League of Legends: As Crônicas de Valoran
39 Capítulo 38: Ashe
Notas iniciais
Capítulo 38:
Ashe Frozenheart – Rakelstake – Vila dos Praeglacius
Ashe, Thaynam, Nunu, Willump e Braum desceram escadas do castelo até uma passagem secreta que, de acordo com Nunu, levaria até fora do castelo, numa estrada de neve longe da vista dos zumbis. O guarda não nomeado reunira todos os soldados restantes para guardar as entradas do castelo e impedir a entrada dos zumbis, e ajudar a Princesa Lissandra.
– Por aqui! – Nunu os guiava por corredores e grutas do castelo.
Thaynam se perguntou como que ele nunca devesse ter ido até aquela sala escondida onde meditava o corpo congelado de uma garota qualquer, onde encontrou a fonte de água congelada. Talvez o garotinho nunca deva ter se interessado por lá.
Quando jovem eu sempre me deslocava de local em local do castelo por passagens secretas, Nunu dissera.
Braum quase não passou por metade das passagens e escadarias estreitas. Sua massa muscular era extremamente grande e sua porta-escudo mais ainda. Ele demorava mais que os outros, mas sempre os alcançava.
Ashe ainda chorava ao pensar que Tryndamere poderia estar morto ou “zumbificado”. Thaynam dissera que deveria ter algo de errado com o vírus, por bárbaros eram uma das raças imunes aos efeitos da febre. Talvez não seja só gelo, Ashe supôs. Braum completou, dizendo: Gelo Negro. Ele já tivera experiências o suficiente com a Bruxa para saber que aquilo tudo tinha dedo dela.
Os cinco chegaram até os esgotos do castelo, que eram despejados em um lago próximo. Ashe percebeu que nas águas haviam resíduos da água congelante.
– Thaynam – ela o cutucou –, olhe.
Ele analisou o líquido com os olhos, pois se o tocasse já poderia se começar a infectar. Percebeu que o líquido estava escurecido, bem como pensou que estaria.
– Gelo Negro – ele bufou. – Braum está correto: a Bruxa mexeu os pauzinhos para nos deixar nessa situação.
Nunu montou em Willump.
– Aposto que ela está nos observando nesse momento!
Braum olhou para todos os lados.
– Braum acabará com ela, anotem o que digo, hehe.
Ashe grunhiu, cerrou os punhos e limpou as lágrimas.
– Não vamos conseguir muita coisa ficando parados.
Ela encarou o luar, que brilhava insistentemente. As nuvens pareceram ter desaparecido, dando espaço às estrelas que cintilavam no horizonte. Mesmo assim a brisa continuava fria, e Ashe se perguntou como Braum conseguia ficar descamisado num frio daqueles.
Apontou para as montanhas no horizonte.
– Qual delas, Thay?
Ele passou os olhos de montanha em montanha, tentando se lembrar qual era a montanha. Murmurava para si mesmo trechos de livros que lera sobre tais monastérios freljordianos nas montanhas, tentando se lembrar das coordenadas corretas.
Apontou para uma montanha ao nordeste, a mais alta de todas.
– Devemos ir até aquela montanha, chamada A Garganta de Runeterra. A maior... montanha do mundo.
Nunu e Ashe gemeram.
– Por que tinha logo que ser a maior montanha de todas? – Nunu perguntou, entristecido. Não tinha a menor vontade de escalar tudo aquilo, mesmo que fosse encima de Willump.
– Wargh! – gemeu uma espécie de zumbi, vindo na direção deles, saído do outro lado da margem do esgoto.
Ashe não hesitou, sacou o arco e flecha e atirou nele. Porém, quando percebeu que aquele não passava de um simples cidadão de Rakelstake fora-de-si, ela gritou. O zumbi se ergueu, mesmo com uma flecha empalada em seu peito.
– Droga, Ashe – praguejou Thaynam. – A última coisa que podíamos fazer era gritar.
– Me desculpe, mas é que... nunca atirei em uma pessoa...
– Não importa.
Nunu cerrou os olhos, encima de Willump.
– Existem mais vindo. Temos de ir logo.
