Le Excursão
7 Capítulo 6 - Vivendo ou fugindo da realidade?
Notas iniciais
Logo todos escutaram um grito, provavelmente vindo do subsolo. Olhei L que saiu arrastando Raito.
– Watari. Escutamos algo vindo do subsolo. Verifique por favor. – e desligou.
Começamos então a descer as escadas. Por que não pegar o elevador mesmo? Por que tínhamos que resolver tudo mesmo?
Capitulo 06– Vivendo ou fugindo da realidade?
Matt POV
Finalmente chegamos ao local de onde vinha o grito, e o que vimos uma cena um tanto incomum, se bem que depois de alguns dias com esses quatro nada mais era incomum.
A Faxineira estava sendo feita como refém por um cara grande e alto com uma mascara e uma serra elétrica – que estava desligada – acho que já vi essa roupa em algum lugar...
– Jason? – Raito perguntou – Mas que porra é essa?
– O que é Jason? – Como a Misa conseguia ser tão burra?
Então o homem vestido de Jason falou algo no ouvido da mulher e deu um facão para ela – de onde ele tirou isso? – e a empurrou para direção de L e Near que estavam parados juntos no quanto da sala com cara de tédio. Como eles têm tédio numa hora dessas?
Foi tudo muito rápido, mas tenho quase certeza que eu a vi fazer um corte em Near e dar uma facada no braço de L e em seguida Mello praticamente pulou na mulher e começou a soca-la até que a pobre coitada da faxineira desmaiou. Que má sorte a dessa mulher, Mello não era de bater em mulheres, mas ele mataria qualquer um que encostasse em L ou em Near...
– Fiquem quietos! – Gritou o invasor e ligou a serra elétrica.
– Fica quieto você, porra! – Mello gritou e tirou uma arma de baixo do casaco e atirou no pé do “Jason”, em seguida voltou a bater no corpo da mulher desmaiada, acho que a essa altura já estava morta.
– Mello, sai de cima da faxineira – L falou calmo como se nada demais estive acontecendo.
– Vocês irão todos morrer! – Então o homem partiu para cima de nós, parece que o tiro que Mello deu não fez muito efeito.
– Misa não quer que ninguém machuque Raito – Gritou à loira e pegou algo em sua bolsa, mas não pude ver o que era, porque comecei a correr e vi que todos estavam correndo logo trás de mim.
– Pare de rir – Falou Raito olhando para o nada a sua frente enquanto ria também, será que ele está ficando louco?
– NÃO ADIANTA FUGIR – Gritou o maluco com a serra elétrica e depois começou a rir diabolicamente... Ele lembrava muito os demônios de desenhos animados.
Mello então — por falar no diabo– sacou novamente a arma dele de dentro daquele imenso casaco felpudo e sorriu atirando na perna do Jason. Pobre Jason. Não sabe com quem foi se meter.
O “Jason” gritou de dor e Mello aproveitou para partir pra cima dele ignorando a serra elétrica ligada. Deu alguns socos, mas logo percebeu que não funcionava, então apontou a arma de novo para o homem e atirou em sua outra perna, o coitado gritava de dor e Mello não parava de atirar. Olhei para L e o vi sem expressão, Misa sorria, Raito ria, Near enrolava um cacho de cabelo e eu apenas me divertia com a cena.
– Mello, melhor você parar – Finalmente Ryuuzaki falou alguma coisa – A faxineira está assustada demais para limpar o chão depois...
– Certo... – O loiro guardou a arma de novo em seu casaco – O que vamos fazer com ele? – Apontou para o corpo no chão.
– Devemos chamar a policia – Disse o Kira e pegou o seu celular do bolso discando algum número – Alô pai? Você pode descer aqui no andar abaixo do que você está e trazer alguns agentes? Certo – e desligou.
Como podemos passar por tudo isso em um prédio cheio de policias?! Isso deve ser o azar de todos nós se unidos.
