Left Behind

15 De volta. - FINAL


Notas iniciais
Bom meus amores, chegamos ao fim de mais uma fic minha. E esse é aquele momento merda na qual eu fico triste por estar acabando mais uma historia na qual escrevi com todo amor por vocês. Na verdade como disse no inicio, essa seria uma mini fic, apenas para passar o tempo, mas com ela, arranjei novos amigos e leitores que garanto que vou levar no meu coração. Quero agradecer a todos vocês, citaria nomes, mas são tantas pessoas que aqui não caberiam. Mas se sintam agradecidos mais uma vez por terem lidos essas minhas besteiras, seja do inicio, meio, fim, ou quem sabe alguém que esta começando agora. Agradeço de coração por tudo, pelo apoio de vocês e pela paciência nos dias de atraso. Eu realmente amo cada um e espero que gostem desse ultimo capitulo. E fazendo marketing aqui, se quiserem, espero vocês para a minha próxima fic "Promise-me". E se lembrem, não há obstáculos quando se ama, nem o próprio mundo pode impedir um amor se for verdadeiro. Obrigado mais uma vez, e eu amo todos vocês!

Ando de um lado para o outro com uma impaciência na qual nunca senti antes, é como se tudo na minha vida dependesse disso, o que em parte é realmente. A inquietude simplesmente toma o meu corpo e eu não consigo parar.

–Blaine será que você pode parar de andar de um lado para o outro? Está me deixando tonto. –Kurt fala deitado na cama

–Como você consegue ficar tão calmo Kurt? –Questiono indo e voltando

–Eu simplesmente acho que é um pouco tarde para algo acontecer. –Ele rebate

–Cinco dias! –Paro de andar e lhe encaro com as mãos na cintura – Cinco dias Kurt!

–Blaine...

–Você tem noção do quanto eu estou apavorado, mas ao mesmo tempo irritado com toda essa situação?

–Bom, pelo seu jeito...

–Fazem malditos cinco dias que eles se comunicaram com nós dois e nada! Simplesmente não aconteceu nada! –Respiro fundo – Eles não falaram mais no rádio e muito menos sequer vieram ao resgate.

–Talvez tenhamos entendido errado.

–Poderia estar chiando o bastante, mas eu escutei a palavra resgate. Você não?

–Escutei, mas...

–E então! – Fecho meus olhos e respiro mais fundo ainda – Eu não posso ser tão idiota a esse ponto.

–Blaine. –Kurt me encara – Já é noite e com certeza se fosse haver algum resgate, eles não viriam a essa hora.

–Como você sabe? Um resgate não precisa de hora. – Rebato

–Blaine, apenas me escute, vamos dormir, nos deitar, transar, qualquer coisa, mas tire isso da sua cabeça, não quero que se decepcione.

–Você parece não querer ser salvo.

–Eu quero!

–Mas não parece Kurt! — Rebato

–Eu só... –Ele coça a sua cabeça e olha para baixo como se estivesse incomodado

–Você... só?

–Eu só estou sentindo que se eles realmente vierem algo vai acontecer.

–Do que você está falando? –Questiono me aproximando

–Não sei, meu cérebro está ansioso para que isso aconteça, mas meu coração está apertado. – Escutamos um barulho de gaviões vindo do lado de fora

–Você está me assustando Kurt. –Digo ficando de joelhos na ponta da cama

–Eu não queria te dizer isso, mas... –Ele me encara – Há uns dois dias atrás sonhei que tudo dava errado quando eles viam nos buscar e quando por fim conseguiam nós dois simplesmente virávamos estranhos.

–Isso não vai acontecer.

–Cada ia para o seu lado, seguia com a sua vida como se nunca tivéssemos nos conhecido.

–Kurt isso não vai acontecer!

–Mas e se acontecer? Como tudo isso fica? Como eu fico? –Ele questiona quase chorando

–Você fica comigo, porque essa é a única coisa que vai acontecer se sairmos daqui. –Engatinho em sua direção

–Acho que você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. –Ele rebate me olhando enquanto eu por fim chego na sua frente

–Você acha? –Dou um sorriso

–Eu tenho certeza. –Ele retruca

E só então eu me inclino ainda sentado em sua direção, lhe dando um beijo que logo faz nossos olhos se fecharem. As nossas respirações ficam altas e o estalar de nossos lábios ao fim do beijo faz com que nos encaremos, de um modo diferente, como se esse fosse o nosso último contato.