Uma horda de cidadãos zumbificados apareceu, todos eles com pele pálida e azulada, olhos fundos, partes do corpo cristalizadas em gelo negro e das suas bocas descia um tipo de baba bizarra.
Pensaram que os zumbis viriam devagar, mas de repente uma fúria encrostou-se em todos eles e, além de parecerem mais fortes, começaram a correr com uma velocidade surpreendente.
– Droga! – praguejou Ashe.
Um zumbi “voou” em sua direção, mas saiu com uma flecha entalada na barriga. Thaynam puxou o braço da sobrinha e os quatro começaram a correr. Nunu ordenou que Willump socasse um que quase golpeou Ashe com uma pá, mas ficou exposto e o yeti começou a ser mordido.
– Nunu! – Ashe atirou uma, duas, três flechas, removendo-as muito rapidamente da aljava, sem hesitar nenhuma vez.
Braum atropelou todos que tentavam chegar perto, golpeando-os com a sua porta-escudo gigante. Rodou, lançando alguns para longe. Socou, chutou, esmagou. Deu tempo para que eles pudessem ir.
– Corram! – gritou. – Braum os encontra.
Ashe hesitou, não queria deixa-lo ali, sozinho. Sabia que mesmo ele não era feito de pedra, e que uma hora seria mordido e infectado. Não o deixaria ali, sozinho, sem amparo. Ele os salvou, precisava de ajuda.
– Vamos, Ashe! – ordenou Thaynam. – Vamos! – e puxou-lhe o braço, mas dessa vez ela ficou.
Ela virou o pescoço para ele.
– Não o deixarei sozinho.
Nunu e o yeti começaram a ajudar Braum ao mesmo tempo que Ashe atirava suas flechas. Thaynam, mesmo que não tendo gostado da ideia de ficar, teve que pegar alguma arma caída no chão, uma pá, e começara a atacar os zumbis. Não eram mais aqueles cidadãos, camponeses que viviam ali, antes. Agora era seres mortos-vivos, que os matariam sem pensar duas vezes.
Braum colocou-se na frente de Ashe quando alguns ousaram avançar na rainha. Ela sacou uma flecha, atirou, atirou, atirou, para a esquerda, direita, esquerda novamente, sem cessar. Quando um zumbi chegou perto demais, passando pela guarda de Braum, ela teve que ataca-lo com o arco, que fez um corte na barriga do zumbi. Aparentemente, ele não levou muito dano, mas o corte começou a brilhar de uma forma estranha. O zumbi explodiu em vários pedaços, o que não faz muito sentido.
Thaynam afundou a pá dentro de um zumbi, golpeou outro e mais outro. Nunu e Willump abateram mais cinco, Ashe mais três, Braum mais seis, mas mesmo assim eles não paravam de vir. Thaynam percebeu que eles nunca venceriam. Já estavam cansados demais, logo iriam ceder. Lembrou-se de algo importante. Só use isso quando for extremamente necessário, dissera sua irmã, a antiga rainha, antes de morrer num ataque imprudente. Ela lhe dera uma runa azulada, colocara em sua mão de forma triste, como se aquele fosse o último presente que ela lhe daria, talvez para redimir todas as vezes em que ela lhe fizera mal. De primeira, ele não sabia o que aquilo fazia, nem mesmo agora tinha ideia. Mas agora que a runa brilhava, ele sabia que essa seria a melhor hora para ver o que ela fazia.
Mas antes que ele pudesse tentar utilizá-lo, um vendaval abalou as suas estruturas. Era um vento frio, carregado de magia e poder. Quando uma parede de gelo se formou, separando-os dos zumbis, ele olhou para o céu e viu uma imensa criofênix batendo as asas e formando uma tempestade glacial do outro lado da parede de gelo.
– Corram! – a criofênix ordenou.
Eles não hesitaram e começaram a correr.
A criofênix criou um esquife de gelo que impediu completamente a passagem dos zumbis. Tendo o trabalho feito, ela deu meia volta e planou a poucos metros de Ashe.
– Obrigada, Anivia.
Anivia olhou para ela com um possível sorriso, se é que aves de gelo sorriem.
– Não há de que, minha querida.
