Notas iniciais
Neste capitulo, Thalia e os outros ainda tentam resgatar Stephen de uma prisão onde seu pai o colou, com isso, Stephen vai ter uma pequena surpresa deixando ele, Thalia e os outros com um terrível sentimento de medo.

Estava me sentindo de tal modo protegida nos braços de Jackie, sentia que até poderia acabar o mundo bem ali, onde nós estávamos.

Antes eu olhava para Jackie e conseguia ver meu futuro com ele, nós dois juntos, velhinhos, com nossos netos correndo pela casa, e nossas mãos tão grudadas juntas, sentados num banquinho olhando o horizonte, o céu cheio de nuvens e totalmente azul, seria uma bela maneira de ser feliz para sempre. Mais nem tudo que achamos ser o melhor para nós, sempre são as melhores decisões, às vezes nós escolhemos pessoas só para ter ao nosso lado, nas horas difíceis, nos momentos mais sombrios, só para ter alguém para conversar, alguém diferente. Não só para amar, mais sim só para fazer nós felizes. Achamos que aquele garoto diferente um dia poderá gostar da gente, olhar no fundo dos nossos olhos e dizer: “Eu te amo. E sempre vou amar”. Mais nunca é assim, meu coração é idiota ao certo ponto, de olhar pra Jackie e não conseguir mais enxergar tudo isso, sou apenas uma menina que tem dois meninos, que estão ao meu lado e dizendo que gostam de mim, mais eu logo vou escolher justo o mais estranho, e o mais misterioso.

Eu sabia que eu e Stephen tínhamos uma ligação estranhamente diferente dos outros, nós dois parecemos do mesmo mundo, queremos as mesmas coisas, temos os mesmo desejos, somos parecidos, e isso me frustra. Queria estar com ele agora, abraçá-lo, olhar nos olhos esverdeados e dizer o quanto ele esta fazendo falta pra mim e na minha vida, o quando ele está me fazendo sofrer, nesses últimos dias. Enfim, percebi de tal modo que Stephen será o primeiro e único homem, que estará ao meu lado, em todos os momentos que virá.

– Thalia... Vamos... Precisamos achar ele! Bea me mandou uma mensagem e parece que ela encontrou uma porta que dá ao sótão... – me afastei de Jackie desespera mente, mas Jackie estava me segurando nos ombros.

– Tudo bem... Vamos! – olhei para ele que já estava andando em direção ao sótão.

Passamos pela multidão sonolenta, até chegar ao outro lado da área de treinamento, que quase nem tinha tantos aparelhos, tatames que os outros utilizavam. Jackie abriu uma porta de metal que ficava bem no final da sala de treinamento, excluía de tudo e de todos. Jackie abriu a porta de metal e seguiu pela escuridão. Olhei para trás antes de seguir Jackie, e vi as pessoas que continuavam adormecidas andando iguais zumbis pela área, senti algo estranho, como se estivesse sendo perseguida, sendo monitora. Não podia ter tantas pessoas sonâmbulas em apenas um lugar, elas andavam em círculos e mexiam os dedos das mãos freneticamente e bochechando algo muito rápido, olhava para cada uma das pessoas e percebi em uma delas um olhar branco, sem pupilas, apenas um braço vazio.

– Thalia, o que você está fazendo? Vamos! – Jackie me puxou no braço e eu virei para ele incrédula.

– Veja Jackie... As pessoas não estão sonâmbulas, elas estão enfeitiçadas. Olhe. – apontei o dedo para um das pessoas e ouvi a respiração de Jackie ficar mais grave.

– Não pode ser... Não chegou a hora ainda... – Jackie passou por mim desesperado.

– Do que você está falando? Jackie... Volta aqui. – corri de encontro a Jackie gritando.

Jackie correu toda a área de treinamento quando parou diante de um homem de cabelos pretos, usando roupas de exercito, com os olhos brancos vazios.

– Jackie... O que você está fazendo? – olhei para ele incrédula.

– É meu pai... Thalia... Meu pai também está enfeitiçado. E agora? – ele colocou as mãos sobre a cabeça do homem, que estava olhando fixamente nos olhos de Jackie, isso era aterrorizante, pois o homem de tal modo conseguia enxergar.

– Jackie... Meu filho... Eles estão vindo! Chegou a sua hora! – o homem pegou nos braços de Jackie, que falava com dificuldade.

– Quem está vindo pai? Quem são eles? – Jackie pegou de volta nos braços de seu pai, com os olhos dilatados de medo.

– Os demônios... – pai de Jackie virou sua cabeça para baixo e adormeceu.

