Left Behind
8 Apenas diga.
Notas iniciais
Às vezes sinto uma dor, mas não é uma de qualquer tipo, é uma dor tão forte que chega ela própria a se anestesiar. Não sei dizer se é medo, ou muito menos coragem, apenas sei afirmar que tem horas no qual nada faz sentido, o tempo não passa ou passa rápido demais, meu coração para ou bate cada vez mais acelerado, meu olhar se entristece ou fica radiante. É como se me faltasse algo a cada dia, como se um vazio estivesse preso dentro de mim e eu realmente queria encontrar algo que me fizesse preencher essa dor de não saber o que se passa, mas o que poderia resolver isso?
–Bom dia. –Kurt fala vindo em minha direção e me abraçando por trás
–Bom dia. –Respondo rindo
–O que está fazendo? –Ele questiona
–Limpando a piscina. –Digo tirando o limpador de dentro da água
–Mas ela vai continuar nojenta. –Ele se afasta de mim, leva as mãos até os quadris e observa a água atentamente
–Não vai, passei a noite toda tirando aquele pouco de água que restava nela e coloquei a mangueira para encher novamente. –Digo apontando – E achei no mercado cloro, então...
–Ok, ok. –Ele ri – Bom, já que você está muito ocupado, acho que vou voltar para casa... –Ele fala se virando de costas
–Hey! –Digo lhe puxando pela mão
Kurt é puxado por mim e volta com força até o meu corpo, dá uma risada e leva suas duas mãos até os meus ombros e logo após envolve meu pescoço.
–Eu nunca vou estar ocupado para você. –Digo
Ele me observa nos olhos e um silencio se segue, até que enfim ele fecha suas pálpebras e inclina seu rosto em direção ao meu, encostando seus lábios macios em minha boca. Um beijo delicado toma conta os nossos corpos, que por sua vez se encostam e sentem o coração palpitando de ambos.
Kurt afasta seus lábios dos meus e me encara, ele abre a boca como se quisesse falar algo, mas nada sai.
–Kurt? –Questiono – Quer falar alguma coisa?
Ele continua me encarando e até engole sua saliva a seco, mas nenhuma palavra sai de sua boca.
–Não, não. –Ele fala voltando a realidade e se afasta – Bom, vou deixar você cuidando da piscina ok?
–Kurt, o que foi? –Questiono curioso
–Não foi nada, juro. –Ele diz se afastando
–Hey. –Falo e o empeço de dar mais passos – Se esqueceu que hoje vai ser o seu prêmio da aposta?
–Como poderia me esquecer. –Ele fala dando um sorriso bobo
–Você acha que eu estou limpando a piscina por que? –Questiono rindo – Quero que hoje seja uma noite romântica. – Lhe observo – A primeira de muitas, é claro.
Kurt não consegue evitar de sorrir mais uma vez, sua pele fica corada e ele abaixa a cabeça envergonhado, logo após sobe ela novamente e me olha.
–Assim espero. –Ele apenas diz e só então ainda sorrindo dá as costas e sai
Hoje terei que fazer uma noite romântica, não posso falhar em nada.
Assim que ele se afasta viro novamente em direção a piscina e volto a limpa-la. Tiro algumas folhas que voaram para dentro da água e algo me chama a atenção. Me agacho no chão e vejo, uma coisa na qual nunca mais tinha presenciado, formigas em fileira indo em direção a um formigueiro.
–Oh meu deus. –Digo arregalando os olhos
Sei que para muitos isso pode até ser uma coisa ridícula, mas há tempos não vejo animais que não sejam pássaros. Não consigo evitar de dar um sorriso para isso.
Me levanto novamente e corro em direção aos cloros que trouxe do mercado, abro e jogo todo liquido na piscina com cuidado, em contrapartida a isso, não consigo parar de pensar no que o Kurt iria me dizer, sei bem que algo queria sair de sua boca, mas ele simplesmente não conseguia falar.
