Laços do Passado
28 Nova habitante em Storybrooke
Notas iniciais
Lentamente Regina abre os olhos e Amy sorri emocionada.
Henry– Mãe( sussurra)
Regina– Henry!
Henry– Mãe( se aproxima ainda mais)
Regina– Filho( fala baixinho)
Henry– Oi mãe, que bom que a senhora acordou.
Regina– O que aconteceu?
Amy– O que importa é que tá tudo bem agora!
Regina se lembra o que aconteceu e se apavora.
Regina– Ah meu Deus...Nãoooo!!( grita)
Amy– Mãe!
Regina olha ao redor e começa a chorar compulsivamente assustando os filhos.
Henry corre e chama Megan.
Henry– Corre( grita)
Todos correm, mas Megan impede que todos entrem.
Megan– Regina...Regina fala comigo!
Regina– Não...Eu perdiii...Eu sei que eu perdi.
Megan– Regina seu bebê está bem. Olha pra mim( segura o rosto dela)
Regina chora.
Megan– Quer ouvir seu bebê?
Regina respira forte.
Megan coloca o estetoscópio no ventre da rainha e coloca no ouvido dela.
Regina mesmo apavorada começa a sorrir.
Megan– É o seu bebê Regina...Tà tudo bem. Foi só um susto!
Regina– É o meu bebê( respira com dificuldade)
Megan– É sim.
As duas sorriem.
Megan– Seu filho é forte Regina, igualzinho a você.
Regina apenas escuta os batimentos e Megan a deixa ouvindo por um momento.
Megan– Ta mais calma?
Regina– Ta tudo bem mesmo?
Megan– Está minha querida.
Regina– Eu lembrei de sentir muita dor, lembrei de sentir um liquido quente nas pernas, mas não tive coragem de olhar...Eu( coloca a mão na boca e chora)
Megan tira o estetoscópio de Regina.
Megan– Regina, foi muito perigoso o que aconteceu. Você teve uma hemorragia muito séria...Muito séria mesmo! Com uma febre altíssima, eu acalmei a sua família, mas por um momento eu achei que perderíamos você. Regina você precisa priorizar a sua saúde e do seu bebê.
Regina– Eu sei( enxugando as lágrimas)
Megan– Não pode se exaltar ou participar de qualquer tipo de stress.
Regina– As vezes é inevitável.
Megan– Pense no seu filho. Eu soube que você participou de um duelo com o senhor das trevas. É verdade?
Regina– Sim, mas...
Megan– Não tem MAS, Regina! Sabe o quanto isso foi perigoso? Você poderia ter sofrido uma queda ou ter sido atacada. Preciso que você compreenda que a sua gestação é uma benção. O seu bebê é forte, mas não podemos arriscar mais. Você precisa se resguardar. Entende?
Regina– Entendo.
Megan– Como sua médica eu preciso cuidar de vocês dois e pra isso eu vou proibir você de algumas coisas.
Regina– Como o quê , por exemplo?
Megan– A partir desse momento você está de repouso absoluto até segunda ordem. Tudo bem?
Regina–Tudo bem. Eu odeio fica quieta, mas se é pelo bem do meu filho eu fico sim de repouso.
Megan– Ótimo, sua alimentação terá que ser reforçada, notei que você está um pouco anêmica. Vou reforçar a sua grade de vitaminas. As que eu passei estão fazendo muito bem a vocês dois, porém devido o susto vamos intensificar a medicação.
Regina– Tudo bem.
Megan– Não vai praticar magia.
Regina– Até quando?
Megan– Até quando ouvirmos o choro do seu filho.
Regina sorri resignada.
Megan– Pode fazer isso?
Regina– Posso. Pelo meu filho faço qualquer coisa.
Megan– Que ótimo ouvir isso. Tem mais três bruxas na sua família morando com você. Tenho certeza que magia aqui não vai faltar.
Regina– Faço qualquer sacrifício.
Megan– Que bom. Por que eu tenho mais um sacrifício pra acrescentar na lista.
Regina– O que é?
Megan– Robin.
Regina fecha os olhos prevendo as próximas palavras de Megan.
Megan– Nada de sexo nesses próximos dias.
Regina faz um bico engraçado e a doutora sorri.
Megan– É pra o bem do seu bebê.
