Notas iniciais
Heyyy pessoal? tudo bem ? Aqui estou eu, com a minha maior cara de pau em postar, depois de um tempão. Desculpas, mas aqui estou. Peço perdão a demora para postar e em responder os comentário, logo em seguida já estarei respondendo os comentários da capitulo anterior. Queria agradecer a cada um de vocês por todo esse carinho. Obrigada! Espero que gostem e qualquer erro me perdoem. Boa leitura!

Capítulo XXXVIII


Ela gostava de sonhar por que nos sonhos, ela sentia que podia fazer coisas que na realidade lhe eram tão inalcançáveis. Entretanto, seria mais agradável se pudéssemos controlar os sonhos para que assim ela nunca mais precisasse presenciar aquele terrível sonho, se sentia amedrontada e uma sensação ruim a corroía. Quando abriu os olhos finalmente, se dando conta de que não estava mais naquele terrível pesadelo que vinha a assustando todos as noites desde que havia se afastado dele.


—Vejo que acordou!- ela se virou notando a sereia de cabelos brancos ao seu lado preparando alguma coisa em um pequeno pote. Ela olhou ao redor notando estar dentro de uma caverna com o teto aberto onde se podia ver o céu estrelado e a lua brilhando acima de si. Ao redor da caverna brilhava como diamantes. – parecia que estava em uma terrível agonia, contudo, tenho certeza que não era pelo processo de cura de seu pés.


—Aura!- ela falou sorrindo olhando para sereia, feliz em vê-la. Os olhos brancos da sereia de cabelos platinados não podiam de fato ver, porém, viam mais coisas que olhos comuns.


—Senti sua falta peste.- Lucy deu risada e a mulher voltou para os pés da garota passando algumas flores para acelerar o processo de cura e purificar o local. – como sempre entrando em confusão, está achando que é algum Deus? Que é invencível? Pensei que havia parado de tentar fazer tudo por si só, contudo, aparentemente eu estava errada. – ela pressionou com certa força na ferida fazendo a loira fazer uma careta. – agora aguente as consequências de seus atos tolos.


—Aura, eu tinha de fazer!- Lucy disse baixo, a mulher se virou para ela e lançou um olhar sério que a fez paralisar por alguns segundos.
—Entendo que queira resolver as coisas por conta do seu poder, você se sente na obrigação de fazê-las, porém princesa você precisa ser mais racional.- Lucy ficou quieta por que sabia que a sereia estava certa.- francamente, você é tão inteligente e possui grandes ideias, é estrategista, sabe que agir de maneira imprudente não a irá beneficiar.


—Você está certa, me desculpe! – a loira voltou a olhar para a lua. Ironicamente sempre brigava com Natsu por ser imprudente e estava agindo exatamente como ele. Sorriu com a lembrança, sorriu ao se lembrar dele e em como sentia falta até mesmo das brigas.


—Por que estas rindo feito uma abobalhada?- Lucy gargalhou com a fala da platinada que balançou a cabeça. – você tem que se lembrar que independente de seu poder e imortalidade, você não é invencível! – a mulher falou séria, alguns minutos de silêncio perduraram nos minutos seguintes. – Michelle me disse que pretende ir embora de novo. – Lucy a olhou surpresa. – ela lhe trouxe aqui e me falou algumas coisas, me deixando a par da pequena desavença das duas.


—Eu não queria a magoar. – a loira falou desanimada, se sentia triste por estar em uma situação ruim com Michelle. – eu sei que fui uma estúpida.


—Ninguém é perfeito, estamos sujeitos a cometer erros. – Aura sorriu delicadamente para a garota. – você não foi estúpida por ser sincera, você está certa, tem de dizer o que está sentindo, é sempre importante expor ao outro como se sente, é um direito seu e da pessoa que merece saber. – ela se virou para pegar um pouco de água para a sereia. – sem contar que você durou muito tempo.- Lucy a olhou sem compreender do que ela estava falando. – eu sempre pensei quando iria decidi reivindicar o direito de decidir as coisas por si mesma. – ela levou uma concha com água até a loira que sentou para tomar o líquido que desceu molhando cada orgão de seu corpo.


