Notas iniciais
Estou de voltaaaa, nem eu acredito que postei dois capítulos em menos de vinte e quatro horas haha Record. Enfim, demorei mais que o previsto para postar esse aqui, por que tive um compromisso, queria ter postado mais cedo. Desculpa! Já estou escrevendo o próximo e até quinta ele será postado. Obrigada a todos quem tem acompanhado, favoritado e comentando minha história, isso é muito importante para mim . E claro, obrigada a quem não abandonou a história mesmo com os contras. ❤️ Agora vamos ao que interesse, espero que gostem e perdoem qualquer erro. Boa leitura!

Capítulo XXVII

Dois dias de viagem e o navio da Fairy Tail havia atracado finalmente no porto de Magnólia, a cidade natal de praticamente todos os marujos que logo se empolgaram com a sensação de nostalgia em seu sangue. Uns logo se guiaram ao famoso bar que recebia vários piratas, mas com as raízes de Fairy Tail instalada ali. Outros se guiaram em ir visitar seus familiares ou suas casas que a muito tempo não viam. Eram um momento de recarregarem as energias.

Lucy se encontrava em uma pousada que se localizava próxima a umas piscinas naturais na qual Natsu disse que seria mais proveitoso a sereia. A loira aceitou de prontidão e preferiu ficar em seu quarto enquanto todos saiam. Natsu havia lhe recomendado descanso e que no outro dia de manhã uma senhora iria avalia-la. Ela não sabia o motivo de tal preocupação em vista que ela estava muito bem de saúde e não era necessário tamanha comoção. Contudo o rosado teimava que ela precisava recarregar as energias assim como toda tripulação e iriam tirar uns dias para descanso. Nem mesmo curá-lo ele deixou, dizendo que já era acostumado a se machucar e logo se recuperaria.
Notando que não havia muito a se fazer e nem um motivo para discordar mais, a sereia acabou por concordar deixando o capitão mais aliviado até então. Ela nem imaginava como ele fez questão de parar em magnólia para que Porlyusica a examinasse e fez questão de escolher o estabelecimento que possuía as piscinas especificamente para a sereia.


—Happy?- a garota chamou o pequeno exceed azul que falava sem parar enquanto jogavam um jogo de cartas sobre o chão de madeira. – você poderia me contar um pouco sobre Natsu?- os olhinhos do bichano piscaram e então a encarou com um sorriso de lado.


—O que quer saber?- seu sorriso poderia estar carregado de segundas intenções, mas era um sorriso inocente de felicidade de poder juntar mais seus amigos.- ele não costumava tomar banho todo dia.- Lucy fez uma careta diante da revelação do gato que parecia não se importar e prosseguiu enquanto espalhava as cartas no chão novamente.- é difícil ter água em navio, mas Freed arrumou uma geringonça que dá para reutilizar a água para tomar banho e essas coisas. Mas Natsu tinha era preguiça mesmo.- Lucy assentiu ainda meio chocada com as coisas.- mas agora ele toma banho todos os dias por mais incrível que pareça...


—Happy!- ela chamou atraindo a atenção do azulado e depois deu um sorriso sem mostrar os dentes.- não era bem isso que eu queria saber.- ela deu um sorriso sem graça e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.- você conhece ele a muito tempo?


—Sim!- o bichano abriu um grande sorriso de entusiasmo.- um pouco depois dele perder a memória total de sua infância ele achou meu ovo e cuidou achando que iria ser um dragão.- o gato gargalhou fazendo a loira o acompanhar contagiada.- aquele burro, eu sou melhor que um dragão.- ele falou topetudo e Lucy sorriu.


—Claro!- ela pegou as cartas e perguntou como quem não queria nada.- você conheceu os pais dele? Você estava quando... Aconteceu aquilo com a mãe dele?- Happy parecia ter ficado triste e por um momento Lucy se amaldiçoou por ter tocado no assunto.- não precisa falar... Me desculpe ter perguntado isso, não é...


