retruca
–Tinha claro, como não? – Sebastian me encara
–Podemos parar com isso? –Interrompo os dois
–Não amor, quero saber quem era o namorado dele. –Kurt rebate
–Para quer que saber disso Kurt? –Questiono assustado
–Por que está na cara quem era. –Ele larga o meu braço – Vocês se viram, ele te rodopiou, ficou te olhando fixamente enquanto segurava seu rosto, se não fosse por mim talvez até um beijo teria rolado.
–Você está dizendo besteiras Kurt. –Falo
–Talvez nem tanto. –Sebastian interrompe
–Está vendo? –Ele me encara e entorta a boca – Vamos, me digam, vocês eram namorados?
–Sim. –Admito – Éramos.
–Ótimo. –Ele diz um pouco inconformado olha para cima irritado e só então se vira de costas e sai
–Kurt! –Grito me levantando – Kurt, volta aqui! Kurt!
–Deixe ele. –Sebastian diz tocando em minhas costas
–Ele está com raiva de mim, não acredito. –Digo levando as mãos até o meu rosto
–Um namoro é feito para as pessoas relaxaram Blaine e não ficarem estressadas. –Ele diz massageando meus ombros – Vocês não se conhecem há muito tempo, talvez tenha sido alguma paixão passageira, já que os dois estavam apenas sozinhos.
–Sebastian. –Digo me afastando dele – Primeiramente, você e eu namoramos por que naquela época era legal, mas hoje eu amo o Kurt, ok?
–Você por acaso já disse que ama ele? –Sebastian questiona
–Não. –Falo um pouco nervoso
–Irá fazer igualzinho a mim, vai acabar não dizendo que ama e depois irão terminar. Simples.
–Eu não disse ainda por que me faltou coragem, não sei se ele sente o mesmo por mim.
–Com certeza não. –Ele me encara – Senão, estaria aqui marcando o território e não fugindo.
–Sebastian, eu ti reencontrei hoje, será que você parar? –Rebato
Ele me encara, com um olhar bem diferente do normal e só então depois de pensar por alguns segundos simplesmente fala:
–Me desculpa.
–Ok.
–Serio, me desculpa. –Ele engole a saliva a seco – Vamos começar do início ok? Acho que fiquei um pouco nervoso pelo fato de ver pessoas novamente, mas vamos do início.
–Certo. –Respiro fundo
–Vá chamar o Kurt, temos que jantar, comida de verdade. –Ele fala sorrindo – E Blaine, não se preocupe, não vou falar nada que não devo ou deixar o Hummel constrangido.
–Obrigado. –Falo e só então dou as costas
Caminho em direção a saída da casa, me deparando com o Kurt sentado no meio fio abraçando suas próprias pernas.
–Interrompo? –Questiono me sentando ao lado dele
–Não deveria estar conversando com seu ex? –Ele questiona irritado sem ao menos olhar para mim
–Você sabia que eu jamais tive o prazer de ter alguém com ciúmes de mim? –Falo
–Eu não estou com ciúmes, apenas com raiva. Como eu ia saber que dentre a fumaça de dois automóveis batidos ia surgir o seu ex?
–Traduzindo, sim, você está com ciúmes.
–Blaine, eu só estou com raiva pois ao contrário dele eu poderia ter sido o seu namorado.
–Kurt, vejamos agora quem é o namorado de quem. –Rebato – Você, e isso não vai mudar, pelo menos se depender de mim.
–Eu tenho medo de que você volte a sentir algo por ele. –Ele me olha – Quem sou eu para competir com um cara que te conhece a anos?
–Você e o meu atual, único e último namorado. Acho que isso já é uma boa colocação.
–Com certeza ele vai tentar te seduzir...
–Não vai Kurt, já conversei com ele. –Respiro fundo – Veja, devíamos estar completamente felizes, não estamos sozinhos no mundo, claro que seria ótimo você e eu sós por muito tempo, mas é bom achar mais alguém nessa situação.
–Que conseguiu energia, água...
–Isso não importa, o que importa é que ele pode não ser o último, entendeu? Pode haver mais alguém por aqui.
–Como assim? –Ele questiona curioso
–Não diga exatamente na Florida, mas em todo o mundo, deve haver mais pessoas, já que o Sebastian está vivo e nós dois também estamos.
–Você tem razão. –Ele afirma se levantando – Se um idiota desse está vivo por que não as outras pessoas?
–Esse é o espirito da coisa meu amor! –Rebato rindo e me levantando – Vamos comer? Afinal de contas, ele pode ser o mais idiota possível, mas conseguiu verduras e frutas.
–Certo, nós comemos e retiramos tudo dele, depois matamos ele e ficamos com tudo que ele conseguiu até agora.
–Exatamente. –Complemento rindo
–E você e eu ficaremos sozinhos mais uma vez.
–Ok, agora você está me deixando com medo, isso é sério?
–Quem sabe. –Ele diz rindo e estende sua mão
Agarro a mão do Kurt e nós caminhamos juntos até a cozinha imensa do Sebastian que por sua vez está cozinhando algo.
–Que meigo vocês. –Ele diz colocando alguma coisa numa panela
–Obrigado. –Kurt fala – Nós combinamos muito, não?
–Concordo com o Kurt. –Complemento
–Então quem seria eu para discordar? –Ele questiona rindo e vindo em nossa direção – Então estamos os três vivos? Blaine, Kurt e eu.
–Sim, os três. –Falo
–Vocês não acham isso estranho? –Kurt questiona
–O que é estranho? –Sebastian retruca
–Nós três. – Ele nos olha – Três gays, vivos.
–Ele tem razão, será que só sobreviveram os gays? –Digo
–Oh meu deus, um mundo de gays. –Sebastian ri
–Seria perfeito. –Kurt fala rindo
–Pelo menos todos teriam namorados e ninguém ficaria só. –Falo
–Eu não me preocupo muito com isso. –Sebastian fala
–Com o que? Ficar só? –Questiono
–Não, com a concorrência. –Ele finaliza
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