Leah - I See You

15 Capitulo 15 - Explosões de farinha.


Notas iniciais
Oii, meus tchutchucos. Feliz Ano Novo!! Como passaram os festejos? Eu passei lavando montanhas e montanhas de louça. Sério, o tamanho da pia do dia 26 ainda me dá calafrios. Quero agradecer a todos aqueles que dedicaram um pouquinho de seu tempo para comentarem o ultimo capitulo: Sinistra, Hinamori Amu, Gabriela Gomes, AyalaOM, CatrinaEvans, Nikki Regina, Shaiane Valadão, Denize Raquel Frazo, Evy Bianchi, Terumy M W Lahote, Letícia Paixão e Stalker! Vocês são demais!! Obrigada também a todos que acompanharam e favoritaram essa fic!! Espero que gostem!! Boa Leitura *------*

Apesar de permanecer deitada e estar de olhos fechados, não consegui dormir. Minha cabeça estava a mil, aqueles olhos azuis insistiam em não querer sair de meus pensamentos, uma inquietação se apoderava de meu corpo, como antes da chegada dele, porém, agora mais intensa, misturada com algo que eu jurava ser saudade. Um sentimento tão forte, com tanta necessidade que me impressionava. Era definitivo, não havia como fugir, não tinha jeito de esconder. Precisava dele. Precisava senti-lo perto de mim, precisava sentir o perfume gostoso que me atraia, precisava ouvir a voz provocativa junto ao sorriso cafajeste. Deus, apenas necessitava de todo ele!

Ouvi galhos se partindo do lado de fora, no gramado. Imediatamente, levantei-me e olhei pela janela. Como que podendo ouvir meus pensamentos, Derick subia na árvore velha de folhas voluptuosas de um jeito realmente ágil, como se sempre tivesse feito aquilo.

—O que está fazendo aqui? — Perguntei assustada. -Ficou doido? Você vai cair daí, seu idiota!

Ele balançou a cabeça negando, sorrindo marotamente. Pulou graciosamente da árvore para o batente da janela, equilibrando-se de maneira invejável.

—Eu estava enlouquecendo de vontade de te ver. — Segredou-me, o sorriso intacto. -Não estava conseguindo dormir e... Wow, seu cheiro está por todo lugar daqui. — Murmurou, suspirando.

—É meio óbvio, não? É o meu quarto. — Retruquei mal-educada, tentando esconder o sorriso que queria sair por ele ter vindo até mim.

—Por que não esquece toda essa agressividade e admite que estava querendo me ver, Principessa? — Implicou, entrando no quarto e observando-o com atenção. Impressionei-me com quão silencioso ele podia ser quando queria, pois, nem eu que estava no mesmo cômodo conseguia ouvir bem suas passadas no piso.

—Você tem um ego do tamanho de Seattle, sabia? — Respondi, revirando os olhos e deitando novamente, me controlando para não pular em seu pescoço e esmaga-lo em um abraço.

—Qual é?! Não sou convencido, apenas realista. Eu senti que precisava de mim e vim para cá.

Mirei-o confusa.

—Como assim?

Ele dirigiu-me um sorriso torto que fez meu coração saltar.

—Via de mão dupla, lembra? Sei que quer ficar perto de mim tanto quanto eu quero ficar perto de ti. — Disse convencidamente. -Admita. Você, Clearwater, estava morrendo de saudades de mim, assim como eu estava louco de saudades suas.

Encolhi os ombros, envergonhada. Ele riu, sabendo que estava certo. Seguiu lentamente até minha cama e, antes que pudesse impedi-lo, se enfiou entre minhas cobertas. Seu corpo grande tomou conta de quase toda a pequena cama de solteiro, deixando-me espremida entre seu corpo e a beirada do colchão.

—O que é que você está fazendo, Abbado? — Indaguei, irritada. Ele sorriu sapecamente.

—É melhor falar baixo se não quiser acordar o Seth.

Rosnei.

—Não estou nem aí se Seth vai acordar ou não, quero saber o porquê de ter tomado conta da minha cama! — Exclamei, tentando empurra-lo. Não obtendo sucesso. Ele, implicante como sempre, apenas se esparramou mais, quase me derrubando. -Vá para a sua própria cama!