Regina– Mas você tinha dito que sexo faz bem e que quando eu estou feliz ele também fica. E o Robin me faz muito feliz( sorri com uma sobrancelha erguida)
Megan– E repito. Faz mesmo muito bem pra mamãe, pra o papai e pra o bebê, mas esse sangramento foi muito perigoso.
Regina– Tudo bem (se dar por vencida)
Megan– Sei que é muito difícil, principalmente quando os hormônios estão a flor da pele, mas essa restrição é precisa! Seu parceiro precisa colaborar. Quer que eu converse com o Robin?
Regina– Não, o Robin é muito compreensivo nesse sentido. Ele vai entender!
Megan– Perfeito. Olha, não é pra sempre! Quando eu falo nada de sexo eu quero dizer: nada de penetração por enquanto. Isso não impede que vocês sintam prazer.
Regina ergue uma sobrancelha e Megan sorri.
Megan– Sejam criativos, massagens e toques sensuais, sexo oral, mas por enquanto nada de penetração. Tudo bem?
Regina– Tudo bem.
Megan pega na mão da morena.
Megan– Você não sabe o quanto estou feliz de saber que vocês dois estão bem.
Regina– Obrigada doutora. Muito obrigada!
Megan– Agradeça também a sua irmã. Ela quem achou você aqui desacordada, notou a sua febre e descobriu que você estava sangrando, que foi me buscar no hospital, deu várias viagens comigo pra pegar o material que precisava e doou sangue pra você.
Regina– O quê?(sussurra surpresa)
Megan– Zelena salvou a sua vida Regina.
Regina sorri emocionada.
Megan– Bom, agora que você está mais calma eu vou verificar a sua pressão e a sua temperatura.
Megan começa a fazer os exames e constata que a febre realmente estava baixando, que não havia mais sangramento e que a pressão de Regina está boa.
Regina– Então?
Megan– Tá tudo ótimo. Mas vamos ficar monitorando esses próximos dias.
Regina– Graças a Deus.
Megan– Eu preciso voltar ao hospital, tenho alguns pacientes pra atender ainda hoje, mas meus números estarão todos disponíveis, mesmo se não tivesse sei que sua irmã me encontraria em qualquer lugar( sorrindo)
Regina– Eu não sei como agradecer.
Megan– Você pode me agradecer se cuidando. Promete que vai ficar longe de encrenca?
Regina– Prometo( sorri)
Megan– Ótimo.
Megan reúne alguns materiais.
Megan– Eu vou deixar uma coisa aqui com você.
Regina– O quê?
Megan entrega o estetoscópio a Regina.
Megan– Sempre que se senti ansiosa, escute ele.
Regina abre um sorriso.
Megan– Eu já vou. Qualquer coisa me ligue, qualquer hora.
Regina– Ta bem!
Megan sai e encontra a família se Regina aflita na sala.
* Então ela tá bem?
* Por que ela gritou?
* O bebê está bem?
* Eu posso ver ela agora?
* Ela tá acordada?
Megan– Calma...Calma!( fala mais alto e todos se calam)
Megan– Ela está bem, precisa muito descansar. Ela ficou nervosa naquela hora por que pensou que tinha perdido o bebê e que estávamos escondendo isso dela. Regina precisa de sossego e de muita atenção. Precisa se alimentar muito bem, precisa tomar os medicamentos. Ela está de repouso absoluto até segunda ordem. Ou seja ela não sai daquele quarto por enquanto. Compreendem isso?
Todos concordam.
Megan– Zelena, você salvou a vida da sua irmã.
Todos olham satisfeitos pra ruiva.
Megan– Se não fosse a sua rapidez em encontra-la, talvez ela não tivesse sobrevivido.
Zelena– Eu só senti.
Megan– Essa conexão e a transfusão de sangue foram fundamentais pra salvar a vida dela.
Zelena sorri.
Megan– Você a salvou.
Amy abraça a tia, depois Rebecca e num segundo se torna um abraço em grupo.
Zelena apenas sorri e eles a soltam.
Amy– Obrigada.
Zelena– De nada.
Megan– Aqui estão todas as recomendações ( entrega a Zelena) Regina está sob os seus cuidados( olha pra todos), precisa está sossegada. Então nada de preocupações, aborrecimentos ou disputas magicas.
Amy– Eu não vou sair de perto dela.
Zelena– Eu não vou deixar ela sair.
Rebecca– Eu posso cuidar da medicação.
Emma– Vou tentar manter os problemas da cidade fora do alcance dela.
