Notas iniciais
Oiiii gente, mas um capitulo para vocês, bem deboinhas. Então gente, eu tenho uma noticia não tão boa, eu tenho duas provas para fazer, então estou estudando para elas, então tenho que organizar meus horários, não conseguirei postar todos os dias. Porém, não irei ficar sem posta aquele tanto de tempo, só não vai ser todo dia. Irei indo escrevendo os capítulos para já deixa-los prontos para postar. É isso. O capitulo de hoje está bem calminho, espero que gostem. Boa leitura e perdoem qualquer erro!

Capítulo XLVI


Catorze anos atrás

O homem olhava a pequena criança dormindo quieta e silenciosa, nem parecia conter uma enorme quantia de magia negra dentro de si. Olhando daquela forma, parecia mais um anjo do que o próprio filho do diabo.

—Por favor Hades, não o mate!- ele se virou para a mulher que chorava a ponto de soluçar enquanto se agachava a frente do homem, implorando para que não tirasse a vida de seu filho. O homem olhou para a cortina em chamas junto de outras coisas destruídas no quarto.

—Isso foi ele?- ela engoliu em seco antes de assentir com a cabeça quando ele a olhou firme. – não sabe que esse garoto é um perigo, inclusive a você?!

—Não!- negou balançando os cabelos negros. – ele não é mal, é uma criança muito boa, mesmo quando o pa..- ela parou quando ia dizer a palavra. – mesmo quando meu marido o bate, ele não faz nada. – ela se recordava das vezes em que implorava para que parasse de bater na criança, odiava aquele homem cada dia mais.

—Zeref mataria vocês dois se descobrisse.- ela engoliu em seco se levantando.

—Ele não saberá!- disse com firmeza e olhou para Hades com seus olhos verde musgo com tremenda profundidade.

—Ele vai sentir o poder dele. – ele levou a mão até o queixo pensativo.- não tentarei o convencer de que pode vir a ser útil, por que ele não irá se importar.- olhou para a criança de cabelos róseas dormindo. – tem um modo de impedir tragédias futuras.

—Como? Por favor me diga!- ela disse desesperada por uma forma de manter o filho vivo, não importava o que tivesse de fazer.

—Tem de selar a parte demônio dele, o selo dura por quatorze anos, apenas. – ele se virou para a mulher a olhando sério. – depois, qualquer mínima abertura que ele tiver, irá perder o controle, independente se esteja ou não com o selo.

—O que acontece quando os catorze anos passar? – questionou temerosa.

— O selo vai enfraquecer, isso significa que ele estará cada vez mais perto e próximo de sua verdadeira forma. – ela sentia o ar pesar no quarto. – mas o selo ainda irá se manter, irá ser desfeito completamente quando o poder dele se libertar completamente. – ele passou a mão na longa barba branca. – se ele se controlar, não irá ser um problema, porém, duvido que consiga não se submeter as trevas, uma hora ele irá se entregar totalmente a elas.

—Ele é forte!- ela olhou a criança e sorriu minimamente. – por favor faça isso.

—Isso não é uma garantia, quando o selo enfraquecer ele pode causar problemas a mim. – ele ditou firme e ela o olhou de olhos arregalados com medo de perder sua última chance de manter o filho vivo.

— Ele não irá, não contarei quem é o pai. – ela sentiu um gosto amargo na boca apenas por dizer aquilo, não gostava de ter de mentir ao filho e dizer que aquele homem era seu pai. – assim como tem sido. – Hades a observou por um tempo, pensativo.

—Não deveria ter criado afeição por ele, não é muito diferente de seu marido.- ele falou sincero a respeito de seu mestre Zeref.- ele não possui qualquer mísero sentimento.

—Eu sei... Porém, comigo ele foi atencioso, mesmo que talvez tenha sido especial apenas para mim. – falou triste, sabendo que o homem que amou de verdade, nunca poderia amá-la da mesma maneira. – desde que fui obrigada a casar com meu marido, eu nunca tive um momento de felicidade, até o conhecê-lo, mesmo que tenha sido por apenas um mês, foi importante para mim e ele me deu a melhor coisa que eu poderia desejar.- ela olhou para a criança e sorriu com lágrimas nos olhos. – agora eu tenho algo para que eu proteja e ame, um motivo para me permitir ser feliz. – Hades a encarou por alguns segundos antes de tomar uma decisão que mudaria todo o destino a partir daquele momento.