Me sento na grama do quintal abraço as minhas pernas e fico observando de longe a água encher a piscina e logo após as formigas ainda em fileira. Eu estou gostando tanto do Kurt que chega a doer em meu peito, mas tenho medo de que eu esteja sendo precipitado demais em propor algo mais sério a ele.
Kurt é tão perfeito, tão inteligente, tão lindo, tão amoroso, são tantas virtudes dele que mal consigo cita-las. Eu simplesmente me arrependo por nunca ter visto ele em toda a minha vida, por não termos nos conhecido antes.
–Hey engomadinho. –Kurt fala girando uma toalha
–Hã? –Digo voltando a realidade – O que está fazendo?
–Bom, está bem quente hoje e eu realmente não queria passar meu dia dentro da casa à espera de algo romântico de sua parte. –Ele fala se aproximando – Ou muito menos passar o dia longe de você.
–Por que faz isso comigo? –Digo completamente bobo me levantando
–Apenas estou falando a verdade. –Ele para de girar a toalha e coloca ela ao redor de seu pescoço – Só por favor me diga que isso se passa em ambas as partes.
–Eu já disse que estou louco por você, quantas vezes vai querer que eu repita isso? –Questiono me aproximando
–Todas as possíveis. –Ele rebate sorrindo – Mas e então? Não está com calor senhor Anderson?
–Um pouco. –Rebato rindo
Kurt logo pega em sua camiseta e tira ela rapidamente, ficando apenas de bermuda. Faço o mesmo com a minha camiseta, ao mesmo tempo em que lhe encho de beijos rápidos e delicados.
–Quero saber o que vai fazer para o jantar da noite. –Ele diz pegando a mangueira
–Bom... vou tentar fazer algo que seja ao menos comestível, para começo de conversa.
–Meu deus. –Ele ri – Já vi que alguém aqui vai fingir comer o jantar, quando na verdade vai jogar ele fora.
–Serio isso? –Indago
–Apenas fiz uma suposição. –Ele joga a água da mangueira em mim
–Kurt! –Grito enquanto ele me molha – Kurt!
Hummel começa a rir sem parar ao mesmo tempo que me molha com a mangueira. Coloco minhas mãos na frente da água na esperança de que eu não fique ensopado, em vão é claro.
–Se eu te pegar não vai prestar! –Grito
–Pode vir! –Ele grita e só então eu me agacho e prendo suas duas pernas – Blaine! –Ele grita
Estou prendendo as duas pernas do Kurt que por sua vez se desequilibra e cai sobre a grama do quintal. Com ele deitado, me sento em seu colo, prendendo uma de suas mãos contra o chão enquanto ele se remexe para tentar se soltar.
–Isso é injusto! –Ele grita se mexendo em baixo de mim
–Injusto é eu estar sentado em seu colo e ao menos não lhe beijar. –Falo me inclinando sobre seu corpo e indo em direção ao seu rosto
Kurt me olha enquanto eu me aproximo, ele provavelmente está esperando um beijo, o que eu adoraria fazer, no entanto, simplesmente pego a mangueira do chão e jogo a água contra ele.
–Blaine! –Ele grita tentando impedir de a água bater nele
Começo a rir sem parar até que enfim largo a mangueira de lado, prendo suas duas mãos contra a grama e me inclino sobre seu corpo e finalmente levo mais uma vez meus lábios até os seus e lhe beijo. Meus olhos instantaneamente se fecham e sua respiração se cruza com a minha, bem como, sua língua.
Após o beijo novamente eu me afasto e observo seus olhos azuis, Kurt sorri para mim e novamente faz a mesma expressão de antes, como se quisesse me falar algo.
–Kurt, você quer me dizer algo? –Questiono – Está assim desde cedo.
–O quanto você gosta de mim? –Ele questiona
–Que pergunta estranha. –Falo rindo, mas ele está sério – Ok, digamos que bem mais do que o normal.
–E isso é bom?
–Não sei para você mas para mim sim. –Rebato – Por que?
–Por nada. –Ele muda de expressão – Acho melhor eu ir.
