Laços do Passado
59 Uma nova guardiã
Notas iniciais
No haras Regina amamenta a filha.
Regina— Eu fiquei com tanta saudade de você meu amor.
A garota mama olhando pra mãe.
Regina—Olha, mamãe teve que se afastar de você hoje, mas foi por você viu? Tínhamos que acabar com a maldade de um homem muito mal. Eu pensei no seu futuro Lana, eu não podia deixar que ele ou qualquer outra pessoa colocasse em risco a sua segurança ou das pessoas que eu amo.
A morena olha pra sua filha completamente apaixonada. A menina para de mamar e Regina coloca a filha numa posição melhor pra que a menina possa arrotar.
Regina— Eu te amo minha filha.
Alguém bate na porta.
Regina— Pode entrar.
Cora entra.
Cora— Eu trouxe uma canja e a sua vitamina(com uma bandeja nas mãos)
Regina apenas observa a mãe.
Cora— A médica disse que era importante você tomar as vitaminas na hora certa.
Regina segura a menina com um braço e estende uma mão pra pegar o remédio.
Cora— Quer que eu a segure enquanto...
Regina— Não precisa. Cadê o Robin?(joga o comprimido na boca e bebe um pouco d’água)
Cora— Ele foi a cidade buscar o menino dele.
Regina— Onde está a Amy?
Cora- Está jantando com a prima.
Regina segura a menina de forma protetora.
Cora— Regina, eu sei que você está com medo de mim, é natural e eu te entendo, mas filha eu não vou fazer mal a sua família.
Regina— Como quer que eu acredite nas suas palavras? Tudo que você fez foi tentar destruir a minha família.
Cora— Eu já te expliquei.
Regina— Explicou sim, mas nada que você faça ou diga vai justificar todo o sofrimento que eu passei na minha vida por sua causa. Eu nem sei catalogar tudo que eu passei, mas só em resumo: Eu fui criada sozinha, presa num castelo, sem qualquer tipo de amor e carinho, cresci frustrada! Perdi meu noivo, meu pai, me casei com um homem que batia em mim.
Cora se levanta e vai pra o outro lado do quarto.
Regina—Não quer ouvir a verdade?
Cora não responde.
Regina coloca a menina no cestinho improvisado e se aproxima da mãe que está olhando pra janela.
Regina— Olha pra mim Cora( fala firme, mas em toma mais baixo por causa da criança)
Cora se vira e encara a filha.
Regina— Ele me batia. Abusou de mim todas as noites em que estávamos casados. Me amarrava na cama, me trancava no quarto e eu não podia me defender. Ninguém me ajudava, ninguém via o quanto ele me machucava, não só fisicamente.
Cora— Por que nunca disse isso pra alguém?
Regina— Pra quem eu contaria? Ele era o rei. Fazia o que queria. Nem magia eu podia usar. Ele descobriu que eu possuía poderes e conseguiu com algum feiticeiro um anel que anulava os meus poderes. Era a aliança do casamento. Quando nos casamos ele já sabia.
Cora— Eu não sabia disso.
Regina—Ninguém percebeu quando ele me empurrou contra a nossa cama com tanta força que quebrou uma das minhas costelas( as lágrimas correm)
Cora nada responde.
Regina— Quando você voltou, naquela noite em que estávamos no carro e você me mostrou um trabalho escolar do Henry, querendo me incentivar a lutar pelo meu filho, lembra disso?
Cora apenas confirma com a cabeça.
Regina— Você me fez uma pergunta e eu não a respondi. Qual foi a pergunta?
Cora engole seco.
Regina— Qual foi a pergunta?
Cora— Como conseguiu essa cicatriz?
Regina— Mesmo que aquele casamento me parecesse um pesadelo, o Leopold parecia ser calmo, mas no quarto ele se transformava num monstro. O que parecia um pesadelo se transformou num inferno. Ele me bateu na nossa primeira noite. Eu resisti. Eu achei que me mostrando forte ele não iria me tocar, mas não foi isso que aconteceu. Ele veio pra cima de mim com tanta força, eu resisti o quanto eu pude, mas eu cada vez mais perdia as forças, mas num momento de distração eu consegui atingir ele com um abajur e tentei correr, mas ele me segurou e me acertou no rosto( as lágrimas correm no rosto de Regina)
Cora— Minha filha( chora com a revelação da filha e tenta tocar o rosto de Regina, mas a morena recua)
Regina— Quando o Henry tinha três anos ele quebrou o braço. Eu o deixava ficar no jardim. Ele adorava ficar pegando as maças no chão. Um dia, eu estava trabalhando em casa e ele queria ir pra o jardim. A babá que ficava com ele durante algumas noites na semana, tinha ido pegar o pagamento, viu o Henry insistindo e disse que ficaria com ele. Eles começaram a brincar e num momento de distração da babá, ele pegou uma cadeira e tentou alcançar uma maça que está bem alta, ele se desequilibrou e caiu.
