Leah - I See You

35 Capitulo 35 - Laços


Notas iniciais
Eu sempre demoro para postar novamente quando estou empolgada com o meu tempo livre. Já estou me conformando com o carma, mas espero que vocês ainda tenham a paciência de me perdoar já que são os melhores leitores da minha vidaaaaaa! Meus consagrados, espero que vocês gostem desse capitulo, porque ele foi feito com muito carinho. Um obrigada especial a Yas, Terumy MW Lahote, Evy Bianchi, CatrinaEvans, Erica Mikaelson Salvatore, IzzyL, Rafa Silva, Black Princess, Mrs Claflin, Jennifer Blackwolf, forever alone, Thaynara Gianvecchio e Gabriela Gomes, vocês são simplesmente fantásticos! Seus comentários me motivam muito mesmo! Obrigada de verdade! Um grande obrigada também a todos os que favoritaram essa fic, que acompanham e que recomendaram! Vocês me fazem muito feliz! Sejam bem-vindos leitores novos, espero que vocês estejam gostando do rumo da história e que comentem para me dizer o que estão achando! Estamos rumo aos 90 favoritos e isso está me deixando eufóricaaaa! Sério, eu tenho os leitores mais delicia de todos!!! Enfim, tenham uma boa leitura *-------------*

—Me desculpe pela explosão... você precisava de mim para manter as coisas nos eixos e eu acabei... sério, prometo tentar me controlar mais! – Murmurei, um pouquinho envergonhada pelo showzinho. Não me arrependia, claro, mas não precisava ter dado tanta bola as idiotices de Sam.

—Um pouco de controle a mais sempre é bom. – Ele sorriu para mim e me senti ainda mais envergonhada, quase me encolhendo ao seu lado. -Mas não estou bravo por sua explosãozinha, Amore, se é o que está pensando. Sei que sabe se defender e é instinto querer me proteger também, eu conheço bem essa sensação. Tive que me policiar quando Sam ousou te ameaçar me dizendo para te controlar... quem aquele idiota pensa que é para tentar te controlar? Otário orgulhoso, vai acabar matando todos nós, se continuar agindo daquele jeito.

Olhei-o pelo canto dos olhos.

—Você se portou muito bem lá, sério. Fez Sam parecer uma criança mimada. Os Cullens irão com certeza querer seguir os seus caminhos estratégicos na próxima reunião.

Ele enrugou o nariz, mas suspirou derrotado.

—Toda ajuda é bem-vinda. – Seu braço me puxou para mais perto dele, passando-o por meus ombros. Abracei suas costas, segurando-o pela camisa meio larga que vestia. -Me surpreendeu muito eles irem contra a própria espécie por nós. É claro que tem o caso do Jacob e o imprinting influenciando a decisão, mas é muito raro encontrar um bando tão grande quanto o deles com vínculos emocionais e familiares tão fortes. Eu, pessoalmente, só vi um desses na minha vida toda.

Joe suspirou pesadamente atrás de nós. Olhei para trás, confusa. Ele, percebendo minha atenção voltada a si, deu de ombros meio envergonhado. Ri, um pouco incrédula pelo seu embaraço. Quem diria que ele conseguia se sentir assim!

—Joseph adorou encontrar aquele bando. – Klaus troçou, meio arrogante. -Sabia que ele foi pateticamente enganado pela caçula dos sugadores?

—Ela usou inibidores de cheiro! Ninguém perceberia! – Joe quase grunhiu, falando entredentes. Entendimento brilhou minha visão.

—Você dormiu com ela, Joseph! – Afirmei, surpresa e intrigada com a confirmação em forma de rubor nas suas bochechas. -Estou chocada! Eca! Valeu a pena pelo menos?

Suas bochechas coraram ainda mais. Derick e Allan gargalharam.

—Não dormi com ela como eles sempre falam! Foi só um beijo e alguns minutos de preliminares! E foi bom, inferno! – Ele exasperou, cruzando os braços.

—E aí? O que aconteceu depois?

—Ele acabou descobrindo o que ela era e, lógico, agiu como um bebê. Nós conversamos com a família dela de maneira pacífica e eles foram embora, já que não haviam machucado ninguém enquanto estavam por Lupi Luna. Eram viajantes. Ela até se desculpou com ele e quis manter contato. Mas, sabe, eles não eram de todo bons assim, não eram vegetarianos, como os Cullens. Sebastian me encheu por três semanas por eu ter deixado eles saírem. Fiquei de castigo por mais de um mês. – Rick contou, rindo com o bico que Joe fazia. Ele parecia um pouco cabisbaixo agora. Me atentei a careta que Derick fez ao mencionar o castigo, contudo deixei para comentar mais tarde.

—O que são inibidores de cheiro? – Inquiri curiosa.

—É uma mistura de algumas ervas que faz com que seu cheiro se camufle. Não é uma coisa fácil de se fazer, mas é eficiente até certo ponto. Alguns são imunes e conseguem sentir o cheiro da pessoa independente dos inibidores. O que claramente não foi o caso do Joseph. – Klaus explicou, ainda com o ar zombeiro.