–Mas já? –Digo saindo de cima dele
–Você tem que arrumar as coisas. –Ele diz se levantando do chão — Só por favor, não estrague muito a comida
–Já está pedindo o impossível. –Digo o observando se afastar – Até de noite então?
–Até de noite. –Ele sorri e só então se afasta
[...]
Se eu pudesse e se existe, é claro, olimpíadas com certeza eu ganharia o prêmio por corrida de 100 metros. Nunca me atrapalhei tanto em minha vida tentando fazer algo que preste.
Simplesmente estou fazendo a comida, arrumando o terraço, jogando coisas pelo chão, impedindo de a água ultrapassar a piscina, o que já estava acontecendo a propósito, e o pior, tentando parecer ao mínimo apresentável para o Kurt.
Depois de muito esforço consegui fazer um pouco de fogo e isso resultou em um macarrão aguado, uma sopa enlatada e algumas almondegas também enlatadas. Arranjei algumas coisas pela casa e levei uma mesa pequena e duas cadeiras para o terraço do lado de fora.
Sai de casa por alguns minutos para catar algumas flores que encontrava nos jardins abandonados das casas. Coloquei todas elas ao redor da mesa e levando um caminho até o meu quarto. Ao invés de lamparinas acendi algumas velas que estão também ao redor da mesa e em cima dela. Já está quase anoitecendo e apenas falta a última parte, a minha própria arrumação.
Subo as escadas o mais rápido possível e vou direto ao banheiro, tomo uma ducha rápida e já escuto da porta o Kurt batendo. De uma forma desajeitada saio correndo do banheiro ao mesmo tempo que visto a minha calça, pulando em uma perna só. Caio no chão e um barulho altíssimo soa.
–Blaine? –Kurt questiona do lado de fora
–Oi! –Grito com a cara esbarrada no chão
–Tudo bem? –Ele continua gritando
–Sim! –Digo finalmente me levantando
Minha cabeça gira e eu tento mais uma vez vestir minhas roupas, coloco perfume e desço as escadas.
–Está tudo bem? –Kurt questiona assim que abro a porta
–Sim. –Digo respirando fadigado – Apenas levei uma queda
–Se machucou? –Ele parece se preocupar
–Não, não. –Digo fechando a porta
Kurt parece realmente ter se preocupado com essa besteira, o que me deixa um pouquinho feliz.
–E então? –Ele se interessa – Não arrumou a mesa?
–Sim arrumei. –Falo sorrindo e ele fica à procura dela confuso – Mas ele não é aqui dentro.
Kurt dá uma risada e só então não consigo evitar e pela primeira vez levo minha mão ao encontro da sua. Hummel observa assustado esse ato, e encara as nossas mãos juntas e só então lentamente sorrindo sobe seu rosto que vem ao encontro do meu.
–Vamos? –Questiono
–Sim. –Ele responde de uma forma boba
De mãos dadas nós dois vamos caminhando em direção ao terraço do lado de fora. Assim que pisamos nossos pés no cômodo, Kurt ilumina seus olhos como jamais vi antes.
–Blaine, isso está perfeito. –Ele diz literalmente de boca aberta
–Digamos que a lua está ajudando bastante. –Falo apontando para cima
A lua cheia ilumina todo lado de fora da casa e o Hummel parece realmente se emocionar com isso, jamais vi ele tão frágil quanto agora.
–Venha. –Digo afastando a cadeira e só então ele se senta
Me sento na sua frente e nós dois ficamos nos observando em silencio.
–Acho que tive sorte em ter sido deixado para trás. –Kurt fala
–Não mais que eu. –Rebato
–Isso é tão gay. –Ele retruca rindo
–Muito gay. –Rebato rindo também
Ainda rindo nós dois começamos a nos servir, entreolhamos a cada garfada, em um silencio calmo e por minha humilde opinião, apaixonante.
–Como alguém consegue ser assim como você? –Questiono
–Como assim? –Ele rebate
–Com tantas virtudes. –Lhe observo – Você está causando coisas dentro de mim que nem eu mesmo sei definir o que é Kurt.
