Laços do Passado
5 Sex And The City?
Notas iniciais
Como num momento de dejavú. Robin presencia o momento do retorno de alguém do passado, mas agora ele está sentindo o que a morena sentiu nas ultimas horas: Uma angustia dilacerante no peito!
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Eles se separam por um momento.
Regina- Meu Deus, eu não acredito!(sorri)
Graham– Pode acreditar.
Regina– Como? Eu... Eu não entendo!
Graham- Eu vou te explicar tudo é uma longa história.
Regina- O que foi isso na sua testa?
Graham- Nada demais.
Henry- Graham!
Graham- Henry? Garoto eu não acredito o quanto você cresceu.
O caçador o abraça com carinho e aquece o coração de Regina.
Graham- Ainda é cedo, vamos dar uma volta? Eu posso te contar!
Regina- Eu...
Graham- Por favor!
Henry- Vai mãe, eu sei que ele tem muita coisa pra contar.
Graham- Vamos também Henry, você já tem idade pra ouvir certas histórias.
Regina olha pra Henry que está com as mãos juntas como se pedisse, por favor, depois só confirma com a cabeça.
Henry- Maneiro!
Henry se despede de Emma e os três saem dali como uma família unida.
Robin fica sem reação olhando para aquela cena improvável e inacreditável.
Emma- Que tal companhia?( dá um tapinha as costas dele)
Robin apenas senta numa das mesas, Emma pega com Ruby dois copos e uma garrafa.
Robin– Vou te dizer uma coisa, você é definitivamente a princesa mais diferente que eu já conheci.
Emma- É por que quando eu era mais nova ,no lugar de uma tiara, me deram uma garrafa de tequila.
Os dois brindam e viram o copo de bebida.
Emma- Como está se sentindo?(serve mais uma dose)
Robin- O que você acha?
Emma- Acho que está sentindo o que a Regina sentiu ontem.
Robin- Parece que sim.
Emma- Eu não me desculpei com você Robin, eu juro que não tive a intenção de atrapalhar a vida de ninguém.
Robin- Eu sei, você é a salvadora e apenas salvou uma pessoa inocente, eu não te culpo, eu teria feito o mesmo. Talvez a Regina esteja certa quando diz que eu não sou o amor verdadeiro dela.
Emma lembra-se das cenas que “presenciou” e sente que sua missão está começando.
Emma- Robin, você acredita em destino?
Robin- Acreditava, mas com essa realidade que estamos vivenciando eu me sinto cada vez mais distante do destino que eu comecei acreditar quando conheci a Regina. Não basta toda a confusão com a Marian, agora o imbecil do Graham volta.
Emma- Posso ser sincera com você Robin?
Robin– Sempre.
Emma– Eu não acreditava também, mas acredite em mim, depois de tudo que eu vivi desde que cheguei nessa cidade eu creio cada vez mais.
Robin- É mesmo?
Emma- Eu tenho uma teoria (vira mais uma dose)
Robin- Que tipo de teoria?
Emma- Na vida tudo tem interligações.
Robin- Como assim?
Emma- Acho que todo mundo tem uma interligação com todo mundo. Vou falar bem resumidamente ok? A mãe da Regina conhecia a minha avó, por causa da minha avó a Cora não se casou com meu avô. Cora teve a Regina, a Regina se tornou rainha, sendo assim madrasta da minha mãe, anos depois adotou o Henry, um desconhecido pra ela, mas filho da salvadora, a pessoa responsável por quebrar a maldição, filha da enteada dela, inimiga natural por hereditariedade, então a Regina é minha avódrasta, bisavódrasta do filho dela.
Robin- Que loucura! Mas por que tá detalhando tudo isso?
Emma- Pra fazer você enxergar que mesmo de uma forma complicada, mesmo com toda essa confusão, a Regina ama o Henry de uma forma que ninguém jamais poderia explicar.
Robin– Ela estava arrasada na floresta encantada.
Emma– Eu imagino!
Robin - Ela arrancou o próprio coração pra não sentir mais nada. Quando chegamos ao castelo ela preparou uma maldição do sono pra usar nela mesma.