Robin– Eu cuido da alimentação.
Henry olha pra todos tenso.
Megan– Você pode dar amor a ela Henry. Sei que passaram por momentos difíceis e precisam se resolver.
Henry– Eu prometo que vou fazer de tudo pra manter a minha mãe tranquila.
Megan– Ótimo. Por que não vai vê-la?
Henry olha pra Amy e ela concorda com a cabeça.
Henry sobe as escadas devagar.
Emma– Ei garoto.
Henry olha e Emma estala os dedos fazendo aparecer um belo ramalhete de rosas vermelhas. O garoto segue pra o quarto da mãe.
Megan– Qualquer mudança de comportamento, me avisem imediatamente.
Robin– Muito obrigado doutora.
Megan– Foi realmente um prazer. Posso falar com você um minuto?
Robin- Claro!
Megan e Robin se afastam do grupo.
Robin– Algo mais sério doutora?
Megan– Não. Só um aconselhamento médico. Regina precisa de cuidados.
Robin– Vou cuidar dela.
Megan– Seja paciente, ela vai precisar muito do seu apoio.
Robin– Eu faço qualquer coisa.
Megan– Dê amor, é o que ela precisa.
Robin– Isso vai ser fácil.
Os dois apertam as mãos.
Emma– Vamos doutora, eu te levo!
Megan– Obrigada.
Emma e Megan saem da mansão.
Zelena se afasta e vai até a cozinha. A ruiva sente um incomodo forte em seu ferimento, respira forte e sente a dor indo embora.
Rebecca– Oi.
Zelena– Oi( sorri pra filha disfarçando a dor)
A ruivinha se senta perto do balcão.
Rebecca– Que dia hein?
Zelena– Nem me fala( senta perto da filha)
As duas se olham.
Zelena– Rebecca, me perdoe!
Rebecca– Pelo o quê?
Zelena– Por tudo, eu achei que seria errado deixar você crescer ao meu lado e...
Rebecca– Eu já entendi tudo. Eu compreendi seus motivos e não estou te julgando.
Zelena– Eu prometo que tentarei ser uma boa mãe pra você.
Rebecca– Eu sei que vai.
Zelena– Não comecei muito bem não é? Te abandonei desde ontem.
Rebecca– Não me abandonou. Eu estava aqui com a tia Regina, com a Amy e eu sei que você precisava resolver muita coisa.
Zelena– Foi sim, mas hoje eu prometo ficar perto de você.
Rebecca– Quem bom.
Zelena vai até a geladeira e pega um pote de sorvete de morango.
Rebecca– O que é isso?
Zelena– É uma espécie de creme gelado, você vai gostar.
Zelena serve duas taças e Rebecca experimenta.
Rebecca– Que gostoso!
Zelena– Que bom que gostou.
Rebecca– Adorei, deve ficar uma delícia com outras frutas.
Zelena– Fica sim. Eu notei que você gosta de misturar as coisas.
Rebecca– Adoro, adoro cozinhar.
Zelena– Você é mesmo uma Mills.
Rebecca– O que quer dizer?
Zelena– Todas nós gostamos de cozinhar. Seu pai cozinha?
Rebecca– Não( da uma gargalhada) Uma só vez que tentou quase incendiou a casa.
Zelena– E como fazia quando você era menor?
Rebecca– Primeiro a Laura cuidou de mim.
Zelena– Aquela parteira ainda vive?( sorri surpresa)
Rebecca– Sim, mas depois a Celina começou nos visitar com mais frequência.
Zelena– Celina?(com as sobrancelhas franzidas)
Rebecca– Sim, a namorada do meu pai( fala sem sentir)
Zelena escuta aquela frase, sente o sorvete descer por sua garganta com dificuldade e apenas uma palavra define seu interior nesse momento: ódio.
Zelena– A namorada dele!
Rebecca– É, ele não confirma, mas eles se encontram bastante. Acho que ele não quer que eu me magoei caso não dê certo entre eles.
Zelena– Sei( tenta forçar um sorriso)
Rebecca– Mas ela é um amor de pessoa. Ela incrível!
Zelena olha pra o vazio.
Rebecca– Eu falei alguma coisa errada?
Zelena– Claro que não. Continua, eu quero saber de tudo da sua vida.
Rebecca começa a contar detalhes da sua infância e adolescência, mas a única palavra que passa em sua cabeça é traidor.