—Tudo bem!- Happy tentou dar um sorriso, mas sairá mais como uma careta.- o pai de Natsu o odiava, maltrata o Natsu por qualquer motivo e até sem motivo.- Lucy sentiu um aperto ao lembrar da cena do garoto sendo espancado pelo pai.- já a mãe de Natsu era como um anjo, ela era tão boa e doce com Natsu e todos. – Happy ficou um tempo olhando suas mãozinhas antes de continuar.- quando aconteceu aquilo com a mãe de Natsu eu não estava com ele, eu tinha saído para pescar um peixe... Eu não devia ter ido.- os olhos do gato se encheram de lágrimas.- quando voltei a casa estava destruída e em chamas enquanto Natsu estava desacordado todo de sangue e a ... Mãe dele morta no chão.- Lucy pousou sua mão na cabeça do gato e o acariciou para lhe passar um pouco de força, como se para dizer que ele não estava sozinho.- quando o pai dele chegou ele ficou louco e bateu como nunca no Natsu, ele quebrou vários ossos dele.- Lucy arregalou os olhos surpresa.- e depois de uma semana ele levou Natsu para navegar com ele, e depois não voltou mais com ele. Ele havia o jogado em um ninho de sereias carnívoras e o deixou para trás, por sorte Natsu conseguiu fugir e foi encontrado por Makarov e foi quando eu o encontrei novamente.- Lucy puxou o gatinho para seu colo e o abraçou para aconchega-lo em seu momento difícil, e quando o gatinho se acalmou voltou ao seu lugar.


—O pai de Natsu está vivo? Gemini usou a personificação do pai dele para mexer com ele no portal.- Happy olhou surpreso para a sereia.- contudo Gemini precisa ver a pessoa ou a coisa que ele queira imitar, a não ser que seja um espírito que já passou pelo portal. Mas eu acho que as trevas usou a habilidade de reconhecer os medos e ler as pessoas para usar a imagem dele.


—Sim, o pai dele ainda está vivo, mas Natsu nunca mais viu ele ou quis saber dele.- Lucy assentiu compreendendo. Era óbvio que Natsu não iria mais querer saber do pai depois de tudo que passou, era compreensível.


—Happy, o pai dele pode saber por que a memória de Natsu foi selada.- o gato arregalou tanto os olhos que achou que fossem saltar para fora.- ele com certeza sabe por que Natsu perdeu a memória, e quem fez isso.


—Ele nunca falaria Lucy.- o gato falou desanimado.- ele nunca faria nada para beneficiar Natsu .- Lucy concordou triste. Queria ajudar o rosado, mas seria pedir demais que fosse atrás de seu pai, seria doloroso demais e ela não queria magoar mais o rosado.


***


Haviam poucos coisas que possuíam o poder de satisfazer Erza e a deixá-la bem e feliz. Ela era uma pessoa simples e sem muitos desejos ainda mais tão gananciosos, ela não desejava muito apenas se casar um dia e possuir a família que lhe foi privada quando era criança. Mesmo sendo pouco parecia algo tão distante e difícil de alcançar, não que ela quisesse desistir, mas não seria uma prioridade no momento. Afinal ela desejava fazer isso com quem amava e nesse quesito ela ainda estava desfalcada.
Pegou seu bolo de morango favorito que era uma das pequenas coisas que a fazia feliz e obtinham certo poder sobre si. Saiu sorrindo da loja com a sacola em mãos e até mesmo pensava em chamar Jellal ou Lucy para comer consigo, coisa que ela não costumava fazer era dividir seu bolo de morango. Quando se virou para frente o seu sorriso fora embora tão rápido quanto viera e uma sensação de cair em um abismo se apossou de seu corpo a petrificando no lugar mesmo que seu maior desejo fosse sair dali.
Um pouco a frente estava o garoto de cabelos azuis sorrindo com um braço sobre os ombros da garota morena que também sorria bem animada para ele enquanto seu braço rodeava a cintura dele. Erza pensou em sair dali sem que fosse vista, mas como nem sempre as coisas são como desejamos. Como um ímã os olhos de Jellal foram até ela e seu sorriso morreu em seus lábios e um novo surgirá.


—Erza!- ele a chamou a fazendo fechar os olhos e bufar frustrada. Ele falou alguma coisa com a garota que assentiu e cumprimentou Erza com um aceno que retribuiu com um sorriso até o azulado chegar perto de si.- é claro que o primeiro lugar que Erza iria era na confeitaria.- ele gargalhou a puxando para um abraço no qual ela não retribuiu.- eu já ia comprar um bolo de morango para você.- ele colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. Ela mantinha um rosto sem expressão que chamou a atenção do garoto que a olhou com as sobrancelhas em pé sem entender muito bem.- está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Está machucada?- ele colocou a mão nos ombros dela a balançando em busca de algum ferimento.


—Não! Pare Jellal!- ela retirou a mão dele dela, os olhos esverdeados do garoto a olharam em dúvida sem saber disfarçar a tristeza que sentia ao se afastar dela.- Jellal você tem uma namorada, não deveria se preocupar ou envolver comigo.


