Leah - A Escolhida
4 Capitulo Quatro
Notas iniciais
Leah
Eu estava de volta ajoelhada na areia, porém a caixinha de musica voltará. Ela girou a cordinha e ouviu uma voz com um falhas e repetições:
–Vo-cês estão in- interligados! Pa-para sem-pre. Es-escolhida...esco-lhi-lhida... – apareciam imagens rápidas como um grande livro bem antigo, a caixinha e uma bailarina dançando dentro da mesma. Logo tudo desapareceu e ficou branco, apenas um fundo branco eu não estava lá.
Leah abriu seus olhos pouco a pouco, tudo gira ao seu redor mas então viu um rosto conhecido. Era Axel. Ela se levantou devagar e ele disse:
– Eu sabia que você era dessas que costuma errar! No banheiro masculino novamente... tem que ser burra demais para errar isso de novo. –disse ele irônico.
–Olha aqui... se você não percebeu eu estou passando mal... você é um grosseiro mesmo! Que ridículo... – eu disse extremamente aborrecida. Me levantei devagar e olhei bem no fundo de seus olhos – Sem coração! –gritei ainda meio tonta.
– Obrigada! – Ele sorriu friamente, deu para ver que aquilo o atingiu.
– Olha... desculpa por falar assim... quem sou eu para dizer se você tem ou não coração... – falei meio arrependida.
– Problema seu! Agora, se você pode sair do banheiro masculino eu agradeço , ou então eu vou usar o banheiro na sua frente! – disse ele grosseiramente
– Já estou saindo! ...Grosso... – murmurei já saindo do banheiro.
Saí do banheiro e fui direto para casa, eu não estava para papo agora.
Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto, foi ai que me lembrei que deixei aquela maldita bicicleta na escola e meu maior desejo foi “ Apareça aqui ,bicicleta!”.
Mas algo estranho aconteceu! A bicicleta apareceu no meu quarto! “Como isso aconteceu? Fui eu que a trouxe? Como eu fiz isso? Isso é possível? “ eram as perguntas que circulavam pela minha cabeça.
Levantei-me e encostei na minha bicicleta que estava para em minha frente, era realmente a bicicleta não era ilusão! Será mesmo que isso estava acontecendo ou era um sonho? Comecei a beliscar meu braço para ver se eu acordava mas só fiz com que ele ficasse vermelho.
Então quer dizer que eu estava transportando essa bicicleta o tempo todo? Então ninguém havia apegado?
Peguei o celular para contar para alguém, mas então me dei conta que não tinha para quem contar. E qualquer um que eu contasse acharia que eu estou ficando maluca. Absolutamente maluca.
Narrador
Numa sala completamente branca e tecnológica, Axel e Louise discutiam:
– Axel, você sabe que precisa ajudar a escolhida. Vocês tem uma ligação! –disse Louise calma.
– Não tenho nenhuma! Absolutamente NENHUMA ligação com a escolhida! – disse ele já irritado.
– Axel, eu sei de seus sonhos! – disse ela calmamente.
– Não são sonhos, são pesadelos. E se eu mal lembro deles, como você ira saber de algo?-perguntou ele indignado.
– Chega Axel! Você será o guardião da escolhida! –falou ela já perdendo a paciência.
– Mas antes você tem de me falar quem é a escolhida! – insistiu ele.
– No momento certo você saberá. Você sentirá uma forte conexão com ela quando se tocarem pela primeira vez.
–Eu não tenho escolha... né?
– Não. –disse Louise calmamente e seria. Então o menino desapareceu em um raio vermelho.
Leah
Ainda impressionada com o que acabará de acontecer, fechei meus olhos e imaginei que estivesse na praia, então quando abri meus olhos eu estava na praia.
O que será que estava acontecendo? Mas acho que só teria um jeito de descobrir.
–Pedra nas costas que apareça todas as respostas- disse segurando a risada e fechei os olhos.
Abri meus olhos e estava em um lugar totalmente sem cor, me parecia como um centro tecnológico. Entrei na primeira porta que encontrei e dei de cara com uma mulher, já idosa, elegante com um vestido branco comprido. Ela tinha os mesmos olhos que eu verdes com toques mel e seu cabelo também parecia ser castanho escuro.