No quarto Henry fica na porta se decidindo se entra ou não.
Regina– Vai mesmo ficar aí?
O garoto sorrir ao constatar a forte conexão que tem com Regina e não com Emma. Ele vai entrando desconcertado e Regina apenas observa o garoto, que senta na cama perto da mãe.
A morena abre a boca, mas antes Henry a interrompe.
Henry– Por favor, me deixe falar.
Ele coloca o ramalhete na cama ao lado.
Regina apenas concorda e se mantem calada.
Henry– Quando eu era criança, você sempre dizia que me amava e eu nunca respondia. Eu tinha medo de te dizer que também te amava, não queria admitir pois eu achava que a qualquer momento você me abandonaria e o amor que eu teria dito que sentia por você seria descartado.
Regina se surpreende com as palavras de Henry.
Henry– Eu tinha medo de te amar mãe. Eu tinha medo de um dia acordar e você ter sumido, ter me abandonado com a Emma fez. A senhora sempre demonstrou amor por mim e eu não entendia como poderia ser se nem tínhamos o mesmo sangue. Mas depois eu enxerguei que o sangue não tem nada haver com o amor. Por que eu te amo sem necessidade de ter o mesmo DNA. Sei que a senhora entende quando eu falo sobre ter medo de ser amado. Eu me lembro quando eu chegava da escola e o seu cheiro estava em cada canto da casa, lembro de quando eu acordava sentindo cheiro de chocolate pra o café da manhã ou do cheiro de torta de maça, mas o que eu mais me lembro é do teu cheiro ficar no meu quarto todas as noites, quando contava historias pra mim, me dava um beijo de boa noite e me chamava de pequeno príncipe.
As lágrimas já correm no rosto de ambos. Regina soluça!
Henry– Me perdoa mãe, me perdoa por te causar tanta dor. Por quase ter passado por isso por minha culpa. Eu estava fora de mim quando gritei com você. Nada que eu diga ou faça justificará os meus erros e minhas atitudes com você, mas eu preciso que me dê a oportunidade de todos os dias pedir perdão.
A morena apenas soluça
Henry– Me perdoa por não retribuir os seus abraços carinhosos e verdadeiros todas as noites, me perdoa por ter sido um filho ingrato, me perdoa por duvidar do seu amor por mim, por ter ido atrás da mulher que me abandonou a própria sorte e dedicar a ela mais autoridade do que a você que me amou a cada segundo, mas principalmente me perdoa por não ter dito que te amava todos os dias como você merece.
Regina– Henry.
Henry– Me perdoa mãe! Eu juro que me arrependi no mesmo instante que eu disse que você não era a minha mãe.
Regina– Você me magoou profundamente, mas é claro que eu te perdoo.
Henry– Por favor, me dá um abraço.
Regina abre os braços e o jovem príncipe abraça a mãe muito delicadamente a segura em seus braços com calma que a situação delicada da morena exige.
Henry– Eu te amo mãe, me perdoa por favor.
Regina– Eu te perdoo filho.
Henry– Eu não queria que nada disso tivesse acontecido.
Regina– Ta tudo bem agora. Já passou!
Henry– Eu quase te fiz perder o seu filho.
Regina– Você não fez de propósito.
Henry se separa da mãe e pega o ramalhete.
Henry– Nem todas as rosas do mundo vão mundo vão apagar o que eu fiz, mas eu quero que saiba que vou reparar os meus erros.
Regina– Essa são as minhas favoritas (sorrindo)
Henry– Eu sei.
Regina– Meu pequeno príncipe voltou.
Os dois continuam emocionados.
No banheiro Zelena está agachada se contorcendo, sentindo uma dor terrível nas costelas.
Zelena– O que será isso?(respira com dificuldade)
Ela tenta curar o ferimento, mas ele continua se enraizando.
No barco Emma e Hook conversam.
Hook– Não adianta ficar se martirizando Swan.
Emma– Como não? Agora é só cruzar os braços e ficar esperando? Ele sabe quem é o filho dele Hook, sei que vai tentar usar isso a seu favor.
Hook– Então vamos torcer que ele seja igual ao Bealfire.
Emma– Tomara, ou teremos graves consequências.
Hook– Que tal esquecermos um pouco essa loucura toda de magia e nos concentrarmos em nos dois?
Emma– É mesmo? E o que tem em mente?
Hook– Estou morrendo de saudades de você.
