Os ecos dos sinos rompiam o silêncio, por todo aquele maldito labirinto. As portas se abriam, inúmeras delas, incontáveis, algumas grandes, outras nem tanto, mas todas liberavam seres estranhos, altos, brancos. Usando mascaras cada uma comuma espécie de face desenhada, carregando consigo, um sentimento até então arrancado ás forças de Lucian. Acompanhado destes seres, foi iniciada a busca pela saída do terreno maldito. Não levou muito, para que as bifurcações confundissem qualquer um deles, porém, não havia parede ou “rua sem saída” que os segurasse, os estrondos de explosões e destruição tomaram o lugar de forma ensurdecedora. Pareciam minutos, porém, o relógio badalou novamente, sinalizando que já eram sete horas... – Droga, estamos ficando sem tempo... – Indagou Lucian, mais irritado do que já estava. Resolveu dar um fim logo a esta situação infeliz, já deveria tê-lo feito há muito tempo. Um par de asas aparentemente gastas surgiu em suas costas, e ele logo planou por cima do labirinto, guiando as máscaras pelo caminho correto. O tempo se esgotava cada vez mais rapidamente, porém ele não tinha escolha. Ou faria isso, ou ficaria preso pela eternidade naquele inferno...
Os ponteiros do relógio se moviam de forma cada vez mais lenta, a partir do momento em que ele chegou á porta. A mesma tinha aspecto rustico, era alta, e com muitos heliógrafos que até então eram desconhecidos. Repentinamente, um clarão se deu, e a porta se dividiu em dois, abrindo-se diante Lucian e os seres de Máscaras. Passaram-se dois, três, quatro seres, e Lucian era o próximo da “fila”. Andou em direção a porta, porém uma barreira não permitia sua passagem, parecia que algo ainda estava incompleto. Esperou os outros seres passarem as pressas na sua frente, restando apenas ele. Tentou novamente atravessado, porém a barreira persistiu. Tomou impulso com o planar das asas, e deu uma investida na porta, não quebrando a barreira, mas atravessando uma parte de seu corpo a mesma, ficando ali, dividido em dois. A barreira se recuperava cada vez mais, e espremia o corpo de Lucian, aos poucos, o feria.
Droga! –Pensou – Estarei fadado a morrer, buscando pela liberdade? Morrerei aqui, desta forma simplória?
Balançou a cabeça com força, tentando se libertar do desespero que o consumia, e voltando a realidade, onde seu corpo acabara de ser dividido em dois.
Se encontrava com apenas metade do corpo, suas pernas haviam ficado para trás... Os seres logo se uniram em um circulo, em volta de Lucian, sussurravam palavras estranhas, ou era Lucian, que devido a dor, não conseguia interpretar o que eles diziam? Cada uma das máscaras se desfazia, e se unia ao corpo dele, deixando marcas de seus próprios símbolos. Perdeu a consciência lentamente, esperando apenas que a morte o buscasse.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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