Kurt cerra os olhos e me olha, e eu faço o mesmo, não sei que espécie de sentimento é esse mas acho que estou sentindo o mesmo que ele. Meu coração está apertado, como se essa fosse a última vez que lhe olhasse que eu sequer lhe tocasse.

E justamente por isso praticamente pulo em cima do Kurt e agarro com a maior força possível a sua nuca, fazendo ele se deitar automaticamente na cama. Continuamos nos beijando e ele passa suas mãos por todo o meu corpo, arranhando as minhas costas por enquanto que nossos lábios se esticam em mordidas que ambos damos um no outro.

Ainda me beijando Kurt me vira de posição, ficando aos poucos por cima de mim e sendo assim me beija por toda a pele. Agarro a sua nuca e puxo com força os seus cabelos, sua cabeça vai um pouco para trás e eu mordo o seu pescoço, fazendo os seus olhos se fecharem e seu coração bater mais forte.

Não aguento e puxo mais uma vez o Kurt, virando ele novamente de posição. Sendo assim deitado por debaixo de mim sendo em seu colo e com a coluna inclinada volto a lhe beijar e sinto o seu pênis quase ultrapassando o pano de sua bermuda. Afasto meus lábios do dele e ainda sentado em seu colo retiro a minha camiseta, jogando ela longe e voltando a lhe beijar. Hummel alisa as minhas costas enquanto eu faço alguns movimentos circulares em seu colo apenas para aguçar sua respiração.

Quando por fim, Kurt vai se sentando aos poucos, mas ainda me deixando em seu colo. Ajudo a tirar a sua camiseta e ele beija o meu peito, e olha o meu corpo como se fosse algo valioso. Ele passa a língua por toda a minha pele e arrasta ela até os meus mamilos, permanecendo por lá alguns segundos e me deixando completamente arrepiado. Logo após Kurt desce um pouco mais ao mesmo tempo que abre o botão da minha bermuda com as mãos. Ele continua me beijando e quando por fim abre, meu pênis rapidamente aparece, sendo assim, Hummel o massageia com as mãos enquanto olha bem nos meus olhos.

Ele continua a massagear e por fim lentamente se inclina e o coloca na boca, fazendo meu corpo estremecer por completo. Olho para cima e estico o meu corpo como se Kurt estivesse sugando todas as minhas forças, e ele continua a fazer sexo oral em mim, subindo e descendo com a sua cabeça em completa velocidade, ao mesmo tempo que massageia o meu membro. A sua boca molhada lubrifica o meu órgão e me arrepia.

Pelo cabelo puxo o Kurt que volta de vez para a minha boca. Ele me beija como nunca antes, seus lábios rosas parecem mais carnudos que o normal, parecem mais gostosos, mais delicados e quente ao mesmo tempo. Tiro a minha bermuda, a sua camisa e ainda lhe beijando vou lhe inclinando mais uma vez.

Sendo assim ao mesmo tempo que abaixo a sua bermuda beijo o seu corpo do começo ao fim, em toques delicados. Kurt fecha seus olhos e respira em completa lentidão, estremecendo e contraindo todo o seu corpo. Continuo passando meus lábios por sua pele até que enfim chego ao seu pênis. Passo minha língua por todo ele e enfim lhe coloco na boca, e lentamente subo e desço com a minha cabeça, sentindo o gosto de algo que para mim é uma das coisas mais maravilhosas.

Kurt se contorce por inteiro e agarra com força os lençóis da cama. Massageio seu membro entre as subidas e passo a minha língua por ele entre as descidas, deixando Hummel louco. Quando por fim retiro a minha boca, beijo sua virilha e vou subindo pela barriga e subindo até que novamente beijo a sua boca.

Ele me agarra pelos cabelos e não se afasta dos meus lábios por nenhum motivo. Subindo sobre seu corpo vou aos poucos me aproximando de seu colo e por fim, afastando meus lábios e tendo o seu olhar fixo ao meu, me sento lentamente em seu pênis e aos poucos vou inserindo todo ele dentro de mim. Não consigo evitar de gemer por com esse ato, mas um prazer enorme surge em meu corpo, estimulando cada parte de mim.

Faço movimentos de subidas, descidas e circulares ao mesmo tempo que Kurt me segura pelo quadril. Inclino meu corpo sobre o seu e lhe beijo enquanto ele agora por si só faz o trabalho de penetrar em mim com cada vez mais velocidade e força. Mais uma vez afastando meus lábios volto a minha posição de antes, só que agora olho para cima e ele alisa o meu peito.