Cora a observa com atenção.
Regina— A primeira coisa que ele gritou foi mãe. Quando uma criança cai ou se machuca, a primeira palavra ela grita pela mãe. Aquela que o gerou ou o criou é a imagem da pessoa protetora. E mesmo adultas algumas pessoas ainda recorrem as mãe...Enquanto aquele asqueroso gemia e suava em cima de mim eu chorava. E sabe o que passava pela minha cabeça?
As lagrimas correm no rosto de Cora.
Regina— Eu pensava “ Como uma mãe é capaz de entregar uma filha nas mãos de um monstro desses?
Cora— Regina...
Regina— Eu pensava que nem em pensamento eu te chamaria, por que foi a minha própria mãe que me entregou de bandeja pra ele.
Cora— Minha filha( enxuga as lágrimas)eu assumo que não sabia que você passaria por isso. Como eu poderia imaginar...
Regina— Não faria diferença. Mesmo sabendo do caráter dele...Na verdade a falta de caráter, você ainda teria me entregado em troca de poder.
Cora— Regina, me escuta.
Regina— Nada que você diga vai mudar o passado não é?
Cora— Infelizmente não mudará o passado e acredite dói mais em mim do que você possa imaginar.
Regina enxuga as lágrimas.
Cora— Nada que eu diga ou faça mudará todo o sofrimento e a angustia que você viveu. Eu fui a pior mãe que poderia existir. Eu e Gold transformamos você na pessoa que você nunca sentiu orgulho de ser. E eu como mãe não poderia ter permitido. Trouxe sofrimento pra você e pra sua família e mesmo que eu te diga que eu estava sem coração, mesmo assim não justifica meus atos, mas eu preciso que você saiba, que eu quero reparar tudo que eu causei.
Regina cruza os braços e sorri ironicamente.
Cora— Não vai ser fácil, eu sei disso, mas estou disposta a engolir cada palavra sua ou de sua irmã por que mesmo que vocês me afastasse de você eu teria que aceitar por que vocês tem razão.
Regina a encara.
Cora— Mas, por favor, me dê a oportunidade de tentar o seu perdão. Eu sei que não posso te pedir nada, mas eu te imploro filha, deixa eu fazer parte da vida dos meus netos. Eu passei a vida toda longe do amor e agora a vida me deu a oportunidade de voltar e reencontrar a minha família. Eu quero aproveitar todo tempo perdido.
Regina— Eu não sei como isso pode funcionar.
Cora— Faremos dar certo.
Tenta se aproximar mais uma vez, mas Regina mais uma vez se esquiva.
Regina— Eu também achei que das outras vezes poderiam dar certo.
Cora—Por favor, minha filha, me perdoa por toda a dor que eu te causei. Eu preciso do seu perdão e te imploro deixe eu me aproximar dos meus netos.
Regina— A decisão de aproximação não depende de mim. Meus filhos decidirão quanto a isso. Quanto a Rebecca deve falar com a Zelena.
Cora— Eu sei. Eu agradeço. Eu já vou indo, vou me despedir da Amy e da Rebecca.
Amy bate a porta.
Regina— Entra Amy.
Amy— Vim ver se está tudo bem por aqui(adentrando o quarto)
Regina— Está minha querida.
Cora vai saindo.
Amy— Pra onde vai essa noite?
Cora— Bom, a velha da lanchonete tem alguns quartos vazios e...
Regina— O nome dela é Granny.
Cora— Isso mesmo. Vou tentar alugar um quarto.
Cora vai saindo.
Amy se vira pra mãe e une as mãos e pede por favor sem soltar qualquer som.
A morena respira fundo.
Regina— Espera.
A mãe se vira.
Regina— Te muito espaço aqui. Pode ficar em um dos quarto desocupados.
Cora— Está me convidando pra ficar aqui?