—Não me parece certo viver por base das escolhas de outras pessoas, porém, não me parece justo me afastar das pessoas que sempre me deram tudo. – ela disse sincera não disfarçando sua indecisão no assunto.


—As vezes nos temos o direito de ser egoísta. – Aura falou com a voz delicada e olhou para a sereia. – e está tudo bem, por que temos de ser bons com os outros, contudo temos de ser melhores com nós mesmos. – Lucy ficou quieta ainda sem saber o que dizer, ela fora tanto tempo privada do que queria fazer que parecia ser algo difícil de ser retirado agora. – e também você não pode ficar para sempre de baixo das asas dos outros. – a loira engoliu em seco e ficou olhando para a lua, perdida em seus pensamentos. – você também tem de ouvir o lado de Michelle, assim como você, ela também tem os motivos dela. – A albina tocou na mão dela fazendo um carinho reconfortante. – tenho certeza que se vocês forem sincera uma com a outra, vão se entender. – a albina suspirou e colocou a mão na cintura. – onde estou com a cabeça? Esqueci uma coisa. – Lucy a olhou sem entender, ela passava mais tempo naquela caverna do que em qualquer outro lugar, como poderia ter esquecido de alguma coisa? – vou buscar, fique aqui, após acabar a cicatrização você pode voltar para a água. – a platinada mergulhou na água saindo da caverna deixando a loira sem compreender nada para trás, emergiu do lado de fora e foi até onde a outra sereia estava sentada em uma rocha olhando para as estrelas. – eu sabia que estaria aí. – Michelle que até então estava distraída, assustou-se com a aparição repentina da platinada e quase caiu da rocha.


—Por Deuses Aura, você não pode chegar silenciosa. – ela fez uma careta de indignação. – e eu só estou sentada, não possui nenhum motivo em especial. – Aura revirou os olhos diante da fala da outra que engoliu em seco.


—Vocês duas tem quantos anos mesmo? – Michelle virou o rosto irritada não estando muito a vontade com o assunto. – entre logo e converse com ela!- Aura falou firme com as mãos na cintura.


—Por que eu deveria?- a castanha falou meia chateada, não sentia como se estivesse errada, porém sabia que a loira também não estava, era só uma questão de mal entendido.


—Por favor Michelle, não tenho paciência para dramas. – Aura a olhou firme.- você sabe que não é por que deu errado com você, que vá dar com ela, certo?- a castanha engoliu em seco abaixando a cabeça. – você deveria contar a ela.


—Para despejar minhas frustrações nela? – ditou irônica com um gosto amargo na boca. Aura apenas ignorou o tom rude e a olhou docemente.


—Por que ela é sua melhor amiga, e por que ela precisa entender seu lado, e você o dela.- Michelle manteve a cabeça baixa sem coragem de encarar a mais velha. – amigos não são para essas coisas?


—Não sei do que está falando!- Michelle ditou firme fazendo apenas a mais velha a olhar com compaixão. Antes de Aura se tornar uma sereia ela era uma humana muito devota aos deuses, principalmente Anfitrite e quando quase morreu em alto mar, a deusa lhe salvou lhe abençoando e lhe tornando uma sereia. Mesmo que houvesse ganhado a imortalidade e todo conjunto que companhava em ser uma sereia, ela possuía uma percepção diferente das coisas por ter sido uma humana antes. As sereias possuíam uma maneira mais fria de lidar com as coisas.


—Se você não estivesse incomodada, não teria tido o trabalho de ficar aguardando a recuperação dela aqui.- a sereia mais nova engoliu em seco. – eu irei deixar vocês a sós, você faça o que lhe parecer o melhor, desde que não arrependa de seus atos.


