Capítulo 3:

Ashe Frozenheart – 20 anos – Freljord

A cada flecha que dispara de seu arco ancestral encantado com gelo, Ashe prova que é uma arqueira-mestra. Ela escolhe cada alvo cuidadosamente, espera pelo momento certo e o atinge com poder e precisão. É com a mesma visão e foco que ela persegue o objetivo de unificar as tribos de Freljord e moldá-las em uma poderosa nação.

A tempestade passou. O frio já não mais assolava o reino de Freljord... Por enquanto. Era só uma questão de tempo para que o gelo e a neve voltassem, e o reino fosse engolido pela escuridão e pelo frio. Mas todo Freljordiano já sobrevivera à uma década de inverno; poderiam sobreviver à mais um. Porém, eles mal sabia que uma terrível tempestade viria, e transformaria o mundo inteiro em puro gelo.

Mas enquanto isso não acontecia, o verão – antes tão almejado – fazia com que o sol brilhasse, e ele parecia descongelar todo aquele gelo que se havia se mantido fixo ali fazia anos. Talvez décadas.

O castelo havia se livrado de todo aquela neve encrostada, e agora parecia um castelo normal. Freljord parecia um reino normal sem todo aquele gelo e neve. Parecia um lugar feliz e bom de se viver. Finalmente as pessoas podiam vestir suas roupas frescas e menores.

A liderança de Ashe havia levado a tribo dos Avarosianos à um novo nível. Eles conseguiram prosperar, e se tornaram mil vezes maiores do que os da Garra do Inverno, e os Praeglacius. Quando ela chegou da caverna congelada aquele dia, todos reconheceram o arco em suas mãos. Viram que era o lendário arco de Avarosa, feito de Gelo Verdadeiro, que era um tipo de gelo que jamais descongelava, independente da temperatura que se colocava. Logo, todos a respeitaram e seguiram suas normas de paz. Cinco anos se passaram desde então, e Ashe permanece a mesma: sonhadora, poderosa, e, acima de tudo, uma líder incomparável.

Ela acordou numa manhã ensolarada. Alguns pássaros cantavam alegremente, flores coloridas brotavam, e os Avarosianos conversavam, compravam e vendiam coisas, treinavam para futuros embates, e as crianças brincavam e corriam.

Ela se espreguiçou na cama; os cabelos brancos espojados por todo seu travesseiro. A cama dela era bem grande, bonita e confortável. Haviam ornamentos azuis de Gelo Verdadeiro, e inúmeros travesseiros bonitos. Em seu quarto haviam vários símbolos de Avarosa e dos Avarosianos, que era como dois machados azuis cruzados feitos de algum tipo de linhas. E os enormes cobertores de frio faziam com que ela suasse levemente. A última vez que Ashe realmente suou, foi quando fugiu dos assassinos que se opuseram à sua democracia de paz duradoura. Seus olhos azuis demonstravam o quanto ela odiava lembrar daquele dia, que não havia sido nenhum pouco lucrativo, tirando pela parte de ter encontrado o arco de Avarosa. Essa sim foi a parte lucrativa da história.

– Bom dia, milady! – Ashe se assustou com a voz feminina que a acordara de seu devaneio. Era Minna, a sua serviçal. Ela sempre a ajudava a se vestir (por mais que não precisasse), e as vezes preparava banhos quentes com algumas pedras mágicas.

Ashe se espreguiçou e bocejou.

– Bom dia, Minna. – Ela olhou para os lados. Com a luz do sol, o seu quarto ficava muito diferente. Parecia que ela tinha se mudado para Demacia, ou talvez para Piltover. Ela se levantou da cama; a camisola branca parecia leve e fina como linho. Ela coçou o olho, e Minna foi até ela.

– O desjejum já está pronto, e foi servido à alguns da corte real de Avarosa no salão real. – Ashe franziu a testa. – Seu tio também veio.

Ashe revirou os olhos.

– Então devo descer imediatamente, eu presumo. – Minna assentiu, e entregou um vestido azul à Ashe.