– Como soube aonde estávamos, Anivia? – perguntou Nunu; Willump riu para Anivia enquanto corria.
– Senti uma terrível corrupção se formando por aqui. Decidi vir e investigar. Quando cheguei vi que vocês estavam em perigo e então decidi ajudar.
Ashe olhou para atrás, certificando-se de que nenhum outro zumbi iria persegui-los mais. Todos estavam presos no esquife de gelo, mas então, por que ela ainda olhava para trás? Tryndamere estava em algum lugar, talvez tivesse morrido. Não, ela pensou. Tryndamere jamais morreria. O conhecia faziam poucos meses, mas mesmo assim o amava tanto... Em pensar que o odiava no começo de tudo. Agora não o tinha mais por perto.
Decidiu não olhar para trás. Iria conseguir a cura e iria, de alguma forma espalhar para cada um daquele vilarejo e salvar a todos. Lissandra corria perigo a cada momento em que eles demoravam a trazer o antídoto. Eles deveriam ser rápidos, logo o sol nasceria, mais um dia se passaria, e quanto mais cedo eles chegassem na montanha, melhor.
Jamais olhe para trás, dissera a sua mãe uma vez. Se olhar para trás estará perdida.
– Sim – murmurou para si mesma –, eu jamais olharei para trás.
...
Conseguiram manter uma boa distância de Rakelstake andando a pé. Teriam pego cavalos, mas a cavalariça estava longe, jamais chegariam lá sem serem pegos pelos zumbis.
Andavam por uma estrada de pedra, que seguia para a montanha. Poderiam subi-la se chegassem a um ponto no qual Braum sabia o caminho. Dissera ele que era possível subi-la rapidamente, apenas seguindo uma trilha.
Havia um rio que se seguia ao lado esquerdo da trilha, uma ribanceira. Haviam grama ao redor, alguns pinheiros e árvores longas, poros que passavam por ali e encantavam Ashe. Os cinco não falaram muito durante a viagem, somente andaram, andaram e andaram.
Anivia havia ido na frente, voando. Chegaria à montanha mais rápido do que eles.
Ashe observou a lua, que brilhava linda e imponentemente. Embora houvessem muitas nuvens no céu, a lua permanecia ali, sem ser coberta. Infelizmente uma nuvem se encaminhava em direção à ela. Logo começou a nevar, flocos e mais flocos de neve desciam lentamente no chão, mas mesmo assim em poucos minutos a neve cobria o chão.
– Tinha me esquecido de como era atolar o pé na neve – ela comentou. – Por Avarosa, Braum – se virou para o grande homem –, você não sente frio?
O bigodudo sorriu.
– Braum já sentiu frios piores que esse, minha rainha.
Thaynam ia à frente de Ashe, guiando o caminho.
De repente ele parou. Ashe esbarrou nele.
– O que houve...
– Shh! – ele fez.
Ashe franziu a testa.
– Ouviu alguma coisa, Matt? – puderam ouvir uma voz vinda de perto, embora a neve não deixasse ver o que era e nem quem era. Não vinha logo da frente, mas vinha de perto.
– Abaixem-se – Ashe sussurrou.
Se esconderam atrás de um monte de neve, embora fosse difícil esconder Willump e Braum. Tiveram que se juntar.
Ashe concentrou sua visão para poder ver por detrás da neve. Logo pôde avistar uma fortaleza, não, aquilo não era a fortaleza em si, era só o portão dela. O portão era grande e todo feito de pedras, enquanto a ponte era feita de madeira. Haviam soldados fortes guardando as entradas. Em suas armaduras haviam um símbolo, um L feito de ouro, mesmo que as armaduras fossem feitas de ferro. Ashe sentiu o perigo emanar daqueles soldados, e mais ainda daquela fortaleza. Nunca havia a visto em nenhuma de suas jornadas de Freljord, mas lembrou-se de um dia, quando recebeu a notícia da morte de sua mãe. Princesa Ashe, exclamou Thaynam, na época, aconteceu algo terrível. Sua mãe e suas tropas foram atacadas por um exército de homens poderosos. Eles ostentavam um símbolo, um L dourado nas armaduras e tatuado em partes do corpo. Thaynam havia falado muito mais, e Ashe nem se lembrava das palavras com clareza, mas sabia que aqueles foram os assassinos de sua mãe, um exército de homens poderosos...
