Left 4 Dead - Morte à Espreita
6 Deixada para morrer - Parte 5
Mais ou menos cinco horas depois o carro-forte alcançava um acampamento militar nos limites do distrito. O local era cercado por grades eletrificadas e por torres de vigilância, onde deveriam haver atiradores de elite. Deveria, mas não havia. – Teague? Acho que nós temos um problema...Zoey sente um frio inquietante na espinha quando o tenente James Teague abre a porta traseira do carro-forte. As grades de proteção estavam no chão, as cabanas e barracas estavam em chamas ou destruídas e uma das torres de vigilância havia tombado sobre uma tenda branca, que devia abrigar médicos e cientistas trabalhando para terminar com toda aquela loucura. – O que diabos aconteceu aqui?
– Acalme-se, Michael. Vamos investigar.O capitão Gordon ergue sua metralhadora e começa a andar pelo acampamento. Ele desaparece em meio as sombras dos destroços. Teague ergue sua metralhadora e solicita que os sobreviventes fiquem junto ao carro-forte, aguardando. Ele não nota que Zoey já havia se afastado do grupo e começado a andar pelo lugar. Ela pára diante de uma tenda negra e, ao abri-la, é atingida por um odor fétido. Ela sente seu estomago embrulhar na hora. Deviam haver pelo menos duzentos corpos ali, todos fatiados em pedaços cuidadosamente. Zoey cobre o rosto com sua camisa e adentra a tenda. Haviam diversas mesas com materiais de cirurgia no local. Alguma seringas jaziam caídas no chão.– Que horror... o que será que faziam aqui?Não importa o que fosse, Zoey não queria saber e não estava mais agüentando aquele cheiro de podridão. Ela deixa a tenda e resolve dar uma olhada num estacionamento há leste dali. Havia tonéis de produtos químicos caídos atrás de uma van tombada. Todos eles tinham um peculiar símbolo. Era uma espécie de pássaro inserido dentro de um triângulo.– Isso é material da CEDA.Zoey grita de susto ao notar que o capitão Gordon estava bem atrás dela.– Você me assustou!– Você devia estar junto ao carro-forte, mocinha.Gordon começa a puxar Zoey pelo braço, arrastando-a de volta a entrada do acampamento.– O que havia naqueles tonéis?– Material da CEDA.– O que é a CEDA?– Civil Emergency And Defense Agency (Agência de Emergência e Defesa Civil). Uma das agências que protegem o seu traseiro e o de centenas de americanos contra desastres, naturais ou não.– Eles estavam trabalhando com o vírus?– O que eles faziam ou não... não é de sua conta, garota. Apenas comporte-se ou vou esquecer você bem aqui no meio desse inferno. Quando Gordon e Zoey alcançam os outros, notam que Teague estava apontando sua arma para o padre Marvin, que estava sendo segurado por Judith e Michael. – Informe a situação, Teague. – O padre estava querendo andar pelo acampamento, se desgarrar do grupo. Tive que apontar minha arma para impedi-lo.O padre se debatia e chorava, apontando para um corpo de uma mulher decapitada tombado junto a uma cabana destroçada.– Ela era minha irmã, seus bastardos! Era para ela e meu filho estarem em segurança aqui! Vocês condenaram todos nós! – Acalme-se, padre. O acampamento deve ter sido atacado, mas não significa que todos estão mortos. Eles podem ter fugido para um outro acampamento ou terem sido removidos por outra equipe de militares. – Viu só, padre. Seu filho ainda pode estar vivo. O senhor tem que ter esperança. Tem que ter fé.As palavras do Capitão Gordon e de Michael parecem acalmar o padre, que é solto pelos outros. Ele cai de joelhos e começa a rezar e a pedir perdão.– Se o momento melodrama já acabou... será que os dois soldadinhos de chumbo podem dizer qual é o plano agora? Por que ficar aqui não me parece muito agradável... – Devíamos deixar você aqui, Carlos. – Teague! Calado! – Desculpe, senhor.O capitão Gordon pega um mapa num bolso de seu uniforme e o estica sobre uma lata de lixo. Estava mostrando detalhadamente o estado da Pensilvânia.– Eles estavam montando um centro de evacuação em Riverside, mas não como ter certeza se ele chegou a ser terminado. A infecção parece estar ficando mais violenta. – Tem um acampamento em Fairfield... não é muito longe daqui. Meus pais me disseram por telefone que estavam indo para lá. Podemos tentar, capitão. – Certo, tenente. Você aponta o caminho. Todos a bordo!Os sobreviventes começam a adentrar o veículo enquanto Teague revisa armas, suprimentos e munição. Michael nota que Zoey olhava séria para o acampamento.– Algum problema, Zoey? Perdeu alguém aqui também? – Não. Não é isso. Estou preocupada... – Com o que? – Pelo estado do lugar, eles devem ter sido atacados por uma horda violenta de zumbis... mas onde todos eles se enfiaram? Para onde foram? – Ei! Vocês dois! Para dentro! Agora! Com todos de volta ao carro-forte, o grupo segue viagem, abandonando o acampamento e rumando por uma rodovia em direção a cidade de Fairfield sob o olhar atento de um zumbi numa colina próxima ao acampamento.