– Ela sempre demora tanto? – perguntou um homem de cabelos brancos, que estava junto de todos os conselheiros reais no imenso banquete preparado pelo tio de Ashe, Thaynam Frozenheart.

O banquete estava servido, mas ninguém poderia simplesmente “tocar” na comida até que a rainha estivesse entre eles. Era algo bastante triste para o gordo, Sam Fury, um dos conselheiros reais da zona oeste de Freljord, que adorava comer em banquetes realizados por Thaynam.

– Você sabe como são as mulheres – disse o tio de Ashe, com um sorriso irônico. –, sempre demoram para se arrumar.

Thaynam era icônico conselheiro da irmã, a antiga rainha de Freljord, mãe de Ashe, e descendente de Avarosa. Ele sempre arranjava as melhores batalhas a serem travadas, sempre escolhia os melhores do exército – ele era um general –, e escolheu o melhor marido para a irmã. A única vez que ela não o ouviu, ela foi morta. Portanto, Ashe prefere deixar alguns assuntos nas mãos dele, como por exemplo, o conselho real.

O cara gordo, Sam Fury, parecia enfurecido por ter de esperar para comer.

Thaynam, que por mais que fosse muito sábio, nunca perdia a chance de ser sarcástico e de fazer comentários maldosos e críticos.

– Não consegue esperar por enfiar comida goela à baixo, Sam? – perguntou, se segurando para não rir. – Você deveria trazer comida em seus bolsos... Se é que já não faz.

Ele começou à rir, e só parou por que Ashe o interrompeu:

– Chega de brincadeiras maldosas, tio Thaynam. – Ela descia as escadas da torre onde dormia até o salão, onde encontrou todos os homens do conselho reunidos. Ela vestia um belo vestido azul e branco que ia até os pés. Acima dos peitos havia um tipo de nó no vestido, que se enrolava no pescoço dela. Atrás de seus longos cabelos brancos havia um tipo de trança. Ela andou suavemente até sua cadeira, na extremidade da mesa. Todos observaram, calados, enquanto ela se sentava. Ela se dirigiu à Thaynam: – Ainda não entendo o motivo de tudo isso.

Thaynam se apoiou em um braço na mesa, e fez um sorrisinho sarcástico.

– Minha sobrinha, gostaria que entendesse que... – Ele olhou para Sam, que suava frio enquanto encarava a comida na mesa. – Pelo amor de Avarosa, Sam, vocês todos já podem começar à comer; a Rainha Ashe já está entre nós. – Ele revirou os olhos enquanto os homens devoravam a comida. Ele deve ter se arrependido de ter organizado um café-da-manhã nesse estilo, pensou Ashe. Ele se virou para ela, e continuou: – Onde eu parei? Ah, sim. Eu gostaria que entendesse que o inverno de uma década acabou.

Ashe respondeu, enquanto comia seu frango com delicadeza (sim, eles comem frango no café-da-manhã):

– Eu sei que o inverno acabou. Mas ele voltará em breve, e a nossa situação só irá piorar se Sejuani decidir atacar. – Quando ela disse Sejuani, os homens na mesa deram um sobressalto assustado.

– Nós sabemos disso, querida Rainha Ashe – disse um homem velho, que parecia ter uns 70 anos. – Sejuani vai querer atacar, e a melhor hora para atacar é enquanto o inverno está em recesso. Sem toda aquela neve, guerrear será muito mais fácil.

– Ainda mais agora que ela se aliou aos Ursine! – comentou Sam, o gordo.

Ashe mordeu o lábio inferior. Ela se lembrou da vez em que fora atacada por um Ursine. Ursines são ursos poderosos que usam armadura e que também são bípedes. Eles podem falar, e são tão inteligentes e sábios quanto qualquer humano. O maior problema deles, é que são extremamente violentos e perigosos. Assim como Sejuani, lembrou Ashe.

Thaynam disse:

– Nossa maior preocupação é Sejuani. Os Ursine são só peões no jogo dela. Não podemos nos esquecer de focar a rainha.

– Mas e os Praeglacius? – perguntou o homem velho.

Thaynam riu.