–Sua vez. –Ele diz arranhando meu peito

Olho para ele e me inclino mais uma vez, voltando a lhe beijar. Kurt aos poucos tira seu pênis de mim e vai virando de bruços enquanto passo meus lábios sobre sua pele. Arranho suas costas por completo e aos poucos vou lhe erguendo, deixando ele de “quatro” para mim.

Passo meu pênis entre as suas nádegas, apenas brincando com seu corpo. Até que enfim, penetro meu órgão deixando escapar um gemido alto do Hummel. Ele automaticamente agarra os travesseiros e eu começo a me movimentar dentro dele, indo e voltando lentamente. Observo seu corpo e ele parece ser uma das coisas mais perfeitas existentes, se não a mais.

Apoio minhas mãos em suas costas e vou aumentando a velocidade, enquanto ele geme cada vez mais alto. Tanto a sua como a minha respiração estão ficando fadigadas. Kurt se inclina aos poucos para trás e me segura pelas costas, com uma enorme força. Sendo assim ainda penetrando tenho mais uma vez seus lábios vindo ao encontro dos meus. Ainda de costas para mim ele me beija, de uma forma quente e delicada, se isso seria possível.

Ele abre seus olhos e os fixa em mim e assim permanecemos por alguns segundos, até o exato momento em que ambos de uma só vez gozamos em completa sintonia.

Tiro meu pênis dele, mas ainda de costas para mim ele continua me beijando e essa noite parece que não irá terminar, por sorte.

[...]

–Bom dia meu amor! –Kurt grita batendo o travesseiro na minha cabeça

–Kurt! –Falo colocando a mão na frente – Que humor é esse?

–O dia está lindo hoje! –Ele diz completa empolgação – O sol brilhando como nunca.

–E eu poderia estar dormindo. –Falo abrindo por fim os olhos

–Não, não poderia. –Ele diz se inclinando e me dando um selinho – Nossa que mal hálito terrível. Vamos, vá escovar os dentes que eu preparei um café da manhã e logo após nós vamos fazer algumas coisas no quintal.

–Tenho até medo do que seja. –Falo rindo e me sentando – Vamos, mais um beijo.

–De jeito nenhum. –Ele diz se afastando

–Vamos, vamos! –Falo me levantando e ele começa a andar ligeiro – Kurt! –Começo a rir – Volte aqui e me dê um beijo meu amor!

–Não! –Ele grita já do corredor

Começo a rir mais uma vez e só então vou em direção ao banheiro. Escovo os meus dentes e logo após tomo uma ducha gelada, vestindo uma roupa leve logo em seguida.

Já desperto vou descendo as escadas me deparando com um café da manhã até bonito para alguns enlatados.

–Acho que essa é a refeição enlatada mais bonita que já vi. –Digo me sentando na cadeira

–Feita com todo amor. –Ele diz se sentando na minha frente

–Mas então, o que quer fazer? –Questiono me servindo

–Bom... eu fui até o mercado como de costume...

–Acho que essa é a única coisa que fazemos não? –Questiono rindo

–Exatamente. –Ele rebate rindo – E trouxe isso. –Ele me mostra uma sacola

–Você trouxe uma sacola? –Digo ironicamente

–Não. –Ele debocha – Trouxe o que está dentro dela. – Enfim ele tira de dentro

–Sementes Kurt? –Questiono decepcionado

–Você não quer se tornar um agricultor e comer coisas sem ser em lata? –Ele questiona balançando a semente

–Assim...

–Oh vamos Blaine! –Ele se levanta da cadeira

–Eu esperava algo a mais, não sei, alguma barra de ouro.

–E como eu acharia isso em um mercado? –Ele debocha se aproximando

–Kurt, o mundo acabou, eu espero qualquer coisa dele. –Dou uma risada e só então ele me abraça por trás – O que está fazendo? –Questiono rindo

–Além das sementes, eu também achei outra coisa. –Ele dá um sorriso e só então coloca sobre meu pescoço algo –Espero que goste.

E só então eu olho para baixo e vejo: Um colar de prata, com um coração de pixel igualzinho aos que tem no jogo “Mario” também de prata, só que ele está pela metade.

–Oh meu deus Kurt. –Falo sorrindo para o colar – Mas e a outra metade?

–Pensei que você era mais inteligente. –Ele rebate rindo e só então me entrega a outra parte – Será que pode colocar em mim?