Emma- O quê?
Robin– Isso mesmo. Ela só não concluiu isso por que a Zelena chegou e começou toda aquela loucura.
Emma-Ela sabia que o Henry era filho da salvadora e mesmo assim ficou com o meu filho. Deu um lar pra ele e tudo mais que uma criança pode sonhar, eu desisti dele pra ele ter uma oportunidade melhor. Ele chegar aos braços da Regina o Henry não foi uma boa oportunidade, foi a melhor oportunidade que poderia existir.
Robin fica calado.
Emma– Ela quer mesmo mudar Robin. Esta Regina de agora é uma
pessoa maravilhosa.
Robin- Eu sei o quanto ela é Emma.
Emma– E a Marian? Onde fica a sua esposa nessa história toda?
Robin– Eu não sei! Estou muito confuso.
Emma– Enquanto você vive essa confusão a Regina está vivendo. Você a quer?
Robin– Mais que tudo.
Emma– Então não desista dela tão facilmente.Se você acredita que a Regina é a pessoa que estará ao seu lado pra sempre então vai ter que lutar por ela e se resolver com a Marian?
Robin- Acha que eu tenho armas pra lutar por ela?
Emma- Armas? Se tiver um coração que bate com amor não vai precisar de armas.
Robin abre um sorriso.
Emma– E você ainda tem flechas se quiser acertar alguém.
Os dois riem.
Emma– Eu só te peço uma coisa Robin, a Regina tem se esforçado muito pra se tornar essa pessoa melhor, então se decidir pela sua esposa não a iluda com falsas esperanças.
Robin– Você acredita que eu sou o amor verdadeiro dela?
Emma– Você acredita?
Robin– Acredito.
Emma– Então não interessa o que os outros digam ou pensam. Você pode ir além do destino. Olha pra mim, eu estava predestinada a encontrar o Neal, imaginei que ele era meu amor verdadeiro, mas hoje não penso mais assim. Meus sentimentos pelo Hook tem se mostrado cada vez mais fortes e isso prova uma coisa.
Robin– Que coisa?
Emma– Pode haver vários amores e paixões na vida, mas um tem que ser verdadeiro.
Robin– Você tem razão.
Emma– Bom, eu já vou indo (vira outra dose)
Robin– Tudo bem.
Emma- Vai ficar legal?
Robin- Vou sim. Obrigado Emma, foi muito bom conversar com você.
Emma vai saindo e fala da porta.
Emma- Olha...Há uma interligação muito importante entre você e a Regina. Você precisa dar um passo de fé se quiser a Regina de volta, precisa resolver a sua situação, assim eu vou poder fazer a minha parte.
Robin- E qual seria a sua parte?
Emma- Refazer um laço.
Emma vai saindo.
Robin- Ei.
Emma- Fala.
Robin- Você agora tá vermelha.
Emma – Puta que pariu (fala bem baixinho e sai resmungando)
Robin ri e toma a outra dose.
Regina está em sua sala conversando com Graham e Henry.
Graham- E só me lembro de cair aqui em Storybrooke.
Henry- Muito louco.
Graham- Também acho Henry, mas e por aqui?
Henry– O de sempre maldições, quebra de maldições e muita loucura.
Graham– Como eu disse, eu vi muita coisa pelo espelho, depois tudo se apagou.
Henry– Deve ter sido quando a Cora morreu.
Graham– Acho que sim.
Os dois olham pra Regina que continua com uma taça de vinho na mão olhando pra o nada.
Henry– Mãe?
Regina– Oi
Henry– A senhora está bem?
Regina apenas confirma com a cabeça.
Henry– Bom, eu vou me deitar.
Ele se levanta beija a mãe e aperta a mão do caçador.
Henry– Que bom que você tá vivo cara.
Graham– Obrigado Henry.
O garoto sobe as escadas e vai pra o quarto.
Graham senta no centro da sala de frente pra Regina.
Graham– Está bem mesmo?
Regina- Não (confessa baixo)
Graham- Conversa comigo.
Regina– Eu sinto muito Graham, sinto muito mesmo!