—Tudo bem!- ela o olhou completamente surpresa antes de abrir um grande sorriso agradecida. – mas ele sentirá dor e irá apagar toda sua memória a partir de agora, não se lembrara de nada, será um branco completo, não se lembrara quem é, e quem você é.. – a mulher apenas confirmou não se importando desde que pudesse ter o filho vivo, e confiava que ele fosse forte o suficiente para suportar tudo,e ela estaria ao seu lado para lhe ajudar a suportar.

Atualmente

—Isso tudo está acontecendo, por que você foi fraco demais para matar o garoto!- Mard Geer falou nervoso para o outro quando Zeref sumiu do local. – não o culpo, já que o próprio Zeref ficou encantado por um tempo com a garota, óbvio que ela também conseguiria fazer sua cabeça. – Hades apenas o olhou com olhos semicerrados.

—Não me venha com balbúrdias, você falhou em matar o garoto também.- retrucou de volta ao lembrar quando o moreno havia tentando matar o garoto a sete anos atrás. – e acabou matando a mãe, mas não o filho!

—Não me importo!- ele devolveu nervoso.- fora mais do que você fez. – passou a mão pelo rosto de forma nervosa. – e ele perdeu o controle, aquele desgraçado quase me matou aquele dia.

—Você o submeteu a perder o controle, porém, o selo é forte o suficiente para impedi-lo de se lembrar ou saber o que aconteceu, no mínimo ele acha que matou a mãe. – Hades sentou em sua poltrona colocando a mão em sua testa.

—Acha que ele não desconfia do que é?- ele olhou para o outro a sua frente. – ele deve sentir as sombras, mesmo com o poder selado.

—Não, ele não irá ficar sabendo, por que nunca teve um filho de demônio com humana antes, ele é o primeiro mestiço da espécie. – ele soltou o ar dos pulmões, como se a tempos estivesse o segurando. – todos morreram antes de nascer, mas sabemos que é por que Zeref é diferente de outros demônios, portanto o filho também.

—Acho melhor encontrar esse garoto logo e o matar, antes que Zeref nos mate. – Hades negou com a cabeça fazendo o outro o olhá-lo chocado.

—Não, se ele estiver mesmo com a sereia celestial, não podemos atacá-los do nada. – olhou firme para o outro.- tem ideia do quão poderosos esses dois são? agora juntos? – Mard Geer apenas suspirou frustrado. – eu tenho poder sobre o selo, portanto, exerço certo poder na cabeça do garoto e quanto a garota. – ele sorriu ladino.- ela está ficando mais forte, desconfio que seja por que está limpando os portais. – o outro o olhou de olhos arregalados.

—Estas louco? Por que deveríamos permitir que ela limpe os portais? se assim o equilíbrio é restaurado, o que não é muito vantajoso a nós. – Hades apenas estalou a língua e sorriu.

—Meu caro amigo, se ela limpar todos os portais e restaurar o controle sobre eles, quando o imperador tiver posse do poder dela, ele terá posse dos portais também. – o outro o olhou surpreso. – então ele que irá controlar o equilíbrio, o que será mais vantajoso a nós. – ele sorriu ladino.

—Quando pretende a capturar?- ele balançou a mão como se não fosse nada.

—Irei preparar um plano, não se preocupe, mesmo que demore, vamos pegá-la, precisamos ser estratégicos se quisermos aqueles dois.

**

Sentir a água por baixo de seus pés lhe causava uma sensação sem igual, ela sentia uma paz que se restaurava dentro de si, de modo que todas suas frustrações consequentemente sumissem sem vestígios, e ela amava isso, amava que pudesse por pelo menos alguns minutos, ter seu minuto de paz. Já que se interior era sempre tão confuso e bagunçado, ela buscava aquilo que era diferente de si, como cargas se atraindo a outra.

