Notas iniciais
Nesse capítulo, você poderá ver uma nova amizade entre Thalia e Stephen ou até um grande amor a se formar, Jackie não era gostar nada dessa aproximação. Já Stephen, um menino que irá mexer com o psicológico da nossa Thalia, mais que será de autoajuda pra ela.

Stephen tinha cabelos platinado, um tanto arrepiado para o alto que o deixava charmoso, não conseguia parar de olhar para aqueles olhos, eu o olhava e ele me olhava de volta, parecia que tínhamos uma ligação, talvez tivéssemos, ou então era só coisa da minha cabeça.

– Pelo visto você já a conhece, não é Stephen? – Jackie me olhava severamente.

– Sim, eu ouvi varias vezes o nome dela no Monte Gayd. Mais não esperava que ela fosse tão bonita desse jeito. – o olhei com desconfiança, ele olhou de volta, e desviei o olhar.

– É... Thalia está ficando bem famosa no Monte... Há, aliás, Thalia este é o Arthur – ele apontou para um menino moreno, de cabelos pretos – Ele é o nosso numero quatro, faz parte do circulo.

– E você Stephen, não faz parte do circulo? – ele cruzou os braços me olhando cada vez mais fundo.

– Não, eu não faço parte do circulo, minha irmã faz... – ele fez uma careta e piscou para mim.

– Irmã? Você disse irmã? Mais que eu saiba os pais de vocês... Não podiam ter mais de um filho... Jackie... – ele estava inclinado sobre a escada e me olhava de volta dando um sorriso.

– Você conhece a irmã dele... É a Bea Trich. E essa historia você também vai saber, mais calma... Relaxa... – Jackie se aproximou de mim colocando sua mão sobre meu rosto. – Vamos embora... Vamos pro Monte Gayd. Cansei de ficar no mundo dos humanos.

Jackie se afastou de mim e caminhou para fora da porta junto com Arthur. Antes de sair, dei uma última olhada em volta de minha casa, senti o cheiro de produto de limpeza que minha mãe passava no chão, tentei guardar aquele cheiro. Olhei para o chão e percebi que, os corpos não estavam mais ali, haviam sumido, só tinha as marcas de sangue sobre o tapete.

– Esperem os corpos de meus pais não estão mais...

– Eu os levei para o Monte Gayd enquanto Jackie estava lá em cima com você... Aliás, vocês demoraram tanto que deu tempo de ir, voltar e ainda fazer um lanchinho – Stephen deu uma risadinha de canto.

– Porque você estava me olhando daquele jeito? Como se eu fosse uma inimiga? – me virei para encará-lo.

– Ora Thalia, quem disse que você é minha inimiga? Eu só sou atraído por meninas duronas... E bem, você me parece bem durona – ele me olhava de cima a baixo até chegar em minha boca, ele foi se aproximando cada vez mais.

Stephen não era nada delicado, mais podia sentir meu coração gelando apertado e implorando para ele se afastar. Meu corpo estava enrijecido no chão, olhando os movimentos dele em minha direção, com olhos fixos em minha boca. Pegou em minha mão, facilmente, a beijou novamente e me olhou fixamente.

– Eu sinto Thalia Chase, que seremos aliados... E juntos seremos imbatíveis... – ele colocou suas mãos em meus lábios e senti um arrepio na espinha.

Por um segundo meu coração bateu mais forte com a aproximação dele, meu corpo ficou duro, paralisado, ele se virou de costas para mim e me olhou de canto.

– Não deixe Jackie saber disso... Eu acho que ele gosta de você. A gente se fala no Monte Gayd, quando chegarmos e eu vou te procurar... – ele se virou, sumindo pela luz do dia.

Olhei para porta, meus olhos arderam com a luz do sol. Percebi que ainda era o dia do meu aniversário. Dei uma última examinada na sala, e peguei meu chaveiro que estava no meio da cômoda da sala. Andei até a porta, e, soltei um suspiro “eu amo vocês”, enfim sai fechando a porta atrás de mim.

A rua estava deserta, me perguntei se meus vizinhos ouviram todo o barulho da noite passada, com certeza ouviram e pensaram que era mais uma “briga de família”. Olhei para Jackie, ele estava inclinado de costas com uma moto preta tinha dois capacetes em sua mão, ele fez um sinal com a cabeça para me aproximar. Stephen ainda me olhava, me sentia um pouco desconfortável com tantos olhares focados em mim, cheguei mais perto e sussurrei em seu ouvido.