Graham– Regina (fecha os olhos).
Regina- Você não sabe o quanto eu me arrependi de ter feito aquilo com você Graham.
Graham– Regina, eu não quis me envolver com a Emma, foi tudo coisa da sua mãe.
Regina– Eu sei, mas fui eu quem apertou e esfarelou o seu coração.
Graham– Eu sei Regina, mas não foi real. A sua mãe me enfeitiçou de uma forma que eu só enxergasse a Emma.
Regina– É tudo muito inacreditável, como a minha mãe pode fazer isso?
Graham– Eu sei que foi difícil
Regina– Não você não sabe! Eu senti tanta raiva quando eu vi você com a salvadora, eu queria acabar com aquele sentimento de raiva, de abandono. Eu sinto muito, me arrependi no mesmo momento que eu fiz, eu senti um vazio em mim, era como se eu tivesse sucumbindo às trevas e sentido a Evil Queen de volta.
Graham– Você não é a Evil Queen. Eu sei o quanto você mudou.
Regina– Como sabe? Como pode ter tanta certeza que eu mudei?
Graham– Só o fato de você estar conversando comigo já me diz muito. Eu via muita coisa pelo espelho Regina, eu vi toda a situação da Cora te manipulando pra que ela se tornasse a senhora das trevas, mas quando você colocou o coração dela de volta tudo ficou embaçado no espelho e ele parou de funcionar.
Graham se aproxima de Regina e segura às mãos dela.
Graham– Não foi sua culpa Regina.
Regina– Então por que eu sinto toda essa culpa dentro de mim?
Graham– Por que você é uma boa pessoa, esteve nas trevas, mas conseguiu sair, sei que não pensa assim, mas no fundo do seu coração você é uma pessoa boa Regina, nem tudo que aconteceu foi sua culpa.
Regina– Eu deixei isso tudo chegar a um ponto crítico Graham.
Graham– Regina...
Regina– Se eu tivesse tido o pulso firme nada disso teria acontecido. Eu teria me casado com o Daniel, teria vivido longe da realeza, não teria sentido a necessidade de lançar essa maldita maldição e...
Graham– E não teria o Henry.
O caçador toca no ponto fraco da rainha que para pra analisar a vida sem Henry, se levanta e vai até a janela da sala e fica olhando pra o vazio e ele se levanta pra se aproximar dela.
Graham– Não se culpe desse jeito Regina, não faça isso! Assim a Cora vence.
Regina se vira e encara Graham.
Regina– Como assim?
Graham– O que a Cora queria era que você se sentisse culpada.
Regina– Mas...
Graham– Ela nunca se conformou pelo fato de você não se entregar de uma vez, ela sempre soube que havia bondade em você e sempre quis destruir isso.
Regina– Ainda não acredito em tudo isso, é tudo muito surreal.
Graham- A sua mãe foi a pessoa mais cruel que pudesse existir, nada se compara as crueldades que ela fez.
Regina– Disso eu tenho certeza.
Graham– Ainda acho que há coisas que o seu passado e o passado dela ainda escondem.
Regina– Eu nem sei se vale a pena sabe mais alguma coisa.
Graham– Claro que vale a pena, tudo tem que ser esclarecido e muito disso poderemos descobrir com o Rumpelstiltskin. Eu te ajudarei em tudo que for preciso.
Regina– Eu te matei e você ainda quer me ajudar. Como isso é possível?
Graham– Em primeiro lugar você não me matou! E em segundo, mesmo estando sob o efeito de uma maldição eu lembro de tudo o que fez por mim, como me tratava e apesar da nossa relação cheia de paixão e loucura, nós éramos( pausa pra pensar numa palavra) amigos!
Regina– Ela destruiu quase tudo que eu amei e que eu construí, mas existe algo pelo qual eu irei agradecer a ela pelo resto da minha vida.
Graham– E o que é?
Regina– O fato de você estar vivo. Eu nunca me perdoei Graham. Me perdoa!
Graham– Eu te perdoei assim que eu acordei do feitiço.
Regina abre um meio sorriso.
Graham– Você continua com o mesmo olhar, o mesmo sorriso!