Regina— Como eu disse há muito espaço e eu tenho certeza que a Granny não te aceitará na pensão.
Cora— Tem razão. Obrigada filha.
Regina— De nada.
Amy— É o terceiro quarto a esquerda.
Cora— Certo.
Cora vai saindo.
Regina— Cora.
Cora— Sim( parada na porta)
Regina— Obrigada por salvar a vida da minha filha, pela ajuda no parto e por tudo que fez nessas ultimas horas( ainda séria)
Cora— Acredite. Foi um prazer.
Amy observa a cena enquanto Cora sai do quarto.
Regina volta pra cama.
Amy— Obrigada mãe.
Regina— Não sei se fiz o que era certo.
Amy— Mãe, ela é minha vó...Sua mãe.
Regina— Amy, a minha mãe já fez coisas terríveis. Até mesmo com você.
Amy— Ela quer mudar e precisa de uma nova chance.
Regina— Ela já teve muitas chances.
Amy— Por que está sendo tão difícil pra você aceitar que ela mudou?
Regina— Depois de tudo que aconteceu na minha vida eu tenho esse direito.
Amy— Ela precisa de uma segunda chance e merece. Do mesmo jeito que todas nós. Até você e a Zelena.
Regina estranha as palavras de Amy.
Regina— Por que está falando assim?
Amy— Você não quer compreender.
Regina— Me faça compreender.
A garota fica calada.
Regina— Amy, o que está acontecendo?
Amy— Nada.
Regina— Eu quero a verdade! Ela está te ameaçando?
Amy— O quê? Mas é claro que não!
Regina— Então o que é? Eu não consigo compreender por que a perdoou tão rapidamente ou por que a está defendendo assim.
Amy engole seco.
Regina— Fala a verdade.
Amy—Eu sei.
Regina— O que você sabe?
Amy— Você me pede pra confiar em você e agora eu te peço. Confie em mim.
Regina- Mas...
Amy—Mãe você não confia em mim?
Regina— Amy, mas é claro que eu confio em você.
Amy— Então, por favor, deixa a minha avó perto da gente( segura as mãos dela) por favor, não me afaste da minha avó.
Regina— Eu jamais afastaria você, contra a sua vontade, de quem quer que fosse.
Amy— Eu só te peço...
Regina— Eu não vou afastar você dela.
Amy— Obrigada.
As duas se abraçam.
Na casa de Emma.
Emma— Henry, deve haver uma explicação.
Henry— E tem! Ela tem outro cara.
Emma— Henry eu olhei diversas vezes nos olhos da Grace enquanto vocês estavam, quer dizer estão juntos. Ela adora você.
Henry— Infelizmente ela te enganou também.
Emma— Filho ela...
Henry— Será que dá pra parar de tentar defender ela?(fala sério) Ela me trocou e eu prefiro não falar mais nela.
Emma— Claro.
Henry anda de um lado pra o outro.
Emma— Só me diz o que eu posso fazer pra fazer você se sentir melhor.
Henry— Nada.
Emma- Eu vou tomar um banho. Pede uma pizza.
Hook desce as escadas.
Hook— Henry.
Henry só faz um gesto com a cabeça.
Hook— Eu sinto muito
Henry olha pra mãe.
Emma— Eu não disse nada.
Hook— A voz dela ecoa pela casa.
Emma- Ele não quer papo agora Hook.
Hook— Não precisa. Vamos dar uma volta Henry.
Henry— Não. Eu vou deitar!
Hook— Que isso parceiro? Vamos. Só os homens.
Emma observa.
Henry acaba concordando e sai com o futuro padrasto.
Na mansão Cora está no quarto de hospedes, olhando pra uma fotografia de Regina em um porta-retratos.
Amy— Posso entrar?( da porta)
Cora— Claro.
Amy— Eu trouxe um lanche( coloca uma bandeja)
Cora— Obrigada(pega a bandeja e coloca na cômoda ao lado da cama)
As duas se encaram.
Cora— Você é mesmo filha da Regina.
Amy— O que quer dizer?
Cora— Mesmo depois de tudo você ainda é agradável comigo. É a doçura que a Regina tinha. Eu vejo em você!
Amy fica calada.
Cora— Por que está fazendo isso?
Amy- Você merece uma segunda chance.
Cora— Mesmo depois de tudo?
Amy— Mesmo assim. Somos uma família e devemos nos perdoar.
Cora— As coisas que eu fiz contra as minhas filhas foi imperdoável.
