Leah - I See You

26 Capitulo 26 - Perdão caramelizado para palavras amargas.


Notas iniciais
Oiii, galera!!! PRIMEIRAMENTE, EU TÔ SURTANDO COM A RECOMENDAÇÃO DIVOSA DA ISABELA!!! SÉRIO, GAROTA, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA!!! AQUILO FOI MUITO, MUITO, MUITO IMPORTANTE PARA MIM E OMG!!! OBRIGADA PELOS ELOGIOS E PELAS PALAVRAS QUE ME FIZERAM MORRER!! OBRIGADA!! Obrigada também a todos os acompanhamentos e favoritos! Vocês são demais!! Um beijo e um queijo para Terumy M W Lahote, fã de fics 123, Gabriela Gomes, Thay, BeatrizBraz, Nessie Carlie Cullen, Isabela (*---*), livinhacsa, Evy Bianchi, Ali Clearwater, Bella Hathaway, Dudis Clearwater, que comentaram maravilindamente e me deixaram completamente LOKA junto com a recomendação da Isabela!!! Obrigada mesmo, pessoal!! Espero que Gostem!!! Boa Leitura *-------* Música do tchãn: Jorge e Mateus - Os Anjos Cantam (Yeah, a bad me pegou, everyone.)

A noite chegou e junto com ela uma chuva forte também. As gotas batiam com violência em minha janela, fazendo barulhos irritantes e deixando o clima ainda mais triste. Um sentimento ruim passava por meu coração, como um lembrete irritante do olhar de Derick, do jeito como meu peito apertava-se com a sensação angustiante. Não podia machucá-lo, não dava. Não sem machucar a mim também.

Mamãe chamou-me para jantar, mas não estava com fome e, mesmo com a insistência dela, não desci. As horas se arrastaram conforme as conversas lá embaixo iam diminuindo e, quando vi, o visor digital do relógio já marcava duas da manhã.

Os raios começaram a aparecer com mais frequência, e mesmo com o barulho da tempestade lá fora, ouvi quando ele se pendurou na árvore e se agarrou no batente de minha janela. Corri até ela e a abri o mais rápido que consegui. Ele se enfiou para dentro de meu quarto da forma furtiva de sempre, sorrateiro como um gato... Quero dizer, como um lobo.

—Desculpe se a assustei, mas está caindo um dilúvio. Posso entrar? – Pediu, calmamente enquanto fechava a janela novamente. A roupa estava colada em seu corpo pela chuva, o cabelo desgrenhado e pingando. Tentei não me ater ao fato de a camisa encharcada marcar muito bem o contorno de seus músculos, mas era meio impossível. Seu cheiro ficava mais forte com a chuva, mais intenso, e quase me hipnotizava. O instinto gritava para que eu pulasse em seus braços e afundasse meu nariz em seu pescoço, sentir seu corpo no meu e certificar-me de que ele estava bem.

Ele pigarreou, chamando minha atenção, o sorriso zombador nos lábios. Balancei a cabeça, em uma tentativa falha de espantar pensamentos comprometedores.

—É a primeira vez que pede. – Murmurei, sentando-me novamente e puxando a toalha da escrivaninha para dá-la a ele. Joguei-a em seu rosto, pegando-o de surpresa. –Seque-se antes que fique doente.

Ele assentiu sem discutir, o olhar penetrante cravado em mim. Era impressão minha ou eu me sentia um tanto intimidada com aquele olhar? Engoli em seco quando ele, sem aviso prévio, tirou a camisa molhada e descansou-a no chão.

—Está meio estranho ficar com ela, está fria. – Informou, ainda sorrindo. O brilho de diversão se intensificando em seu olhar enquanto via meu desconforto.

—Espero que não esteja pensando em tirar essa bermuda. Realmente, um strip-tease não iria ajudá-lo em nada. – Impliquei, segurando o riso. Ele riu sonoramente.

—Eu tenho minhas dúvidas. – Disse, começando a tirar o cinto de sua bermuda. Arregalei os olhos, chocada com sua ação.

—O que está fazendo?

—Estou tirando a roupa molhada. Você mesma disse para eu me secar para não pegar um resfriado. – Arregalei ainda mais os olhos quando ele abriu o zíper e desabotoou o botão metálico.

—Pare com isso, Idiota! – coloquei as mãos sobre os olhos, sentindo minhas bochechas esquentarem. Ele gargalhou.