—Ele só está engraçadinho assim porque foi o único que conseguiu sentir o cheiro de vampiro nela. – Allan rolou os olhos, sorrindo para mim.

Joe emburrou e caminhou mais rápido, passando a nossa frente. Eu gargalhei, sentindo Rick beijar minha bochecha amorosamente.

—Ei, fiquei curiosa. Por que você estava falando em italiano comigo àquela hora?

Ele deu de ombros.

—Sam odeia quando eu falo na minha língua com você. Eu não podia desrespeitá-lo diretamente, então uma afrontazinha de nada não faria mal, faria? – Piscou um dos olhos malandramente. Sorri, me encolhendo mais em seu abraço.

—Gosto quando fala comigo em italiano. – Segredei, mirando Nik encher o saco de Joe.

Ti piace, amore mio? (gosta disso, meu amor?) – Assenti, me sentindo estranha por estar tão tímida perto de alguém. -Quando parliamo così, è un po 'intimo, non è vero? Come il nostro segreto. Mi piace anche questo. (Quando falamos assim é um pouco íntimo, não é? Como um segredo nosso. Eu também gosto disso.)

—Exatamente!... Aliás, lembrou de passar no mercado para pegar as coisas, Alexander? – O encolher de ombros dele, todo amuado, foi resposta suficiente.

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A minifesta de Klaus havia sido apenas um jantar modesto em minha casa, com uma macarronada à moda italiana que Dona Stella havia ensinado minha mãe a preparar, junto com o pequeno bolo que eu e Rick compramos no mercadinho da esquina.

Não me dei o trabalho de convidar nenhum dos meninos além de Jake e Reneesme, que não vieram pelas coisas ainda estarem tensas. Mas, foi melhor assim. Eu não queria mesmo convidá-los, Nik não gostaria de muitas pessoas, e só o fiz por livre e espontânea pressão de Derick.

Eles cantaram os parabéns em italiano e Klaus quase chorou quando eu o fiz assoprar as velhinhas e fazer um pedido. Pela primeira vez em anos depois da morte de meu pai, minha casa tinha cheiro de família completa.

Abracei Rick com força e sorri realmente muito agradecida e acolhida quando a emoção bateu ao Klaus fazer questão de me entregar o primeiro pedaço. Derick me segurou de volta, sorrindo em minha orelha e me embalando com um afeto tão grande que meu coração saltou.

—Obrigada por me fazer sentir assim, como seu fosse parte disso. – Murmurei, um pouco sem jeito. Ele nos afastou apenas o tanto suficiente para beijar minha testa.

—Você é tão parte disso quanto eu, Principessa. Obrigado você por ser a peça que faltava.

Acabou que todos dormimos em casa. Allan, Joe e Nik amontoados com Seth na sala, mamãe em seu quarto, Dona Stella no quarto de Seth, e Derick, pela primeira vez do jeito certo, comigo em meu quarto.

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A casa estava um pouco silenciosa, com apenas alguns ruídos no andar de baixo já que os meninos jogavam alguma coisa na sala. Meu banho estava indo muito bem, até Derick resolver me encher batendo na porta de forma continua.

—O que você quer? Para de bater!

—Eu quero mijar! Você está ai faz horas! Você tomou banho agora pouco, por que está demorando tanto?

Rolei os olhos, indignada.

—Talvez porque o banheiro é meu e eu possa demorar o tempo que eu quiser. Afinal, por que você não vai no banheiro de baixo já que está tão apertado?

—Porque eu não quero descer as escadas só para ir no banheiro!

—Faça pela janela então. – Dei de ombros, quase rindo com a imagem mental.

—Por favor, eu vou mijar na sua porta! Estou avisando! E não me venha com suas gracinhas de cachorro sobre marcar território, você ainda não me viu marcando o meu espaço! Abre, por favor! – Ele quase gemeu agoniado. Podia ouvir seus pés de um lado para o outro no quarto. Suspirei derrotada, engolindo a piadinha que estava na ponta da língua, e abri o box, destrancando a porta e voltando ao banho normalmente. Ele não entrou por alguns segundos, e depois andou cautelosamente para dentro, fechando a porta depois.

—Eu não vou conseguir com você aqui. – Ele murmurou, parecendo meio envergonhado.

—Eu nem estou olhando para você! – Me queixei, já me estressando com seu lenga-lenga. -Para de frescura.

Cazzo! Ti odio! (Porra! Odeio você!)— Derick resmungou entredentes, e logo ouvi o barulhinho característico. Ele suspirou em alivio e eu não consegui segurar a gargalhada que quis sair. -Está rindo do quê, engraçadinha?

—Cara, olha só o nível do nosso relacionamento! Você mijou enquanto eu tomo banho! Vencemos na vida!

Ele riu alto e pude vê-lo, meio embaçado pela fumaça da água, se sentar na tampa da privada depois de ter lavado as mãos.