– Não sei se vocês sabem, mas... Bem, cedo ou tarde eu teria que lhes contar. – Ashe franziu a testa, assim como todos do conselho. Thaynam se ergueu e pegou um pedaço de papel em seu bolso. Ele usava um tipo de roupa azul de verão, mas que parecia mais com uma armadura de general. Ele continuou: – Essa manhã eu já tinha em mente fazer um banquete para comemorar as altas coletas de alimentos vindas dos campos devido ao verão que chegou chegando. – Ele sorriu de forma maliciosa e piscou lentamente. – Mas... Essa manhã eu recebi um bilhete vindo de uma coruja albina. Esse bilhete veio de Rakelstake, aquela cidadela que reúne todos os descendentes de Lissandra, os Praeglacius. O bilhete diz que a rainha da tribo, Mauvole, foi encontrada morta em seus aposentos.

Ashe fez uma cara de espanto, e disse:

– Como assim Mauvole foi morta?

– Não sabem muito bem a causa. Só sabem que ela recebeu um enorme corte na garganta por uma adaga de Gelo Verdadeiro, que, infelizmente, não pertence à ninguém da cidade. – Ashe olhou para baixo, desolada. – Mas a filha dela, Lissandra, será coroada amanhã de manhã.

Ashe olhou para ele rapidamente. Ela franziu o cenho, e perguntou:

– O nome da filha dela é Lissandra?

– É – respondeu Thaynam. – Ela abençoou a filha com o nome da fundadora da tribo dos Praeglacius.

Ashe se recostou na cadeira, e assentiu.

– Então Lissandra quer que eu vá em sua coroação amanhã? – perguntou.

Thaynam fez que sim com a cabeça.

– E ela já tem um destinado à casamento. – Ele fez um sorriso malicioso ao terminar de falar.

Ashe fez uma cara feia e balançou as mãos.

– Eu não vou me casar com aquele brutamontes, rei dos bárbaros!

Sam, o gordo, disse:

– Mas Rainha Ashe, e se Sejuani decidir atacar? Precisamos da ajuda dos bárbaros.

Ashe olhou para Sam com apreensão e serenidade. Ela respondeu:

– Meu querido, quero que entenda que a política de Tryndamere é completamente diferente da minha. Eu prego paz, e ele prega a guerra.

Thaynam apoiou os pés na mesa (sim, ele fez isso), e se sentou de maneira desleixada, como um garoto de 17 anos.

– Ashe, minha sobrinha, eu acredito que ele mudaria por você. – Thaynam semicerrou os olhos. – Ele gostou de você. Ele te achou linda, e quer casar contigo.

Ashe se levantou com uma cara feia.

– Acontece, meu querido tio, que ele acredita que pode se casar comigo só por ele querer. É machismo. E aqui, em Freljord, as Rainhas é que reinam.

Thaynam revirou os olhos. Os conselheiros só comiam e observavam.

– Pelo amor de Avarosa, Ashe... Aquele papinho feminista de novo não.

– Não é um papinho feminista, Thaynam, é que... – Ela mexeu a boca, mas as palavras não saíram.

– Você está com medo dele. Medo de perder a virgindade com um bárbaro?

Ashe recuou com uma cara raivosa. Ela pensou em apontar para ele e dizer o contrário, mas hesitou.

Thaynam tirou os pés da mesa, e se pôs de pé. Ele encarou Ashe.

– Fique calma, Ashe... Eu conheço o bárbaro – disse ele. – Sei que ele é um bom homem. É bruto e as vezes... maldoso. Mas ele é bom.

Ashe sorriu, e pareceu reconsiderar a ideia de se casar com o bárbaro do norte.

Thaynam continuou:

– Ele está na porta da cidade te esperando.

– QUÊ?

Ele realmente estava na porta da cidade esperando a Rainha de Freljord.

Ashe foi marchando até a entrada. Ela parecia convicta à dizer um belo não ao rei dos bárbaros, e Thaynam estava lá para impedir. Ele a seguia em passos rápidos e ágeis, mas ela sempre conseguia ser mais rápida.

