Le Excursão

11 Capítulo 10 - Domésticos.


Andamos entre as cabanas até achar a 12...

Era horrível, talvez eu deva voltar e me hospedar na casa da Misa ou virar um morador de rua, mas qualquer coisa é melhor que isso!

– Vamos entrar – Beyond abriu a porta e empurrou Matt pra dentro.

O lado de dentro conseguia ser pior que o de fora, havia baratas, objetos quebrados e corpos de animais em decomposição.

– Mello vá até a entrada e traga uma vassoura – L ordenou e depois largou as malas no canto do quarto – Vamos limpar isso Raito-kun!

– Não! – Tudo menos fazer um trabalho desses. Era isso que eu tinha que aturar para descobrir o nome dele? Mas que... Demônio.


Capitulo 10 — Domésticos.


– Raito-kun varra direito! – Ryuuzaki reclamou enquanto varríamos o chão da nossa cabana. Os quatro sucessores de L e eu varrendo uma porra de cabana cheia de baratas! PORQUE NÃO TEM SINAL NESSE DEMÔNIO?

– Ryuuzaki daqui a pouco você vai me abrigar a colocar um avental! – Reclamei, e logo senti algo subindo pela minha perna e olhei para baixo – Baratas filhas de uma...! – Gritei mais logo me calei.

– Ryuuzaki! – Mello pulou no detetive com medo de um rato morto? ~pokerface~ e os dois acabaram caindo. Ryuuzaki caiu de costa em cima de uma barata e eu abri um lindo sorriso diabólico, talvez não seja tão difícil sorrir assim.

– Onde está aquele pano encardido que o cara arrumou para agente Ryuuzaki? – perguntei, olhando Near e BB estavam parados na porta olhando aquela cena com cara de tédio. Pobres coitados, mal sabem que o verdadeiro tédio esta por vim.

– Procure ué. Não tem olhos? – Mello se intrometeu apontando para o pano na minha mão. Puta merda... E EU JÁ ESTOU ENLOUQUECENDO NESSA JOÇA!

– Morra – Respondi e voltei a varrer. Eu o Deus do novo mundo varrendo um chão! Eles vão me pagar, um por um, não terá espaço para eles no meu mundo!

Depois de alguns minutos todos eles já haviam se organizado, ficaríamos todos no mesmo quarto o qual não era tão grande, o chão estava brilhando e não havia mais sinal de baratas, todas fugiram, que inveja delas eu queria poder fugir também.

– Raito onde estão as maçãs? – Escutei o Shinigami perguntar ao meu lado. Quando demônios ele voltou?

– Não há maçãs aqui Ryuuku – Sussurrei para ele e fiquei feliz de ver a cara de tristeza que ele fez.

– Disse alguma coisa Raito-kun? – Ryuuzaki perguntou de longe, ele fica me observando é?

– Nada não – Me sentei no sofá ao lado de Ryuuzaki e fiquei olhando para parede, tédio estava me consumindo, e como eu odiava o tédio. Sem computador, nem investigação... Eu preferia ficar no QG trabalhando 23 horas por dia e suportando a Misa, do que suportar aqueles moleques chatos e esquisitos. Céus, todos temos que sofrer assim? Por quê?

– L! – Chamou o albino pulando na nossa frente. E eu querendo que todos eles fossem mudos; acho que essa foi à primeira coisa que ele disse desde que chegou à cabana.

– O que foi Near? – Ryuuzaki parecia tão surpreso quanto eu.

– Achei isso em baixo do colchão – Ele entregou uma fita VHS para Ryuuzaki, há quanto tempo eu não via uma fita dessas, que coisa velha.

– Ryuuzaki você tem pilhas? – Matt perguntou olhando o controle velho “Ryuuzaki para cá, Ryuuzaki para lá.” Que inferno.

– Não, por quê? – Ryuuzaki perguntou enquanto revirava sua mala atrás de doces.

– Poderíamos assistir isso aí, para acabar com o tédio. Só que o controle está sem pilha – Ele amostrou o controle velho e quebrado em algumas partes as quais eram coladas com fita durex. E... O quê?