—Aqui é muito mais confortável, acredite. — Suspirou, fechando os olhos. -Imagine dormir no mesmo quarto que três lobos idiotas. É uma merda!

Ri, imaginando como seria a cena.

—Se quiser... Sabe, você pode dormir aqui. — Sugeri, envergonhada. Ele me olhou surpreso. -Dona Stella e os garotos podem vir também. É que... Bem... A casa do Sam é meio movimentada e vocês precisam dormir... E... É isso.

Ele sorriu, carinho brilhando nos olhos.

—Obrigado, Principessa. Eu, com toda certeza, preferiria dormir aqui com você do que com aqueles idiotas, mas... Não quero dar mais trabalho. Estamos procurando emprego e assim que conseguirmos algum, alugaremos uma casa.

Assenti, sentindo minhas bochechas corarem.

—Tudo bem. — Murmurei, empurrando-o novamente. Dessa vez ele se moveu, chegou um pouco para a ponta e me apertou contra ele, passando os braços por minha cintura. Fazendo-nos ficar frente a frente um com o outro. -Ei, o que está fazendo? — Ranhetei, tentando não suspirar com aquela proximidade perigosa.

—Estou tentando dormir. — Sussurrou, fechando os olhos.

—Vai dormir aqui? No meu quarto? — Exclamei, surpresa, ganhando como resposta um sorriso malicioso.

—Por que? Há outras coisas que queira fazer? — Perguntou, sedutoramente. Rolei os olhos.

—Idiota.

—Qual é, Leah? Eu não durmo direito há semanas, tenho muitas coisas na cabeça, muitas preocupações, e ainda tem a visita aos Cullens amanhã... Então, por favor, me deixe dormir com você essa noite? — Pediu, abrindo os olhos e fazendo a expressão pidona mais fofa que eu já havia visto na vida. Como podia dizer não àqueles olhos azuis brilhantes?

—Okay, mas sem gracinhas. — Concordei, derrotada. O sorriso que ele me deu me lembrou do porquê de não estar conseguindo dormir.

—Como quiser. — Combinou alegremente, voltando a fechar os olhos.

—Está preocupado com amanhã? — Perguntei, observando as linhas de preocupação em sua testa.

—Estou preocupado com o que pode acontecer amanhã. — Suspirou, ainda de olhos fechados.

—Fique tranquilo. Todos nós estaremos lá e, além do mais, os Cullen são sonsos demais para ataca-los. Não haverá confronto, acredite. — Assegurei.

Um sorriso malicioso cresceu em seus lábios.

—Eu não estou preocupado com o ataque deles, Principessa. Estou pensando no que vai acontecer se algum de nós os atacar. Eu realmente odiaria ter que voltar agora.

Meu coração se apertou com a palavra "voltar". Ele não iria voltar. Iria?

—Eles não podem te expulsar daqui, não podem tocar em um fio de cabelo seu! Ou vão se arrepender! — Ameacei, irritada com a possibilidade de alguém querer tira-lo de mim.

—Tomara. — Falou, em um tom que dava o assunto como encerrado, parecendo tão indignado quanto eu.

—Derick? — Chamei-o, depois de alguns minutos de quietude.

—Diga. — Ronronou sonolento, a voz arrastada.

—Fiquei feliz por ter vindo. — Sussurrei, minhas bochechas voltando a se esquentar.

—Eu já sabia. — Respondeu arrogantemente. Sorri de seu jeito presunçoso. -Bons sonhos, Mio Bene.

—Boa noite, Derick.

Após alguns minutos de silencio confortável, Derick adormeceu. Sua respiração se acalmou, seu corpo relaxou e seus batimentos cardíacos começaram a seguir um ritmo mais regular. Apesar da coberta e do calor excessivo que nossos corpos nos ofereciam, ficar naquela cama com Derick ao meu lado não foi nenhum sacrifício. Ao contrário, foi mais do que a visão mais gloriosa de conforto. Ele mantinha uma expressão de paz que me alegrava de uma forma estranhamente mágica. Seu cheiro já predominava quase todo o quarto, deixando meus pulmões muito mais do que felizes. E, céus, ele era tão bonito que uma noite inteira seria pouco para poder admira-lo completamente. Suspirei sem poder me conter com aquela visão.