– Olha... Se você não quer que Jackie saiba... Porque não para de me olhar com esses olhos lin... Quer dizer... Para de me olhar como quem quisesse me devorar. – me afastei e ergui uma sobrancelha satisfeita com o que disse.

– É impossível parar de te olhar... E quer saber de uma coisa? – ele agarrou minhas mãos – Tanto me importa os sentimentos dele por você, eu não ligo para ele... Mais uma coisa eu sei, você também se sente atraída por mim... – ele continuou segurando minhas mãos.

Joguei meu ombro em cima dele, que fez que ele se desequilibrasse e caísse no chão, passei por ele e agarrei o capacete da mão de Jackie, ele olhava para Stephen com desconfiança.

– Ei, eu sei que Stephen gostou de você... Da para ver na cara dele... Mais cuidado, não deposite muita confiança nele, conheço há mais tempo que você, e sei que ele não é de confiança.

– Então porque considera ele como amigo? E porque deixou vir atrás de mim? Ele é seu amigo Jackie... Você que tem que ficar de olho nele. Mas mesmo assim, obrigado, eu vou ficar de olhos bem abertos. – Jackie subiu na moto e logo em seguida agarrei seus ombros e subi na moto, ao nosso lado Arthur e Stephen estavam em outra moto, os dois olharam para nós e saíram em disparada.

–Esta preparada para conhecer nosso universo? – Jackie me olhou de lado, ligando a moto.

– De hoje em diante não me assusto com mais nada, vamos conhecer tudo... – falei num tom convincente, Jackie balançou a cabeça fazendo um sinal positivo.

Com a moto já ligada, Jackie deu a partida, tirou os pés do chão, e saímos. Nunca pensei que um dia iria andar de moto desse jeito, como se eu estivesse cometido um crime ambiental ou qualquer coisa do tipo. Jackie apontava o dedo para mostrar onde nós estávamos para opinar sobre o que iria achar do lugar, sobre o que eles irão dizer quando me vissem essas coisas.

Jackie parou em frente a um farol, tinha alguma coisa errada, Stephen estava de pé ao lado da moto, e o Arthur estava caído no chão. Jackie parou ao lado de Stephen.

– Que diabos está acontecendo? – Jackie estava assustado.

– É esse menino idiota... Começou a passar mal do nada...

– E você não vai ajudar ele Stephen? – Jackie continuava assustado.

Jackie ficou examinando Arthur caído no chão, enquanto Stephen me olhava com aquele olhar de sempre, e se aproximou.

– Olá querida... Hoje pelo visto, está difícil para chegamos ao Gayd... – ele se encostou à moto de Jackie com os abraços cruzados.

– É hoje está difícil mesmo... Pensei que seria fácil chegar lá, mais pelo visto, estava enganada, acho que vamos ter que levar Arthur para um hospital. – observei Jackie ajoelhado no chão tentando falar com Arthur.

– Eu acho que ele não gosta muito de andar de moto... – Stephen deu um meio sorriso.

– Ei, vocês dois, dá pra vir aqui me ajudar? Precisamos levar ele ao Gayd, rápido. – a voz de Jeckie estava com um tom assustado e com medo.

– O que está acontecendo com ele?

– Não sei, ele está pálido e frio... Precisamos ir logo para Gayd. Eu o levo. – ele olhou para Arthur preocupado.

Jackie pediu a Stephen que o ajudasse a carregar Arthur, e colocá-lo na moto. Jackie subiu primeiro, colocando Arthur em cima do tanque de gasolina e colocou a cabeça em seu ombro, ele ligou a moto com dificuldade e partiu, deixando para trás eu e Stephen em frente ao farol.

– Agora somos só eu e você... – Stephen falou melancólico.

– Agora nada... Vamos logo, que estou preocupada com Arthur... – peguei o capacete e o coloquei.

– Você está tão empolgada assim para ver o Arthur ou porque não consegue ficar longe de Jackie? – ele me olhou fixamente, o que me deixou um pouco envergonhada.

– Ah pare de falar abobrinhas Stephen... Só quero chegar logo... Vamos, ou eu vou ter que ligar essa moto e ir sozinha?

– Calminha, nós temos muito tempo ainda para chegar ao Gayd... – falou enquanto colocava o capacete.

Stephen subiu na moto e ofereceu sua mão direita como apoio para subir na moto, deu a partida e seguiu rumo a Gayd.