– Podemos assistir sem o controle da TV mesmo – Ryuuzaki falou. PORQUE ele estava dando ajudando aquela ideia?

– Maldito fim de mundo. Quero voltar para o Japão – sussurrei pela quinquagésima vez.

– Achei – Finalmente ele achou um saco de doces – Agora ligue a TV e os cabos do vídeo cacete.

– Vídeo cacete? Isso ainda existe? Estamos no inferno? – Juro que esses moleques vão se ver! Nem que eu faça macumba para que isso aconteça! Porque não aparecem canibais e devora todos eles? Ou mesmo que um urso apareça e devore-os! Cadê os leões das montanhas?

– Vamos ver então – Peguei a fica e coloquei no vídeo cacete e dei play.

Apareceu uma bola branca no meio da tela, um rio... Uma cadeira numa sala branca, um espelho com uma morena velha penteando o cabelo, depois o mesmo espelho refletindo porra nenhuma, uma janela com um hipopótamo, logo depois vemos uma praia e um lindo mosquito. Alguma coisa super nojenta saindo da boca de alguém e depois um dedo com unha encravada dentro de um prego. E depois um monte de coisas que pareciam ser larvas. Que porra era aquela? Depois uma centopeia sem noção, um olho, um monte de dedo, uma árvore pegando fogo... Porra, aquele demônios não acabava não? Depois a velha de novo, uma escada e um cavalo afogado no meio do mar, e por fim um poço que parecia não ter fundo. Perdi meu tempo ligando essa porra de vídeo cacete! Eu quero sair desse inferno, Deus!

Então os celulares que sobraram vivos depois da chuva (O do Matt, Beyond, Mello e o meu) tocaram ao mesmo tempo, e isso foi muito estranho, afinal, o havia cada toque esquisito no meio daqueles moleques! Rock Metal, um toquezinho de jogo, e no do BB havia uma mulher gritando. Certo, Near era um POUCO normal, pois nem celular tinha.

– Alô – Atendi o meu.

– Sete dias... – Falou uma voz feminina, então à ligação caiu... Ou então... PORRA ELA DESLIGOU NA MINHA CARA! AHH INFERNO! ISSO JÁ É MACUMBA! AZAR! MAL OLHADO!

L POV

– Mas que porra foi essa? – Mello perguntou desligando o celular dele.

– Uma garota falou “sete dias” – Disse o ruivo.

– No meu também – Comentou BB.

– Certo... Que porra foi essa? – Perguntou Raito. Dês de quando Raito falava palavrão?

– Não sei. Raito-kun deve ter sido algum trote de Watari – Deduzi, não poderia ser engano para todos ao mesmo tempo, mas as chances de Watari fazer uma coisa dessas eram de míseros 0,2%.

De repente as luzes do nosso pequeno quarto começaram a piscar, como se já não bastasse o lugar ser apertado, ainda teríamos problema com a fiação elétrica?

O emprego de Watari corre risco depois dessa semana...

– Ótimo, todo esse papo de trote coletivo está ótimo, mas eu vou preciso tomar um banho – Disse o loiro e foi para o banheiro do quarto, que devia estar sujo e cheio de baratas porque não lembro de ter limpado lá e nem ver Raito ir lá também.

– Vou jogar – Disse o ruivo e se deitou na cama de casal com seu game boy, éramos seis e só havia uma cama de casal que caberia três, e um sofá que parecia abrir, sem contar o colchão velho e mofado que parecia ser usado para acampar.

Fui até a minha mala arrastando Raito comigo e procurei por outro pacote de doces, eu precisaria de muitos doces para matar o tédio, eu gostaria de estar trabalhando no QG essa hora, lá era um lugar agradável, tinha tecnologia, eu me sentia mais seguro e... Porque eu nós mandei para cá mesmo? Era minha culpa.

Ouvi um grito vindo do banheiro e em seguida ouvi alguns sons estranhos de algo batendo na parede.

– Mello!? – Matt chamou se levantando da cama e indo para a porta do banheiro – Mello está tudo bem?

– Não porra! – Escutei Mello gritar do lado de dentro.