Jackie começou a entrar em crise, gritava o nome de seu pai, sacudia o tão forte que me fez ter enjoou e muita dor de cabeça, mais infelizmente nenhum sinal de respostas. Uma onda de tristeza passou por mim, acabei me lembrando dos meus pais sendo mortos diante dos meus olhos.

– Jackie temos que ir... Ele vai ficar bem... – peguei no ombro de Jackie o puxando, mais ele estava enrijecido no chão.

– Não... Eu não vou, e ele não vai ficar bem... Alguém tem que ficar aqui Thalia, para impedir os demônios que matem toda essa gente. – Jackie estava com a cabeça abaixada, com as mãos rígidas nos braços de seu pai.

– Mas Jackie... Se você ficar aqui sozinho, ai que vão te matar! – falei assustada

– Então vá lá ao sótão, chame a Bea para ficar comigo... Vá Thalia... – ele olhou pra mim assustado, e com os olhos cheios de lagrimas.

Afastei-me de Jackie, comecei a correr tão rápido, que meu coração começou a acelerar, cheguei à porta de metal, e abri me deparei vendo aquela escuridão sobre meus olhos de tal forma que meu corpo começou a estremecer empurrei a porta através de mim para tentar fechá-la. Podia sentir um vento gelado batendo em minhas costas, meu rosto estava ficando geladíssimas, minhas mãos tremendo rapidamente, as coloquei na parede para ter equilíbrio e saber exatamente a onde eu estava, passei meu pé sobre o chão cuidadosamente para que não caísse, e senti que estava numa escadaria, e então desci as escadas com cuidado, até que finalmente cheguei a uma sala ampla que tinha vários castiçais pendurados sobre as paredes. Um odor bateu sobre minhas narinas, me deparei com um corredor imenso, que tinha varias selas com vários animais presos sobre elas, eles me olhavam assustados, como se soubesse o que iria acontecer daqui alguns minutos ou horas. Olhei mais claramente e lá estava Bea Trich, sentada num banquinho com as mãos sobre a cabeça olhando pro chão. Então me aproximei dela.

– Ei...

– Oi, cadê Jackie? – ela olhava pra mim ao redor de mim assustada.

– Ele teve que ficar lá em cima. As pessoas estão começando a ficarem estranhas... – olhei para ela, que estava com os olhos molhados em desespero.

– Ah... O Stephen não está em nenhuma dessas celas... Suponho que esteja atrás daquela porta – ela apontou para uma porta no final do corredor, que praticamente me despertava um pouco de curiosidade.

– Então se você sabe que talvez ele esteja lá, por que não abriu? – falei incrédula

– Porque está cheias de fechaduras! É impossível abrir. – ela olhou para mim e fez uma careta.

– Olha... Jackie precisa de você... Ele está te chamando lá em cima.

– E porque você não me disse antes, quando te perguntei onde estava Jackie? – Bea olhou com um olhar de decepção e se levantou rapidamente.

– Porque eu queria saber do Stephen primeiro... – falei de volta, mais Bea já tinha sumido pela escuridão.

Bateu uma onda de medo em meu peito, por estava sozinha com aqueles animais me olhando fixamente nos olhos. Fui até a porta que provavelmente onde o Stephen estaria, olhei ao redor da sala, para ver se tinha alguma coisa que pudesse abrir aquela joça de porta inútil, mais não tinha nada, apenas palhas. Sentei-me em um banco perto da porta, e me inclinei para frente olhando para minhas mãos frias, então, senti algo queimando em meu peito, que estava me fazendo sentir zonzeira e muito enjoou. Olhei para peito que refletia uma luz radiante como a luz do sol, então percebi que ainda estava usando aquele colar que achei de baixo da cama dos meus pais, o tirei de minha garganta com força coloquei-o em minhas mãos, para que eu possa visualizar o objeto com cuidado.

– Como é que... Ninguém me viu usando você? – olhei para o objeto que estava brilhando intensamente.

Ouvi gritos intensos sobre mim, gritos de pavor, gritos de socorro, meu coração começou a pular em alta freqüência, olhei para o objeto, que estava piscando e falando algo em um língua totalmente desconhecida, o joguei no banco ao meu lado e olhei para porta com as fechaduras enormes a prendendo.

– Vamos lá... Thalia... Você consegue... Abra essa porta... Vamos – me martelava falando sozinha.