Eu não estava me sentindo confortada, sentada na moto junto com Stephen. Minhas mãos estavam presas sobre a jaqueta dele. Ele com certeza sentiu minhas mãos tremendo, pois senti suas mãos quentes sobre as minhas, ele colocou meu braço em volta de sua cintura. Estávamos colados um ao outro, eu podia sentir o cheiro de seu perfume forte masculino, eu olhava para ele sobre o retrovisor da moto, e via como ele olhava para os carros que passava, via quando ele olhava para algumas mulheres de saias saindo de restaurantes finos.

Chegamos a uma rua deserta, havia casas abandonadas pra todos os lados, tinha um terreno baldio do lado de uma casa branca. A casa estava com todas as janelas quebradas, os telhados estavam quebrados também e tinha vários matos ao redor da casa. Um arrepio subiu pela minha espinha o que me fez estremecer nos braços de Stephen. Ele desligou a moto, deixando-a inclinada mais com os pés no chão.

– Seja Bem-Vinda ao Gayd... – Stephen estava com suas mãos sobre as minhas.

– O que? Isso é o Monte Gayd? – estava incrédula com o que via.

– Não seja besta Thalia... É assim que os humanos vêem, nós que somos especiais, temos que chegar até lá e se apresentar.

– Tudo bem... Vai você primeiro... Você mora aqui, é mais fácil, talvez eles nem saibam quem eu sou...

– Tá, tudo bem, com certeza eles sabem quem você é... Mais agora, só precisa de uma pessoa para abrir os portões, relaxa... – Stephen fez um sinal para eu sair da moto.

Eu saltei da moto, e Stephen saiu logo atrás. Ele se aproximou do casebre, tinha um portão enorme de ferro, não parecia muito como que eu imaginava talvez uma casa grande sem fim, com um portão de ouro e varias janelas.

Aproximei-me da casa e ouvi Stephen falando seu nome inteiro e se afastando para ver a casa em um ângulo melhor, ele se juntou a mim.

– Agora você vai ver o verdadeiro Gayd – Podia sentir ele me olhando, podia ver o quão eu estava assustada com aquilo tudo.

Depois de alguns segundos, que para mim pareceu uma eternidade, a casa enfim começou a mudar. Apareceu um brilho gigante ao redor casa, fazendo subir tudo o que eu via, comecei a ver o mesmo portão gigante de ferro, a casa era enorme, podia jurar que conseguia encostar-se ao céu, tinha varias torres, todas estavam com luzes acesas, os castiçais acenderam quando Stephen abriu os portões.

– Venha... – Stephen esticou a mão, para que eu pudesse segura-la.

– Ual, isso realmente é maravilhoso... Stephen que lugar surreal... – estiquei minhas mãos, e elas se encontraram com a de Stephen, senti mais um calafrio subindo pela minha nuca.

Stephen me observou e em seguida observou nossas mãos entrelaçadas, ele abriu um sorriso mostrando seus dentes todos alinhados certinhos, eu não pude deixar de sorrir.

As portas do Monte se abriram, e vi uma sala enorme com uma escada no centro, acho que levava para os quartos, Stephen me puxou pro lado fazendo com que mudássemos de percurso indo para outra sala, ela parecia uma sala de jogos. Havia um tabuleiro de xadrez, uma mesa de sinuca, e uma televisão pendurada em uma parede feita de madeira, nela tinha um X-Box pendurado, ele estava ligado, não conseguia ver nenhuma sujeira, só via os moveis brilhando. Soltei-me das mãos de Stephen e fui até o centro da sala de jogos, tocando em tudo, vendo fotografias nas estantes e reparando em cada detalhe daquela sala.

– Thalia... Isso é só o começo... Agora vamos para o centro de treinamento... Lá sim é surreal... – Ele pegou minha mão novamente e me puxou em direção a um portão de alumínio que ficava no fundo da sala.

Quando o portão se abriu algo me dominou, um brilho acendeu-se em meus olhos, realmente aquele lugar era o melhor lugar que tinha naquela casa. Tinha um espaço muito grande, maior que tudo que eu já vi. Perguntava-me como podia caber tudo aquilo naquela casa. Tinha um tatame no centro onde havia duas meninas lutando, ao lado tinha uma barra de ferro, servia para as pessoas escalarem, havia dois homens utilizando. Mais entre tudo, uma coisa me chamou a atenção, havia espaço no fundo da sala, onde tinha várias pessoas gritando, podia ver naquela multidão duas pessoas lutando com espadas usando uma proteção. Apertei a mão de Stephen tão forte, que ele gemeu de dor.