A cidade dos Avarosianos era bem bonita. Mas ainda agora, que não estava cheia de neve e gelo cobrindo os estabelecimentos. Haviam vários mercados na rua, ferrarias, algumas escolas – Ashe aboliu a escola de guerra que ensinava as crianças à lutarem desde a infância. Elas precisam ter educação antes de aprender a lutarem, dizia –, e algumas crianças (principalmente garotas), aprendiam à utilizarem arco-e-flecha, pois queriam ser tão bons quanto a sua rainha, Ashe. Ela utilizava o arco mágico de Avarosa, aquele que ela encontrou em uma tumba antiga. Ela nem precisava de flechas, pois o arco criava flechas de Gelo Verdadeiro automaticamente.

Perto do portão da cidade, haviam várias flores, alguns cidadãos que pareciam confusos com todo aquele movimento “bárbaro”, e vários poros que saltitavam por aí – poros são pequenas bolinhas de pelo com dois pequenos cifres de carneiro, olhos cintilantes, uma enorme boquinha na qual havia uma enorme língua, quatro patinhas, e uma curiosidade infinita. Eles eram os mascotes favoritos de todas as crianças por serem fofos. A própria Ashe tinha um poro.

No portão da cidade haviam alguns bárbaros à cavalo. Haviam três na linha frente, e o do centro devia ser o rei deles. Todos os bárbaros utilizavam saiotes prateados, pequenos escudos de prata que ficavam no braço esquerdo como uma manga de camisa; todos eram bastante musculosos, e utilizavam capacetes com chifres. Haviam alguns diamantes em suas armaduras, e principalmente no capacete.

Ashe parou na frente de todos eles, que a olharam com interesse. O do meio, o rei dos bárbaros, Tryndamere, tinha um enorme cabelo preto que se estendia pelas costas, e barba e bigode. Ele tinha olhos azuis como Ashe, e os olhos de ambos se encontraram quando ela chegou.

– Rainha Ashe – começou Tryndamere. –, a descendente direta de Avarosa. Aquela que...

– Já sei – interrompeu Ashe. – Todas as vezes que você me encontrou, recitou esse “poema”. Se quiser me chamar para sair, pode tentar.

Ele deu uma risada leve.

– Eu já tentei.

O cavalo de Tryndamere relinchou, como se tivesse achado graça.

Thaynam chegou até Ashe, ofegante. Ele não era mais jovem, pensou Ashe. Tryndamere olhou para ele, e franziu o cenho.

– Você contou à ela a minha proposta, caro Thaynam? – perguntou.

Thaynam respirou fundo. Por mais que ele tivesse cabelo e barbas grisalhas, não se podia julgar sua idade pela falta de melanina, já que Ashe e metade do reino tinham cabelos completamente brancos.

– C-Claro. – Ele se apoiou nos joelhos, e depois se colocou em postura ereta. Ele olhou para Ashe. – Ashe Frozenheart, esse é Tryndamere...

– Eu sei quem ele é! – retrucou Ashe. Ela se virou para Tryndamere e para os bárbaros. Ela se inclinou para ver quantos eram, ao todo. Ela conseguiu contar 24 bárbaros à cavalo. Ela franziu a testa ao falar com o rei deles. – Pra que todo esse esquadrão? Vai me raptar, me trancar em uma torre, e me fazer de sua rainha?

Tryndamere riu.

– Quem me dera se fosse tão simples. – Ele fez uma pausa. – Nós, os bárbaros, não somos tão maus. Se fosse para te raptar, eu te trancaria em minha própria suíte, e não em uma torre. É muito clichê.

Os bárbaros ao redor de Tryndamere riram. Ashe se segurou para não rir.

– Seu senso de humor continua o mesmo – ela disse sorrindo. – Eu só quero saber como você irá me conquistar e provar que tem fibra o suficiente para casar comigo.

– Por que você tem que levar isso tanto pro lado romântico? – perguntou o rei bárbaro. – Eu quero te ajudar na batalha contra Sejuani.

O sorriso no rosto de Ashe se apagou.

Tryndamere desceu do cavalo e foi até ela; ela recuou. O homem era maior do que ela esperava. Ele devia ter 1,92m, e seu peitoral era imenso; ele devia ser muito mais forte do que ela esperava. Ela também percebeu que havia uma enorme faixa que atravessa o peito de forma diagonal.