–É claro meu amor. –Falo me levantando

Kurt se vira de costas para mim e por enquanto que beijo os seus ombros e pescoço coloco a sua parte do colar. Ele se vira para mim e envolve seus braços em meu pescoço, por fim me beijando.

–Eu espero. –Ele diz afastando os lábios – Que esses colares sempre se completem e estejam unidos.

–Assim como nós dois. –Digo sorrindo

–Me promete que nunca vai se separar de mim? –Ele questiona olhando em meus olhos

–Eu prometo. –Dou um sorriso – Prometo pela minha própria vida que nunca vou sequer me afastar de você.

–Ok. –Ele dá uma risada e bate em meus ombros – Vamos, temos alguns tomates para serem plantados.

–Há não. –Abaixo dramaticamente a minha cabeça

–Vamos Blaine Anderson! –Ele me adverte rindo – Você vai ao quintal enquanto eu pego o esterco no carro. –Ele se afasta

–Ok, Kurt Hummel! –Debocho segurando as sementes – Isso se chama escravismo!

–Escravismo é o que eu vou fazer com você mais tarde na cama! –Ele grita do lado de fora

Não consigo evitar de rir mas continuo caminhando. Passo pela porta dos fundos e vou em direção ao quintal, observo o melhor lugar para plantar essas sementes, que seja um local longe da piscina, pois não quero nenhuma fruta ou verdura dentro da água.

Continuo andando até que enfim um vento completamente forte começa a balançar as folhas das árvores. Olho para cima na esperança de que seja alguma chuva, só assim não terei que plantar essas coisas, mas o céu está inteiramente limpo, sem nenhuma nuvem.

E novamente os ventos fortes, vindo cada vez em maior velocidade, começando a me assustar até que enfim simplesmente escuto uma coisa:

–BLAINEEEEEEEEEEEEEEEEEE! –Kurt grita em desespero

Meu coração para no mesmo momento e meus olhos se arregalam como jamais antes, meu corpo está paralisado até que novamente:

–BLAINEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! –Ele grita mais alto ainda

Largando as sementes no chão e tropeçando em meus próprios pés começo a correr como nunca, pulo a pequena porta que separa o jardim do quintal e corro mais antes em direção ao Kurt que está na frente de casa parado olhando para cima.

–Kurt, o que foi? –Questiono correndo em sua direção, mas ele não faz nada, apenas com o dedo tremulo aponta para cima e eu logo em seguida guio meu olhar até o céu. – Oh meu deus.

Minha boca literalmente fica aberta assim como a do Kurt. Estamos olhando para cima, diante de três enormes helicópteros.

–Temos sobreviventes! –Alguém de lá de cima grita com um megafone

–Blaine, o que é isso? –Ele questiona assustado

–Acho que é o nosso resgate. –Rebato com os olhos arregalados

–Desçam as escadas! –Novamente alguém grita – Desçam as escadas!

–Força Militar Nacional obedecendo comando para resgate de dois sobreviventes. –Alguém fala

–Por favor, se afastem. –Outro fala e nós obedecemos

E só então de uma só vez, duas escadas de dois helicópteros descem de uma só vez, e em seguida quase que pulando dois militares com mascaras, em cada uma das duas escadas descem chegando em questão de segundos no chão.

–Quem são vocês? –Questiono quando os quatro se aproximam

–Força Militar Nacional dos EUA. –Um deles alerta mostrando um avião de bronze em seu peito – Vamos, temos que evacuar o mais rápido possível.

–Mas não estamos mais com o vírus. –Kurt se pronuncia

–De qualquer forma, vamos evacuar. –Ele adverte mais uma vez e só então puxa o braço do Kurt juntamente com o outro militar

–Como preferirem. –Falo me aproximando deles

–Não. – O outro bate a mão em meu peito impedindo deu seguir Kurt e os outros dois – Você vem conosco.

–O que? –Questiono assustado

–Como assim? –Kurt questiona

–Você vem conosco e o outro rapaz vai com eles. –O cara novamente fala com uma voz irritada

–Não. –Falo me afastando –Eu não vou sem o Kurt!

–Você vem com a gente! –Os outros dois me segurando pelos braços

–Blaine! –Kurt grita sendo levado pelos ouros dois

–Me larguem! –Grito tentando sem soltar – Me larguem! Kurt! Kurt! –Insisto em me soltar, mas eles colocam a maior força que tem em mim

–Blaine! — Kurt grita de afastando – Me soltem! –Ele grita tentando se soltar

–Eu não vou me separar dele! –Grito em desespero – Me soltem! Me soltem! Kurt! Kurt!