–Isso deveria ser bom?
–Isso é ótimo.
–Então, digamos apenas que você causa o mesmo em mim. –Ele sorri
Fico um pouco tímido com isso e um novo silencio se segue.
–Não querendo parece que estamos sem assunto, mas hoje eu vi algumas formigas. –Falo rindo
–Serio? –Ele questiona feliz
–Sim. –Respondo sorrindo
–Isso é um grande avanço. –Ele dá outra garfada – Vai ver nem estamos sozinhos aqui, quem sabe não existe nem que seja mais uma pessoa?
–Por favor não diga uma coisa dessas! –Arregalo meus olhos – Só você e eu está sendo algo perfeito.
–Vai saber Blaine. –Ele diz bebendo água – E em relação a sua comida, até que está comestível.
–Engraçado você. –Digo debochadamente
Kurt sorri para mim da mesma forma como antes, esse seu sorriso me mata. É uma coisa tão meiga, tão dócil, tão diferente daquele garoto que no começo apenas se passava por valentão na minha frente. Eu estou realmente apaixonado por ele, nunca pensei que diria isso a mim mesmo, mas eu estou amando, estou realmente amando alguém.
–Você... –Nós dois falamos ao mesmo tempo
–Pode falar. –Digo
–Não fala você. –Ele rebate
–Certo. –Digo me levantando da cadeira e puxando ela para mais perto dele –Kurt...
–Sim? –Ele parece curioso
Encaro ele e minha saliva desce rasgando a garganta, eu quero fazer isso, eu tenho que fazer isso.
–Eu sei que não nos conhecemos há muito tempo, mas não consigo fingir para mim mesmo o que está acontecendo aqui. –Respiro fundo – Eu realmente estou louco por você e sei que nada mais importa afinal de contas somos apenas nós dois nesse mundo gigante, mas eu queria...
–Você queria? –Ele parece confuso e esperançoso ao mesmo tempo
–Eu queria saber... –Nunca estive tão nervoso em toda a minha vida, jamais fiz isso.
–Saber o que Blaine? –Ele está quase me enforcando para que eu fale – Apenas diga.
–Queria saber se você aceitaria namorar comigo?
–O que? –Ele questiona surpreso
–Eu sei que isso é meio estranho, afinal de contas para que oficializar algo que é só entre nós dois, não é mesmo?
–Isso é sério? –Ele dá um sorriso
–Que é estranho? –Questiono
–Não!
–Que você quer ser meu namorado? –Rebato
–Sim! –Ele retruca
–Calma, você está dizendo sim a minha pergunta ou sim a minha resposta? –Estou confuso
–Blaine, você está me deixando confuso. –Ele rebate
–Ok, vamos do início. –Respiro fundo – Kurt, você aceita ser o meu namorado?
–Sim! –Ele se empolga – Claro que aceito, sim, sim.
E só então ele me abraça, completamente forte. Meu coração começa a bater acelerado e minha respiração fica fadigada pelo nervosismo. É a primeira vez em toda a minha vida que eu namoro.
–Nunca namorei. –Ele diz em minha orelha
–Eu também não. –Respondo sentindo o seu aroma
Kurt para de me abraçar e beija o meu rosto, vindo aos poucos até os meus lábios se sendo assim se beijando permanecemos por alguns segundos.
–Hey. –Digo afastando meus lábios – Eu adoraria terminar a noite com sexo, mas acho que o que eu sinto por você não me deixa fazer algo do tipo.
–O que quer dizer? –Ele questiona
–Eu quero dizer, que sim, quero terminar a noite com você na cama, no entanto, abraçados, aquecendo um ao outro.
Kurt sorri para mim e só então se levanta da cadeira e estende seu braço.
–Acho que não poderia querer outra coisa. –Ele responde e só então seguro a sua mão
Seguro uma das velas e com sopro apago as que restaram. Nós dois vamos caminhando em direção ao meu quarto, subimos a escada juntos e entramos no cômodo juntos. Coloco a vela em cima da cômoda e logo em seguida nós tiramos as roupas, permanecendo apenas de cueca.