Amy— Acho que não existe a palavra imperdoável quando há arrependimento sincero.
Cora— Como sabe que é sincero o meu arrependimento?
Amy— Eu vi nos seus olhos o amor quando pegou a Lana.
Cora engole seco.
Amy— Eu vi você se emocionar. Eu senti isso. Não é possível que estivesse fingindo tão bem.
Cora— Acredite, com o meu histórico não seria tão difícil.
Amy— Mas foi verdadeiro. Logo depois eu vi você se arriscar pra salvar a minha vida. Você se importou.
Cora— Como você mesma disse. Somos família!
Amy— Quando a Zelena voltou, eu quis pensar naquilo como uma oportunidade.
Cora— A minha volta pra mim também significa oportunidade.
Amy— Eu sei e é por essa oportunidade que eu quero lhe pedir um favor.
Cora— O que é?
Amy— Não magoe mais a minha mãe ou a minha tia.
Cora— Amy( senta perto da garota) Eu juro que não é o que eu quero. Eu passei minha vida toda em busca do poder. Logo depois que eu dei a Zelena eu quis me concentrar na busca pelo poder e pela vingança contra a mãe da Snow. Por causa dela eu não casei com um rei.
Amy— Você sempre a via?
Cora— Sempre. Os caipiras que ficaram com ela eram camponses muito humildes e com magia eu fazia com que a plantação deles fossem as melhores da aldeia. Um dia, a Zelena ainda pequena estava brincando numa das plantações então eu me disfarcei de camponesa e dei uns doces pra ela. A partir dalí eu ia lá sempre que podia. Quando ela completou 7 anos, eu dei um doce com sonífero e fiz a iniciação. Usei magia pra que a marca dela não fosse vista por ninguém.
Amy— Ela sabe disso?
Cora— Não. E não precisa saber. Quero reconquistar as minhas duas filhas me concentrando no futuro. Quero deixar o passado no lugar dele.
Amy— Isso parece altruísta.
Cora dá uma risada.
Amy— O que foi?
Cora— Regina tem te instruído muito bem. Altruísta? Nem parece aquela garotinha assustada que vivia no país das maravilhas.
Amy— Eu mudei muito desde que reencontrei a minha mãe.
Cora— Quando a Regina colocou o meu coração de volta eu senti meu corpo ser tomado por amor e arrependimento. Principalmente por arrependimento em relação a você. Eu tentei dizer a ela que você estava lá, mas em poucos segundo o veneno me possuiu.
Amy— Eu sei. Eu acredito!
Cora— Como pode acreditar nas coisas que eu estou te dizendo? Eu sempre menti pra você e...É a Regina(sussurra)
Regina bate a porta.
Regina— Amy?( adentra o quarto)
Amy— Oi mãe.
Regina— Enzo veio ver você( não direciona o olha pra Cora)
Cora apenas observa a filha e tem seus pensamentos tomados.
“Por favor, minha filha, me perdoa e me deixa eu te abraçar. Eu te amo”.
Amy observa a avó e a mãe.
Regina— Amy? Está me ouvindo?(se preocupa)
Amy— Estou. Mãe, por favor, pode pedir que ele me aguarde um pouco?
Regina— Claro (estranha a filha)
Regina sai do quarto.
Amy encara Cora.
Cora— O que foi?
Amy— Eu sei.
Cora— O quê?( confusa)
Amy— Por favor, minha filha, me perdoa e me deixa eu te abraçar. Eu te amo( fala pausadamente o pensamento de Cora)
Cora— Como você sabe disso?
Amy— Eu consigo ler seus pensamentos.
Cora fica chocada com a revelação de Amy.
Amy— Você acabou de pensar numa palavra feia?
Cora tapa a boca e anda pelo quarto.
Cora— Como?
Amy— Eu não sei. Desde o momento que eu li aquele pergaminho algo em mim mudou.
Cora— Você consegue ler meus pensamentos.
Amy— O que está acontecendo comigo? Por que só consigo ler os seus pensamentos?
Cora- Eu não sei.
Amy— Quero que seja sincera comigo.
Cora— Serei.
Amy— O que realmente significa aquele pergaminho que eu li?
Cora encara a neta.
Amy— Quando eu li o nome da minha bisavó sumiu e logo em seguida surgiu o meu.
Cora— É complicado Amy.
Amy— Não, não é.