– Abra a porta Mello – Raito disse procurando alguma coisa no bolso.

– Não tá abrindo – Ele começou a bater na porta e depois de um tempo parou, ficou silencioso por alguns segundos até que escutamos um barulho alto de tiros vindo do banheiro e depois a porta se abriu. – Agora abriu.

Mello estava segurando sua arma, estava só com uma toalha amarrada da cintura e ainda havia shampoo em seus cabelos e sabão no seu corpo, que era bem definido para a idade dele.

– Mello você é doido? O que aconteceu? – Matt o sacudiu.

– Tinha uma garota no banheiro! – Ele gritou – Então eu me assustei e depois peguei e a cabeça dela e soquei na parede, mas quando eu larguei pra ir atrás da arma ela sumiu...

– Mello... – Near sussurrou e chegou perto dele – Você está se drogando?

– Claro que não seu albino idiota! – Ele quase deu um tiro em Near, era melhor eu tirar a arma dele.

– Mello me entregue à arma – Estendi a mão para o loiro – Agora.

E sem reclamar ele me entregou a arma e voltou para o banheiro.

– Vou terminar meu banho – Ele disse e nem se deu ao trabalho de fechar a porta – E você devia ter limpado esse banheiro direito Kira, não sei se matava a menina ou as baratas.

– Problemáticos... – Raito resmungou.

Mello POV

Estava tentando dormir, mas o colchão era duro e a cama fazia um rangido a cada mínimo movimento que eu fazia, me virei de lado ficando de frente para Matt que já estava dormindo, como esse idiota consegue dormir?

Virei novamente ficando de frente para a porta, L e Kira dormiam no chão com o colchão mofado e Near dormia com BB no mini sofá cama que não abriu. Ou seja, Beyond estava dormindo com meu Near em cima dele, abraçados para não derrubar a ovelha! Morram aqueles dois... Maldito Beyond.

Levantei da cama e fui até minha mala procurar algumas barras de chocolate, havia mais chocolate que roupas, mas quem precisa de roupas?

Peguei uma barra de chocolate amargo e dei uma bela mordida, era a melhor sensação do mundo, fechei a mala e me levantei virando pra trás.

– Mas... Que porra é essa... – Sussurrei ao me deparar com a mesma garota do banheiro parada a porta me olhando, quer dizer, não da pra saber se ela tava me olhando por causa do cabelo na cara, mas mesmo assim não era uma coisa muito legal.

Ela veio andando até mim, procurei a arma no bolso da calça, mas lembrei de que estava com L, agora é bater... Ou bater.

Avancei na menina estranha, mas ela sumiu, como assim? O que tem nessa porra de chocolate?

Dei alguns passos pra trás e acabei pisando na barriga de Raito que se sentou e me empurrou pro lado me fazendo tropeçar nas correntes e cair em cima da cama de Near, precisamente em cima de Near que é praticamente em cima do Beyond o esmagando. Que bom isso.

– O que você está fazendo?! – Gritou o Yagami já estressado.

– Tinha uma garota ali! – Apontei para lugar onde a menina havia sumido – Mas ela sumiu!

– Mello – Near me chamou, eu ainda estava em cima dele – Você tem certeza que não está se drogando? Pode haver alguma coisa no chocolate.

– Claro que não seu albino idiota! – respondi nervoso. Será mesmo? Aquele chocolate estava bom demais...

– Mello volte para sua cama – L ordenou se sentando – Deve ter sido apenas uma ilusão e lembre-se não é legal usar drogas.

– Até você L? – Gritei – EU NÃO USO DROGAS PORRA!

– Eu acredito em você Mello, agora vá dormir.

– Droga – Resmunguei e dei outra mordida na barra de chocolate...

Porque só eu vejo essa garota?!

Peguei no sono sentindo o amargo sabor do meu querido chocolate.

21/Dezembro/2011


Notas finais
Pois é. Postei atrasado mas postei. XD
Feliz ano novo atrasado Povo o/
E estamos chagando no final da Excursão. D=
Nota: Já sacaram né? Quem sacou deixa um review. E vamos colar uma estrelinha em suas testas. XD