–Blaine! –Ele grita com uma voz de choro

–Pare de se debater! –O cara aperta meu braço e começa a me puxar

–Eu não vou sem ele! Eu quero ele comigo! Me larguem! Kurt! –Começo a chorar em desespero – Por favor! Kurt! Kurt!

–Blaine! –A sua voz já está longe

–Me larguem! –Começo a empurra-los com a maior força que tenho

Eles começam a me puxar com mais força ainda, Kurt já está longe e meus olhos estão praticamente embaçados pelas lagrimas. Meu coração está batendo tão forte que praticamente irá pular do peito. Não sei que espécie de dor é essa que estou sentindo, mas eu quero morrer.

–Vamos! –Ele grita me empurrando contra a escada

–Por favor, por favor. –Falo, mas ele novamente me empurra – Tragam ele de volta, por favor! Por favor!

–Vamos! –Ele grita me empurrando com mais força – Nós não temos o dia inteiro!

–KUUUUUUUUUUUUUURT! –Grito quando vejo os militares empurrando ele para subir na escada – KUUUUUUUUUUUUURT!

–Você está nos dificultando! –O cara grita e só então pega uma arma de choque e coloca ela contra a minha barriga – Não me faça usar isso, filho.

E só então vejo com força eles me fazem subir na escada de cordas, começo a chorar como nunca antes. Quando por fim chego em cima vejo que um dos helicópteros está se preparando para decolar e logo em seguida vejo o do Kurt fazendo o mesmo. Meu coração para no mesmo instante.

–Por favor tragam ele de volta! Por favor! –Digo aos militares

–Pode decolar! –Um deles adverte ao outro enquanto sobe de volta a escada

E só então o helicóptero vai aos poucos subindo enquanto eu estou com dificuldades para respirar pelo desespero que aumenta mais ainda ao ver a seguinte situação: O helicóptero que eu estou está simplesmente indo na direção contraria aos outros dois.

–Por que eles não estão vindo atrás de nós? –Questiono indo até a janela do transporte – Me respondam! Por que eles estão indo em direção contraria?

–Você pode se sentar por favor! –Um dos militares grita

–Não! Eu não posso! –Grito com ele – Era o meu namorado que está indo no outro helicóptero, eu não quero e não vou ficar longe dele! Será que me entende? Eu quero ele aqui comigo!

–Você pode querer, mas não o terá garoto! –Ele grita

Encaro o militar que falou isso para mim, meus olhos enchem mais uma vez de lagrimas e eu não sei o que fazer. Levo minhas mãos até o rosto e enfio elas nele. Começo a soluçar entre o choro só de pensar nas coisas que poderão acontecer ou que não aconteceram.

O Kurt está sem mim, eu prometi a ele que nunca ficaria longe e agora ele está lá, indo para deus sabe onde.

–Garoto, por que você não se senta? –Uma voz feminina soa de trás de mim

Me viro um pouco e ainda com os olhos embaçados vejo que além dos militares algumas pessoas também estão dentro do helicóptero e assim como o Kurt e eu parecem estar um pouco acabadas pelo cansaço de tentar sobreviver a um mundo assim.

–Será que nem em uma situação como está você não para de mandar nos outros Sue? –Outra questiona

–É verdade, o garoto está sofrendo, veja. –Um cara comenta

–É o seguinte, eu não mando em ninguém a quase dois anos e não são vocês dois fedelhos que irão me dizer o que fazer. –A tal da Sue responde

–Vem garoto, se senta aqui. – O cara me dá um espaço

Ainda chorando encaro os três que me olham e outras quatro pessoas que fazem o mesmo, sendo assim caminho em direção ao lugar e me sento, levando logo em seguida as minhas mãos até o rosto.

–Vocês... –Falo soluçando entre o choro – Sabem para onde o outro helicóptero está indo?

–Nós nem fazemos ideia para onde este, está indo. –O cara diz com um olhar de conformidade – A propósito, prazer querido sobrevivente, meu nome é Jesse St. James.

–Santana Lopez. –A que que estava discutindo com a Sue fala

–Blaine Anderson. –Comento enxugando as lagrimas – Por favor, me ajudem, preciso saber para onde estão indo os outros helicópteros. Meu namorado está lá, por favor, eu peço por tudo que é mais sagrado.

