Notas iniciais
Oia eu aqui de novo hehe, estava muito empolgada, então não consegui me segurar e decidi postar mais um capitulo hoje mesmo. O próximo sai amanhã. Espero que gostem, por que eu amo esse capitulo, ele é de um sensibilidade de uma personagem. Qualquer erro me perdoem e boa leitura!

Capítulo XL

O mundo no mar estava em festa, haviam finalmente acabado com o que estava destruindo o reino. Estavam em paz. Tiraram o dia para festejar e agradecer ao deus Poseidon por terem os livrado de mais um mal agrado, mesmo que ele só tenha feito o demônio virar pó. Todos pareciam felizes e realizados. Menos uma.

Lucy Heartfilia estava em um canto apenas observando tudo quieta. Ela estava feliz, havia finalmente livrado suas irmãs, mesmo que um sentimento a incomodasse, estava mais tranquila.


—De tanto que está pensando, sairia fumaça de sua cabeça se não estivéssemos na água. – ela se virou para Aura que se aproximou ficando ao seu lado e a loira sorriu sincera. – o que está pensando? Em quando vai poder sair daqui e voltar para ele?- ela o olhou com os olhos castanhos arregalados para a senhora que apenas sorriu olhando mais a frente. – eu havia deduzido pela irritação de Michelle, porém, com seu coração palpitando assim, agora tenho certeza. – ela deu uma risadinha.


—Eu... Não sei o que falar. – ela disse sincera, não conseguia mentir para Aura.


—Não diga nada. – ela disse simplesmente, com um sorriso no rosto. – não a nada o que dizer querida, é sua vida, suas escolhas, não sou eu ou Michelle que tem que decidir por você.


—Isso... Nunca poderá acontecer, eu não posso machucá-lo. – ela abaixou a cabeça olhando para suas mãos e ainda podia jurar que via o sangue nelas, mesmo que já tivesse lavado e esfregado diversas vezes.


—E como tem certeza que irá machucá-lo?- ela olhou para Aura que tinha o olhar absorto, mas atenta aos outros sentindo. – ele não será afetado pela maldição se sentir o mesmo tanto, isso não é Impossível.
—Mas é difícil!- Lucy suspirou e a sereia mais velha segurou as mãos dela.


—Não é você quem disse que leu em um livro de Shakespeare que é um amor fraco aquele que se pode medir?- ela piscou os olhos para a senhora. – você vai saber querida, você vai saber o quanto ele sente, isso não é algo que dá para se esconder. – Lucy prendeu a respiração por alguns segundos. – temos a imortalidade, mas os humanos são agraciados com fio da linha da vida, eles possuem fim. Vai chegar um tempo em que o fio da vida dele irá ser cortado e você terá de viver com o arrependimento. – a senhora sorriu. – a vida para eles é curta meu amor, por isso eles não temem viver. Você também possui esse direito de viver isso. – a loira engoliu em seco. – siga seu coração, sei que por toda sua vida você foi ensinada a pensar que ele é apenas um órgão, e que emoções são inúteis, mas você sabe, eu sei, que você não é assim, você quer viver, você quer sentir, quer sentir o frio na espinha e na barriga, quer sair por aí e ter aventuras. – ela tocou delicadamente o rosto da loira a olhando. – viva sua vida pelo que você deseja, não pelo o que os outros impõe a você.


—Anfitrite nunca permitiria. – ela falou em um fio de voz, como se estivesse incapacitada de dizer alguma coisa.


— A vida é sua. – e com isso a sereia se retirou indo até outras sereias rindo de alguma coisa que estava acontecendo.

Ainda estava inerte a tudo, digerindo as palavras de Aura. Era muito diferentes daquelas que estava acostumada, ela sempre fora diferente e sempre dizia coisas diferentes, por isso Lucy sempre se sentiu mais próxima dela e ficava a maior parte do tempo ao seu lado, pois sentia que a sereia a compreendia e com ela não era necessário fingir ser quem não era.


—Esta festa é para você também, mas não parece estar muito animada. – Anfitrite sorriu se aproximando. – na verdade acho que não vê a hora de sair daqui. – Lucy a olhou de olhos arregalados, estava tão nítido assim? Para todos estarem notando. – eu não deixava você sair para lugar algum antes por que eu tinha medo de perdê-la, por isso sempre fui muito protetora. – a deusa se sentou ao seu lado e rodava o copo enquanto olhava para o líquido da bebida.- acontece que depois disso tudo, eu tive a certeza assim como todos, que você é bem capaz de se cuidar sozinha e que é bem mais forte do que aparenta. – ela se virou para a loira e sorriu. – conseguiu provar a todos do que é capaz. – era aquilo que ela sempre buscou. – e eu tive a certeza de que eu não tinha medo que você machucasse, mas sim que conhecesse o mundo fora e nunca mais quisesse voltar, exatamente como está se sentindo agora. – Lucy arregalou os olhos para a deusa. – e quando eu permiti que você saísse para aonde quisesse, eu tinha esperanças de que você voltaria.