Emma– Eu estou aqui, o que vai fazer a respeito?
Hook– Vou te fazer esquecer o mundo lá fora.
Hook agarra Emma e a beija vorazmente. Ele a guia pra cama e usa seu gancho pra rasgar a roupa dela.
Emma– É a minha quarta camisa que você rasga, espero que valha a pena.
Hook– Ah minha loira, eu vou fazer você gemer tanto que nem vai se lembrar que um dia teve essa camisa.
Ele a joga na cama, tira a camisa e sobe em cima da loira. Emma se contorce enquanto o pirata desce pelo seu ventre e rasga a sua calça e em poucos segundos a loira está nua com as pernas abertas pra o pirata. Hook desce a língua devagar pelas coxas da salvadora.
Emma– Ah eu tô gostando. Vai começar por aí hoje?
Hook– Aprendi uma coisinha nova no livro Kama sutra que você me deu.
Emma– E o que ele dizia nessa coisinha?
Hook– O que precisa saber é que a ultima frase dizia: Enfia a língua com força.
Emma– Ah é adorei e como...
Antes que a loira terminasse a frase ela sente a língua de Hook invadir seu sexo com força. Os dois dão inicio a uma noite de paixão.
Na saleta encantada do hospital Gold anda de um lado pra o outro.
Belle– O que você quer?
Gold– Belle, meu amor, que bom que veio.
Belle– Eu não sou seu amor.
Gold– Por favor, não diga isso Belle. Eu te amo!
Belle– Por que está fazendo isso agora?
Gold– Eu preciso que saiba que eu te amo e estou disposto a fazer qualquer coisa por você.
Belle– Qual é a sua intenção?
Gold– Depois que tiraram os meus poderes eu me dei conta que a única coisa que importa é você e o nosso amor.
Belle fica calada.
Gold– Por favor, me dá um abraço.
Belle não se mexe enquanto ele a abraça, mas em sua mente ela tem certeza que o senhor das trevas está aprontando e já sabe como manipula-lo.
Ele se afasta e segura o rosto de Belle, alisa o cabelo dela, e ela não demonstra qualquer emoção.
Belle– Era só isso que você queria?
Gold– Belle, eu nunca fiz nada contra você.
Belle– E quanto as outras pessoas? Quantas vidas inocentes você vem atormentando por séculos?
Gold– Eu não podia lutar contra. Era mais forte que eu.
Belle– Poderia, mas você sempre escolheu o poder ao invés do amor.
Gold– Agora eu não posso escolher. Tenho um filho que não posso me aproximar, uma adaga inútil já que estou com isso (ergue a mão mostrando a Belle o bracelete) e tenho o amor por uma mulher que talvez não me ame mais.
Belle o encara.
Gold– Você ainda me ama Belle?
Belle não responde.
Gold– Eu posso entender isso como um sim?
Belle– Eu não vou negar Rumple, eu ainda te amo.
Gold sorri.
Belle– Mas isso não quer dizer que não esteja tentando deixar de amar.
Gold– Não diga isso meu amor.
Belle– Você destruiu tudo que estava ao seu redor e eu, que estava ao seu lado o tempo todo pra te dar amor incondicional, recebi uma carga grande com essa sua destruição.
Gold não fala mais nada.
Belle– Sobre os meus sentimentos? Um dia vou conseguir me livrar deles!
Belle sai da salinha e deixa Gold sorrindo.
Gold– Ah minha querida Belle, você não vai conseguir deixar de me amar e a essência que espalhei em seu cabelo trará meu descendente até mim.
Na mansão Zelena chega ao quarto de Regina.
Amy– Oi tia( fala baixinho)
Zelena– Ela está bem?( olhando pra irmã adormecida)
Amy– Está.
Amy se levanta e segura os braços da tia.
Amy– Obrigada por salvar a minha mãe Zelena.
Zelena– Na verdade foi instintivo e...
Amy aperta os olhos em reprovação a tia.
Zelena– Foi um prazer Amy.
Amy– Muito obrigada mesmo. Como posso demonstrar minha gratidão?
Zelena– Me chamando de tia.
Amy sorri e abraça a tia com carinho.
Amy– Que tal torta? Minha mãe tinha me ensinou uma receita de pêssego.
Zelena– Adoro suborno.
Amy aperta ainda mais a tia e sente a ruiva se encolher, soltando um gemido.