Não podendo resistir à tentação, acariciei seu rosto levemente, contornado seus traços. A barba por fazer, o queixo anguloso, as bochechas rosadas, os olhos fechados, os lábios quentes... Estremeci com a intensa vontade de juntar seus lábios nos meus, sentir o sabor de seu gosto, a maciez de seus cabelos entre meus dedos... Merda, Leah! Se controle! Repreendendo-me, soltei sua mão de minha cintura, virei para o lado e forcei-me a tentar dormir. Não demorou muito para que pudesse sentir seus braços novamente ao meu redor, puxando-me para ele, na mesma posição de antes.

Principessa Mia. — Sussurrou em meio ao sono. -Mia Leah.

Uma sensação quente de conforto subiu por meu corpo e aqueceu meu coração, fazendo um sorriso teimoso escapar por meus lábios e o sono chegar devagarzinho. Entrelacei minha mão na sua, apertando suavemente e me aconcheguei mais em seu peito, finalmente conseguindo dormir.

Acordei bem, me sentindo feliz como nunca antes. Senti falta do calor de seu corpo de encontro ao meu e tateei a cama, procurando por ele, encontrando o vazio apenas. Abri os olhos irritada por ele não estar lá, vendo a claridade do lado de fora e a janela aberta. O perfume dele ainda era forte no quarto, o que indicava que ele havia saído a menos de uma hora. Levantei-me, me espreguicei e fiz minha higiene matinal. Arrumei a cama, sentindo o cheiro do perfume dele e sorrindo como uma adolescente boba. Um papel estranho que repousava em minha escrivaninha chamou minha atenção. Em uma letra cursiva pouco caprichada, que reconheci ser a de Derick, li:

"Mio Bene,

Desculpe por não ter esperado você acordar, mas seu irmão acordou e eu realmente não gostaria de ser pego por ele no seu quarto.

Você fica tão linda dormindo que quase não tive forças para deixa-la, tão calma e serena... Tão tentadora.

Espero muito te ver mais tarde. Passe na casa da Emily para podermos dar uma volta.

Até daqui a pouco.

Seu Derick."

Sorri ainda mais com seu bilhete e desci as escadas de dois em dois degraus. Meu estomago roncou com o cheiro de panquecas e ovos que vinha da cozinha. Mamãe e Seth estavam a mesa, comendo e conversando normalmente.

—Bom dia, família! — Exclamei animadamente. Beijando barulhentamente a bochecha de Seth, que fez uma careta tentando me empurrar. Sorri e abracei mamãe rapidamente, pegando um prato e colocando uma generosa quantidade de panquecas e mel. Eles me olharam como se uma segunda cabeça tivesse nascido em meu pescoço.

—O que aconteceu com ela? — Seth perguntou a mamãe.

—Está tudo bem, querida? — Ela inquiriu, fingindo preocupação.

—Tudo ótimo! — Respondi de boca cheia. Comendo rápido, ansiosa para encontra-lo.

—Ei, coma devagar. A comida não vai sair correndo do prato. — Mamãe repreendeu-me, confusa.

—Tenho que ir na casa da Emily hoje, antes da hora de irmos fazer uma visitinha aos Cullens. Derick está um pouco nervoso, vou ficar com ele até a hora de irmos. — Expliquei, terminando de comer e lavando o prato na pia.

Ela sorriu emocionada.

—Você parece feliz, minha filha.

Respirei fundo, luxuriando-me com a sensação de bem estar. Sorri novamente.

—Eu... Me sinto feliz. — Constatei, quase saltitando em direção a saída. -Agora, estou indo. Volto mais tarde.

—Mande um abraço para Emily, querida. — Pediu.

—Essa é uma coisa da qual eu não garanto. — Avisei, fechando a porta.