—Eu...- ela tentou dizer as palavras que voltaria, mas por algum motivo não as conseguiu colocar para fora, odiava ser assim com a deusa.


— Você não poderia ficar?- a deusa a olhou com um olhar piedoso, neles Lucy podia ver que a deusa desejava muito que ela ficasse e quase implorava para que ela fizesse isso.


—Eu preciso ir, vou manter o equilíbrio. – e ela faria isso, restauraria o equilíbrio trazendo luz aos portais. Mas por que parecia soar como uma desculpa? – eu irei voltar às vezes. – a deusa sorriu para ela e colocou a mão na bochecha dela.


— Estarei a espera. – a deusa sorriu e depois a puxou para um abraço. No fundo a deusa temia que Lucy nunca voltasse, mas temia mais ainda perdê-la estando ali, apenas por isso permitiria que ela fosse, ela nem ao menos imaginava o motivo pelo qual ela estava indo, e nem poderia imaginar.


***

Ele estava sentado na ponte que haviam construído perto da água. Acima da colina estava a mais nova casa do Fairy Tail onde estavam ficando temporariamente, mesmo que estivesse passando três lentos e dolorosos meses. O tempo as vezes parece passar vagarosamente quando não é do agrado das pessoas, e rapidamente quando estão em momentos que gostariam de ser eternos. O tempo era um verdadeiro sacana, na concepção de Natsu.

Ele estava com os pés na água enquanto olhava para o mar com o céu estrelado que pareciam se unir e formavam um manto escuro iluminado pela lua. Observando a lua crescente enquanto balançava o pé dentro da água gelada e levava seu charuto a boca tragando a fumaça para seus pulmões e sentindo a nicotina em contato com seu sistema, era seu pequeno momento de paz, apagou o charuto na madeira quando já havia chego seu fim útil. Deitou a cabeça em cima dos braços cruzados e fechou os olhos descansando por alguns minutos, porém, um barulho que parecia uma onda, chamou-lhe a atenção. Ele abriu o olho direito e olhou ao redor, o mar estava calmo então havia sido um movimento suspeito e rapidamente se sentou tirando o pé da água, já imaginando ser algum tubarão. Ele não pretendia ser um capitão de uma perna só no momento, deixaria isso para Barbosa.

Então ele decidiu se levantar e voltar aos seus amigos, já havia passado tempo demais ali, porém, assim que ele se virou, paralisou no lugar. Piscou os olhos várias vezes para ter certeza que não estava alucinando, até mesmo coçou os olhos, ele já a havia visto várias vezes quando estava bêbado. Contudo, aquela Lucy ali não parecia uma ilusão, ela usava um vestido branco de tecido fino e detalhes dourados, a coroa em sua cabeça, estava mais brilhante e linda do que antes.


—Cacete!- ele falou chocado e ela sorriu. – Lucy? É você mesmo?- ela o olhou sem entender e ele balançou a cabeça. – puta merda, eu não estava preparado para isso. – seu corpo inteiro se eletrizou feito um raio com tamanha eletricidade. Ela sorriu para ele, aquele sorriso que ele tanto sentiu falta, e então ela correu o abraçando com força e quando a pele dela entrou em contato com a dele, teve a certeza de que era ela mesmo, era a Lucy ali. Ele levou as mãos até a cintura a abraçando com força e a rodou no ar, os dois não conseguiram segurar a risada, mesmo que não soubessem o motivo dela. Ele cheirou seu pescoço sentindo o cheiro que ficou em sua cabeça por tanto tempo e nem por um segundo ele esqueceu. Observou a pele dela se arrepiar e aquilo lhe parecia um sonho, sentia que qualquer momento poderia acordar. – Você voltou!- ele sorriu a olhando que sorriu de volta.


—Sim, desculpe pela demora. – as bochechas dela coraram e aquela lhe parecia a imagem mais linda do mundo. Ele a colocou no chão e levou as mãos até às bochechas as colocando em sua palma, passou o dedo na pele acariciando e ela fechou os olhos com o carinho. Ele negou com a cabeça e sorriu.


