Leave Out All The Rest
15 Death Race - End Part.
Notas iniciais
“-Meninas... Eu estava procurando vocês!”
~~
Eu e Amy trocamos olhares rapidamente. Quando o assunto é Azin nunca é boa coisa. Ele pareceu perceber nossa troca de olhares, deixou um riso cínico escapar de sua boca.
– Eu quero apenas saber uma coisa. – Deu alguns passos para frente. – Eu gostaria de saber...
– Nós temos que ir, me desculpa. – Falei rapidamente puxando Amy pelo braço.
– Odeio quando as pessoas me interrompem. – Suspirou rolando os olhos. – Simplesmente odeio. – Afirmou voltando a sorrir.
– Agora não dá! – Minha voz saiu num tom mais alto que o normal, talvez pelo nervosismo de estar no mesmo lugar que Azin.
– Não me desafie. – Falou entre dentes respirando fundo logo em seguida. – Eu poderia te matar agora mesmo. – Deu mais alguns passos em nossa direção.
“Eu poderia te matar agora mesmo”
Estremeci.
Aquela frase ecoou em minha mente, ele iria me matar?
– Me desculpe eu não queria assusta-la. – Passou a mão no rosto.
– Eu queria muito ficar, mas não vai dar mesmo. – Menti tentado sair dali o mais rápido possível. – Nós iremos ver quem é o novo D.K.
Dei alguns passos carregando a moranguinho pela mão. Amy puxou meu braço violentamente para trás largando-o logo em seguida, me virei rapidamente para ver o que havia acontecido. Azin segurou meu pescoço tirando meus pés do chão, virei meu olhar para Amy que estava jogada no chão.
– Minha paciência acabou agora Arme. – Tentei inutilmente tirar suas mãos do meu pescoço, eu me debatia no ar tentando me livrar daquele aperto que começava a me agonizar. – Você sabe muito bem para quem Takashi perdeu seu titulo. Não se faça de idiota. – Bati minha mão em seu braço.
– O que v-você q-quer com o La-Lass? – Tossi sentindo o ar acabar aos poucos.
– Os dois tem uma divida comigo. – Minha visão ficou preta por um instante, puxei o ar violentamente.
– A-ar. – Falei com dificuldade. Azin tirou sua mão do meu pescoço me fazendo cair sentada chão. O albino se abaixou em minha frente enquanto eu massageava o pescoço.
– Os dois? – Fechei os olhos com força sentindo a dor em meu pescoço diminuir.
– Takashi e Lass. – Arregalei os olhos. – Eles já foram amiguinhos por um bom tempo.
– O que você vai fazer? – Perguntei ao albino observando Amy se sentar silenciosamente. Virei os olhos em sua direção rapidamente, ela fez um sinal com as mãos.
– Só quero que os avise... – Ignorou minha pergunta. – que eles serão os próximos a serem caçados. – Puxou meu queixo. – E a próxima da minha lista será você. – Arregalei os olhos sentindo o medo possuir o meu corpo.
Ele se aproximou lentamente de mim. Mordeu meu lábio inferior o puxando logo em seguida.
– Até o dia da sua morte. – Soltou uma piscadela. Ficou em pé, Amy apontou em direção a Azin.
“Não tenha medo Arme.”
Segurei sua perna o fazendo desequilibrar e bater com o rosto no chão. Amy correu até nós e chutou sua costela o fazendo ficar de costas para o chão, acabei soqueando seu rosto.
– Até o dia da sua morte! – Corrigi sua frase ficando em pé rapidamente.
– Suas vadias. – Gritou. Eu e a Amy começamos a correr no meio da multidão na procura dos meninos, algumas vezes acabava por esbarrar em alguém. Eu estava desesperada, qual seria o seu motivo para me matar?
Acabei trombando em alguém, segurei em seus braços tentando recuperar o equilíbrio. Agradeci aos céus ao ver uma cabeleira familiar tomar conta da minha visão.
– Arme? O que aconteceu? – Respirei fundo tentando me acalmar.
– Jin cadê os outros? – Perguntei ao ruivo. Amy se aproximava aos poucos de nós.
– O Takashi vai anunciar o titulo do Lass. – Falou despreocupado.
– Não! – Gritei soltando minhas mãos dos seus braços. Ele me fitou confuso.
– Como? – O ruivo me observou sem entender nada. Baguncei os cabelos nervosa, nossa situação não era nada boa.
– Azin está aqui. – A moranguinho se pronunciou. Eu caminhava de um lado para o outro.
– Isso não é nada bom. – Coçou a nuca.
– Claro que não é nada bom! Desde quando o assunto “Azin” é bom? – Amy revirou os olhos impaciente. – Porque você acha que nós estávamos correndo?
– Vocês vieram avisar de quem Azin está atrás dessa vez? – O ruivo respondeu inocentemente. A moranguinho deu um tapa em seu rosto segurando seus ombros em seguida.
– De nós! – Praticamente gritou. Encarei os dois por um momento.
– E vocês pararam de correr por quê? – Jin perguntou. Deixei uma risada escapar. – Nós temos que sair daqui agora. –Voltei a ficar seria. – Agora!
Começamos a correr em direção à linha de chegada, os carros estavam ali e para o nosso alivio os dois também.
– Entrem no carro agora! – Gritei fazendo os dois se assustarem. Ri internamente.
– Que susto porra! – O moreno se desencostou do carro. – O que foi?
– O Azin está procurando nós. – Apoiei as mãos no joelho tentando recuperar o fôlego. Os dois se entreolharam rapidamente.
– Amy você vai ir... – Takashi foi interrompido pelo som de uma buzina, as pessoas começaram a correr. Aos poucos um carro começava a se aproximar. Era Azin.