Principessa, eu já te falei uma vez, não há nada aqui que você não possa ver. – O tom rouco e sedutor de sua voz fez minha pele se arrepiar.

—Acontece que eu não quero ver isso agora. – Resmunguei, envergonhada com aquilo. Espiei por entre os dedos e vi o sorriso irritante dele.

—Ah, não quer? – Inquiriu, a voz teatralmente desapontada. –É uma pena. Seria uma excelente forma de reconciliação. – Abotoou de novo sua bermuda e eu suspirei, embaraçada.

—Claro, porque ao me seduzir eu certamente esqueceria o que você falou ou talvez o quanto me alegrei com seu piti. – Revidei, tirando a mão dos olhos e dando de ombros.

—Okay, você sabe como me fazer ficar para baixo. – Murmurou, tristeza verdadeira em seu tom agora. –Posso me deitar sem ser atacado pelos seus espinhos?

—Eu ia dizer que poderia se parasse de ser idiota, mas eu percebi que não daria muito certo. Ser idiota faz parte de uma das suas principais ações do dia. Você não consegue evitar, a idiotice simplesmente exala por seus poros. – Zombei, dando espaço na cama. Ele se sentou esforçando-se ao máximo para encostar em mim.

—Wow... Vou fingir que isso não foi ofensivo. – Falou, arqueando as sobrancelhas.

Sorri, desafiadora.

—Ainda não comecei a ser ofensiva, Abbado.

Ele piscou, um pouco abalado, e levantou as mãos para cima em sinal de rendição.

—Tudo bem, pode derrubar essa barreira só um pouquinho? Eu preciso dizer o quanto estou arrependido ou vou acabar sufocando com toda essa hostilidade! – Encarei-o cética e ele sorriu. -Eu não deveria ter explodido com você, nem ter te magoado, mas você tem que concordar que às vezes é indiferente e irritante com todo o mundo, Bene Mio.

Bufei, rolando os olhos.

—A maneira como trato o mundo não me importa, sabia, Derick? — Você, otário, você é o que me importa!

—Deveria me sentir um pouquinho aliviado por você estar falando o meu nome de novo?

—Não.

—Deveria, sim. Você está começando a me perdoar. Não é a mesma coisa de quando você fala Der, ou Rick, mas já é um avanço, não? Derick é, com certeza, bem melhor que idiota, ou Alfa, ou Abbado.

—Desculpe se o ofendi, Alfa Abbado Idiota. Não queria, de jeito nenhum, chateá-lo de alguma forma. – Sibilei, encarando-o pelo canto dos olhos.

—Me diga o que tenho que fazer para que você me desculpe. – Sussurrou, parecendo realmente confuso. Rolei os olhos e escorreguei para o colchão, deitando-me de costas para ele.

—Nada. – Murmurei, afofando o travesseiro.

Ele resmungou alguma coisa, mas não me dei ao trabalho de ouvir. Um silêncio constrangedor pairou sobre o cômodo por longos minutos, apenas o barulho dos pingos e dos roncos suaves de Seth eram ouvidos.

Principessa, olhe para mim. – Requiriu ele, a voz mais doce que mel. Persuasão e intensidade eram o que praticamente gotejava em sua frase.

—Não.

—Por quanto tempo ficará com raiva de mim? — Murmurou. Continuei firme, não me virando para ele, mostrando meu desagrado.

—Não sei.

Senti o calor de sua pele a poucos centímetros da minha, um calafrio desceu, ansioso pelo toque que não veio. Ele havia recolhido a mão antes que me tocasse.

—Eu só estava preocupado com Klaus, preocupado com Lupi Luna, com tudo. Eu explodi e realmente não quis falar com você daquele jeito ou magoá-la de qualquer forma. Nunca vou querer o seu mal ou pensar algo mau sobre você. — Mantive-me em silêncio. Ouvindo o barulho que seu jeans molhado fazia quando ele se mexia. –Por favor, diga alguma coisa, Amore.

—Você já disse o bastante por nós dois hoje, Abbado. — Murmurei, mais magoada do que irritada.

—Olha, eu, às vezes, tenho problemas com o meu temperamento...

—Jura? – Interrompi-o, sarcástica. Ele suspirou, e eu soube, mesmo sem encará-lo, que ele havia revirado os olhos.