Quando ouço um barulho que vem de trás da porta, minhas mãos enrijeceram de medo, um pavor passou pelos meus olhos, tinha algo lá dentro, uma criatura que não era o Stephen. Mais podia sentir passos pesados atrás da porta. Não sabia ao certo porque eu conseguia ouvir vozes atrás da porta, com uma parede que talvez seja enrijecida e impossível de emitir som, mas com isso, passei meu corpo para o lado da porta, para tentar escutar mais claramente.

– Ora, ora, ora... O que temos aqui? – era uma voz de uma mulher, com uma voz doce.

– Quem é você? – senti meu coração pular ao ouvir uma voz de um menino assustado. Era Stephen.

– Pelo visto, o senhor fez alguma coisinha errada para estar preso nesse mausoléu? – a mulher tinha sarcasmo em sua voz doce.

– Não te interessa... Saia daqui. – Stephen estava gritando.

– Calma rapaz, eu só quero te ajudar... Eu sei que você é sozinho, eu sei que ninguém vai ajudar você... – tinha algo na voz daquela mulher que me deixava cada vez mais frustrada.

– Sim, irá ter alguém que me ajude... Eu não preciso da sua ajuda! – Stephen estava com tal voz de desespero.

– Tem alguém aqui agora? Ops... Eu acho que não! –a mulher ainda continuava com um tom de sarcasmo. Eu esperava que Stephen pudesse falar algo, mais ele não falou nada.

– Era o que eu esperava. Querido, Stephen... Ninguém irá ajudar você, a mulher que você ama, não ama você, ela ama outro, e você sabe muito bem que é essa pessoa, não sabe Stephen?

– Cala essa sua boca, vadia! – Stephen estava gritando.

– Não gostou de ouvir a verdade? Thalia Chase não gosta de você Stephen, ela não te ama... – ela ainda estava falando como se fosse uma leoa prestes a devorar sua presa.

Meu coração saltitou rapidamente, que me fez sentir uma queimação em meus olhos, meus olhos ardiam fogo, passei minhas mãos sobre meus olhos para tentar aliviar a dor, mais nada era útil, a dor aumentava cada vez mais. Olhei para o colar que ainda estava brilhando, e agora estava em chamuscando em chamas, o peguei com força em minhas mãos.

– Você falou que se eu usar você... Eu teria todos os seus poderes... Eu o quero... Eu quero seus poderes! – o fechei em punhos tentando sentir algo paranormal, naquilo tudo, fechei meus olhos logo em seguida. Então comecei a sentir uma queimação sobre meu corpo, e uma força me tomou.

Cheguei perto da porta e a encarei severamente como se fosse um arco inimigo tentando me matar, enfim, peguei as fechaduras gigantes sobre a porta e a puxei com tanta força que se explodiram em vários pedaços, tirei as correntes e abri a porta com muita força. Deparei-me olhando pro Stephen deitado no chão com a faca enfiada em seu peito, e a mulher o olhando fixamente. A mulher tinha cabelos escuros e olhos grandes vermelhos como demônio, usava uma túnica preta e os pés descalços. Ela olhou para mim esboçando um sorriso e se afastou de Stephen, o deixando golfar sangue.

– Sua vadia... Vagabunda! – passei pela porta, e voei no pescoço da mulher, que gritava enloquecidamente. – Eu vou te matar... Sua piranha!

– Pode me matar, pois eu já matei o seu namoradinho... – ela o olhou para Stephen, e esboçou um sorriso.

– Não olhe pra ele... Olha pra mim, porque eu vou ser a ultima pessoa que você irá ver na face da terra, eu vou acabar com a sua vida... Nem sei ao certo se vocês chamam isso de vida... – olhei para ela, que estava me olhando incrédula.

– Seus olhos... – ela estava com os olhos dilatados.

– O que tem meus olhos? – passei minha mão sobre a cintura da mulher que tinha uma adaga, o peguei e coloquei sobre sua garganta. – O que vocês estão fazendo aqui? Não era pra ser hoje...

– Nós viemos atrás de alguém que nós pertence... E eu acredito que já encontrei essa pessoa. – olhei para Stephen que estava com suas duas mãos sobre sua camiseta ensangüentada.

– Não é dele que estou falando... – ela girou meu corpo pra parede com rapidez, deixando que minhas costas baterem com tanta força que senti falta de ar, não sabia o quanto aquela mulher era tão forte, mais eu sentia que eu era mais forte ainda.

Puxei-a pela túnica com agilidade que fez a roupa dela rasgar, ela cambaleou para frente batendo seu rosto no chão, ela se virou olhando com os olhos desesperados, eu comecei a me aproximando dela com cautela, como uma raposa, lenta, prestes a devorar seu alimento, peguei a adaga que estava no chão, segurei a com firmeza, e me ajoelhei perto da mulher que estava me olhando ferozmente, puxei ela pelo pé com força que fez bater com a cabeça no chão, chegando até mim, olhando nos meus olhos com desespero. Ajoelhei-me olhando perfeitamente nos olhos vermelhos da criatura.