Sentada sozinha na areia da praia que havia perto da casa do Fairy Tail, Juvia poderia ser confundida com uma miragem ou até mesmo uma sereia. A noite fria e a lua cheia acima de sua cabeça, não parecia lhe incomodar em nada e sim atraí-la a ficar cada vez mais lá. E ela permaneceria, não se importava que estivesse tarde ou até mesmo perigoso, apenas queria permanecer ali e tirar proveito desse momento.

—Por que está aqui sozinha?- tomou um susto com a voz grossa dele atrás de si, e se virou assustada o olhando em pé a observando com seu rosto sério de sempre.

—Pelos Deuses Gray, você me assustou!- levou a mão ao peito como se pudesse acalmar seu coração que batia aceleradamente, ela só não sabia se era de fato pelo susto, ou pela presença do moreno. – pensei que fosse algum louco.

—Então não deveria ficar sozinha em uma praia tarde da noite. – ele disse como se fosse óbvio, com sua maneira seca de sempre. Se limitou a apenas revirar os olhos, já acostumada e anestesiada com o jeito dele.

—É bem melhor quando se está sozinha. – falou de maneira ríspida lhe dando uma alfinetada que ela esperava que ele sentisse, fosse embora e a deixasse em paz, da maneira que a havia encontrado antes. Contudo, tamanha fora sua surpresa ao notá-lo sentar-se na areia ao seu lado e o olhou de sobrancelhas em pé. – o que está fazendo?

—Estou me sentando!- disso o óbvio novamente e ela queria fazê-lo engolir a areia. – percebi que costuma vir com frequência aqui a noite. – piscou os olhos surpresa, ela não imaginava que alguém havia notado e a surpreendia mais o fato, saber que fora ele quem notou. – posso lhe questionar o motivo?

—Já perguntou!- ela disse simplesmente e se virou olhando o mar quebrando suas ondas. Ele deu um sorriso de lado com a resposta dela, não estava acostumado com aquela Juvia, porém, o instigava bastante. – eu gosto de ficar aqui, pensando.

—Só isso? Achei que fosse algo mais profundo. – ela o olhou de sobrancelhas unidas. – por que você gosta tanto do mar Juvia?

—Por que você gosta tanto do frio Gray?- ela devolveu a pergunta e ele a olhou de olhos arregalados. Ela o olhava séria, enquanto seus cabelos azuis eram ricocheteados pelo vento. Ela parecia ainda mais linda sobre a luz do luar. – gosto pelo mesmo motivo, por que me faz lembrar dos meus pais. – disse simplista e se virou para frente, com as bochechas completamente corada após o olhar tão intenso dele. – meu pai era marinheiro, e minha mãe sempre ficava o esperando na praia, o mar tem ligação com a história deles, apesar de também ter sido o lugar que os tirou a vida, é onde os sinto mais próximos de mim. – falou sincera, tirou os cabelos dos olhos para colocá-los atrás das orelhas, tudo sobre o olhar dele.

—É, tem razão, gosto do frio por que me lembra minha mãe. – ele falou sincero, de modo que só conseguia ser com ela, ele sentia que com Juvia ele podia ser ele mesmo, por que independente de tudo, ela sempre o aceitava como era. – os momentos mais felizes que passamos foram na neve, no gelo, é algo que me liga a ela. – ele pegou um graveto que estava ao seu lado no chão e começou o rodá-lo na mão. – quando meu pai bateu tanto na minha mãe que ela acabou morrendo, estava quente. – ela o olhava de olhos arregalados, surpresa por ele contar algo tão delicado de sua vida para si. – por isso não gosto do calor. – ficou apenas parada o olhando sem saber como reagir, era difícil lidar com Gray.

— Sinto muito!- ela levou a mão até o ombro dele para lhe passar força, e quando ele olhou para sua mão e depois para si ela imaginou ter ultrapassado um limite do qual não era permitido, então retirou sua mão apenas para ele a segurar no ar com a sua.

—Não precisa sentir. – ele falou baixo olhando nos olhos dela que sentia o coração acelerar apenas com o toque dele, por que ela era tão dependente dele ainda? – por que está distante de mim, indiferente? — a pergunta a deixou surpresa, ele não parecia afim de continuar o assunto de sua família, e parecia bem disposto ao novo assunto.