—Quem diria, não é? Mas, eu... eu não quero acabar com o clima legal e nem te fazer ficar nervosa, nem nada, e... eu juro que é uma pergunta curiosa só, nada de pressão, apenas veio assim do nada na minha cabeça, mas... o que relacionamento nós temos?

Demorei um segundo para entender sua pergunta. Para finalmente conseguir abrir a boca e tentar balbuciar alguma coisa foram mais três minutos.

—Eu... eu não sei. Estamos juntos, não é?

Vi, pela visão periférica, ele mexer em seus cabelos um pouco ansioso.

—Claro que estamos, mas... o que é o nosso relacionamento?

Respirei fundo, arregalando os olhos. Ele não podia simplesmente perguntar isso tão diretamente assim na minha cara!

—Poxa, Rick, eu... eu não sei... eu... nós nunca conversamos direito sobre isso e... eu...

—Está tudo bem. Esqueça isso, não é importante de verdade. Vou te esperar no quarto. – Pude notar o tom um pouco decepcionado de sua voz. Meu coração se apertou.

—Rick, espera! Fica, por favor. – Pedi, levemente acanhada. A água ainda caindo em meu corpo.

—Ficar no banheiro com você? Eu tenho certeza que ninguém nunca me convidou para algo assim, Principessa. – Ele quis fazer piada, mas eu podia sentir que não estava totalmente bem. E qual é! Até quando o meu passado ia intervir no meu presente?!

—Você quer namorar comigo? – Perguntei de uma vez, sem parar para pensar, sem analisar as consequências. Só deixei meu coração me guiar. Desliguei a o chuveiro, ainda esperando o seu silêncio terminar, e estendi minha mão para fora do box. -Pode pegar a toalha para mim?

O pano felpudo da toalha encostou em minha pele de modo rápido, mas antes de poder puxá-la para dentro, ele segurou minha mão. Seu polegar fez um carinho suave em minha pele, e com aquele simples toque meu corpo todo se arrepiou.

—Eu quero muito namorar você. – Ele respondeu, a frase toda carregada daquele sentimento forte e inexplicável. -Agora se seque, tenho que trocar suas ervas, namorada. – O sorriso em sua voz fez meus batimentos acelerarem.

—Certo. – Ri, puxando a toalha e me secando rapidamente.

Quando sai do banheiro, Derick estava deitado em minha cama, sorrindo para o teto. As ervas e a faixa ao seu lado, na escrivaninha.

—Você está muito bobo olhando para o teto com essa cara de palerma. – Impliquei, jogando-me ao seu lado e sentindo minhas costelas protestarem com o impacto.

—Não estou bobo, estou feliz. – Replicou ele, revirando os olhos para mim. Ele não se incomodou, ou não deixou transparecer estar incomodado, com o fato de eu estar apenas de short e sutiã para facilitar o seu trabalho. Sei que ele já havia me visto até nua por conta do acidente, mas ainda era estranho... Um estranho gostoso de se sentir. -Deite, bene mio, vou cuidar de você.

Fiz o que ele pediu, e o esperei começar a me enfaixar. Seu toque sempre delicado e suave fazia contradição com a aparência rude de suas mãos. Estremeci e ele riu, se abaixando um pouco e beijando os pontinhos de arrepio. Suspirei, apreciando o carinho.

—Eu gosto tanto da sua pele. E gosto mais ainda quando percebo o modo como uma mínima coisa pode mexer com você. – Seu jeito convencido de falar não foi despercebido por mim. Arqueei uma sobrancelha, pronta para retrucar, porem ele foi mais rápido. -Assim como eu, Amore. Igual a mim quando me toca. Abaixa a guarda só pelo resto da noite, certo? Me deixa curtir a primeira noite tendo você como namorada oficial. – Seus dedos ágeis terminaram o enfaixe e a pressão em minhas costelas nem me incomodou, pois estava tão perdida em seus olhos que nem a ligeira dormência no machucado pôde me despertar. -Vamos aproveitar, certo? – Inquiriu, o olhar penetrante e intenso. Assenti, quase sem querer. -Agora, vem cá um pouquinho. – Segurou a lateral de meu rosto e se encaminhou em minha direção.

Seus lábios tocaram os meus em um carinho calmo e tão leve, quase superficial. Era diferente dos que costumávamos trocar quando estávamos sozinhos. Esse tinha gosto de encontro, felicidade, de puro carinho. Eu gostava disso, amava quando ele me tocava com aquele romantismo todo. Selinhos delicados foram deixados em minhas bochechas e parte de meu pescoço, e seus dedos acarinharam meus cabelos quando me deitei em seu peito, entrelaçando nossas pernas e nos embolando daquele jeito que gostávamos.

—Amanhã vai ser tenso. O cheiro dos vampiros vai ser pior para os ânimos se as coisas esquentarem. Fique perto de Allan, por favor. Ele é o mais afetado com o odor deles, e, além do mais, ele te escuta mais do que a mim.

Ri, concordando.

—Como quiser, chefe. – Impliquei, adorando o clima ameno e o quentinho em meu peito.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*