—O importante e que voltou. – ele a olhou de cima abaixo. – não te deram comida lá não, minha filha? Parece que emagreceu!- ela o olhou de sobrancelhas unidas e ele colocou a mão na cintura. – ninguém sabe cuidar de você, nem você mesma, se não sou eu, você tá fodida.- ela o olhou com uma cara de tédio.


—E você voltou a não tomar banho?- a olhou de olhos arregalados e ela levou uma mão até o nariz abanando indicando que ele estava fedendo, apenas para brincar. O cheiro que ela tanta amava e sentia falta, estava ali e parecia anestesiar seu corpo.


—É cheiro de masculinidade!- ela gargalhou e ele segurou a mão dela a guiando até a casa. – todos sentiram sua falta, vão ficar loucos. – ele estava empolgado e não disfarçava isso. Ela parou e consequentemente o fazendo para e a olhar sem entender.


—Vocês não saíram para novas aventuras? Vocês ficaram me esperando?- ela perguntou culpada, se sentia tocada, mas não conseguia disfarçar o sentimento de culpa, não queria que parassem tudo por sua causa.


—Sim.- ele disse simplesmente e se aproximou ficando bem próximo a olhando bem fundo nos olhos. – não vamos a lugar algum sem você, você é uma parte nossa, é uma parte minha.- ela prendeu o ar com as falas dele. – e agora que você voltou, eu não a deixarei mais sair do meu lado. – ela piscou os olhos com tamanha intensidade nas falas e olhar que ele emanava, seu corpo inteiro se arrepiou e o frio na barriga, veio feito uma avalanche. Natsu após perceber seus sentimentos pela loira, havia decido dar tudo de si para fazê-la sentir o mesmo, ele faria de tudo para ficar com ela. Ela havia ficado bastante tempo sem sentir a avalanche de emoções que agora tudo havia vindo de uma vez, e ela não havia uma anestesia para isso. Após isso ele se virou voltando a caminhar para a casa com a mão entrelaçada na dela, como se fossem ali que elas devessem ficar. Quando se aproximaram da porta, Lucy olhava o local com um sorriso no rosto, estava maravilhada com tudo. Levou um susto quando Natsu deu um bicudo na porta a abrindo com tudo. – ae cambada, a Lucy voltou!- ele berrou e todos se viraram para ele e ao notar a loira ao seu lado, todos sem exceção de nenhum, berraram empolgados e correram até ela a abraçando.

Ela ficou por muito tempo só abraçando e cumprimentando todos, estava tão feliz que não conseguia tirar o sorriso do rosto, e mesmo afastada ela podia sentir os olhos dele sobre si e quando o olhava, ele estava sorrindo e a olhando e ela lhe devolvia cada reação em dobro, pareciam dizer tanta coisa apenas com aqueles sinais, em uma silenciosa conexão.

Uma festa foi iniciada para uma comemoração, e diferente das festas no oceano, ela se divertiu e aproveitou cada momento com eles. Ali ela podia ser ela mesmo, se sentia verdadeiramente em casa.

Quando estava jogando com as meninas e gargalhando sobre alguma história cômica de Cana, ela viu Natsu subir uma escada e depois de pedir licença ela foi atrás dele.


—Natsu!- ele se virou e a olhou quando a ouviu o chamar, parou no corredor esperando ela se aproximar. – podemos... Conversar?- ela perguntou sem jeito e ele sorriu concordando pegando a mão dela e a levou até uma outra escada, no qual dava para uma porta que ele abriu e entrou com ela.

Era um quarto com uma grande cama e uma lareira, havia também uma estante de livros, uma escrivaninha e então uma janela enorme que dava para uma sacada com uma vista do mar e das estrelas. Ela sorriu maravilhada.


—Bem vinda ao meu quarto, sinta-se lisonjeada, ninguém entra aqui.- ela o olhou com uma sobrancelha em pé, não acreditava nas palavras do rosado. – e esse olhar de julgamento?- ela apertou os olhos. – você é a primeira garota e também pretendo que seja a última. – ela arregalou os olhos com suas palavras, porém, o mesmo parecia não se importar com o que havia dito e a levou para a sacada onde se sentou em uma poltrona que havia lá. Lucy por outro lado ficou parada sem saber onde ficar, talvez devesse ficar em pé, mas estava bem cansada da longa viagem nadando sem pausas.


—Sai, quero sentar!- ela decidiu por expulsar o rosado que deu de ombros.


—Vem cá!- ele a puxou para seu colo e ela o olhou de olhos arregalados, podia sentir suas bochechas queimarem e ele amava as reações que causava nela.