—Indiferente?- o questionou sem compreender.

—Sim, você parece não se importar comigo, você me ignora e nem me procura mais. – ela o olhou com uma sobrancelha em pé e deu um sorriso soprado.

— Está perguntando por que não fico mais atrás de você como um cãozinho?- ele piscou os olhos surpreso e ela retirou a mão da dele, como se o toque a ferisse. – só estou cansada disso Gray, eu me amo o bastante para não ficar me humilhando para alguém que não se importa comigo.

—Não me importo com você? É claro que me importo!- disse como se fosse óbvio, porém, as palavras causaram o efeito contrário nela que se levantou irritada.

—Não precisa fingir que se importa.- e então ele a puxou quando passou ao seu lado, e ela acabou por cair de joelhos ao lado dele que a trouxe para mais perto. Segurou a cintura dela a trazendo para seu colo, de modo que seus rostos estavam tão próximos que os narizes encostavam um no outro.
— você não tem ideia do quanto me importo com você, não tem ideia do que causa em mim.- ela sentia que poderia desmaiar apenas com aqueles toques tão íntimos, e sua respiração junto de seu coração estava acelerada. Ele descia os olhos o olhar dos olhos azuis, até os lábios dela. Os lábios roçaram um no outro, e então ela se levantou saindo do colo dele e andando em direção de volta a casa, porém, ele se levantou e a segurou pelo braço para trazê-la mais próxima de si. – me pretende fazer correr atrás de você agora? — ele disse com sorriso ladino, aquilo o instigou mais.

—Ate que não seria uma má ideia.- ela deu um sorriso ladino quando seus rostos estavam tão próximos um do outro.- porém, apenas me deixei em paz! – falou firme para então se virar para ir embora, contudo, ele a puxou de volta para dessa vez a beijar.

Os lábios tocaram um ao outro em um desespero evidente. Por mais que ela tentasse negar, ela não conseguia evitar que seu corpo inteiro chamava por ele e ansiava por cada toque seu. Era desesperador ter que viver assim, mas era pior ter que viver sem eles. Ela retribuiu o beijo com todo o sentimento que tinha, e mal percebera quando saíram apressados até a casa e então ao quarto dele, onde enfim, puderam se entregar aquilo que estavam sentindo.

Ele a prensou na parede com as mãos firmes na cintura fina, que desceu até o quadril dela onde deu o impulso necessário para levantá-la e cruzar as pernas no quadril dele. As mãos dela passeavam pelos fios negros o puxando com certa firmeza, queria descontar nele tudo aquilo que sentia. Tinha medo do que isso poderia significar amanhã, porém, não se importava o bastante para parar, a verdade era que ela não queria parar. Seu corpo sentia falta dele, e ela pretendia afogar a falta, antes que ela a afogasse.

Sugou o lábio inferior dele quando o beijo foi terminando, para então ele descer avidamente pelo pescoço dela, no colo, em um caminho pecaminoso de beijos que a fazia arrepiar. Então ele a levou até a cama a depositando delicadamente, mas de modo firme onde trabalhou ardilosamente para retirar o espartilho, e se irritar por aquela droga está dificultando seu caminho para a perdição. Quando se viu livre daquilo, o jogou longe, para então descer as mãos até às cochas dela apertando com firmeza, enquanto as mãos dela trabalharam em retirar a camisa dele e poder sentir a pele dele com suas mãos, passeando por cada canto e fazendo questão de deixar marcas nas costas quando o prazer lhe parecia lhe sucumbir.

O vestido que ela usava aos poucos foi descendo de seu corpo, junto do caminho de beijos que ele deixavam e então a deixá-la completamente nua em sua cama, e ele fazia questão de olhar aquela vista que julgava ser a mais linda. Ela sentia as bochechas corar com o olhar intenso dele, porém, foi com as mãos até as calça dele, retirando aquilo que os impedia de sentir pele na pele. Deitou sobre ela para beijá-la de novo e descer as mãos até o seu local de desejo, a fazendo arfar quando sentiu os dedos em sua intimidade, parou o beijo apenas para descer os beijos até o pescoço deixando algumas marcas pelo caminho nas quais resultaram em gemido dela em resposta, depois chegou ao colo para então levar até os lábios frios a um seio dela que arfou com o contato, era incrível como ele conseguia a levar ao céu com apenas um toque.