Dia da Infecção + 7Eles já viajavam há cinco dias e estavam cansados e estressados. Kadie e Natasha viviam se estranhando, brigando pelo posto de vadia número 1 de Carlos. Este, por sua vez, não agüentava mais as duas. O padre Marvin havia parado de comer e beber, jejuando em nome de sua fé. Suas preces pela sobrevivência de seu filho pareciam ser tudo o que importava. A viagem teria terminado muito tempo antes, se as principais estradas de acesso a Fairfield não estivessem obstruídas ou infestadas de mortos-vivos. O tenente Teague e o capitão Gordon tiveram problemas para achar rotas alternativas, mas pelo menos pareciam mais próximos de seu objetivo agora. Também tiveram problemas para controlar o grupo de sobreviventes e contornar as desavenças. Judith e Carlos brigaram por comida no segundo dia de viagem e o cafetão quase estrangulou a mulher.Os suprimentos haviam acabado e todos estavam famintos. Dentro do carro-forte ninguém falava nada. Todos pareciam estar guardando forças para sobreviver. Quando o carro-forte parou e sua porta traseira se abriu, todos ergueram seus olhares esperançosos. Teague conduz todos para fora e eles notam que estavam no estacionamento de um hipermercado. Gordon entrega alguns galões para Carlos e suas vadias.– A situação é a seguinte. Já estamos em Fairfield, mas ainda estamos longe do acampamento militar e podemos ter que fazer mais desvios. Nossa comida já acabou e nossa gasolina já está no fim. Decidi parar neste mercado e reabastecer. O cafetão e as vadias vem comigo pegar gasolina nas bombas que estão nos fundos do mercado. Os outros vão entrar no mercado junto com Teague e recolher toda a comida que conseguirem. Fiquem juntos de nós e protegeremos seus malditos traseiros. Vamos indo. – Se você quiser eu protejo o traseiro gostoso da Zoey, chefia. – Me acompanhe, Carlos. E em silêncio.Gordon, Carlos e as vadias vão na frente, em busca de combustível. Teague leva seu grupo com muito cuidado para a porta principal do mercado. As luzes estavam acesas e a porta automática não parava de abrir e fechar. Michael coloca uma lata de lixo travando a porta e todos adentram o estabelecimento.– Michael, quero que você e Judith peguem água, refrigerantes e frutas. Usem carrinhos de compras para recolher tudo. Zoey e o padre Marvin vêm comigo recolher biscoitos, pão e tudo mais que possamos levar no carro-forte. Nos encontramos aqui nos caixas em vinte minutos. – E se encontrarmos zumbis por aí? – Então vocês gritam por socorro e procuram um lugar seguro para ficar, Michael. Não banquem os heróis. Eles sempre acabam mortos. – Esse mercado é enorme... não vou ficar andando por aí sem uma arma!Teague encara Judith por um momento e lhe entrega uma pistola magnum.– Sabe como usar? – Pode crer que sim. Vamos, enfermeiro.Judith e Michael resolvem ir atrás dos refrigerantes primeiro. A cada estante Judith apontava ameaçadoramente sua pistola.– Cuidado, moça. Se ficar tão nervosa assim vai acabar acertando alguém por engano.Judith começa a jogar latas de refrigerante para Michael, que vaias empilhando em um carrinho de compras. Havia alguns freezers no fim do corredor e Michael resolve investigá-los. Ele acaba vomitando ao abrir o primeiro deles.