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1 1.Quando o nervosismo chega


Notas iniciais
Primeiro capítulo. Não sei se muitas pessoas lerão a fic por ser aventura juvenil e por ser original, mas tive vontade de postar. Não garantirei que continuarei a postar regularmente, mas se estiver interessado na continuação comente...

Não sabia, mas sou diferente.

Tenho poderes e tenho que aprender a controlá-los.

Não sei como os consegui, mas eles apareceram.

Se alguém descobrir pode me entregar a eles.

Quem são eles?

Eu também não sei, só sei de uma coisa.

Que não hesitarão em me matar.

Acordo com uma preguiça infinita de ir para a escola, mas sei que terei que ir. Minha mãe nunca deixaria eu faltar por algo tão idiota. Posso inventar alguma doença, mas terei que tomar algum remédio e não sei se quero também. Decido vencer a preguiça e levanto da cama. Puxo a cortina e a luz do sol atravessa o vidro da janela.

Meu nome é Will Link (não fui eu quem escolheu, não gosto desse nome). Sou um garoto de quinze anos e moro com minha mãe em um apartamento pequeno em Los Angeles, Califórnia. Meu pai morreu antes mesmo de eu nascer em um incêndio que ocorreu no trabalho dele.

Quando desço para tomar café, minha mãe está cozinhando algo e logo percebo que são ovos. Sento-me à mesa e espero ela terminar de fritar a comida. Ela vem com um prato preenchido de dois ovos com algumas tiras de bacon.

-Bom dia. –ela diz e passa a limpar a cozinha rapidamente. –Estamos atrasados.

-Bom dia. –respondo e como o mais rápido que posso. –Hoje é o dia da final do campeonato de basquete.

-Eu sei. Você sabe que não poderei ir, mas estou torcendo por você. –ela fala e sorrio.

-Sim. Eu sei, mãe. Eu vencerei por você. –digo esperando ser verdade.

-Vamos. -ela diz quando pega o meu prato da mesa.

Subo até meu quarto e escovo os dentes. Pego minha mochila sem me preocupar se lá estava tudo que eu precisava para o dia. Desço as escadas do correndo e saio de casa. O sol bate forte em meu rosto, mas não chega a ser um dia quente. Minha mãe já espera no carro e me direciono até lá. Entro no carro e saímos da frente da casa.

***

Estudo em uma escola relativamente grande com mais de novecentos alunos somente do ensino médio. O nome da escola é Klint School (homenagem ao sobrenome do fundador do prédio). Apesar de ser grande, não acontece muita coisa por aqui. Faço parte do time de basquete e do clube de natação. Tenho poucos verdadeiros amigos aqui, mas eles são o suficiente.

-Até logo. –fala minha mãe após dar um beijo na minha testa. –Tenha um bom dia.

-Pra você também, mãe. –respondo e saio do carro.

Meus amigos me aguardam na entrada do refeitório. Eles são três. Paul Williams, Bia Collins e Sarah Queen. São bons amigos, meio estranhos, mas confiáveis. Paul é um nerd do segundo ano e sabe tudo que você imaginar sobre informática, nas horas vagas ele é um hacker experiente mesmo só tendo dezesseis anos; duas palavras para defini-lo, gênio e louco. Bia é uma ótima jornalista, ela faz o jornal da escola e pretende seguir na carreira, quinze anos, sincera e engraçada. Sarah seria aquela garota patricinha mimada pelos pais, mas essa não é a realidade; ela se veste como uma e, às vezes, até hoje como uma, mas tem uma personalidade forte e corajosa, dezesseis anos.

-Olá, Will. –fala Bia.

-Olá. Quais as novidades?-pergunto.

-Um maremoto de pequenas proporções atingiu o litoral do Japão. O príncipe...

-Eu quis dizer novidades sobre vocês, Paul. –falo sorrindo e ele finalmente desvia o olhar do celular.

-Comigo nada então. –ele responde.

-Mike deixou a Lara mais uma vez, Oliver admitiu gostar da Kris e John disse que gosta de Daniel.-fala Bia. Ser a jornalista da escola tinha suas vantagens.

-John o quê? Deixa para lá. Sarah?-pergunto.

-Minhas unhas acabaram de quebrar! Eu não acredito! –ela fala e não consigo deixar de rir.