–Garoto é o seguinte. – Um dos militares se aproxima – Acho que é ciente para todos aqui o que houve a quase dois anos atrás. Um vírus violento que veio da Oceania se espalhou por toda parte sul do mundo e foi se alastrando pelo resto dele. Muitos deixaram para lá esse problema e foi exatamente por isso que estamos nessa situação hoje. No entanto, com o passar dos meses descobrimos que algumas pessoas, muito poucas, sobreviveram a esse vírus, deus sabe lá como. Perdemos contato com qualquer parte do mundo durante todos esses meses e para os poucos que sobreviveram esse era o fim.

–Muitos se suicidaram pensando que estavam sozinhos no mundo. – O outro comenta – Eu seria um destes até encontrar uma senhora que agora já está a salva.

–Exato. –O outro volta a falar – Quando conseguimos contatos por rádios militares ou simplesmente encontrando pessoas viemos notar que não estávamos sozinhos. E decidimos nos juntar e quando por fim conseguimos contato com o restante do mundo arquitetamos planos.

–Que seriam? –Questiono

–Existem quatro bases militares de todos os países espalhadas pelo mundo. Na França, representando a Europa, África e Oriente Médio. Na Rússia, representando toda Ásia. Na Austrália, representando a Oceania e metade da Índia e China e pôr fim a do México, representando todas as Américas e é exatamente para lá onde estamos levando os sobreviventes.

–É por isso que eu nunca encontrei ninguém? –Questiono assustado

–Por esse e também pelo fato de que as pessoas estavam migrando muito de estado para estado e isso está dificultando até hoje achar sobreviventes, pois eles nunca ficam fixos em apenas um lugar.

–Ou seja, quando vamos para Los Angeles, aqueles que estavam lá já estão em New York, e quando vamos para New York, aqueles que migraram para lá voltam para Los Angeles.

–Eu mesmo, visitei metade dos estados, mas acabei parando em New Jersey por conta dela. –O Jesse aponta para a Sue

–Bom, eu estava na minha faculdade...

–Ninguém quer saber Santana! –Sue rebate

–Será que você pode parar? Pensei que se saísse do colégio ficaria longe de você, mas não! Esse maldito vírus nem para isso serviu!

–Eu fui sua treinadora, será que pode ter mais respeito por mim? –Ela rebate

–Então estamos indo ao México? –Questiono ao militar por enquanto que elas ainda brigam

–Exatamente. –Ele retruca

–E por que o meu namorado não veio comigo? Por que ele está indo em outra direção?

–Por que eles ainda irão passar em alguns estados.

–Mas eu ainda vou ver ele? Não vou?

–Provavelmente sim.

–Provavelmente? Por que provavelmente? –Questiono começando a entrar em desespero

–O helicóptero do seu... –Ele me encara de um modo estranho

–Namorado. –Falo pausadamente

–Isso. Está indo para Boston.

–E daí? –Sinto um choro voltando

–Que lá está com um jato, trazido pela França. Se caso eles quiserem podem levar as pessoas dos dois helicópteros para a base da Europa.

–Oh meu deus não. –Falo levando as mãos até a boca – Por favor, não, por favor. Peça para eles voltarem – Me levanto – Por favor, faço qualquer coisa.

–Se sente! –Ele adverte

–Não vou até trazerem o meu namorado de volta!

–Garoto, agora já é tarde. – A Sue comenta

–Não, não é tarde, nunca é tarde. –Falo querendo ir até a janela, mas o militar de levanta, ficando com seu rosto bem próximo ao meu

–Já disse para se sentar. –E só então ele me empurra e eu caio na cadeira

[...]

5 horas depois.

–Você já era gay ou virou por que não havia mais ninguém no mundo? – Jesse questiona

–Eu já era gay. –Rebato irritado

–E seu namorado?

–Também... cara por que você está me perguntando isso? –Lhe encaro

–Eu tinha uma namorada, mas terminei com ela e não tive tempo para pedir para voltar. –Santana comenta

–Sinto muito. –Comento – Eu só queria que ele estivesse aqui. –Começo a chorar – Não tive tempo de dizer que amava ele.

–E o que vai fazer agora? –Jesse questiona

–Quando essa merda pousar, vou atrás dele, onde quer que ele esteja. –Rebato

10 horas depois

–Onde vocês se conheceram? –Questiono com o rosto encostado na parede

–Eu era aluna dela. –Santana comenta olhando para Sue que dorme

–Eu já estudei por um tempo no colégio delas, mas sai por algumas discórdias. –Jesse fala estalando o pescoço

–Pode decolar! –Um dos militares grita – Estamos saindo do Mississipi.