Cora— Nossa família é muito poderosa e eu não poderia acabar simplesmente com todo o poder do nosso clã.
Amy— Você tem algo protegendo a nossa magia. A magia da família!
Cora fica calada.
Amy— Me fala de uma vez. Você disse que eu sou a sua escolhida. O que isso quer dizer?
Cora— Quando a minha mãe se tornou senhora das trevas ela se tornou a guardiã das Mills.
Amy— Sei.
Cora— E mesmo que ela deixasse de ser senhora das trevas ela continuaria sendo a guardiã do clã. Quando ela deixou de ser a senhora das trevas ela leu pra mim uma profecia.
Amy— Profecia?
Cora— Sim. Ela disse que haveria uma descendente Mills que a substituiria e se tornaria a guardiã. Eu achei que fosse a Regina. Mas a profecia era bem clara quando dizia que a descendente possuiria o coração puro e...
Amy— E o quê?
Cora— A essência azul.
Amy fica boquiaberta.
Cora— Você é a nova guardiã Amy. A nova guardiã Mills.
Na lanchonete da vovó.
Roland está nos braços Robin, os dois conversam.
Roland— Você disse que me ensinaria a usar a flecha.
Robin— É verdade. Quer mesmo aprender?
Roland— Sim. Quero proteger a Lana.
Robin— Você está mesmo se tornando um rapazinho.
Granny— Esse vai ser um ótimo arqueiro, igual ao pai( alisa o cabelo de Roland)
Robin— Começando assim tão cedo ele vai ser melhor que o pai.
Os dois sorriem.
Roland— Eu sou irmão mais velho.
Granny— É sim. Vai mesmo proteger a Lana?
Roland— Sim. A Lana, a Memy e a Rebecca.
Granny— Isso mesmo. Proteja as meninas. Deixa eu pegar seu pedido.
Noah— Robin?
Robin— Noah. Tudo bem?
Noah— Agora está. Como está a Regina e a princesinha?
Robin— Estão perfeitas. Como está a Zelena?
Noah— Está bem. Vim buscar um jantar e uma sobremesa. Ela disse que estava com vontade de comer essa torta da vovó e agora sem magia ela não pode mais estalar os dedos e fazer surgir uma lanchonete inteira a disposição dela.
Robin— É verdade. Olha, eu sei que é tudo mais complicado, mas acho mesmo que as coisas vão melhorar sem magia por aqui.
Noah— Eu concordo. A minha ruiva já está com crise de abstinência.
Os dois riem.
Granny entrega os pedidos e os dois saem conversando.
Robin— Eu conheço bem a Regina e sei que ela está sofrendo com essa separação.
Noah—Espero que o afastamento faça bem pras duas.
Robin— Storybrooke é uma cidade pequena, elas vão acabar se acertando, elas vão se ver em algum momento.
Noah— Mas eu não tô falando daqui.
Robin— O que quer dizer com isso?
No The Rabbit Hole.
Hook— Então? Quer conversar?
Henry— Não( toma um gole de cerveja)
Hook— Olha parceiro, eu não quero ser enxerido, mas eu tenho que falar uma coisa, se ela não for a pessoa certa pra você, mais cedo ou mais tarde você vai encontrar alguém que seja sua cara metade.
Henry— Sabe Hook, quando começamos a namorar, ela dizia que sempre gostou de mim e eu disse que sempre gostei dela.
Hook— E parecia mesmo ser sincero.
Henry— Ela me enganou também. Sempre fui sincero com ela e de uma hora pra outra ela jogou na minha cara que havia outra pessoa.
Hook— Péssimo.
Henry— Eu não quero mais ela nem que ela me peça perdão de joelhos.
Os dois brindam as cervejas.
No haras Enzo e Rebecca conversam.
Rebecca— Ela tá conversando com a nossa avó.
Enzo— Não sei se é uma boa ideia essa mulher aqui.
Rebecca— Ela é minha avó Enzo. Minha mãe e minha tia mereceram uma segunda chance. Ela merece também.
Enzo— Não está mais aqui quem falou.
Rebecca— Que bom.
Enzo— Me diz uma coisa. Cadê o Jake?
Rebecca— Deve tá em casa dormindo. Me ligou mais cedo pra saber se eu estava bem e disse que estava muito cansado por que tá ajudando na reforma da casa do Graham.
Enzo— É. Eles vão casar em duas semanas não é?
Rebecca- Pois é. Ainda não acredito que eles só vão casar só no civil.