– Entra! – O ruivo gritou empurrando Amy para dentro do carro. Corri até meu carro abrindo a porta rapidamente, me joguei sobre o banco do motorista.
Os faróis do carro de Azin já iluminavam meu carro por inteiro, afundei o pé no acelerador assim que o albino passou por mim numa velocidade absurda.
Ele não estava brincando quando falou que estava caçando Lass e Takashi. Os três estavam mais a frente. Havia vários carros na avenida dificultando em algumas ultrapassagens.
Girei a direção para o lado esquerdo tentando não bater no carro na frente, que estava andando numa velocidade inferior a minha, acabei batendo no carro ao lado. Puxei a direção para o lado direito entrando na contramão, levei um susto ao ver um caminhão vindo em minha direção. Puxei o volante para a esquerda rapidamente sentindo toda a lateral do meu carro ser arranhada pelo caminhão.
O vento forte que entrava pela janela balançava meu cabelo em todas as direções possíveis, eu não conseguia me concentrar na estrada, foi então que eu vi o carro de Azin bater violentamente contra o carro de Takashi o fazendo rodopiar na pista.
Observei o moreno girar o carro voltando a correr, mas agora atrás de mim. Suspirei pesadamente vendo um cruzamento logo à frente. A sinaleira ficou vermelha. Apertei o botão do Nitro no painel na tentativa de não o deixar fazer aquilo. Soqueei o painel me lembrando de que não havia sobrado nada de Nitro.
Meu desespero aumentou ao ver que eles haviam atravessado o sinal vermelho, Lass estava na frente facilitando ainda mais o trabalho do outro albino.
Azin bateu contra a lateral do carro de Lass o fazendo dar um giro de 180° no meio da pista.
E aconteceu o que eu mais temia nesse momento.
O caminhão que estava atravessando o cruzamento bateu no carro de Lass. A Lamborghini capotou algumas vezes até parar de ponta cabeça.
Freei o carro com força levantando fumaça, abri a porta do carro colocando o pé para fora, no asfalto as marcas do pneu estavam presentes. Meus olhos estavam arregalados, meu coração parecia parar de bater a qualquer segundo.
❖
Sorri satisfeito.
Peguei o celular que se encontrava jogado no banco ao lado, desbloqueei a tela.
Eu seria tão malvado se fizesse isso. Gargalhei com meu pensamento. Eu adorava ser malvado.
Disquei alguns números no celular ouvindo uma voz grossa do outro lado da linha.
– Olá, eu gostaria de fazer uma denuncia. – Observei pelo o retrovisor o carro de Lass capotar. – Alguns carros estavam disputando racha na avenida... – Passei todas as informações ao policial, até mesmo a de que Lass havia sofrido um acidente.
– Há duas viaturas perto do local informado. Creio que em apenas cinco minutos elas já estarão ai.
– Tudo bem. – Desliguei o celular e toquei em cima do outro banco.
Menos um.
Pensei enquanto via o carro de Lass explodir.
❖
Aconteceu tudo muito rápido, eu não sabia nem como explicar o que eu estava sentindo nesse momento. Depois de sair do carro eu andei em passos rápidos até a Lamborghini do albino, coloquei a mão sobre a boca tentando inutilmente abafar os soluços que teimavam sair, o carro estava totalmente destruído.
Cai de joelhos no asfalto, não conseguindo nem ao menos chegar perto do carro, era doloroso demais para mim, senti minha visão ficar embasada.
Chorei. Chorei como nunca antes, minha garganta havia dado um nó e meu coração se apertou. Aquilo não poderia ser verdade. Cravei as unhas nos meus braços na esperança de tudo aquilo não passar de uma brincadeira, mas para a minha infelicidade, os arranhões surgiram em minha pele.
E foi quando o mundo resolveu me torturar.
O carro que estava em minha frente simplesmente explodiu. Arregalei os olhos diante a cena ocorrida, todos os meus músculos paralisaram. Tudo a minha volta silenciou, tudo se transformou em preto e branco.
– Você não me pega. – A pequena menina corria pelo parque.
– Nunca duvide da minha velocidade. – Correu em direção à menina, tirando a mesma do chão e colocando sobre o seus ombros.
– Me solta! – Se debatia enquanto era carregada pelo o albino.
...
– Oba! – A menor sorriu vendo o albino colocar um pote de sorvete sobre a mesa. – Uva meu favorito. – Sorriu pegando a colher pronta para atacar o pote.
– Você só vai comer quando me der um beijo. Você acha que foi fácil encontrar sorvete de uva uma hora dessas? – A menina emburrou-se olhando para o relógio.
– 5 horas da manhã. – Deu os ombros enquanto olhava para o pote.
– Arme.
– Ok ok, só um beijinho. – Selou rapidamente seus lábios com o do albino, atacando o sorvete logo em seguida.
Senti meus braços serem puxados para trás violentamente, levantei do chão sendo puxada por alguém.
– Você está presa! – Balancei a cabeça atordoada, barulhos de sirenes ecoaram em minha mente. Olhei para um dos carros da policia que estavam ali, Amy estava no banco de trás juntamente com Jin que estava de cabeça baixa.
A ficha caiu. Eu estava sendo levada para a cadeia enquanto Lass estava morto. Me debati tentando me soltar dos braços do policial, era inútil. Gritei sentindo meu coração se partir.
–ME SOLTA! LASS! POR FAVOR... LASS!
– Quieta! – O policial abriu a porta do carro, me empurrando em seguida. Olhei para o lado encontrando Takashi com a cabeça abaixada.
Encarei a Lamborghini que ainda estava em chamas, solucei alto me lembrando dele.
Talvez eu nunca mais pudesse dar uma nova chance.
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