Amy– Tia Zelena? O que houve?( preocupada)
Zelena– Nada.
Amy– Você se encolheu e gemeu.
Zelena– Nada demais.
Amy– Você tá machucada?( sussurra)
Zelena– Foi só um arranhão.
Amy– Deixa eu ver( vai levantando a blusa de Zelena, mas é impedida quando escuta a voz da mãe)
Regina– Zelena.
Zelena– Olha quem resolveu acordar.
Zelena olha pra Amy desconfiada.
Amy– Depois eu quero ver( sussurra)
Zelena ignora a sobrinha.
Zelena– Estava pensando em mudar o seu apelido de rainha má pra bela adormecida. Como se sente?(se aproxima da irmã)
Regina– Como se um caminhão tivesse me atropelado duas vezes.
Amy– Eu vou pegar seu suco( beija a testa da mãe e sai)
Regina– Obrigada meu amor.
Amy sai e deixa as irmãs.
Zelena– Ela é uma menina de ouro né?
Regina– É sim. Não sei o que fiz para merecer ela.
Zelena– Acho que não é uma questão de merecer. Olha o meu exemplo!
As duas riem.
Zelena– Você nos deu um susto e tanto.
Regina– Não era a minha intenção.
A morena pega a mão e Zelena.
Regina– Zelena eu não sei como te agradecer por salvar a minha vida e a do meu bebê.
Zelena– Não precisa agradecer.
Regina– Precisa sim. Hoje você fez tudo pra salvar a minha vida. Doou sangue e fez diversas viagens com a minha médica pra me salvar. Sem contar que você percebeu que eu não estava bem. Como soube?
Zelena– Eu não sei te explicar, foi uma conexão! Uma sensação me dizia que você estava me chamando.
Regina– E eu chamei. Quando eu senti uma dor terrível e senti o liquido descendo nas minhas pernas, eu não tive forças pra chamar a Rebecca, mas eu sussurrei o seu nome você.
Zelena– E eu ouvi. Quando cheguei você estava aqui deitada, mas eu senti que havia algo estava errado. Foi quando eu vi o sangue e liguei pra sua médica.
Regina– Se o socorro não tivesse sido rápido...
Zelena– Shiuuu...Não vamos falar mais disso.
Regina– Tem razão!
Zelena– Você agora precisa repousar. Nada de bolas de fogo.
Regina– É, eu sei. A medica me proibiu de várias coisas.
Zelena– Eu imagino que sim. Te proibiu do Robin?
Regina revira os olhos e cruza os braços.
Zelena– Ah maninha, tenho pena de você.
Regina abre um sorriso imenso pra Zelena.
Zelena– Por que está sorrindo?( confusa)
Regina– É a primeira vez que você me chama de maninha.
Zelena ergue uma sobrancelha.
Regina– Tudo bem. Esquece( disfarça a fofura de Zelena). Ah eu soube que hoje, além de ser a minha salvadora, foi a salvadora da cidade.
Zelena– Uma criatura medonha apareceu e a salvadora da cidade não deu conta.
Regina– Pelos aspectos que a Amy me contou me pareceu um Griffin.
Zelena– Um o quê?
Regina– Um Griffin. É uma criatura mágica que atravessa mundos. Eles são como as sereias, atravessam os mundos sem precisar de portais.
Zelena– Eles são venenosos?
Regina– Não sei. Por quê?
Zelena– Por nada, curiosidade( sorri desconfiada)
Regina– Venenosos ou não, eles são tapados! Só agem de forma agressiva se forem induzidos. Mas se o Gold está sem poder, quem poderia ter comandado ele?
Zelena– Não se preocupe com isso. Nós já o derrotamos (tenta passar tranquilidade pra morena)
Regina– É! Você tem razão. Mas me conta! E a Amy? Como foi a primeira vez dela enfrentando uma fera?
Zelena– Ela é forte Regina. A força e a coragem da mãe habitam fortemente nela.
Regina sorri orgulhosa.
Regina– Às vezes não acredito que sou mãe de uma garota crescida, quase uma adulta.
Zelena– Eu tenho a mesma sensação.
Regina– Como está indo a sua relação com a Rebecca? Ela parece ser uma boa menina.
Zelena– E é. Ela bondosa, carinhosa e muito centrada. Como pudemos ter filhas tão bondosas?
Regina– Eu não sei, mas acho que a minha herdou a bondade do pai.