E então Aura se retirou mergulhando ainda em sua forma humana deixando a outra para trás. Michelle bufou frustrada, pois a sereia mais velha possuía maestria em fazê-la se sentir incomodada em determinadas situações. Seguindo os conselhos da mais velha ela mergulhou entrando na caverna e assim que emergiu do outro lado, Lucy já estava na água com sua forma sereia e ao notar a presença da outra, abriu um grande sorriso. Porém, logo depois ficou corada sem saber como reagir frente a sua amiga, mas sabia que devia desculpas.


—Me desculpe Michelle, você estava cer..- antes que ela pudesse terminar sua frase, fora impedida pela a outra que tomou a frente.


—Eu não estou com raiva por você querer ir embora, e sim por que eu queria lhe proteger de se machucar! – ela ditou rápido antes que perdesse a coragem e a loira a olhou em incompreensão. – eu sei por que quer voltar. – Lucy piscou os olhos surpresa diante do que fora dito. — É por causa dele! – a loira arregalou os olhos de tamanha forma que imaginou que fossem cair para fora e engasgou com sua própria saliva, sentia como se estivesse nua e completamente exposta. Olhou chocada para a amiga.


—Não, não é isso...- novamente Lucy fora interrompida por Michelle que tomara a frente em meio as palavras da loira.


—Eu vi vocês dois!- as bochechas de Lucy coraram sem um motivo exato.- antes de ir falar com você eu havia lhe visto com ele, eu vi a forma que se olhavam e tocavam. – a loira somente piscou os olhos chocada demais para reagir de outra maneira.- eu fiquei tão surpresa que nem acreditei, depois de me recompor eu fui falar com você. – Lucy uniu as sobrancelhas em incompreensão. – eu falei aquilo por que sabia que iria vir e iria deixá-lo. – a loira a olhou em completo choque e a castanha não demonstrava sentir algum remorso. – o que não era de fato mentira, realmente precisávamos de você. – a sereia ainda estava perplexa com a revelação.


—E por que fez isso?- Lucy perguntou baixo. Não estava irritada com a amiga, pois de fato foi necessário sua volta e ela tinha de ajudar suas irmãs, era algo que ela tinha de fazer. Michelle abaixou o olhar olhando para a água cristalina com o fundo de pedras brilhantes.


—Por que eu queria te afastar dele, e pensei que quando voltasse, notasse que aqui é o seu lugar e decidisse ficar. – Lucy a ficou olhando quieta por alguns minutos apenas a analisando e tentando abstrair as falas da amiga. – a alguns anos atrás tive curiosidade em conhecer o mundo na superfície . – a loira a olhou atenta. – eu encontrei uma família de três irmãos, que me receberam de bom grado e me permitiram ficar. – Michelle deu um sorriso nostálgico, porém triste. – o irmão mais velho era bonito e atencioso, estava sempre preocupado em me auxiliar. Como eu nunca obtive esse tipo de atenção antes, me senti tocada e acabei por me apaixonar por ele e cometi o erro de achar que ele poderia sentir o mesmo. – ela olhou para a loira que engoliu em seco. – eu tentei resistir e ser forte e suportar, viver apenas com as mínimas carícias já me deixava feliz, porém quando você se apaixona você deseja mais, por mais que diga que vai resistir, você não irá. – ela olhou firme para a loira. – e então nos beijamos e eu vi diante dos meus olhos, ele morrer com meu beijo. – Lucy sentiu a respiração prender e seu coração apertar, levou a mão ao local apertando os punhos com força. – a irmã dele ficou enlouquecida e me chamou de monstro, que eu o havia seduzido para matá-lo, eu fui embora desolada e nunca mais quis voltar a superfície. – Lucy ficou paralisada diante das falas de Michelle. – eu estava lhe protegendo Lucy, de viver o que eu vivi, de sentir esse arrependimento e dor para o resto da vida. – os olhos azuis de Michelle se enchiam de água depois de anos. – por que por mais que desejamos, nunca, vamos conseguir fazer com que alguém nos ame na mesma intensidade. – Lucy ficou paralisada, aquilo a incomodava de uma maneira inexplicável. – sereias sentem muito mais, é quase impossível achar alguém que vá amar na mesma intensidade. – a loira nada disse, se aproximou da amiga e a abraçou passando a mão no longo cabelo castanho a permitindo chorar o que a anos ela vinha guardando. – é uma maldição. – Lucy engoliu em seco enquanto consolava a amiga e temia um dia sentir o mesmo que ela.