– Ashe... – Thaynam chamou. – Não podemos passar por lá. Eles a reconhecerão.
Ashe cerrou os punhos.
– Foram eles.
– Foram... o que? – perguntou Nunu.
Thaynam se virou para o garoto e ao yeti.
– Uma vez, a mãe de Ashe, a antiga rainha, foi atacar um acampamento de guerra de Sejuani, ela e suas tropas foram brutalmente assassinados por aqueles homens.
– Aqueles dois? – perguntou Braum.
Thaynam bufou.
– Óbvio que não, Braum. Eles foram mortos por aquela organização, do L dourado. Eles são chamados de A Liga. Eles detêm os maiores conhecimentos sobre Runeterra, além de guardar todo o conhecimento mágico para si mesmos. São chamados de Invocadores os magos e estudiosos da organização. Não se sabe muito deles, mas o que se sabe é que estão em todo o lugar. Não há como escapar.
– Todo o conhecimento do mundo? – perguntou Nunu. – Então eles sabem de tudo?
– Basicamente – Thaynam respondeu enquanto Ashe observava os dois homens. – Não se sabe muito, mas pelo que sei, eles têm uma biblioteca com os maiores conhecimentos, ou seja, livros. Tudo que você quiser saber sobre Runeterra está por lá, ou talvez em outras fortalezas deles.
Nunu olhou para o alto. Podia ver o topo da fortaleza deles, que parecia alcançar as nuvens.
– Como não a vimos antes?
– Eles são magos poderosos – concluiu Ashe, olhando para o alto. – Podem disfarçar a torre e fazer com que somente se revele para quem realmente importa.
– Eles são complicados – disse Nunu.
– Realmente complicados – concordou Thaynam.
Braum coçou a cabeça careca.
– Se passarmos por lá seremos atacados, eu presumo.
– Sim, seremos – disse Thaynam. – Muitas pessoas morrem quando passam por aqui, despercebidas. Na maior parte das vezes, nem avistam o castelo devido ao feitiço, mas quando avistam... – estremeceu. – Devemos tentar...
Ashe não hesitou, sacou duas flechas de sua aljava e atirou as duas ao mesmo tempo. Os guardas caíram no chão, sem fazer muito barulho. Ela acertara em pontos tão críticos que os mataram na hora.
– Nada mal – disse Braum.
...
A escalada da montanha não foi nada fácil. Andaram pela estrada por mais alguns quilômetros, até estarem completamente cansados. Mesmo assim tiveram de continuar, sem descanso. De alguma forma Willump conseguiu dar mais vigor a eles com uma habilidade própria dos yetis.
O ponto certo que Braum havia dito era um caminho de neve que subia a montanha circulando-a. Se eles a seguissem fielmente, chegariam até o topo rapidamente.
A brisa zumbia ao ouvido de Ashe, e mesmo que ela estivesse completamente “encapotada” ainda sentia um pouco de frio. Se perguntava onde estava sua resistência ao gelo freljordiano. Tateou sua orelha, e percebeu que ainda havia cristalização. Talvez a doença tivesse tirado sua resistência. Agora subir tudo aquilo estava cada vez mais difícil.
Andavam em passos lentos, a brisa soprava contra eles, fazendo com que recuassem instintivamente. Por várias vezes Ashe despencou no chão nevado por falta de equilíbrio. Braum, vendo sua dificuldade, colocou-a nas costas. Ele era fortíssimo, pensou Ashe. Podia carrega-la e ainda levar aquela porta-escudo gigante contra a quase-tempestade.
Thaynam conseguia andar livremente pela tempestade. O vento balançava seu cabelo grisalho mas mesmo assim ele em si não caía ou tinha dificuldades. Ashe não entendeu como ele conseguia, já que até Willump e Braum estavam tendo cuidado ao andar. Preferiu por esquecer isso.
– A tempestade... está aumentando... – tentou dizer Braum. – Já... chegamos...?