—O que ? Como assim Erza? É claro que eu me preocupo com você.- ele falou como se fosse óbvio. – Ultear não se importa, ela sabe que eu tenho um carinho...


—Mas eu me importo!- ela o cortou falando séria.- eu sou uma pessoa Jellal, uma pessoa com sentimentos e eu não permitirei que você brinque com eles.


—Mas eu não estou brincando com você, você é minha amiga!- ele disse meio exasperado.
—Eu sei muito bem o que sou sua, a questão é que você não sabe o que eu sou.- ele engoliu em seco sobre o olhar inerte dela.- você tem sua namorada, e eu sou sua amiga, não precisa me prender a você.- ele ficou sério um olhando no outro. Erza sabia que devia dizer isso.- acho melhor cada um seguir seu caminho para não atrapalhar um ao outro.- ele arregalou os olhos e ela tentou se manter normal, por mais que aquilo doesse.- vai ser melhor a todos.- ela se virou prestes a ir embora então ele segurou a mão dela a entrelaçando com a sua sentindo o contato da pele dele com a sua fazia cada célula de seu corpo se reanimar e uma onda eletrizante passar por seu corpo.


—Sabe que não posso me afastar de você.- ele falou baixo enquanto acariciava a mão dela com o dedão causando um arrepiou em seu corpo.- mas sabe que também... Não posso ficar com você.- Erza fechou os olhos para evitar que a dor fosse tanta, mas fora impossível, doera como nunca.


—Não iremos nos afastar.- ela falou simplesmente e soltou sua mão da dele sentindo o vazia que vinha a seguir.- e não se preocupe que eu sei muito bem que não pode.- ela o olhou com olhar sem expressão e aquilo o feriu mais que se ela usasse sua espada.- então me deixe ir, você não tem o direito de me prender a você se não pretende segurar minha mão.- ela se virou e saiu dali em passos largos com sua face de inabalável que sempre mantinha no rosto, a que nunca era ferida.
Contudo ao chegar em seu quarto ela se trancou permitindo escorregar até o chão e deixar que as lágrimas caíssem por seu rosto para que de alguma forma ela pudesse ficar livre da dor e dele. Mas ela sabia que nunca conseguiria. O bolo ao seu lado ali ficou, sem ser aberto, nem ao menos a vontade dele ela possuía mais.


***


O quarto que Lucy havia ficado havia uma piscina natural disposta bem ali atrás de uma grande porta com uma vista da mais linda estrelas e árvores. A sensação que Lucy sentirá ao entrar naquele lugar fora de uma paz como se estivesse em casa e a fez perceber como estava com saudades. Se deleitou daquela água maravilhosa e da sua energia renovada junto de sua magia, tudo ali parecia contribuir para sua restauração seja do céu, a árvores com barulhos de pássaros e a água límpida. Ela se permitiu a ficar bastante tempo e em sua verdadeira forma de sereia enquanto nadava naquele imenso espaço perto de seu tanque no navio.
Batidas na porta a fizera sair da água e usar magia para voltar ao seu estado humano, mesmo que pretendesse dormir na forma de sereia teria de tomar certo cuidado para ninguém a ver. Natsu havia dito que ali era privado ao seu quarto e ninguém iria a ver, mas que deveria tomar cuidado. Vestiu uma toalha no corpo antes de abrir a porta e constatar um garoto a sua frente no qual ela imaginara já ter visto, mas vagamente já que não sabia quem era.


—Oh!- ele arregalou os olhos e a boca ao notar a garota que se escondeu atrás da porta.- me desculpe, achei que fosse o quarto de Natsu.- ele coçou a cabeça dando um sorriso de lado sem graça.


—É o do lado!- ele piscou os olhos a olhando.


—Hum?- perguntou meio avoado ainda.


—O quarto dele é o do lado!- ele balançou a cabeça e sorriu sem graça novamente e colocando os braços cruzados sobre o peito, pela vestimenta ele era um pirata. Possuía cabelos loiros arrepiados e profundos olhos azuis.


—Aah sim!- ele esticou o braço.- sou Sting Eucliffe.- Lucy olhou meio receosa para a mão estendida do garoto.- sou capitão da Sabertooth, já nos encontramos duas vezes, uma vez você estava no tanque no navio do Fairy Tail e no outro minha marujo a ajudou se curar.- ela piscou os olhos se recordando vagamente dele no navio.