– Jesus! Tem corpos aqui dentro. – Um enfermeiro com náusea por causa de sangue? Que ótimo. – Não é por causa do sangue, Judith. É por causa do cheiro podre. Esses corpos devem estar ai há dias. – Só espero que continuem mortos...Os dois seguem seu caminho sem notar que havia um corpo de um homem obeso caído atrás do resto dos freezers.Nos fundos do mercado havia um posto de gasolina onde um morto-vivo balançava uma mangueira de gasolina sem qualquer objetivo. Sua cabeça é explodida por um tiro certeiro de um rifle. O capitão Gordon sempre fora um excelente atirador e sua mira continuava afiada.– Tudo limpo! Carlos e vadias, peguem os galões e comecem a encher de gasolina. – Mais respeito com minhas garotas, capitão.Gordon aponta o rifle para Carlos.– Não abuse da sorte, rapaz. Apenas faça o que mandei.Então Carlos, Kadie e Natasha recolhem seus galões e começam a enchê-los. O capitão Gordon guarda seu rifle em suas costas e saca uma M-16 com um silenciador embutido. Ele resolve dar uma volta ao redor do posto de gasolina e garantir que não haja mais mortos-vivos por aí. Kadie pega a mangueira de gasolina e começa a molhar a si mesma. Suas roupas molhadas ressaltam suas curvas sensuais.– Ei, Carlos. To molhadinha e prontinha pra você. Vêm, meu gato, vêm... – Um minuto, gostosa... vou só pegar um aperitivo...Natasha olha irritada para Kadie.– Isso foi golpe baixo, sua piranha. Vai ter volta. – Não tenho culpa se meus atributos são melhores, piranha.Natasha começa a se molhar com a gasolina também e tenta se mostrar para o cafetão latino, sem obter sucesso. Decepcionada, ela resolve dar uma volta pelo lugar. Carlos começa a revistar os carros estacionados no lugar, encontrando por sorte duas garrafas de vodka.– Um pouquinho de vodka para apimentar um pouco as coisas... – Você sempre sabe como tratar uma garota, meu gostoso.Carlos rasga a camisa de Kadie e a coloca sobre o capô de um carro. As línguas se enroscam em beijos ardentes. Kadie rasga a camisa do cafetão e deixa sua língua deslizar por todo o peitoral dele. Carlos sente o principio de uma ereção e traz Kadie mais para perto de si, sentindo seus seios fartos se comprimindo contra sua pele. A pulsação acelera e o sangue corre mais rápido. Kadie era uma amante hábil e ardente e Carlos se deleita na caverna escura de sua maciez aveludada.As bombas de gasolina são esquecidas abertas e o combustível começa a se espalhar pelo lugar.Natasha encontra o capitão Gordon quebrando o pescoço de um morto-vivo que estava encostado em uma arvore. Ela resolve se insinuar para o militar, que larga sua arma sobre um latão de lixo e agarra a moça.– Hora de provar o que você tem para oferecer...Dentro do mercado, Zoey e Teague já encheram um carrinho com pães e pacotes de biscoitos. O padre Marvin se mostra de pouca serventia já que não pára um instante de fazer suas preces. Mesmo assim o tenente James Teague resolve mantê-lo por perto para vigiá-lo.– Acho que já terminamos por aqui, Zoey. Vamos encontrar os outros lá nos caixas e dar o fora desse lugar. Não é bom ficar muito tempo parado correndo o risco de aparecer uma horda a qualquer momento... – Eu só queria é acordar desse pesadelo... – Filho?Zoey e Teague notam que o padre Marvin olhava, incrédulo, para alguém que estava atrás de uma estante de massas.– Filho! Espere por mim!O padre começa a correr como louco pelo mercado.– Puta merda! – Padre, não corra sozinho por ai! Podem haver zumbis escondidos! – Gritar também não vai ajudar, Zoey.Os dois começam a correr atrás do padre, passando por estantes e prateleiras de produtos até o perderem de vista.– Para onde ele foi? – Padre?! Padre?! – Zoey... o que eu disse sobre gritar?
Fale com o autor