Thaynam olhou para cima; o vento nem ao menos machucava seus olhos.
– Estamos quase lá!
Andaram por mais alguns minutos, e quando estavam quase caindo, chegaram. Finalmente a subida havia terminado, estavam em território plano. Ashe sentiu a tempestade parar de atingi-la. Ao descer de cima de Braum, percebeu que aquele local, o topo da montanha, estava cercado por pilares de pedras que brilhavam com escritas em azul, escritas em uma língua que ela jamais entenderia.
– A tempestade não pode nos atingir aqui – comentou Thaynam. – Estamos quase acima das nuvens.
Ashe demorou um tempo para se recuperar. Seus ouvidos zumbiam, sua cabeça girava e estava tonta. Braum estava pronto para outra e Nunu tremia de frio.
Ashe encontrou o monastério com os olhos. Era um templo imenso, feito de pedras e Gelo. Havia uma escada que levava até a porta principal, e era para lá que eles iriam.
– Vamos logo, não podemos perder tempo – exclamou Ashe.
Ela foi andando na frente, determinada. Seus aliados vinham atrás.
– Ashe?! – Ashe virou-se para encarar Sejuani, sua maior inimiga. De primeira não entendeu o que diabos ela fazia ali, mas ao ver que ela estava acompanhada de Volibear, Olaf e Bristle, seu javali gigante.
Sejuani grunhiu, furiosa. Sacou seu mangual de Gelo e atacou Ashe, mas Braum interveio, se colocando na frente e empurrando a inimiga.
– Não toque em minha rainha! – Olaf correu até Braum e atacou seu escudo furiosamente com seus dois machados, enquanto que Volibear foi atrás de Nunu e Thaynam, correndo nas quatro patas. Ashe sacou seu arco e atirou no urso, mas ricocheteou em sua armadura. Sejuani tornou a ataca-la, agora de um ângulo diferente, de um jeito que não teria como Braum protege-la. Seu mangual bateu no chão quando ela se esquivou.
Nunu estava longe de Willump, e quando Volibear estava prestes a enfiar as garras no garoto, uma imensa parede de gelo se formou à sua frente. Anivia atacou-o com gelo e bateu as asas, afastando Sejuani e Olaf de perto de Ashe e Braum.
Ouviu-se um rugido de tigre, algo tão alto que fez com que todos parassem de lutar para ver o que era. Havia um homem no topo da escadaria do monastério. O homem era forte, musculoso, cabelos castanhos e barba, todos arrepiados. Tinha uma postura selvagem, embora fosse sereno, de certa forma. Ele usava manoplas de monges e suas mãos estavam enfaixadas com uma espécie de pano que deixavam os socos menos “destrutivos”, ao mesmo tempo que a manopla amplificava o dano. Usava saiote branco e uma calça, sandálias, tudo num estilo oriental ioniano.
– Vocês não podem lutar aqui. Este é um monastério, um lugar de paz! – suas palavras soavam como um rugido de tigre, ao mesmo tempo que eram calmos como de uma tartaruga, fortes como as de um urso, e imponentes como as de uma fênix. – Seja lá o que querem, vão embora.
Ashe se levantou e pôs-se à frente.
– Nós viemos para conseguir a cura para a febre do gelo que vem assolando minha região.
– Mentirosa! – gritou Sejuani. – Você só veio aqui para tentar me matar, mas eu cheguei antes. De toda a forma, estou aqui pela cura, também. Tudo por culpa sua, Ashe, que anda matando meus homens após infectá-los com aquele seu soldado nojento!
– Eu infectar seus soldados? Eu não fazia ideia de que Daryl tinha...
– RAWR! – o monge rugiu. – Se querem mesmo a cura, entrem. Mas vocês deverão esquecer suas desavenças e criar uma trégua, senão ficarão sem a cura dos deuses.
Ashe e Sejuani se entreolharam, furiosas. Infelizmente tiveram que apertar as mãos e seguir juntas a escadaria, juntamente de seus homens. Somente Willump e Bristle ficaram pra fora.
– Qual seria o seu nome, monge? – perguntou Ashe.
– Udyr – ele respondeu.
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