Os lábios deles causavam arrepios por toda a pele aveludada no qual ele desceu até barriga, até então finalmente ao seu objetivo final. Os olhos negros atentos a ela para notar cada mínima reação, ele sabia, era ciente do que causava nela, e amava isso, queria registrar cada detalhe. Ela não resistiu ao gemido que saiu de seus lábios ao senti-lo no seu mais íntimo, de modo que apenas ele seguia com suas mãos apertando firme as cochas dela para depois a mão direita ir auxiliar a língua no trabalho, ela arqueou as costas completamente anestesiada pelo desejo, para então chegar ao seu clímax depois. Ele sorriu satisfeito antes de subir acima dela e a beijar com vontade, e demonstrar o quanto ele precisava dela, ela girou o corpo ficando por cima e se preparou para que pudesse senti-lo. As mãos dele seguraram firme a cintura dela quando ela encaixou se sentando em cima dele, e gemeu alto quando enfim pode senti-lo inteiro. Fez questão de rebolar lentamente para torturá-lo, para depois aumentar a velocidade e diminuir depois, em uma lenta e torturante forma de desejo. Ele se sentou a trazendo para mais perto e beijar os lábios dela.

O contato de pele com pele era a mais perfeita das sensações, que os fazia se arrepiar e se sentir tão entregues um ao outro em um momento tão íntimo e único dos dois, ela sabia o que ele gostava e ele sabia o que ela gostava, eles conheciam um ao outro o bastante para ver a beleza e a feiura um do outro e ainda permanecer ali. Ela nunca conseguiria extinguir Gray de seu coração, por que ele havia feito questão de marca-la com brasa lá. E por mais que ele tentasse lutar contra, nunca conseguiria resistir a ela, o que ela o fazia sentir, era único.

Quando chegaram ao clímax um logo após o outro, permaneceram do mesmo modo, sem coragem de se moveram. Os lábios roçavam um no outro enquanto a respiração estava acelerada, ela tinha as mãos no rosto dele enquanto olhavam um ao outro nos olhos incapazes de desviarem. Ela de fato nunca conseguiria extinguir Gray de seu coração.

—Você é a pessoa que eu mais me importo nesse mundo!- falou olhando fundo nos olhos azuis, em uma singela, mas direta declaração. Ele precisava dela em sua vida, e ela precisava dele. Não havia como negarem, não quando queimava insistindo para aparecer.

**


Lucy Narrando

É uma sensação estranha, como se estivesse de telespectador da minha própria vida, observando as coisas acontecerem, mas sem obter o poder de modificá-las. Era horrível olhar para ele se desvair em meus braços e ainda assim não o sentir me tocar, gritar por seu nome ou em um ilusório pedido de socorro. Afinal, nada poderia ajudá-lo, nada poderia salvá-lo.

Não sei definir qual sensação era a pior, contudo, acordar e saber que tudo era apenas um sonho, era o bastante para que eu pudesse me sentir ao menos um pouco aliviada. Mesmo que todo o medo e pavor ainda estivesse em minha pele correndo por meu sangue como uma lembrança de que fora real o suficiente para que eu acordasse sentindo lágrimas nos olhos.

Levei minhas mãos até meu rosto para extingui-las de maneira nervosa, como se as limpasse também retiraria de mim a sensação ruim que parecia vir as acompanhando. Era irônico o fato de que sempre me reprimi tanto a chorar, e agora até mesmo sonhos estavam me fazendo desabar em lágrimas. Teria ficado mais fragilizada? Ao ponto de estar expondo a todos que sou uma fraca que passou por anos fingindo ser forte e acabou por acreditar na própria mentira? Não. Definitivamente não me sentia mais frágil, pelo contrário, sentia que poderia lutar contra qualquer coisa, por que agora parecia que havia um sentido para lutar. Havia um motivo para ser forte, não por que eu queria me proteger dos outros e sim proteger os outros. E era definitivamente aquilo que eu faria, iria lutar e defender aquilo que acreditava, afinal fora o que eu sempre fiz, porém agora, eu lutava por pessoas além de mim.