—Lucy Heartfilia!- ela esticou a mão tocando a mão dele. Sting sorriu ladino e acariciou a mão dela sentindo a maciez da pele, mesmo naquela distância ele podia sentir o cheiro dela.


—Eu sei!- ele sorriu a olhando e ela levantou uma sobrancelha antes de sorrir também.


—O que você tá fazendo aqui?- a voz grossa de Natsu atraiu a atenção dos dois para o rosado se aproximando. Sting deu um pigarro e sorriu ladino para o amigo e Lucy soltou a mão do loiro que voltou a olha-la sem conseguir desviar.- tá surdo Sting?


—Eu vim te ver, mas errei o quarto.- ele falou ainda olhando a garota que olhou para o chão sem graça.


—Já viu, agora pode ir.- Sting se virou para Natsu com uma sobrancelha em pé avaliando o rosado que tinha os cabelos bagunçados e camisa aberta.


—Vou deixar passar por que está bêbado.- o loiro se aproximou de Natsu onde os dois ficaram se olhando.- não esquece que você me deve uma, não seja tão mal agradecido.- Natsu fechou a cara irritado. E Lucy achou melhor intervir e entrou no meio dos dois colocando a mão no peito de Natsu o afastando e apenas aquele toque foi capaz de causar um turbilhão de sensações e acalma-lo ao mesmo tempo.


—Natsu para!- ela olhou para o rosado e depois se virou para Sting sorrindo.- desculpa o Natsu costuma ser um babaca acima do normal quando bebe.- Sting sorriu para ela e o rosado atrás de si bufou.- obrigada por ter me ajudado a curar da última vez.- ela deu um sorriso sincero.- agradeça sua xamã por mim.- ele sorriu para ela.


—Não foi nada, depois nós vemos Lucy!- ele se virou para Natsu ficando sério.- depois conversamos.- e com isso ele saiu deixando os dois a sós. Lucy se virou para Natsu e o olhou com uma sobrancelha em pé em questionamento.


—Por que tratou Sting sem escrúpulos nenhum?- ele revirou os olhos.- você não precisa ser um babaca as vinte e quatro horas do dia.- ela se virou para entrar em seu quarto e ele entrou atrás.- o que está fazendo aqui?


—Tratei ele como sempre.- ele disse simplesmente a fazendo revirar os olhos.- e você tem que tomar mais cuidado, e se não ele não me conhecesse de fato?


—Eu sei me cuidar muito bem, não preciso do seu chilique desnecessário.- ele riu sem achar graça de fato.


—Sabe? Mas não foi isso que aconteceu da última vez, aqueles babacas conseguiram pegar você.- Lucy o olhou irritada.


—Você não tem o direito de jogar isso na minha cara!- ela foi até a porta e abriu.- saia daqui! Se for para ficar falando coisas da qual eu não tenho culpa para que eu me sinta culpada para justificar sua atitude escrota e sem nexo, pode se retirar de meus aposentos, por favor.- ela cruzou os braços sobre os seios enquanto olhava para frente de queixo erguido sem olhar de fato para ele.


—Não é isso... Droga.- ele foi até ela e fechou a porta e parou em sua frente a obrigando a olha-lo.- me desculpe Lucy, não foi isso que eu quis dizer.- ele parecia um cachorro abandonado.- é só que o mundo humano e diferente do que você conhece, tem muita gente mal e você exala uma pureza que faz com que eles queiram destruir isso.- ela apertou os olhos para ele.- e eu não quero que se machuque.- ele passou a mão nos cabelos róseas os bagunçando.- eu tratei Sting daquele jeito por que eu reajo assim, estava nervoso com ele com umas coisas e descontei.- ela ainda o olhava desconfiada.- só me prometa que vai tomar cuidado.


—Natsu, não precisa...- ela parou enquanto ele ainda a olhava.- eu vou.


—Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse por minha culpa.- ela piscou os olhos o olhando e se assustou quando a mão dele se guiou até sua bochecha em um carinho singelo e com tamanho emoção. Sentiu seu corpo inteiro se eletrizar e desejar pelo toque dele como uma carga a atraindo para mais perto.- mesmo quando eu não puder vê-la, mesmo quando estivermos distantes, eu sempre estarei cuidando de você.- ele olhou nos olhos dela e encostou sua testa na dela e pousando a outra mão na outra bochecha enquanto o dedão fazia um carinho na pele imaculada.- é o lema da Fairy Tail. Não se esqueça nunca dele.- ele olhou fundo em seus olhos enquanto seus narizes se encostavam em um carinho.- por que eu nunca me esquecerei se tratando de você.- Lucy assentiu sem saber muito como reagir diante de tamanha intensidade e emoção naquele momento, era uma conexão invisível e forte os prendendo ali. Então a toalha de Lucy escorregou de seu corpo fazendo Natsu arregalar os olhos e Lucy gritar antes de socar o cara do rosado que caiu no chão enquanto ela se encolhia pegando a toalha e correu para a cama se cobrindo até a cabeça enquanto sentia suas bochechas arderem enquanto seu coração batia acelerado.- eu não vi nada!- Natsu falou se levantando do chão com as mãos para cima em rendição enquanto fazia uma careta pelo soco.


—Saia daqui!- ela gritou ainda de baixo do lençol e não pretendia sair tão cedo desde que ele ainda se mantivesse ali.


—Não posso!- ele disse simplesmente a fazendo apertar os olhos.


—O que? Por que?- perguntou desesperada e nervosa.


—Por que a pousada está lotada e perguntaram se poderia juntar um quarto para usar o outro para uma família em emergência.- ela tirou apenas a cabeça para fora o olhando desconfiada, ele não pode não achar a cena fofa e sorrir.


—E onde Happy vai dormir?- ela perguntou de olhos apertados avaliando o garoto.


— Ah... Ele disse que ia ficar com Wendy e Charles, ela estava no quarto com Erza... Eles tinham saído.- ele coçou a cabeça sem jeito.
—Durma no corredor! Ou com outra pessoa.- ela disse simplesmente o fazendo arregalar os olhos.


—O que? Os únicos que estavam com quartos sozinhos somos nós dois, e você não pode me deixar dormir na rua.- ele tentou se justificar.


—Posso sim!- ela disse simplesmente o fazendo olhar incrédulo.


—Você é má.- ele se virou indo até a porta.- se algum cachorro fazer necessidade em mim ou eu ser roubado.- ele se virou para ela.- ou se chover e um relâmpago cair em mim, você vai se sentir culpada.- ela o olhou com uma cara de tédio.- ok então.- ele abriu a porta para sair quando ela o chamou.


—Tá bom Natsu! Tudo bem, eu ia dormir na piscina mesmo.- ele deu um sorriso de lado antes de fechar a porta e se virar para ela. – pode continuar de costas, vou me trocar.- ele se virou enquanto ela saiu da cama e pegou seu vestido para vestir. Natsu se virou para o lado vendo um móvel com um vidro que refletia um pouco a sereia, não fora intencional ou muito menos um ato de maldade ele viu o vestido descer pelo seu corpo sobe a roupa de baixo e então ela amarrar a corda no decote dos seios por baixo do pano negro tão vivido na pele branca. Depois ela colocou um colete como se fosse um espartilho e prendeu na cintura.- pode se virar – ele engoliu em seco antes de se virar para ela e a ver jogando o cabelo para o lado enquanto os penteava com os dedos, aquela cena o prendeu como se fosse um espetáculo e ele não perderá nenhum detalhe se quer, a maneira como a iluminação do quarto a fazia brilhar, a maneira que seu cabelo caia em seu rosto e descia em uma cascata até o quadril, a maneira que ela fazia sua trança de lado, a maneira que sua boca ficava entreaberta quando ela fazia isso, como seu seio subia e descia com a respiração, a maneira que seus olhos castanhos foram até os deles, e a maneira que ela o olhava, aquilo era algo que definitivamente Natsu nunca esqueceria.
Ela havia finalizado sua trança, toda via os dois permaneceram parados olhando um ao outro sem saber bem o que dizer, mas sem necessariamente precisar dizer algo. Os olhos em si já diziam tudo. Lucy fora a primeira a desviar o olhar e se sentar na cama e logo depois o rosado a acompanhar e iniciarem uma conversa animada deixando para trás os acontecimentos. Era engraçado como as coisas começaram a desenvolver mais facilmente entre eles, como criaram uma conexão rápida e forte. Ficaram bons minutos jogando conversar fora que sairá tão natural.


—Anfitrite não usa o colar para localizar vocês?- Natsu perguntou enquanto se deitava de lado com a mão na cabeça observando a loira comer uma comida que ele havia pedido que entregasse no quarto.