—...E acabo me precipitando e dizendo coisas que não quero dizer. – Continuou como se eu não tivesse dito nada. -Não vou dizer que talvez não aconteça de novo, ou que nunca mais irei te magoar, pois isso seria errado. Eu cometo erros, sou humano... Ou quase. — Um riso baixo escapuliu por meus lábios sem que eu deixasse. -E sei que mesmo me policiando todo segundo do dia, alguma hora irei fazer alguma burrada e você irá se afetar, Perdizione, pois é a pessoa mais próxima de mim no mundo todo. É uma parte de mim, parte de quem eu sou agora. Um pedaço tão grande e tão forte do meu ser que às vezes me faz agir sem pensar. — De novo a sensação veio, o calor de sua mão chegou perto o suficiente da minha pele para que eu pudesse senti-la, porem diferente da primeira vez, ele não hesitou, mas sim acariciou meu braço com delicadeza. Seus dedos subiam e desciam em uma caricia fantasma, arrepiando-me. -Tudo o que eu sinto por você é mais intenso, tudo é mais solido. A alegria, a ansiedade, o desejo, a irritação... O amor. — Prendi a respiração com a palavra. -Sinto muito por ter te machucado, Amore. Sinto mesmo. — A voz dele parecia diminuir a cada frase proferida. -Me desculpe, Single.

Virei-me para ele e mirei seus olhos azuis. Eles não estavam especificadamente felizes, mas também não mostravam o deboche cru de horas atrás.

—Você tem que deixar o seu complexo de herói de lado e focar no que está acontecendo agora. Não pode se irritar com as pessoas que querem te ajudar por apenas quererem te ajudar! Você não carrega o mundo nos ombros e nem pode dizer o que bem entender para as pessoas como se fosse o rei da Terra! As pessoas têm sentimentos, tem emoções e se sentem mal assim como você! Você não é o centro de todo o universo, Abbado! — Ditei duramente, vendo-o suspirar concordando. A expressão dele era abatida, seus olhos cabisbaixos. Rolei os olhos quando vi que já estava quase morrendo para prendê-lo em meu abraço, sentindo saudades de seu cheiro em mim. Puxei-o para mais perto e afundei-me em seu peito, fechando os olhos e aspirando seu perfume, irritada com a pontinha de felicidade que havia irradiado em meu peito. Ele contornou seus braços por minha cintura, o alivio presente em cada toque. -Você foi criado em meio a regras e ordens que te fizeram ser desse jeito, ser o alfa, o líder que sempre tem que ditar e mandar, mas... Você não precisa mais ser assim. Não tem que comandar, não tem culpa de nada que não fez, não está sozinho. Somos uma família agora, todos nós. E com aqueles nojentos chegando perto, não devemos brigar entre nós. Precisamos confiar um no outro e, de preferência, sem explosões, otário. — Completei o mais suave que consegui. Ele riu baixinho, apertando-me mais.

—Obrigado, Principessa.

Afastei-me precariamente de seu corpo, fazendo com que nossos rostos ficassem muito próximos. Sorri, beijando o canto de seus lábios. Ele fechou os olhos, suspirando.

-É sério aquilo sobre as explosões. Na próxima vez eu juro que vou arrancar o seu braço!

Ele concordou, sorridente.

—Com razão, mia bella ragazza. — Seus dedos saíram de minha cintura e acariciaram meu rosto com carinho. O olhar que ele me mandava fez meu coração quase pular do peito. -Já que você me perdoou, eu poderia...

—Não sei o porquê de ainda não ter feito isso. — Cortei-o, tocando seus lábios gentilmente com os meus. Sentindo a textura de sua boca num selinho que não demorou muito, pois ele logo pediu passagem com sua língua, deixando o beijo intenso começar. Vida correu por minhas veias, reluzindo, abrilhantando. Inclinei-o para trás, fazendo ele se deitar na cama comigo em sua cintura, clamando por mais contato.

—Fazer as pazes me parece ótimo, sabe? — Pronunciou-se baixinho quando o ar se fez necessário. Sorri com meu rosto em seu pescoço.

—Não se acostume. — O timbre de seu riso feliz me alegrou de uma forma impressionante.

—Claro, eu não quero perder um braço, sabia? — Caçoou, os dedos acarinhando meus cabelos. O silêncio caiu de novo pelo quarto, dessa vez de forma tranquila e confortável. Não nos movemos daquela posição um tanto... intima, apenas ficamos lá, curtindo a presença um do outro sem o peso da culpa ou da mágoa. Estava tão confortável que nem vi quando adormeci.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*