Fiquei um tempo boiando na água de meu quarto e agradecia Levy novamente pela ideia fantástica, realmente era bem prazeroso ter aquela piscina disposta a mim. Assim como eu obtinha o céu. Era quase impossível não sorrir olhando o teto pintado com tamanha delicadeza e perfeição de um céu estrelado. Meu coração se preenchia de uma sensação acalentadora, o suficiente para sumir com a sensação do pesadelo. Até sentir um frio pelo corpo e olhar o quarto vazio e escuro, iluminado apenas pela lua na janela.

Inconsequentemente meus pensamentos se guiaram até ele, era quase impossível não pensar em Natsu nos últimos meses de minha vida, era como se ele houvesse se apoderado de meus pensamentos e sentimentos, de modo que eu estivesse completamente inerte a tudo que não fosse ele. Era estranho ver como minha vida havia se transformado de maneiras imagináveis, porém tão reais.

Fiz o encantamento e assim que minhas pernas surgiram no lugar da barbatana, sai da água a procura de uma camisola e a vesti. Não pensei duas vezes antes de abrir a porta e me guiar até o meu destino. Mesmo que meu cérebro estivesse incerto e me mandasse dar meia volta, por que não parecia justo acordá-lo, meu coração me incentivava ao contrário me fazendo abrir a porta de seu quarto e então o vê-lo dormindo serenamente em sua cama. Estava sem camisa e deitava de maneira espreguiçada, de modo que me fez sorrir, ponderei por alguns segundos se deveria ficar ou ir embora, não me parecia certo acordá-lo quando estava em um sono tão profundo e calmo.

Decidi que iria apenas observá-lo mais de perto e então iria voltar a meu quarto. Olhá-lo já seria o suficiente, era como se minha energia se recarregasse e toda sensação ruim causada pelo sonho, fosse embora feito fumaça. Me sentei na cama de modo que não fizesse barulho, e olhei seu rosto em paz. Ele era tão lindo, os fios róseos caindo no rosto sobre os olhos fechados, o nariz arrebitado, os lábios grossos que para mim era a perdição, tudo nele parecia me atrair de um modo que eu não conseguia resistir a ficar cada vez mais próximo, de maneira rebelde desejando avançando sobre o proibido.

Levei a mão até seu rosto sem conseguir me conter e retirei o cabelo de seus olhos, e apenas aquele simples contato de sua pele com a minha, era o suficiente para causar arrepios por toda a minha. Senti seu calor tão convidativo, tão atrativo, eu sentia que poderia ficar por horas apenas me contentando com seu abraço, era tudo aquilo que sempre me pareceu faltar, eu sentia que em seus braços estava protegida de qualquer coisa que fosse, que poderia lutar contra o mundo. Era um abrigo pelo qual eu busquei incansavelmente por tanto tempo, sem nem perceber.

Quando decidi voltar para meu quarto ele se mexeu na cama e abriu os olhos me olhando meio surpreso, mas ainda sonolento. Uma atitude aceitável, já que se fosse ao contrário, eu iria lhe dar um chute no susto.

—Lucy? O que foi?- sua voz estava sonolenta assim como sua face onde ele mal conseguia manter os olhos abertos os deixando pequeninhos. Tão fofo. Sorri involuntariamente.

—Nada, me desculpa não queria te acordar...- eu não sabia o que falar, sentia me como uma dependente desesperada. – me desculpa. – pisquei os olhos e ele sorriu para mim, aquele simples gesto causava um turbilhão em meu estômago.