–Tenho saudades do tempo de escola. –Jesse fala

–Eu também. –Comento suspirando sem conseguir parar de pensar no Kurt

12 horas depois

–Hey. –Chamo sussurrando um dos militares

–O que é? –Ele questiona irritado por que interrompi seu cochilo

–Você não tem nenhum rádio que eu possa me comunicar com o outro helicóptero?

–Garoto, apenas durma. –Ele fala bocejando

14 horas depois

–Come What May, Come What May... – Sussurro cantando para mim mesmo, enquanto todo resto do helicóptero dorme

16 horas depois

Olho para as estrelas do céu e não consigo evitar de mais uma vez sentir uma dor em meu peito. O Kurt estava certo desde o começo, ele estava sentindo algo que realmente aconteceu, ele está longe de mim e eu não posso fazer nada. Me odeio por isso. Começo a chorar como nunca.

17 horas depois

–Garoto? –Sue questiona se acordando – Por que está chorando?

–Nada. –Falo ainda chorando

–Como ele era? –Ela questiona atenta a minha resposta

–Era o mais perfeito que existia.

–Todos dizem isso.

–Mas nem todos falam a verdade e isso, é a verdade.

21 horas depois

–Estamos saindo do Texas e entrando no México. –O motorista sussurra para um dos militares

–Nos atrasamos, acho que não deveríamos ter parado no Alabama nem no início do Texas. –Ele responde no sussurro

–Precisávamos de combustível, senão não chegaríamos.

–Certo, certo. –Ele encerra a conversa – Hey, já se acordou? –Ele fala comigo

–Não dormi. –Rebato suspirando

–Você gosta mesmo desse rapaz não? –Ele questiona

–Eu amo ele. –Rebato lhe encarando – Como nunca amei ninguém antes.

24 horas depois

–Vamos, todos se acordem! –O militar grita e só então venho perceber que dei um rápido cochilo

–Chegamos a base do Texas. –O motorista fala diminuindo a velocidade

–Onde vamos ficar? –Sue questiona

–Me deu uma vontade de comer tacos. –Santana diz – Me sinto em casa.

–Jesse. –Falo cutucando ele – Chegamos.

–Oh. –Ele se acorda – Obrigado.

Apenas faço que sim com a cabeça e só então assim como o restante das pessoas me preparo para levantar ao mesmo tempo que o helicóptero desce cada vez mais de altura.

–Eu não disse que chegaríamos atrasados. –O cara fala ao motorista – Veja. –Ele aponta para o chão

Todos olham pela pequena janela alguma coisa, mas eu ignoro, não estou com o menor animo para qualquer coisa a não ser de descobrir um meio para ir atrás do Kurt. Talvez eu roube algum transporte desse, ou mate alguém, faço qualquer coisa para ter ele de volta.

–Estamos pousando. – O motorista avisa

–Sejam bem-vindos ao seu novo lar. –Um deles fala

Uma lagrima aparece novamente em meus olhos e eu agarro o colar que o Kurt me deu, como se ele próprio estivesse nele. Meu corpo treme ao pensar que nunca mais poderei lhe ver.

–Pousamos. –O motorista diz se levantando da cadeira

–Com calma, de um em um. –Um dos militares diz abrindo a porta

–Vamos cara. –Jesse diz

–Vão na frente. –Falo deixando todos passarem na minha frente

–Você que sabe. –Ele diz batendo nas minhas costas e passando

–Nos vemos mais tarde? –Sue questiona e eu faço que sim

–Te esperamos lá. –Santana diz descendo

Todos descem e ficamos apenas eu e mais um militar, o mesmo que gritou antes comigo.

–Você não vem?

–Sim, claro. –Falo respirando fundo e me aproximando

–Rapaz. –Ele diz batendo em meu peito e me impedindo de passar – Não sou muito chegado nessa história de dois homens juntos, isso não era comum em meu tempo, mas eu garanto que se vocês se amam de verdade não somos nós que iremos separar vocês.

–Mas e se ele foi para a Europa?

–Você vai atrás. –Ele me dá duas tapas no peito e só então eu piso no degrau da escada ouvindo logo em seguida um grito da Sue.

–Porcelana? –Ela grita em desespero

O sol está forte e não consigo ver com quem ela está falando, mas parece estar correndo atrás de alguém.