Enquanto andava, percebi algumas garotas cochichando umas com as outras "achando" que estavam sendo discretas. Escutei alguns "Aquela é a Leah?", "Nossa, ela deveria pentear aquele cabelo!", "Eu não teria saído de casa daquele jeito de modo nenhum!", "Agora entendo porque Sam a trocou.", a qual eu respondia sorrindo ironicamente. Já estava acostumada com aqueles comentários idiotas, mas... Ainda assim, doía ouvir aquilo. As pessoas não entendiam nada, não conheciam as verdades por trás das lendas, não sabiam que vampiros viviam entre nós, nem o porquê de carregarmos o fardo de termos aquela tatuagem, mas falavam do mesmo jeito. Inventavam histórias, agravavam mentiras, e fofocavam. Sorri ainda mais quando vi uma delas apontar. Oh, Deus, elas deviam ter me conhecido anos atrás, quando Derick não havia aparecido e a raiva era maior que o bom senso. Garanto que aquele sorriso de deboche não estaria mais em seus lábios. Com o conforto que a imagem mental me proporcionou, ergui a cabeça e continuei a caminhar calmamente.

A casa de Emily, como sempre, estava barulhenta. Podia ouvir o tom implicante de Paul e a risada suave de Klaus, a gargalhada estrondosa de Joseph e a voz que fazia meu coração se acelerar. Apressei mais o passo. A porta estava aberta, então entrei. Segui as vozes que iam para a cozinha e estanquei em meu lugar quando o vi. Tentei segurar o riso, juro que tentei, mas ele acabou por vencer e borbulhou por minha garganta sem meu consentimento. Afinal, Derick com um avental sujo e o rosto cheio de farinha não era uma coisa que se via todo dia.

—Você também não, Principessa! — Exclamou ele, tentando limpar o rosto com as mãos, apenas sujando-se mais no processo.

—Eu... juro que quero parar... — Soltei entre gargalhadas. -Mas não consigo!

Joseph e Paul me acompanharam no riso, apenas irritando-o mais.

—Ei, Derick, eu acho que a farinha deveria ficar na massa, não? — Klaus provocou, ganhando um rosnado irritado como resposta.

—Eu não tenho culpa se essa coisa simplesmente explodiu na minha mão! — Derick resmungou. -Isso foi um mau pressagio. Acho que devemos encontrar os Cullens em um outro dia. — Sugeriu, os olhos inocentes demais para que alguém pudesse acreditar.

—Não seja covarde, Alfa. — Impliquei, encarando-o com desafio. -Será que o Grande Derick Abbado está com medo de alguns sugadores de sangue?

Joseph e Klaus miraram-me com as expressões surpresas, quase paralisadas. Segurei o sorriso que queria escapulir com o olhar raivoso de Derick.

—Eu não tenho medo deles! — Sibilou entre dentes. Se ele queria me assustar, deveria treinar mais como esconder suas emoções. Seus olhos brilhavam carinho por trás da raiva fingida.

—Pois é o que está parecendo. — Continuei provocando. -Devo avisar ao Jake que temos um covarde entre nós?

Dessa vez ele rosnou baixinho, se aproximando lentamente. O andar tão preciso e meticuloso, que mais parecia que estava me caçando.

—Você não deveria chamar o seu imprinting de covarde, Clearwater. — Censurou, a voz perigosamente calma. -Precisará de uma punição.

Eu devia ter percebido suas intensões e fugido o quanto antes, mas ele foi mais rápido e antes que pudesse desferir alguma ameaça, a farinha já sujava minhas roupas e grudava em meu cabelo. Ele, prevendo meu ataque de fúria, fugiu porta a fora, deixando caído no chão o avental que pendia em sua cintura minutos atrás.

—Derick Alexander Abbado, você é um lobo morto! — Rugi irritada, correndo atrás dele.

Notas finais
Eii pessoas!! Se acharem qualquer erro me avisem, beleza?? Eu sempre reviso o texto antes de posta-lo, mas sempre algum erro passa despercebido. Comentem, favoritem, recomendem, mandem MP's, acompanhem, perguntem! Até mais!! Bjkss *---------------------*