Enzo— Segundo o Graham eles querem praticidade.
Rebecca— Eu concordo. Aliás, eu, provavelmente, não vou me casar.
Enzo— Deixa o Jake saber disso.
Rebecca— Quem decide isso sou eu Enzo. Jake não tem palavra em nada sobre mim. Eu gosto dele, mas não morro de amores.
Enzo— Nossa! Quanta frieza Rebecca.
Rebecca— É uma qualidade ou um defeito. Vai ver por isso que nós não demos certo.
Enzo— Discordo. Não demos certo por que eu fui predestinado pra amar a Amy.
Rebecca— Nisso eu concordo(sorri) vocês foram feitos um para o outro.
Os dois sorriem.
Rebecca— Posso te perguntar uma coisa?
Enzo— Fala.
Rebecca— Onde você arranjou aquele urso de pelúcia enorme?
No quarto , Amy e Cora continuam a conversa.
Amy— Eu? Por que eu?
Cora— Você foi predestinada a proteger nosso clã.
Amy— Isso é loucura. Eu não posso ser a predestinada.
Cora— Não é loucura. Quando o seu nome surgiu no pergaminho foi no exato momento em que a profecia se cumpriu. A sua essência tem a mesma cor da essência da minha mãe e isso não é coincidência. A profecia está correta. É seu destino nos proteger. Proteger o nosso clã.
Amy a encara Cora.
Cora— Eu sei que é muito pra você digerir agora, mas eu não provoquei isso. Você ser a escolhida não foi uma armação minha.
Amy— Eu sei disso.
Amy respira fundo.
Cora— Se você não suportar eu dou um jeito de...
Amy— Não( a interrompe) Eu sou a guardiã descendente Mills( fala firme) Eu vou proteger pra sempre o nosso clã.
Cora se orgulha da neta e as duas se abraçam.
Amy— Eu vou precisar aprender muito.
Cora— Eu te darei todo o meu ensinamento e eu te prometo( segura o rosto da neta) Enquanto eu viver, eu estarei sempre ao seu lado.
Se abraçam mais uma vez.
No quarto ao lado.
Regina sai do banheiro tomada banho.
Robin— Está mais relaxada?
Regina— Um pouco. Aconteceu muita coisa nesses últimos dias e é difícil para de reprisar tudo na minha mente.
Robin— Eu sei, mas tudo vai se ajeitar( olhando pra filha).
Regina— Essa inocente precisa de um lar tranquilo e faremos de tudo pra fazer isso por ela.
Robin— É sim. Nossa princesa está em primeiro lugar.
Os dois olham orgulhosos.
Regina— Eu não consigo parar de olha pra ela( se senta na cama perto da filha que dorme tranquilamente)
Robin— Eu também não. Parece que com poucas horas de vida ela já nos enfeitiçou( sorri pra noiva e volta a olha pra filha)
Regina— Ela é perfeita. O cabelo ainda tá clarinho, mas com um tempo acho que vai mudar. Os olhos verdinhos( beija a mãozinha da filha)
Robin— Eu tenho olhos claros, mas esse verde dos olhos da nossa filha parece mais com os olhos da sua irmã.
Regina engole seco, levanta da cama e vai até o espelho.
Robin— Regina, você precisa parar com essa bobagem com a Zelena.
Regina— Robin, eu não quero falar sobre isso.
Robin— Você não pode continuar com essa tolice. Ela é sua irmã!
Regina— Não é tolice. Ela trouxe a minha mãe de volta. A mesma que destruiu diversas vezes a minha chance de ser feliz.
Robin— Isso é passado meu amor. Todos nós erramos! Irmãos brigam o tempo todo, mas sempre se reconciliam por que se amam.
Regina fica calada.
Robin— Se reconcilie com a sua irmã antes que seja tarde e vocês se percam pra sempre.
Regina se vira, cruza os braços e encara Robin.
Robin— O que foi?(desconfiado)
Regina— Do que está falando?
Robin— Nada.
Regina— Nada? Eu te conheço Robin, sei quando está me escondendo algo. É algo serio?
Robin engole seco.
Regina— Fala o que está acontecendo com a minha irmã.
Robin— Noah disse que Zelena decidiu se afastar. Com ele e com a menina.
Regina— O que isso quer dizer?
Robin— Zelena vai morar em Nova York.
Regina recebe a noticia como uma pancada no peito.

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