**


A noite estava mais fria que o habitual, o inverno já dava suas graças com sua coberta branca abraçando o chão e as árvores. O homem sentou-se em sua cadeira enquanto bebericava de sua bebida e se permitindo obter um único momento de paz, do qual ele foi reprimido desde o momento em que tudo estava dando errado, e ele já havia chegado a um consenso final sobre sua situação, e o resultado só lhe deixava mais irritado.


—Meu senhor!- ele levantou o olhar para Midnight que fez uma reverência antes de se aproximar sob os olhos atentos do outro sobre si. – venho lhe trazer as informações recentes.


—Por que estou com a impressão de que irei me irritar com essa merda?- ele olhou irritado a seu subordinado não conseguindo disfarçar seu desagrado, contudo, ele via razão em suas ações, afinal tudo estava dando errado por que não estavam trabalhando corretamente e portanto o problema era a incompetência de seus subordinados. – é como dizem, se quer algo bem feito, faça você mesmo. – ele ditou em desagrado enquanto o outro permaneceu com a cabeça abaixada , como se ao menos ousar em levantá-la fosse um absurdo descomunal.


—Meu senhor, possuo uma ideia para lhe ajudar com essa questão misógina. – Zero uniu as sobrancelhas se questionando do que aquele inútil poderia pensar. Ele poderia muito bem o ignorar ou lhe jogar uma cadeira na cabeça só por ousar pensar que poderia resolver alguma coisa depois de toda a bagunça que havia causado, porém ele apenas balançou a mão permitindo que o outro prosseguisse com suas falas. – creio que a sereia responsável pelos acontecimentos, seja a sereia que mestre Hades está procurando. – os olhos de Zero se arregalaram tanto sendo uma enorme expressão de surpresa diante das suas distintas e mínimas reações. – podemos usar uma isca para capturá-la e então, teremos uma recompensa para o imperador, por toda confusão. – o sorriso gigante que surgiu no rosto do outro era macabro e assustador.


—Não me diga que a sereia celestial resolveu dar as caras, e o idiota do Hades nem ao menos imagina isso?!- ele gargalhou alto onde perdurou um som esganiçado pelo local vazio. – e como seria o plano para captura-la?
—Com uma isca meu senhor.



***

O céu enegrecido coberto de pequenos diamantes brilhantes espalhados pelo local lhe causavam uma sensação boa ao olha-los, enquanto sentava sobre uma pedra no mar que batia suas ondas na rocha atrás de si. Um cenário que acompanhavam sua profunda tristeza, distintos e bonitos, diferentes de como ela se sentia no momento.


Fazia cerca de duas semanas que Michelle havia aberto seu coração sobre seus sentimentos em relação aos humanos, ela havia sentido na pele aonde ainda a marcava com eternas cicatrizes invisíveis. Lucy não fora capaz de contestá-la, afinal ela mais do que ninguém poderia imaginar como era a situação, porém, não possuía o direito de ir contra as palavras da amiga, pois de nada sabia e nada poderia fazer. Na verdade ela preferiu não contestar e não dizer que seria possível que ela estivesse errada e mesmo que mínima e quase inexistente, existia uma possibilidade, entretanto isso era algo a que nem ela ao menos sabia.