Mello POV
Como pode? Aquele... Filho da puta. Eu não podia perdoar nem mesmo a faxineira! Ela obedeceu àquela praga! Porra, era só não fazer o que ele mandava e ficar atrás da gente! Que mulher burra!
E eu tinha que fazer alguma coisa. Sempre carrego minha arma mesmo. Afinal, Near não iria fazer porra nenhuma. Acho que a única coisa que ele iria fazer era matar o “Jason” de tédio. Matt iria fazer o que? Nem para jogar o PSP na cabeça do infeliz ele prestaria. L e o Yagami pareceram que nem iriam se mexer. Beyond, apesar de ter acabado de sair da prisão, estava com a mesma cara que o Near. E todos sabem que a loira burra... Misa? Não ai fazer PORRA nenhuma. O que diabos esse povo tem de errado?
Yagami acabou de ligar para o Yagami coroa vir buscar o defunto. Mentira, eu não tinha matado ele. Talvez... Ele só fique internado em coma durante um ano? Ok, dois talvez.
E é nessas horas que vejo o QUANTO a policia japonesa é incompetente.
Cinco. Cinco minutos depois eles apareceram! Como eles demoraram!
– Filho, o que aconteceu aqui? – Um cara alto e de bigode branco perguntou.
– Ouvimos um grito e viemos ver o que era pai. – Nãão. Viemos brincar, afinal, lá em cima estava muito chato. Viemos brincar de policia e ladrão.
– Cadê o cara? Ele ainda está aqui? Está armado? – perguntou, parecendo alerta.
– Eu já dei um jeito nele coroa. – e andei até o lado do Near e do Matt, parando o lado deles, revelando o corpo estendido no chão, enquanto o cara respirava com dificuldade.
– Você? Realmente foi você, pirralho? — O que eu tenho a dizer? Posso enforcar ele? Será que o Ryuuzaki não vai achar ruim?
– Pirralho? – perguntei ainda com a voz baixa – pirralho? – quando me preparei para dar um primeiro passo em sua direção, senti alguém segurando meu ombro, e eu já sabia quem era.
– Calma Mello. Sr. Yagami, esse é Mello. Um dos meus aprendizes. Mello, esse é Yagami Soichiro, pai do Raito e chefe da policia japonesa – L me explicou e eu virei encarando-o de cara feia.
– Desculpe Mello. Prazer, e obrigada por deixar o bandido desacordado. – Virei não querendo papo. Aquele era realmente o sapo líder dos Yagami? Ele que fez esse girino preso ao L? Putz.
Olhei Raito de relance e o vi balançando a cabeça como se falasse “Não insista.” Ao menos nisso ele estava certo.
– Certo... Matsuda irá subir com vocês só por precaução.
– Vamos Raito-kun, Mello-kun. – L chamou fazendo todos subirem novamente pelas escadas, enquanto segurava o braço ensanguentado. Ô destino cruel.
Quando finalmente chegamos ao QG, o policial que iria ficar de “precaução” saiu.
Watari apareceu com uma caixa de primeiros socorros, e fez um curativo em Near e L. O ferimento de ambos era um tanto quanto bem profundo. Watari disse que apesar de serem fundos, não precisava fazer pontos, o que me deixou aliviado.
Dez minutos depois quando todos tinham voltado suas tarefas, Matsuda voltou com algumas... Cervejas?
Near POV
Tédio. Pela primeira vez eu estava sentindo falta da folia e olha que tinha se passado somente dez minutos.
Eu estava sentado — jogado/largado– numa poltrona grande e preta, enquanto batia uma bolinha grudada a uma raquete de ping-pong. Qual era a utilidade daquilo?
Olhei ao redor, procurando algo melhor para fazer, encontrando mais tédio ainda.
Mello estava sentado do lado do Raito comendo suas inseparáveis barras de chocolate, e nisso, o barulho deveria estar incomodando Raito que já estava teclando com força. Matt estava jogando e L comendo algumas fatias de bolo de morango. Misa estava lendo revistas, e de vez em quando soltavas uns risinhos idiotas.