—Na verdade não, ela não precisa do colar, ela sabe quando estamos na água e quando não, ela só não permiti que fiquemos mais do que o necessário.- ele assentiu atento.- o colar serve apenas para lembrarmos de como somos dependente dela.- Lucy olhou para frente por um momento enquanto tinha as pernas em formato borboleta sobre a cama.- sem o colar nosso poder de sereia é selado, só podemos usar com ele.- ela se virou para ele.- para sempre nos lembrarmos da benção que Anfitrite nós dera.


—Mas você consegue usar o seu.- ele disse sem entender muito bem, estava confuso.


—Por que meu poder não tem haver com a deusa do mar e sim ao reino do céu, meu poder é das estrelas é celestial não está ligado a ela.- Natsu assentiu.- na verdade sela apenas um pouco do meu poder, uma sereia para usar o poder dela precisa do canto, se não usar o colar o canto afetará apenas os humanos e não dá maneira que vocês deseja, tipo para mover mares ou terras. Com o colar você consegue ter o controle do seu canto e usá-lo para seu benefício, sem o colar você enfeitiça humanos e mais nada.


—Por que Anfitrite não se posiciona a respeito das sereias que matam humanos? Que fazem uso do poder para o mal. — ela soltou o ar de seus pulmões.


—Por que Deuses não podem interferir nas decisões de suas criações assim como os humanos matam animais e pessoas, é tudo um meio de sobrevivência.- Lucy disse sarcástica.- ela só se envolve quando afeta o equilíbrio... Ou quando uma sereia abandona o mar.


—E... O que acontece se uma sereia querer se tornar humana?- ela se virou olhando nos olhos do rosado.


—É impossível!- ela se virou para frente sentindo o coração bater rápido e até tinha medo que Natsu pudesse ouvir.- seria ir contra a natureza, é proibido.


—Mavis foi contra isso para se tornar sereia.


—Sim, e foi amaldiçoada e amaldiçoou várias gerações também.- ela falou meia exasperada.- tudo que fazemos tem uma consequência Natsu, não podemos simplesmente ir contra o equilíbrio da natureza e achar que está tudo bem.- ela voltou a olha-lo.- existe um grande e imenso espaço entre um humano e uma sereia.- por algum motivo aquilo a incomodou mais do que imaginava. Ela não queria aquilo, fazia seu coração apertar, e pelo olhar do Natsu ela sabia que ele sentia o mesmo. Ele levou sua mão até a dela sobre a cama e a pegou entrelaçando com a sua como se fosse o encaixe perfeito. Eles olharam para suas mãos juntas.


—Não me importo com o que você seja.- ela virou os olhos para ele que ainda olhava as mãos. Um simples toque e imenso sentimentos.- nós da Fairy Tail, não nós importamos com o que você seja.- Lucy sentiu seu coração aquecer e um sentimento diferente a preencheu, não pode deixar de se emocionar com o sentimento de ser querida e uma vontade de abraçar Natsu surgiu em si, e pela primeira vez Lucy decidiu não se segurar e seguiu suas vontade e deitou sobre o peito do rosado o abraçando expressando todo seu agradecimento com aquela ação. O rosado levou sua mão até os cabelos a cariciando enquanto a outra mão ainda permanecia entrelaçada com a dela que levou até o peito dele enquanto olhava as mãos e permitia sentir o carinho de Natsu. – amanhã acontece o festival da cerejeira, as árvores brilham coloridas enquanto caem no chão, é muito bonito. A magia é muito bonita.


—Eu já ouvi falar, sempre quis ver.- ela brincava com suas mãos juntas enquanto ouvia os batimentos acelerados do rosado abaixo de si, a acalmava saber que não era a única a sentir assim.


—Irei te mostrar então!- ela sorriu enquanto sentia seus olhos pesares com o delicioso carinho de Natsu e sua pele agradávelmente quente abaixo de si. Ali parecia o melhor lugar para ela onde ela se sentia segura e especial e com esses sentimentos ela se deixou levar pelo sono. Sonhando com uma garota se tornando algo que ela nunca imaginou e vivendo algo que ela nunca pensara na vida.


Fim!
“O maior sonho de alguém que não sabe amar com certeza é o amor.”
—William Shakespeare—

Notas finais
Alguém mais aqui pirou além de mim? Por que eu escrevi pirando kkkk Primeiramente quero bater no Jellal. Erza meio que foi direta e admitiu seus sentimentos. Segundamente Nalu tá desenvolvendooooo , aleluia irmãos. Algum NaLu shipper feliz aí? Espero que tenho gostado de verdade do capítulo, fiz tudo com muito amor. ❤️ Arigatou e Beijocas! I.C.S