Por várias noites seguidas aquilo a incomodou, pois temia que pudesse ocorrer o mesmo consigo. Só de imaginar perdê-lo ou que o resto a odiasse por isso, era uma dor imensurável e completamente inaceitável. Ela nunca correria esse risco por conta de seu egoísmo, mesmo que fosse difícil ela lutaria contra aquilo que estivesse surgindo em si. Ela era um ser mitológico amaldiçoado, mas isso não significava que ela deveria permitir que outras pessoas fossem afetados com seu destino miserável, era sua sina, era seu destino do qual ela por muito tempo achou ser estúpido, porém agora ela sentia seus efeitos.


—Princesa?- ela se virou para Delfim que estava com sua cabeça por fora da água a olhando. – temos informações importantes. – ela assentiu e apenas entrou na água o seguindo. Primeiramente ela iria resolver os assuntos que eram importantes no momento e depois ela se preocuparia, com as possíveis estatísticas. — conseguimos uma informação de um Telquines que pode ter encontrado a fonte da substância negra.


—Um Telquines?- Lucy uniu as sobrancelhas loiras em questionamento, não deixando seu senso crítico de lado, os Telquines eram conhecidos por não serem muito confiáveis, faziam uso de magia negra, porém depois de Zeus os ameaçarem jogá-los no tártaro, eles o obedeceram extinguindo o uso.


—Sim, é a única informação consistente depois de todo esse tempo. – a loira nada disse e apenas seguiu o golfinho até onde se encontrava o ser. Ele estava sentado em uma rocha enquanto lixava um punhal em mãos. A cabeça feito um animal canino possuía os dentes afiados para fora, e olhos vermelhos atentos, o corpo negro com nadadeiras e garras afiadas o deixavam com uma aparência assustadora. Os outros animais marinhos se mantinham longe apenas observando, alguns obtinham medo deles, afinal eram imunes a magia e eram filhos de Deuses primordiais. Até mesmo Zeus se sentia ameaçado por eles, tanto que os ameaçou jogá-los no tártaro para ao menos tentar manter os demônios marinhos sobre suas mãos.


Os olhos vermelhos a olharam profundamente quando se aproximou, e manteve um olhar profundo de volta. Não era feitio das sereias se deixarem serem ameaçadas, independente de quem fosse. Elas nunca abaixavam a cabeça.


—Soube que tem informações de onde poderia ser a fonte da substância negra. – o demônio apenas a olhou com desdém e sorriu ladino.


—Para que eu possa fornecê-las você tem que me dar algo em troca. – ela apertou os olhos o avaliando. – afinal, eles me ofereceram bem mais para atraí-la. – ela piscou os olhos surpresa.


—De quem está falando?- ele deu uma risada macabra e a olhou nos olhos.


—O culpado por todo esses acontecimentos no qual você, inutilmente tem tentado resolver. – apenas um nome vinha em sua mente, e ela apertou os punhos em ódio. – eles me pediram para atraí-la. Possuo duas informações cruciais nas quais você irá me dizer como devo fornecê-las. – ela permaneceu quieta apenas o observando, que despreocupadamente rodava o punhal entre os dedos. – você que decide se devo dizer a verdade ou a mentira. – ele sorriu empolgado.


—O que quer em troca?- o sorriso que surgiu fora maior ainda, coisa que ousava ser impossível. – iremos ajudá-lo dentro do possível.


—Não senhorita Lucy, você vai conseguir!- ele disse duramente. – eu acredito que eles possam me ajudar, porém você é uma garantia maior, já que é o seu rei quem pode fazê-lo. – ela apertou os olhos para o animal sem compreender o que ele dizia. – o meu irmão que Poseidon jogou nas profundezas do tártaro. – ela quase permitiu rir sobre as palavras do outro.