Regina– Ainda não acredito que está aqui, diante de mim!
Graham– Eu posso te provar!
Regina– Não precisa eu...
Antes que a rainha pudesse raciocinar o caçador agarra a morena.

Os segundos seguintes se transformam em uma eternidade pra ambos e depois de tantas emoções distintas, Regina se rende ao beijo.
Na pensão da Granny.
Ruby, Amy e Granny conversam.
Granny- Então, como a movimentação está muito grande, você vai trabalhar na lanchonete com a gente.
Amy franze a testa.
Ruby- O que foi?
Granny- Já sei, não quer trabalhar.
Amy- De jeito nenhum, é o que eu mais quero!( animada), mas eu não vou atrapalhar vocês?
Ruby- Nós temos tudo sob controle, vou te ensinar tudo que precisa saber. Pode confiar.
Granny- Então amanha acorde cedo!
Amy- Prometo não decepcionar senhora.
Granny- Me chame de vovó.
Amy sorri emocionada.
Amy- Estaria pronta bem cedo...Vovó!
Ruby- Ótimo!
Amy se alegra com a oportunidade trabalhar e de poder finalmente se sentir bem num ambiente.
Ruby- que tal assim? A Lanchonete já está fechada, que tal descermos e treinar um pouco.
Amy- Adorei a ideia. Vou colocar o casaco e já volto.
A garota sobe correndo e sobe as escadas.
Ruby- Eu disse vovó, ela é só uma garota!
Granny- É, parece ser uma boa menina. Ensine as coisas a ela.
Ruby- Pode deixar.
Granny- Cuidado Ruby, você é responsável por ela. Não deixe que ela saia desacompanhada, ela não conhece a cidade e é perigoso pra uma inocente andar por aqui sozinha.
Ruby- Pode deixar, eu cuido dela, como se fosse uma irmã mais velha!
Granny– Não se apegue demais a ela.
Ruby– Por que diz isso?
Granny– Não sabemos se a estadia dela será definitiva nessa cidade.
Ruby– Eu estou pressentindo que sim.
Amy- Vamos?
Ruby - Vamos!( pisca o olha pra avó)
As duas descem pra lanchonete e Ruby começa a ensinar as coisas básicas de atendimento.
Ruby– E esse é o Frappuccino.
Amy prova.
Amy– Que delícia.
Ruby– Viu como se faz?
Amy– Vi.
Ruby– Que bom que gostou, você é a única...Na verdade a segunda pessoa que gosta. Geralmente as pessoas preferem chocolate ou café preto.
Amy– Quem é a outra pessoa?(bebe mais um pouco)
Ruby– A Regina.
Amy engole seco mesmo bebendo.
Amy– Ruby, eu posso te perguntar uma coisa?
Ruby– Claro! O que é?
Amy– Como é a Regina?
Ruby– Por que quer saber?
Amy– Só por curiosidade.
Ruby– A Regina é uma mulher muito difícil de decifrar, mesmo passando por um inferno pessoal e se transformou em uma pessoa melhor.
Amy– Mas como ela é?
Ruby– Tudo bem, quer saber da história dela?
Amy– Quero.
Ruby pega um pote de biscoitos e senta no banco perto de Amy.
Ruby– Já vi que a noite vai ser longa.
Na casa de Emma a discussão está formada.
Snow– Eu já disse a você David, eu preciso ir á prefeitura, acabei esquecendo uns papéis lá.
David– Eu já disse que posso buscar.
Snow– E eu já disse que você não vai saber o que é.
David– Se me disser bem direitinho eu...
Snow– Eu já disse que não quero que você vá( grita)
Emma– Opa( chega a tempo de ouvir a frase gritada), o que tá acontecendo aqui?
Os dois ficam calados.
Emma– Quem quer falar primeiro? Mãe? Pai?
David– Sua mãe quer ir pegar um papel na prefeitura, mas eu disse a ela se ela me disse onde estão esses benditos papéis, eu mesmo pego pra ela.
Snow– Eu já disse que eu vou.
Responde nervosa.
Snow– Além do mais, eu preciso verificar uns documentos.