Afundei-me mais na poltrona e suspirei baixo.
– Heyyy – Um moreno, que pelo o que lembro se chamava Matsuda, encarregado de vigiar a entrada chegou com algumas caixas de cerveja.
Todos deixaram sua atenção cair nas caixas, três no total, cada uma com doze cervejas.
– Matsuda. O que você quer com isso aqui? – Raito perguntou se levantando, quase derrubando Mello, que engasgou com o chocolate.
– PORRA! – O ruivo gritou olhando para o PSP que piscava “Game Over” em vermelho. Beyond então entrou na sala, com uma mancha vermelha na camisa.
– Beyond, que mancha é essa? Está muito escura para se geleia – L perguntou, fazendo-o olhar para a própria camisa. Ele então sorriu.
– Eu fui brincar com o cara vestido de Jason – sorriu mais ainda, caminhando em direção ao jovem policial. Pobre coitado.
– E-eu, trouxe... – começou dando um passo para trás.
– Yagami, juro que vou lhe enforcar, Kira desgr... – Mello reclamou, sendo interrompido por um Matt que levantou e passou por ele o derrubando de vez da cadeira.
– Eu quero – Beyond sorriu pegando uma cerveja e a abrindo, para logo depois Matt fazer o mesmo.
– Você é menor de idade Matt, você não pode be... – Yagami parou com seu discurso, vendo o ruivo beber um gole demorado da bebida – Ryuuzaki, eles são responsabilidades sua! Faça algo!
– Raitooooo, esses brincos não são lindos? – A loira pulou do sofá mostrando a revista para o japonês que por sua vez ficou com cara de tacho.
– São minha responsabilidade, mas sempre os deixei fazer o que quiser – L continuava a comer, porém, agora ele tomava chá.
– Cara, está bem gelada. Você não quer Mel? – o ruivo perguntou pegando mais uma e caminhando até o loiro no chão emburrado.
Remexi-me na cadeira achando a cena engraçada, mas continuei batendo na bolinha.
– Certo... – Yagami comentou levantando e pegando uma lata nas mãos de Matsuda que ainda estava parado com cara de paisagem – se as coisas vão continuar assim, vamos beber – ele abriu e engoliu aparentemente quase todo o liquido de uma vez só – Vai encarar Ryuuzaki? – sorriu, pegando uma lata e jogando no detetive, que a agarrou rápido -le ninja–. Ele então abriu a lata e degustou de uma gota, fazendo cara feia.
– Coloca açúcar que ele bebe – Beyond riu, caminhando até o Ryuuzaki. Pegou um punhado de açúcar e colocou na lata do irmão, fazendo-o beber novamente. O que eles tinham na cabeça? L então começou a beber... Misa fez o mesmo, e Matsuda se retirou deixando as caixas. Uma hora depois todos estavam aparentemente bêbados. Cada um pelas minhas contas havia bebido 1 litro.
Riam, caiam, se abraçavam e se batiam.
– Ent-ão Near – Beyond soluçou olhando para mim, fazendo com isso todos levarem a atenção para mim.
– O que? – perguntei receoso. Se entupido de geleia Beyond me atacava, imagina bêbado?
– Que tal experimentar, Nate? – meu sorriso se desfez rápido. Sei que eles estavam bêbados, mas ainda sim Yagami era suspeito de ser Kira.
– Não, obrigado – falei me levantando, sentindo minha perna dormente, depois de quarenta minutos na mesma posição.
– Vamos lá pirralho. Está com medo ovelha? – Mello parou na minha frente, e então pude sentir o hálito forte.
– Near – Ryuuzaki estava rindo enquanto me segurava por trás. Engoli em seco, olhando Mello beber mais um gole, porém dessa vez, pequeno. Ele começou então a se aproximar de mim com um sorriso maroto nos lábios, me agarrando a nuca. Quando dei por mim seus lábios estavam no meu, obrigando-me a engolir o liquido que desceu rápido minha garganta.
Continua
Fale com o autor