Eu não sabia qual reação esperar dele, porém, definitivamente não esperava que ele arredasse e então levantasse a coberta me oferecendo um espaço ao seu lado. Como se soubesse exatamente o que eu queria sem nem precisar dizer. Não consegui negar, sendo que era exatamente aquilo pelo qual eu havia vindo, e me deitei ao seu lado, fazendo questão de me aconchegar em seu peito e o abraçar sentindo seu calor me aquecer. Seu cheiro, sua pele em contato com a minha queimando em chamas invisíveis quando nossos corpos se tocavam, e o deslizar de sua pele na minha era a perfeita das sensações. Era incrível quando de fato senti pele por pele, eu senti que era deixado rastros invisíveis de um caminho ardente e pecaminoso, em como apenas seus olhos eram o suficiente para fazer meu coração arder. Tudo era um conjunto para me fazer sentir presa nele, de maneira que eu não conseguisse me soltar, e eu desejava que nunca soltasse.

Ele me abraçou passando as mãos em minha cintura me trazendo para mais perto de si, como se sentisse o mesmo que eu, uma necessidade de sentir cada vez mais perto do outro, em busca de saciar esse desejo que sabíamos que era insaciável, porém, não desistíamos de senti-lo.

Achei que ele havia voltado a dormir, devido a sua respiração e coração em calma, toda via, me surpreendi no momento em que sua mão foi até meu queixo o levantando para olhar em seu rosto, onde seus olhos me olhavam da sua maneira intensa de modo que eu não conseguia desviá-los. Nossos rostos estavam tão próximos ao ponto de sentir a sua respiração bater em meu rosto arrepiando minha pele, os narizes tocavam um ao outro. Os olhos permaneciam um no outro como se tivesse muita coisa a ser dita por eles, e eu espera insaciavelmente que ele interpretasse cada uma delas. E quando seus lábios tocaram os meus, eu soube, ele havia compreendido.

Ao sentir seus lábios nos meus uma explosão ocorreu dentro de mim, todas as vezes era como se fosse a primeira, sentia-me seguindo por um caminho escuro sem saber aonde pisar, porém, eu não tinha medo, por que eu sabia que ele estava ali comigo. E suas mãos me apertando firme na cintura era um confirmação de que ele estava, e levei minha mão até seu pescoço o trazendo para mais perto e intensificando o beijo em uma necessidade ardente de satisfazer o desejo. Sua língua fazia uma dança com a minha me causando arrepios pelo corpo, e o que me tranquilizava era saber que ele estava igual, já que sentia os pelos de sua nuca arrepiados. Melhor do que sentir aquilo, era saber que ele sentia o mesmo.

Morde o seu lábio levemente o sugando com os meus em um desejo insaciável, e ele pareceu grunhir com aquilo me trazendo para mais perto, como se fosse possível ficarmos mais próximos, mas era uma necessidade para poder extinguir aquilo que ardia por dentro. Quando o ar nos faltou, ficamos ainda próximos um do outro sentindo os lábios roçarem em um atrevimento doloroso, e as respirações batendo no rosto um do outro. Acariciei seus cabelos de olhos fechados o sentindo tão próximo, e sabia, que ali era exatamente onde eu deveria estar aqui e fiquei até pegar no sono.

Fim.

"É você,
é sempre você
Se um dia eu me apaixonar, será por você
É você, é sempre você
Conheci muitas pessoas, mas ninguém é como você"
—Ali Gatie—

Notas finais
FIIIM! Um hot du nada, e é isso mesmo. Não é apenas nalu fã que fica feliz aqui, Gruvias Shipper podem surtar também. Eu sempre explicando as coisas, deve até ser chato kkkk mas é que o Gray e a Juvia possuíam uma amizade colorida, então a Juvia começou a se apegar demais a ele, então ela começou a dar um chega nele. Eu quis manter a mesma essência do anime, porém da minha maneira. E teve um momento da Lucy narrando, o que me dizem ? gostaram? eu não sou muito cofiante na minha escrita, ainda mais em primeira pessoa, porém gostei e decidi colocar. Quando eu for colocar partes dos personagens narrando, ( no caso Natsu ou Lucy), irei deixar avisado assim. Estou muito afim de escrever um do Natsu, mas não será por agora, já que o próximo e deles no portal, pretendo fazer depois. Espero que tenham gostado, e qualquer pergunta que desejam fazer, sem spoilers, irei responder de bom grado e saciar as suas curiosidades. Até o próximo! Beijocas e Arigatou! I.C.S