Emma– Tudo bem, vai lá.
Snow sai, bate a porta.
Emma– O que fez pra ela?
David– Por que acha que eu fiz algo?
Emma– Não a vejo tão nervosa com você assim desde que...Eu nem me lembro!
David– Emma a sua mãe está muito estressada, mas quando eu tento ajudar ela se recusa, grita comigo e foge.
Emma– E você só queria ir pegar esses papéis?
David– Sim, ao menos para poupá-la.
Emma– Não tente poupá-la a menos que ela peça ou vai acabar sem o coração.
David– Eu nem sei mais como agir.
Emma– Então fica quieto, até esse mal humor dela passar, eu vou conversar com ela.
David– Obrigado filha.
Neal começa a chorar no primeiro andar.
David– Eu vou acalmar ele.
Emma– Vou voltar pra delegacia, só vim pegar meu celular que eu tinha deixado aqui.
David vai subindo as escadas e falando.
David– Você tá laranja com bolinhas azuis agora.
Emma– Mas que diabos!
Emma sai revoltada com sua nova cor.
A salvadora decide que antes de ir a delegacia ir a prefeitura.
Ela chega minutos depois, entra no prédio bem devagar, escuta vozes ao longe e vai seguindo.
Quando ela chega a uma sala privativa da prefeitura vê uma cena surpreendente.
Emma– O que tá acontecendo aqui?( com os olhos arregalados)
Snow pula do sofá com o susto.
Snow– Emma eu posso explicar( limpando a boca)
Emma– Então era isso que precisava urgentemente vir fazer?
A loira olha ao redor da sala e não acredita no que vê.
Emma– Sex and The City e pipoca?
Snow limpa a boca mais uma vez.
Emma– Mãe?
Snow– Me desculpa, eu tô com vergonha.
Emma– O que está acontecendo?
Emma senta no sofá e Snow a acompanha.
Emma– Você fugiu de casa pra vir assistir HBO e comer coisas escondida?( pega o saco de pipocas e começa a comer)
Snow– É, a Carrie se separou do Big mais uma vez. Eu não podia perder o que eles vão fazer.
Emma– Ah eu já assisti esse, eles dois...
Snow– Não me conta( tapa os ouvidos e Emma acha graça)
Snow olha pra filha com um olhar de cachorrinho abandonado, Emma desliga a tv.
Emma– Se abre comigo.
Snow– Estou cansada Emma.
Emma– De quê exatamente?
Snow– De tudo. Desde que a maldição foi quebrada eu tento me virar em mil, o sequestro do Henry, a maldição do Pan, a gravidez, a maldição da Zelena, o nascimento do Neal e agora isso( aponta pras paredes da prefeitura).
Emma– Achei que estava feliz.
Snow– Eu estou, mas não tô aguentando! O Neal requer todo o meu tempo, mas tenho me estressado demais por ter que trazer ele pra cá e não poder dá a atenção ao meu filho por estar tão ocupada aqui e ele chora o tempo todo por eu não amamentar ele direito, pois tem sempre gente chegando e saindo aqui, quando eu chego em casa eu quero apenas me jogar na cama e descansar, tem dia que eu nem tenho coragem de tomar banho.
Emma– É muito cansativo, estou exausta só de ouvir( abre uma latinha de refrigerante bebe)
Snow– Eu não sei como a Regina conseguia!
Emma– Vocês estavam em uma maldição.
Snow– Mas ela cuidava muito bem da cidade, aqui não havia feitiços. Ela se virava sozinha.
Emma– É verdade! Mas me deixa ver se eu entendi! Você passa o dia estressada e quando chega a noite você deixa o Neal com o papai, vem pra cá pra comer porcarias e assisti as garotas do Upper East Side?
Snow– Basicamente.
Emma– Até quando você pretende usar essa artimanha?
Snow– Não sei, quantas temporadas tem essa série?( aponta pra televisão)
Emma– Mãe...
Snow– Eu não sei filha, não tenho tido tempo pra mais nada e é tão bom ficar aqui descansando um pouco.
Emma– Você não pode ficar aqui pra sempre.