— Natsu! – ela tentou se levantar, porém, ele a segurou pela cintura a impedindo e a trazendo para mais perto.


— Fica aqui, pelo menos por enquanto. – ele encostou a testa na dela e fechou os olhos expirando o cheiro dela que servia como um calmante melhor que qualquer charuto ou bebida, ele ficava anestesiado. – por pelos menos dois minutos, fique aqui, por favor. – ele quase implorou, e não era necessário, ela ficaria, até mais. Levou uma mão até o pescoço dele tocando a pele quente o vendo se arrepiar, a outra mão foi até os fios rebeldes rosados e os acariciou tocando sua testa. – fiquei com medo de te perder. – ela olhou para os olhos que agora estavam abertos e atentos a si. – eu tive um pesadelo com você e acordei sentindo várias dores pelo corpo, do nada surgiu ferimentos em minha pele. – ela se lembrou que Zero os havia conectado por uma maldição. – Porlyusica disse que estávamos conectados de alguma forma, e eu estava sentido o que você sentiu. – ele a olhou com os olhos carregado de um pesar e tristeza profunda. – você sofreu aquilo?- ela assentiu concordando e soltou o ar de seus pulmões e notou que ele prendeu a respiração.


—Encontramos o esconderijo de Zero, e eu me usei de isca para pegá-lo, e ele ... Fez aquilo enquanto isso. – o olhar de Natsu endureceu junto de sua mão que apertou a cintura dela com um pouco mais de força. – mas estou bem, eu matei aquele desgraçado. – ela virou o rosto por alguns segundos olhando o horizonte até sentir os dedos dele em sua bochecha, levando os fios loiros para atrás da orelha, e ela então finalmente voltar o olhar para ele. – desculpe que tenha passado por isso, fiquei desesperada quando soube.


—Não peça desculpas por isso. – Natsu falou inquieto. – não foi sua culpa, e eu não me importaria em sentir aquilo mil vezes se significasse que você não teria de passar por aquilo. – ela piscou os olhos o olhando, ele apenas a olhava com doçura e transmitia toda paz e cuidado que ela necessitava no momento. – e eu faria isso por você se pudesse, para que não se sentisse mal. – ela soube do que ele estava se referindo. Natsu a lia como se fosse um livro aberto, ele sabia exatamente como ela se sentia e visse versa.


—Era algo que eu tinha de fazer, eu não me arrependo. – ela olhou para suas mãos sobre o colo e começou um carinho delicado no braço de Natsu. – eu só não quero me tornar um monstro para derrotar um.


—Você não é um!- ele a puxou para um abraço imaginando que fosse aquilo que ela necessitasse no momento, e era exatamente daquilo que ela precisava. – esse sentimento não é agradável e você não é obrigada a guarda-lo, coloque para fora. – ele a afastou apenas para a olhar nos olhos.- você pode se abrir para mim, eu nunca a verei de outra forma. – ela passou a língua nos lábios os apertando quando eles começaram a tremer.


—Eu me senti tão mal, as coisas que eu tive de fazer... Eu não me agrado delas, mesmo que tenha sido para proteger minha espécime. As coisas pela qual eu passei. – ele ficou quieto apenas a ouvindo. – eu sinto como se fosse minha obrigação suportar tudo calada, eu sempre tive de suportar e fazer tudo, sempre foi imposto em mim essa pressão. – os lábios dela tremiam enquanto ele passava a mão em seus cabelos. – tem de ser assim por que uma sereia faz isso, você não pode demonstrar por que uma sereia não sente, eu odeio isso. Não é admitido que você possa cometer erros, e quando você acerta, não faz mais do que a obrigação. – seus olhos se encheram de lágrimas. – e quando estava lá, eu não sentia como se estivesse em casa, eu me sentia como se estivesse exposta ao olhar crítico de todos esperando apenas um segundo de fraquejo para apontar facas para mim – as lágrimas começaram a descer pesadas junto do sentimento que estava em seu peito. – eu não sou como eles, como elas, e sempre vivi sozinha, sempre me empunhavam tanta coisa, e eu sentia a obrigação de fazer por que eu era a princesa, por que eu tinha de ser assim. – ela estava até mesmo soluçando, como se estivesse colocando para fora o que anos estava preso, e ela de fato estava. – eu cresci me odiando por que todas as sereias me odiavam, por que quando você passa tanto tempo ouvindo que não é nada, é exatamente nisso que você acaba acreditando. – ele levou a mão até o rosto limpando as lágrimas. – eu senti tanta falta daqui, de rir e me divertir sem me importar com nada, eu queria tanto voltar, mas também me odiava por pensar assim, me sinto mal com isso, me sinto mal por não sentir que lá é o meu lar, que estou sendo egoísta e mimada, que sou mal agradecida com a deusa.