-Ok. Nada demais. –concluo. –Preparados para a final. Acredito que já tenham lugares reservados.

-É claro que temos. –fala Paul digitando como um louco no celular. –Acabei de arranjá-los.

-Não podemos falar de jogo agora. Estou no meio de uma emergência! –fala Sarah, enquanto andamos em direção aos armários.

-Vocês vão conseguir. Os Gabbys nãos são páreos para vocês. –comenta Bia ao retirar três livros de uma vez do armário.

-É claro que conseguiremos. –falo e Paul pega seu óculos digital (foi ele quem criou).

-O que seus óculos dizem hoje, Paul? –pergunto.

-O Sr.Chavez pedirá vinte páginas de desenvolvimento sobre a deriva continental e o movimento das placas tectônicas. Você não terá os dois últimos tempos para se preparar para a partida de hoje a noite e Bia tem uma matéria de Kate para receber. –ele diz enquanto pisca continuamente para controlar seu aparelho estranho. –Sarah tem hora marcada com o spa e terá que sair na metade do último tempo.

-Obrigado, Paul. Você é demais. –eu falo e fecho a porta do armário.

-Não foi nada. –ele diz e tira o óculos.

Seus olhos são verdes e sua pele branca. Seu cabelo moreno é bagunçado como se ele não importasse em arrumá-lo depois de acordar. Seus olhos só fixavam em um ponto depois de possivelmente horas na frente do computador. Paul deveria se cuidar melhor, um dia ele acabaria tendo um colapso por não dormir.

-Temos que ir. –fala Bia quando o alarme de entrada soa.

-Consegui! –grita Sarah.

-O quê?-pergunto curioso.

-Achar o batom que estava procurando. Agora podemos ir. –ela fala.

-Até logo. –eu falo para Paul e Sarah que são do segundo ano. –Vamos, Bia.

O primeiro tempo passa rapidamente com o assunto de células animais e vegetais. Depois vem a Sra.Jane, professora de literatura, com algo sobre Humanismo ou algo parecido. Simplesmente não consigo prestar atenção nas aulas. O jogo está me deixando muito nervoso, sou o capitão e a responsabilidade vem toda para cima de mim. Eu começo a suar muito e ar ao redor de mim parece entrar em combustão.

Quando eu disse combustão, não quis dizer fogo real, mas foi algo assim que aconteceu, já que logo depois a minha cadeira estava queimando onde eu havia acabado de tocar. Pequenos indícios de fumaça começavam a subir, então tiro meu casaco e bato em cima de minha mesa tentando não chamar atenção.

As chamas se apagam. O que acabara de acontecer ali? Ninguém parece ter percebido, Bia dormia na cadeira ao meu lado, por sorte eu sentava na última cadeira da fila ao lado da parede esquerda da sala. O professor falava sobre funções quando o meu nervosismo começou a aumentar de novo. O que estava acontecendo comigo?

Eu segurava fortemente na cadeira e minha camisa já estava cheia de suor. Bia com seus cabelos castanhos claros amarrados em um rabo de cavalo ainda dormia tranquilamente até a janela que fica ao meu lado se abrir. Um vento muito forte sopra e me joga da cadeira. Quando me dou conta estou em cima de Bia no chão.

O vento para. Todos me olham e eu não sei o que dizer. Eu fico vermelho ao perceber que minhas mãos estão apoiadas nos peitos de Bia que me olha com uma cara de quem está com muito ódio. Levanto assustado e de repente todas as janelas abrem-se de uma vez.

Aquilo não podia estar acontecendo... Eu fico imóvel ao ver todos desesperados para fechar as janelas enquanto são jogados para o outro lado da sala. Eu tento me acalmar, mas os ventos não me obedecem. Sim, não me obedecem. Eu estava controlando os ventos. Como? Eu não sabia explicar.

Fecho as minhas mãos e imagino-as segurando a força do vento e ele finalmente começa a abrandar. Todos estão jogados no chão, inclusive o professor, e aproveito a oportunidade para me abaixar e fingir que eu não tinha nada a ver com aquilo. Ninguém me notou.

-O que você fez?-pergunta Bia e sei que ela viu tudo.

-Eu não sei . –respondo olhando em seus olhos para mostrá-la o quão assustado eu estou. –Eu não sei.

Notas finais
O que acharam? Comentários sobre melhoras são bem vindos. Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.