–Mercedes? Puck? –Santana grita

Paro no meio da escada e coloco minha mão em cima da testa para ver quem são os sortudos da vez. Até que vejo enfim, algo que faz com que meu coração novamente pare.

“ Coronel Martin? Os Helicópteros que estavam indo em direção a Boston tiveram que voltar pois o jato não se encontrava mais lá. Agora você precisa dar boas desculpas pelo seu atraso” – O rádio de bolso do coronel soa

–Só por favor, não tenha um ataque ou quebre a perna quando começar a correr. –O Coronel diz batendo em minhas costas

Meu coração volta a bater rápido e minha boca se abre literalmente, eu não posso acreditar, eu não posso. Desço um degrau, depois o outro, minhas pernas estão fraquejando, até que enfim quando chego no chão simplesmente grito:

–KURT!

E ele por fim me olha, seus olhos azuis estão inchados como se ele tivesse passado horas e mais horas chorando e só então todos ao seu redor olham para ele e depois para mim, tentando raciocinar o que está acontecendo aqui. Até o exato momento em que eu dou um sorriso ainda sem acreditar e só então ele chorando me encara e eu por fim, corro.

Corro como nunca antes corri, como se tudo o que tivesse acontecido agora não valesse mais nada, como se o mundo não tivesse chegado a um quase fim trágico, como se eu não tivesse cometido as maiores burradas de todas em grande parte da minha vida. Tudo vem à tona na minha cabeça a cada passo veloz que eu dou e ele vem em minha direção. Me volta a ideia de pichar os muros avisando que eu estava em Lima, ou a primeira vez que vi ele sorrir, a nossa primeira briga, os ciúmes de ambos, a nossa primeira vez, me volta à tona o fato de que nunca lhe disse as três principais palavras.

Continuo a correr e não olho mais para nenhum lugar a não ser para ele que se aproxima cada vez mais de mim e quando por fim chega simplesmente me abraça o mais forte possível me beijando logo em seguida como se hoje fosse o último dia de nossas vidas. Giramos entre o beijo e todos começam a aplaudir, inclusive os militares.

–Oh meu deus, você está aqui! –Ele diz tocando em meu rosto

–Sim, sim, sim. Você não sabe o quanto medo tive de ficar longe de você. –Falo voltando a lhe beijar

–Você me prometeu. –Ele diz afastando os lábios – Oh meu deus, estamos juntos, estamos bem.

–Kurt. –Falo com a respiração fadigada e ele me encara – Eu te amo. Eu te amo mais que tudo nesse mundo, te amo, te amo!

–Oh meu deus, eu que ia falar isso antes de você! Eu também te amo, muito, muito mesmo. Eu te amo. –Ele volta a me beijar

Finalmente consegui dizer o que realmente sinto, disse que lhe amava, ele disse que me amava. Não consigo segurar e começo a chorar entre o nosso beijo. Ele me abraça com força e eu sinto seu cheiro mais uma vez.

–Hã... Blaine. –Ele diz

–O que? –Falo lhe apertando

–Olhe ao nosso redor. –Ele diz se afastando

Eu me afasto um pouco dele e segurando sua mão finalmente olho para onde ele me mandou olhar. Simplesmente estamos arrodeados de milhares e milhares de pessoas, de todos tipos, tamanhos e etnias. Todos nos olham com sorriso e por fim voltam a bater palmas para nós.

–Eu sabia que não estávamos sozinhos. –Digo rindo

–Eu te amo tanto. –Ele diz me puxando

–Não mais que eu te amo. –Falo segurando em sua cintura

Olho mais uma vez ao nosso redor e só então dando um sorriso para todos, olho para o Kurt e apenas para ele lhe beijo mais uma vez.

Acho que valeu a pena passar por tudo isso, talvez se não tivéssemos nos conhecidos as coisas seriam bem diferentes do que hoje. Finalmente eu amo alguém de verdade, sem mentiras ou sem ocultamentos, ele é simplesmente meu e eu agradeço a todo o universo por isso, talvez tenha sido conspiração dele para nos juntar, seja o que for, acho que não poderia ter feito coisa melhor. Estamos juntos e assim ficaremos como um só, pois eu preciso dele para tudo, para me manter firme, para dizer agora e sempre que me ama, para simplesmente ser ele, Kurt Hummel o homem que assim como eu, querendo ou não, mas por sorte também foi deixado para trás.

Notas finais
Lhes vejo em breve? Qualquer que seja a resposta, mais uma vez, obrigado, muito obrigado. Gabriela Melo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!