– Eu te disse que eu iria te matar... E que eu seria a ultima pessoa que você iria ver em toda sua vida... Vadia! – peguei a adaga co fervor e cravei no peito da mulher que fez gemer de dor e golfar sangue preto.

A mulher fechou os olhos e virou cinzas, como um demônio quando é destruído. Encarei o chão vazio onde a criatura deveria estar, mais uma onda de dor passou por mim tão forte que quase cambaleei pra trás, me virei para ver Stephen que estava pálido, como papel, ele me olhava assustado, tentando dizer alguma coisa, mais não conseguia, o peguei pelo braço, fiz ele se levantar, colocando seu braço atrás da minha nuca, com dificuldade estávamos andando, mais o que importava era tirar ele daquele lugar e levar para o hospital.

Atravessamos o corredor com os animais que estavam todos deitados, passamos com pelo corredor gigantesco que dava a escadaria, uma escuridão inundou nossos olhos, podia sentir Stephen tropeçando em vários degraus da escada, mas continuava a segura-lo com firmeza para ele não cair, ele começou a gemer de dor, e gritar, pois estava perdendo bastante sangue, eu comecei a acalmá-lo até chegarmos à porta de entrada e abri desespera.

Tinha varias pessoas caídas no chão, ensangüentadas, mortas na área de treinamento, meus olhos dilataram, pois eu achei que só teria aquela mulher demônio no Monte, mais não, teve mais demônios à procura de alguém. Minha mão foi à cabeça, sem entender o que houve, estava tentando encontrar Jackie e Bea, mais não conseguia vê-los.

– Tha... – Stephen cambaleou pro chão, com as mãos tremendo e suando frio.

– Não... Não, não! Stephen olha pra mim. Ei... Não me deixa, olha pra mim Stephen... – estava ajoelhava ao lado dele, batendo desesperadamente em seu rosto, mais Stephen não correspondia. Comecei a gritar em desespero, minha voz começou a ficar mais grave e supostamente aterrorizante. Uma dor bateu na ponta do meu estomago, estava me sentindo mal, vendo Stephen pálido, suando e com os olhos fechados, não podia perder mais ninguém, eu não posso perder mais ninguém.

– Alguém, me ajuda! Eu preciso de ajuda... Jackie, Bea, alguém! Por favor... Alguém? – comecei a gritar pela área de treinamento, mais não ouvia ninguém, olhei de volta pro Stephen. – Por favor, Stephen, agüenta mais um pouco, por favor... Não me deixa... Eu preciso de você... Vamos cara!

Encostei minha cabeça sobre o peito de Stephen, eu podia ouvir o coração dele batendo, mais com muita pouca freqüência. Lagrimas escorria pelos meus olhos, eu batia no peito dele para que ele acordasse, chamando ele de volta, quando ouço um sussurro.

– Thalia... – Stephen estava com os olhos entre abertos, e esboçando um pequeno sorriso.

– Você não teria coragem de me deixar né? – falei um tom de desespero.

– Thalia... Eu preciso saber, seja sincera comigo... Eu sei que eu falei que você iria se apaixonar por mim, porque somos parecidos não é? Mais eu quero saber de você... Diga-me... Você me ama?– ele pegou em minha mão e olhou pra mim.

– Stephen, sua tese acabou dando certo... É claro que me apaixonei por você, seu bobo! Não liga pra aquela megera, não liga... Eu fiquei encantada pelo Jackie, eu gostei dele. Mais você, eu sinto que eu posso ter tudo, se estivemos juntos. Somos-nos feitos para ficar junto Stephen, eu quero a mesma coisa que você, eu quero ser igual a você... E juntos vamos conseguir isso, basta você ficar acordado... Eu vou te dar tudo Stephen... Tudo! – lagrimas escorria pelo meu rosto, mais eu só podia olhar para ele e ver os grandes e olhos esverdeados olhando para mim.

– Eu não... Quero mais nada Thalia... Eu só quero uma coisa... Que é você! – ele esboçou um sorriso e eu voei em cima dele como um águia tentando atacar sua presa, o beijando.

Notas finais
Espero que continuem lendo minha fanfic... E com certeza espero que estejam gostando e cada vez mais ansiosos pelos próximos capítulos!! Qualquer coisa estamos juntos... Mandem suas perguntas nos comentários e falam o que estão achando da minha historia...