Snow– Mas...
Emma– O David está preocupado com você, onde fica o seu casamento no meio de tudo isso? Por que não conversa com ele?
Snow analisa a situação.
Snow– É justamente com ele que eu não quero conversar.
Emma– Mas por quê?
Snow– Eu não quero que ele me veja como uma princesa frágil.
Emma ri.
Snow– Eu nunca fui o tipo de donzela que ficava esperando o príncipe encantado.
Emma– Mas isso não quer dizer que você está em apuros, pelo contrário, vai mostrar a ele que se importa com a relação de vocês e que está muito sobrecarregada com todas essas funções.
Snow– Não acha que ele vai me achar uma fraca?
Emma– De jeito nenhum.
Snow– E você?
Emma– Você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço.
Snow sorri.
Emma– Posso te perguntar uma coisa?( bebe um pouco)
Snow– Claro.
Emma– Gosta de ser prefeita?
Snow– Nem um pouco, não aguento mais essa responsabilidade, na maioria das vezes eu nem sei o que estou fazendo, mas eu não quis dar o braço a torcer pra Regina não confirmar que não sou capaz.
Emma– Duvido muito que ela pense assim.
Snow– É verdade, eu estou sendo uma boba.
Emma– Por que não abre mão da prefeitura?
Snow– Eu não posso.
Emma– Por que não?
Snow– Quem vai ficar aqui?
Emma– Vamos fazer uma eleição aqui.
Snow– Você acha que vai dar certo? E se a população não aceitar?
Emma– Podemos descobrir depois de um pronunciamento.
Snow concorda com a cabeça.
Snow– Nem tempo pra você eu tenho.
Emma– Que tal assim? Resolva primeiro essa questão da prefeitura, então arrumamos um jeito pra termos mais tempo pra nós duas.
Snow– É sério?
Emma– Claro. Então? Vamos voltar pra o apartamento pra conversar com o meu pai?
Antes de Snow responder alguém bate na porta.
Snow– Eu já volto.
Ela vai e volta em instantes com uma caixa de pizza.
Snow– Quer voltar agora?( coloca a caixa em cima da mesinha na frente do sofá)
Emma– Depende. Qual é o sabor?( hipnotizada pelo cheiro)
Snow– Calabresa com duas camadas de queijo.
Pega uma fatia de pizza e a cheira.
Emma– Eu acho que podemos assistir mais um episódio
Snow sorri, pega uma fatia e liga a tv.
Emma– A Samantha vai descobrir que...
Snow– Emmaaa!
As duas ficam ali, comendo besteira, rindo e assistindo.
Na mansão Mills o beijo continua, mas quando Regina se sente imprensada na parede com mais força ela tem um momento de sanidade e afasta Graham.
Regina– Eu não posso Graham, eu...Eu estou muito confusa!
Graham– Não precisa dizer nada Regina.
Regina se afasta dele.
Regina– Eu acabei de sair de um relacionamento, não estou preparada emocionalmente pra me envolver com ninguém.
Graham– Com o Robin.
Regina– Isso mesmo.
Graham– Eu já sei o que aconteceu e peço desculpas por ter apressado as coisas entre nós.
Regina concorda.
Graham– Está ficando tarde e eu sei que você está cansada.
Regina– Foi um dia cheio de surpresas.
Graham– Surpresas boas não é?( se encaminhando pra porta)
Regina– Com certeza sim.
Ela abre a porta e ele a atravessa.
Graham– Regina.
Regina– Fala.
Graham– Eu estava sob o efeito da maldição, mas meus sentimentos por você são fortes Regina.
Regina engole seco, Graham se aproxima, segura o rosto da rainha, beija a testa e se afasta.
Graham– Seu olhar continua o mais sedutor de todos( pisca o olho e sai)
Mal sabe ela que o ladrão que mexeu tanto com seu coração está observando a cena de longe.
Regina sorri, ela fecha e encosta na porta, toca os lábios e coloca a mão na testa.
Regina– Eu só posso estar no meio de um sono bem pesado, isso não pode ser real( vai subindo as escadas conversando sozinha).
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