– Licença... é...eu só quero saber o que está bem... acontecendo comigo... será que você sabe? – perguntei gaguejando super sem graça.
–Leah? –perguntou a mulher.
– Eu?
– Eu não te esperava tão cedo! São aniversario ainda nem chegou!- disse ela com um sorriso.
– Eh... eu costumo me apressar... –disse sem entender.
– Eu te darei todas as respostas!
–Certo, então para começar! Quem é você? Que lugar é esse? O que tá acontecendo comigo? E por que está acontecendo? –perguntei tudo de uma vez.
–Bem, eu sou Louise, a diretora dessa escola que é de bruxos
– Tipo Harry Potter? – A cortei
– Não é bem para esse lado não, mas pode se dizer que mais ou menos. Continuando... aqui é o IDM que é Instituto Da Magia. Você é uma bruxa , simplificando, e seus tudo isto esta acontecendo com você pois sua mãe pós um feitiço em você para que seus poderes não chegassem cedo e para te proteger do mal!
– Certo... bem resumido! Mas, que mal é esse?- perguntei tentando acreditar
– Na hora certa você saberá.
– Tá certo... mais mistério... que beleza!
– Agora quero te mostrar algumas coisas, me acompanhe por favor .
– Para onde vamos?!
– Você logo verá.
– Que chata. –murmurei.
– O que disse? –perguntou
– Eu disse alguma coisa? N...não.-disse meio gaguejando e ela continuou andando . – Ufa! – disse quando ela já tinha se afastando um pouco.
– Vamos logo senhorita Leah! –disse ela
Narrador
Axel e Dylan estavam na grande mansão de Axel, sentados no sofá .
– Axel, você vai aceitar ser guardião da escolhida? –perguntou Dylan
– Por mim não cara! Vai ser chato para caramba ter que ajudar esse menina!-disse Axel mau humorado
– Pensa no lado bom! Você pode pegar os poderes dela! E se for gata, você pode dar uns pegar nela.
– Cara, dar uns pegas na escolhida é sentença de morte! Mas roubar os poderes dela não é tão ruim assim! Na verdade é uma ótima ideia! –disse Axel com um ar maligno
– Além disso, imagina o que poderíamos fazer com A Escolhida! – sorriu Dylan maliciosamente.
Leah
– Entendeu tudo Leah?- perguntou Louise.
– Entendi... mas eu posso contar pelo menos para meu pai? – perguntei esperançosa
– Leah, se você contar a ele tem que assumir o risco de coloca-lo em perigo.
– O.k., mas você pode me chamar de Lê se preferir ou então Leah mesmo tá otimo...
– Prefiro Leah ou Lennah talvez. –disse Louise seria
– Lennah não! Pelo senhor das bruxas ai que eu não sei qual é! – falei desesperada. Ninguém jamais me chamava de Lennah! Eu sinceramente odeio!
– Está bem, Leah. –disse ela calmamente. –Agora acho melhor que você volte para casa agora. Mas antes não esqueça! Quero que você comece a visitar essa escola a partir de amanhã.
– Olha aqui, senhora Elouise ou Louise! Eu acabei de entrar na minha escola nova e tudo mais! Você tem que me dar um tempo para pensar também! Eu não sei se quero ser essa tal de A Escolhida. Que tem o poder roxo. Que é a mais poderosa. Talvez eu só queira ser a Leah humana...
– Você sabe que a Leah humana nunca existiu, não é mesmo?-perguntou ela.
– Olha... eu não vou estudar nessa escola senhora bruxa! Eu vou continuar minha vida de onde parei.- disse já decidida.
– Está bem Leah, não posso obriga-la. Mas, espero que mude de ideia.
– Não tenha esperança. Não mudarei. – disse e falei – Luzes empoeiradas e água do mar quero ir para outro lugar .
Apareci num banheiro, agora que banheiro seria aquele? Olha eu realmente estava ficando boa nisso de feitiços. Então a porta do banheiro se abriu.
–Ah não! Você de novo? Você ainda não aprendeu que a porta direita é do masculino! – disse Axel estressado.
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