—Eu não possuo qualquer autoridade contra as vontades de Poseidon. – a face de desagrado do animal a sua frente, era um claro aviso que ele não estava satisfeito e coisas ruins aconteciam quando isso acontecia. – o mínimo que Poseidon vai lhe ofertar e um lugar junto de seu irmão para você. – ele a olhou de olhos arregalados. – eu sei que você também estava ciente disso antes mesmo de me solicitar isso, estava apenas esperando que eu lhe sugerisse outras ofertas, e você analisaria qual lhe apeteceria mais e então, você iria avaliar se iria passar a informação correta, já que a errada você daria da mesma maneira para receber o que eles o ofertaram. – ele sorriu soprado após a avaliação da loira. – porém, eu não possuo outras ofertas, apenas de que não será mandado ao tártaro. – ela o olhou com uma sobrancelha em pé. – então agora me dê a informação correta, e vai ganhar dos dois, como pretendia desde o começo.


***


O branco da neve se misturava com o marrom do solo completamente pobre e desgastado do local. Ela seguiu caminhando silenciosamente, enquanto estava em seu estado de alerta para qualquer movimento suspeito. Quanto mais parecia se infiltrar na floresta, mais densa a neblina ficava e sua visão ficava mais distorcida e pouco nítida.


—Nunca imaginaria que seria estúpida ao ponto de vir sozinha mesmo. – ela olhou ao redor em busca da voz em um zunido de uma flecha chamou sua atenção, no qual desviou virando o tronco no momento em que uma flecha passou em sua direção e acertou por fim, o tronco seco da árvore. Depois outras flechas foram atiradas no qual ela tentou desviar, contudo uma acertou seu ombro, ela parou e olhou a flecha fincada na pele junto de um líquido preto, levou os dedos até o local sentindo o líquido preto junto de seu sangue. E então, uma outra flecha de metal acertou sua panturrilha e essa possuía uma corrente no qual fora puxada com força, porém, ela firmou a perna para não cair. E então mais duas foram lançadas, uma acertando sua coxa esquerda e a outra seu braço direito. – finalmente nos encontramos. – e então a neblina desapareceu dando lugar a uma floresta lotada de homens com espadas e todos os tipos de armas apontadas para si. Levou os olhos para aquele que estava no centro e a olhava surpreso, onde um imenso sorriso surgiu de seu lábio. – você! Agora tudo faz sentido. – ele gargalhou enquanto ela sentia seu corpo pesar junto de sua visão que estava embaçada. – isso deixa tudo mais interessante.


Tudo acontecerá rápido em movimentos quase imperceptíveis, a sereia pegou seu bastão que transformou em um tridente antes dela o joga-lo com força junto com seu grito de ódio em direção a Zero, que na mesma hora atirou com sua arma do pó negro no peito da garota bem no coração, com a força do impacto o corpo da loira caiu no chão. O tridente acertou o estômago do homem que rugiu com a dor e arrancou o objeto que transformou em um bastão novamente em suas mãos.


Lucy piscou os olhos enquanto sentia sua respiração pesada e todo o veneno preencher sua corrente sanguínea e o coração, para então apagar de vez.


Fim.
"Tenho que te deixar
Porque você tem que ir longe
Por favor me perdoe por isso
Espero que possamos nos encontrar novamente algum dia."
—Punch—

Notas finais
Fiiiiimm! E ai gente, o que me dizem? Alguém imaginava que Michelle chamou a Lucy propositalmente, apenas para afastar ela do Natsu? E foi explicado o lado dela, ela só está tentando proteger a Lucy de se ferir internamente. Outra coisa e que Aura já apareceu antes em uma lembrança de Lucy, mas não foi citado o nome só as características, e eu gosto muito dela, é uma personagem de criação minha, mas que tem um papel importante na vida da Lucy. *Os os telquines eram demônios marinhos, filhos de Pontos com Tálassa. No conto original, dizem que Zeus tinha um pouco de cagaço deles, então tacou eles no Tártaro, como sempre. Mas aqui eu deixei eles livres, pq eu queria usar eles. Lá vai a Lucy fazendo cagada de novo. Será? hahahah O que acharam ? Gostaram? Vejo vocês, no próximo. Beijocas e Arigatou! I.C.S