Retiramos juntos o edredom e deitamos. Cubro nossos corpos e logo após abraço o seu, formando uma “conchinha”. Beijo toda nuca do Kurt que por sua vez alisa o meu braço delicadamente. Um silencio segue e nossos corpos estão em completa segurança perto um do outro.
–Eu estou tão feliz. –Ele diz ainda alisando meu braço
–Nem acredito que estamos namorando. –Dou uma risada boba – Quando te conheci você dizia que eu queria te matar
–Mas você queria! –Ele rebate
–Não, eu não queria. –Retruco e só então ele se vira em minha direção
–Me odeio tanto por não ter me transferido para o seu colégio. –Ele fala enquanto aliso seu rosto
–Ninguém sabe se íamos nos conhecer Kurt.
–Não importa, eu só queria ter passado mais tempo com você.
–E quem disse que isso não vai acontecer? –Questiono
Ele me encara e eu consigo sentir o seu coração acelerando gradativamente e mais uma vez sua boca se abre, uma, duas, três vezes e nenhuma palavra sai.
–Blaine...
–Sim? –Questiono curioso
–Eu...
–Você? –Estou confuso
–Eu te...
–Você me, o que?
–Eu...
–O que foi Kurt? –Questiono confuso
–Eu te vejo amanhã, ok? –Ele me dá um rápido selinho – Muito obrigado pelo jantar e pelas palavras bonitas, pelo romance...
–Tem certeza de que era isso que queria me falar?
–Sim. –Ele responde se virando de costas mais uma vez – Vamos dormir, ok? Namorado.
–Ok. –Dou um sorriso bobo e agarro seu corpo –Namorado.
–Boa noite. –Ele diz alisando meus braços
–Boa noite. –Digo sorrindo
Passo o restante dos meus minutos confuso a respeito do que o Kurt iria me dizer, mas passo a ignorar isso pois agora a minha ficha caiu. Estamos namorando de verdade, Kurt e eu somos namorados. Isso é incrível.
[...]
09h45m
–Kurt? –Digo acordando ele
–O que? –Ele resmunga
–Dei uma saidinha e encontrei algo útil. –Falo alisando seu rosto
–Não quero ver agora. –Ele diz se cobrindo
–Vamos Kurt, já ajeitei as nossas coisas. –Falo tirando o seu edredom – Vamos, vá tomar seu banho.
–Você.... –Ele diz se sentando – Mentira Blaine.
–Sim, verdade. –Digo em concordância
Kurt literalmente dá um pulo da cama e me agarra como nunca.
–Oh meu deus! –Ele grita me agarrando
–Hey, calma. –Falo sorrindo e lhe abraçando – É o nosso presente de namoro.
–Obrigado! –Ele diz empolgado – Vou tomar meu banho e já desço.
Hummel para de me abraçar e corre em direção ao banheiro enquanto eu desço as escadas e permaneço a espera dele.
Vinte minutos depois ele desce da forma mais desajeitada e rápida possível.
–Vamos? –Questiono
–Sim, sim. –Ele diz vindo em minha direção
Caminhamos em direção ao lado de fora e quando por fim chegamos seus olhos se iluminam ao verem um trailer gigante estacionado bem na frente da casa.
–E então? Pronto para o seu terceiro pedido?
–Com certeza. –Ele diz com o olhar iluminado
–Tudo que vamos precisar já está dentro dele. –Digo caminhando até o banco do motorista
–Ele é gigante! –Ele fala empolgado
–Demorei um século para acha-lo. –Falo entrando – Desde as três horas que eu estava à procura.
–Não acredito. –Ele diz entrando e eu entrego um mapa a ele
–Pronto Hummel? –Questiono ligando o trailer enquanto ele abre o mapa gigante
–Qual será o nosso destino? –Ele questiona
–Bom... isso só a estrada nos dirá. –Rebato dando partida
Fale com o autor