– Pelo visto você gostou da sala de treinamento? – Stephen me olhou

– Você está vendo aquelas pessoas, lá do fundo? – Ele olhou em volta para ver as pessoas gritando enlouquecida mente.

– Ah então você gostou das espadas? – Ele me olhou de volta.

– O dia que meus pais foram assassi... Assassinados, bom enfim, eu vi minha mãe usando aquele tipo de espada, e por um momento pensei que eu poderia usar também.

– E você deve usar... Guardiões têm suas próprias espadas, cada guardião é bom em uma arma nessa sala. E você pelo visto, deve ser boa na espada... Venha vou te ensinar a usar... – Ele me puxou pela mão e me levou até o final da sala.

Chegamos perto da multidão, todos estavam loucos vendo a guerra. Eram crianças tinham apenas sete ou dez anos de idade, mais sabiam lutar muito bem para idade deles, Stephen soltou um grito e todos pararam encarando-o assustados.

– Ei seus pirralhos, saiam do meu tatame! – ele começou a rir vendo o medo nos olhos daquelas crianças. Eles começaram a gritar e se aproximaram de Stephen o abraçando desesperadamente. – Calma galera! Todos sentados agora. Preciso conversar com vocês.

Stephen passou pelos meninos e ficou no centro do tatame, ele cruzou os braços e sorriu para mim, então olhou para cada menino ali presente.

– Hoje eu trouxe uma menina muito especial para mim, e para vocês lógico... O nome dela é Thalia Chase, e, gostaria que vocês a ajudassem, pois ela vai lutar comigo hoje... – Stephen descruzou os braços esticando eles em minha direção.

Passei pelos meninos que me olhavam assustados, podia ouvir sussurros dizendo “Olha é aquela menina que Stephen falou”, “é ela a nossa numero seis”. Cheguei ao lado de Stephen, ele me olhou de lado e entrelaçou suas mãos nas minhas. Eu podia sentir uma faísca de choque passar toda vez que Stephen encostava suas mãos nas minhas.

Stephen se aproximou, fazendo com que ficássemos cara a cara, e falou olhando para meus olhos.

– Não tenha medo, vou pegar de leve com você – que deu um sorriso e se afastou pegando uma espada. – Pegue a sua qualquer uma só para nós treinarmos um pouco.

– Stephen, eu não sei lutar, não sei nem como pegar nisso... – Stephen caminhou para ficar atrás de mim, colocando suas mãos em minha cintura. Eu podia sentir sua respiração ofegante. Senti as suas mãos frias sobre a minha, ele me ajudou a posicionar a espada de maneira certa e mostrou o jeito de lutar sem que me machuque muito. Ele se afastou e passou por mim.

– Pronto Thalia, você está pronta. Agora você vai se aproximar de mim, e tentar me golpear... – Ele mal terminou a frase e eu voei para cima dele com a espada, ele teve que se proteger rolando pelo chão. Stephen se levantou e olhou para mim.

– Nada mal, para uma pessoa que não sabia nem segurar uma espada – ele me atacou

Stephen deu um giro e avançou para cima de mim com a espada, que me fez desequilibrar no tatame. Ele me pegou pela cintura antes que eu caísse, e me olhou no fundo dos olhos, podia ver um brilho em seus olhos transbordando de felicidade.

– Você disse que cada Guardião tem uma própria arma ao seu favor... – engoli em seco

– Sim Thalia, a minha é a espada... E esses meninos aqui são meus alunos. –ele se virou para as crianças e então olhou novamente para mim.

Nunca pensei que Stephen poderia ser um menino que ajudasse as pessoas, eu olhava para ele e via outro menino, totalmente diferente daquele que encarei em casa na primeira vez que o vi, o brilho em seus olhos estava diferente. Parecia que estando no Monte, Stephen se mostrava outra pessoa.

Ainda estava nos braços de Stephen quando der repente uma voz cortou o vácuo.

– Posso saber o que está acontecendo aqui? – me afastei de Stephen para ver quem era Jackie com os braços cruzados olhando para mim e para Stephen.

Notas finais
Continuem lendo a historia... Está fantástica... Demorei muito pra postar esse capitulo, por motivos de falta de tempo... Mais eu não desisti e espero que voces tenham paciência... E obrigado por estarem lendo.. To muito feliz !!!!