—Você não precisa sentir mal por isso, você quer apenas viver sua vida, não é mal agradecida por isso, tenho certeza que a deusa tem consciência de seu amor por ela. – ele acariciava a bochecha dela. – você não tem quer ser nada do que mandaram você ser, você só tem de ser a Lucy, o que você quiser ser. – piscou os olhos quando mais lágrimas caíram.- e quando quiser chorar ou se chatear com algo, está livre para sentir e expressar seus sentimentos. – ele a olhou fundo nos olhos. – você não tem de fazer nada que não queira, e um lar não é o lugar onde você cresceu, e sim aonde você se sinta em casa, é um lugar para recarregar as energias não lhe desgasta mais. Família é onde você se sente bem e onde te acolhe quando você precisa, não precisa ser de sangue. – ele sorriu para ela, ele mais que ninguém sabia daquilo. Lembrando de tudo que Natsu passou, a loira se sentiu boba e egoísta com seu pequeno problema.


—Me desculpe por estar fazendo uma tempestade em um copo de água, tem coisas muito piores. – ele revirou os olhos e a olhou firme.


—Não existe essa coisa de pior Lucy, você sabe onde dói em você, independente da dor do outro, não diminua a sua por isso. Se te faz mal, importa sim. – ele a olhou docemente. – não precisa se desculpar por isso, eu estou aqui para isso, estou ao seu lado. – ela não sabia como era ter alguém assim consigo, mas estava genuinamente feliz por ter Natsu ali consigo. Ela o abraçou deitando a cabeça por sobre a dele. – você sempre se preocupa mais com os outros e deixa sua ferida exposta para não ferir os outros, você faz coisas que não gosta para que ninguém mais tenha de fazer. – ela ficou quieta enquanto ouvia. – você é boa demais, demais para esse mundo, e para mim. – a última parte ele disse quase em um sussurro, porém ela ouviu. – isso é algo lindo, é o que te faz de diferente dos outros, das sereias, porém, está exposta para ser ferida, eu irei lhe proteger, então não se preocupe e não faça nada que não queira, não deixarei que nada lhe aconteça. – ela beijou o topo da cabeça dele o abraçando mais apertado, podia sentir que seu coração estava mais aliviado e aquecido, finalmente ela estava em paz. — você não está sozinha.


— Obrigada, só por... Estar aqui. – ela o apertou mais se aproximando como se fosse possível se unirem em um só. Era assim como eles se sentiam, como um só que se unia ao outro. Ela não precisava de mais nada, desde que tivesse ele. Não precisaria ser a pessoa perfeita desde que fosse a pessoa perfeita para ele.


Fim.
“É inevitável ceder às pressões causadas pelas impressões.”
—L. S. Dias-

Notas finais
Entãaaooo, o que me dizem ? Uma coisa de cada vez, mas já estou doida para surtar. Enfim, não sei se estavam esperando por isso, mas a personagem que deu uns conselhos para a Lucy foi a Aura. Não tinha como ser outro personagem, por que as sereias tem uma visão muito fechada a respeito do assunto, e a Aura por já ter sido humana, ela tem uma percepção diferente. MDS, ELA VOLTOUU, GRAZA DEUS. Eu confesso que já estava me coçando para isso, eu amo escrever parte dos dois, mas tudo tem seu tempo e desenvolvimento, e não havia momento melhor. Alguém feliz ai ? quem estava com saudades? Essa parte da Lucy, eu gostaria de explicar só para não haver mal entendidos, mas enfim, ela ficou muito mal com tudo que teve que passar, sem falar que ela não possui uma boa relação com o povo do reino do mar, tirando algumas pessoas. Ela ira explicar mais para frente também, mas digamos assim, que você e ensinado desde pequeno a reprimir o que está sentindo, é horrível. São varias coisas decorrentes, ela teve de conquistar o respeito deles. Ela não se sentir confortável lá, ficou mais notório, então agora ela tem uma percepção melhor. Ela é forte, mas também muito sensível. Esse capitulo demonstra a sensibilidade da personagem e a confiança dela no Natsu, sem falar que ela só precisava de um abraço depois de tudo oque passou. Espero que tenham gostado, e até amanhã. Beijocas e Arigatou! I.C.S