– Fique calma – disse ele, percebendo a hesitação nela. – Quero te mostrar algo. – Ele deu as costas para ela. – Suba no cavalo.

Depois de muita hesitação, Ashe subiu no cavalo.

Ela sempre esperou o pior vindo de bárbaros, visando todas as histórias que sua mãe lhe contara sobre como os bárbaros saqueavam cidades, matavam os homens, estupravam as mulheres, e sequestravam as crianças para servirem à eles. Por isso ela nunca confiava em Tryndamere. Mas a gentileza dele começou à amolecer o coração dela, e enquanto eles cavalgavam – ela segurando-o pelo abdômen, e com a cabeça recostada em suas costas –, ela começou à repensar se ele era mesmo aquele estereótipo de bárbaro bruto e maldoso que sua mãe havia criado em sua cabeça. Ela quase conseguiu esmagar seu sonho, dissera Thaynam uma vez à ela. Ignore tudo o que ela disse sobre os bárbaros... Menos a parte sobre matar os inimigos. Nisso ela não exagerou.

Eles cavalgavam por uma estrada de terra e grama. Haviam vários pinheiros que ficavam lotados de neve no inverno, e vários poros corriam pelo chão. Ashe sorria ao vê-los brincar, pois ela se lembrava quando ganhou o seu primeiro poro... E como sua mãe conseguiu matá-lo. Mas isso não era uma coisa que ela gostava de lembrar.

– Chegamos. – A voz grossa de Tryndamere conseguiu acordar Ashe de seu devaneio com um sobressalto. Os dois desceram do cavalo, e ela limpou uma lágrima. Ele notou, e perguntou: – Algum problema?

Ela balançou a cabeça.

– Não, imagina – respondeu.

Ele deu de ombros, e fez um gesto pedindo para que ele a seguisse.

– Onde estamos? – perguntou Ashe.

– Estamos em um lugar onde meu pai me levava algumas vezes para espionar alguns membros da Garra do Inverno. – Ashe arregalou os olhos e deu uma corrida rápida para alcançar o bárbaro, que andava com o dobro de velocidade e determinação que ela. – Eu sempre vinha aqui na minha infância para vê-los. Eu gostava da fibra deles. Eu até achava os Avarosianos muito frescos.

Ashe semicerrou os olhos quando os dois se entreolharam.

– Mas a situação veio mudando depois que Sejuani alcançou o comando da tribo. Eu não parei de espioná-los. Sempre que venho para essa área, eu fico os observando.

– E daí? – perguntou Ashe.

Ele chegou até a borda de um precipício, que tinha uma visão perfeita de toda a tribo de Sejuani.

– E daí que Sejuani anda fazendo alianças com Berserkers, Ursines, e pelo que alguns espiões meus andam dizendo, ela está cada vez mais determinada à se tornar a governante de Freljord.

Ashe conseguia ver toda a tribo da Garra do Inverno, e podia até ver Sejuani, com seu capacete cinzento com um cifre de Gelo Verdadeiro, e o outro cortado. Ela utilizava uma armadura de batalha feita de Gelo, e ao seu lado estava seu enorme “porco”, Bristle, que tinha uma bizarra cara enrugada, e duas presas gigantes. Várias pessoas da tribo – as que não eram guerreiros – pareciam estar morrendo de fome.

– Meu deus, ela os deixa morrer de fome! – Ashe pôs as mãos na boca, e pareceu abismada com tudo aquilo. Ela sabia que Sejuani pregava a sobrevivência dos mais fortes, mas aquilo era demais. – Precisamos fazer alguma coisa.

Tryndamere olhou para Ashe com repreensão.

– Por favor, evite interações com Sejuani. Ela pode interpretar de forma errada. Você a conhece melhor que eu, pois você são primas de segundo ou terceiro grau.

Ashe foi andando até o cavalo, e se virou para o bárbaro.

– Eu sei. – Ela tentou montar no cavalo, mas ele era grande demais para ela. Tryndamere revirou os olhos. Ashe disse: – Poderia dar uma ajudinha aqui?