Zelena– Acho que ela só herdou do seu amor proibido a boa mira.
Regina ri com o comentário da ruiva.
Regina– Olha só, por falar em amores proibidos, eu notei que você não dormiu em casa ontem.
Zelena– Eu tive que resolver outros assuntos.
Regina– E esse assunto envolve o meu futuro cunhado?
Zelena– Eu ainda não sei se ele vai ser seu cunhado.
Regina– Por que não? Passou a noite lá, achei que tinha se acertado.
Zelena– Vamos dar tempo ao tempo.
Regina– E foi como você imaginava que seria?
Zelena– Não.
Regina faz um biquinho.
Zelena– Foi bem melhor.
As duas gargalham.
Regina– Ah Zelena eu tô adorando esse teu humor.
Zelena– Acredite eu também. Fiquei satisfeita com a sua reconciliação com o Henry.
Regina– Eu também. Eu estava com muita saudade do meu pequeno príncipe.
Zelena– Eu sei que ele te magoou, mas também sei que essa sua birra não ia durar muito.
Regina– Você agora sabe o que é ser mãe, vai aprender que quando se trata dos filhos, nós sempre perdoamos, mesmo dizendo o contrário.
Robin– Posso entrar?(fala da porta com uma bandeja)
Regina– Claro meu amor.
Zelena– Eu já vou indo.
Zelena se levanta e coloca a mão na costela não conseguindo disfarçar a careta.
Regina– O que houve?
Zelena– Bom, é nisso que dar transar com um selvagem( mente pra não preocupar a irmã)
O comentário de Zelena causa uma risada contida de Regina e o rubor de Robin que olha pra Zelena completamente envergonhado.
Zelena– Robin, você parece ter braços fortes.
Robin– Obrigado (desconfiado)
Zelena– Comece a exercitar sua mão direita. Vai precisar muito dela nessas próximas semanas.
A ruiva sai gargalhando.
Robin– O que ela quis dizer?
Regina– Esquece a Zelena (tentando segurar a risada)
Robin se aproxima com uma bandeja, a coloca no pequeno móvel ao lado da cama e senta perto da morena da sua vida.
Robin– Meu amor( beija a mão da morena)
Regina sorri.
Robin– Que belo susto você me deu.
Regina– Ah meu amor acredite, eu mesma fiquei assustada.
Robin– Quando eu te vi aqui tão pálida e frágil e perdi o meu chão.
Regina– Meu amor( sorrindo)
Robin– Você é meu tudo Regina. Eu tive medo de te perder!
A morena se emociona.
Robin senta bem perto da morena.
Robin– Você e os nossos filhos são a minha vida.
Regina– Robin.
Os dois se beijam com amor e com calma.
Robin– Você é o que eu mais amo minha rainha.
Regina– Eu também te amo meu amor.
Beijam-se mais uma vez e Robin a abraça com carinho.
Regina– Robin, temos que conversar uma coisa importante.
Regina sabia que essa conversa era complicada, por que ,por mais que ela houvesse dito a sua médica que Robin era compreensivo, em seu peito batia a incerteza, pois Robin tem um incansável apetite sexual e para todos os efeitos era homem.
Robin– Do que se trata? Parece preocupada!
Regina– A médica fez uma lista enorme de recomendações e uma delas envolve a nós dois. Ela foi enfática ao proibir o sexo.
Robin a olha com o mesmo semblante.
Regina– Eu sei que é difícil, mas...
Robin– Regina( a interrompe), é essa a sua preocupação?
Regina– Robin, nós sabemos como o sexo é importante pra o casal.
Robin– Você é a mulher mais maravilhosa do mundo. Estar com você, ou estar dentro de você, me faz o homem mais feliz entre todos. Seu corpo, a tua pele e o teu cheiro são um vicio pra mim. Mas nada pode se comparar a um abraço seu, um beijo...
Regina sorri.
Robin– Esse seu sorriso( sorri também). Você e o nosso bebê são a minha prioridade. Eu adoro fazer amor com você, adoro! Mas não vou fazer ou tentar fazer nada que prejudique a sua saúde ou a do nosso filho.
Regina solta a respiração.
Regina– Eu sabia que você não teria um pensamento diferente. É por isso que eu te amo.
Robin– Só por isso?( finge indignação)
Regina– Eu te amo por tudo que você representa pra mim. Seu olhar, seu charme, seu carinho e amor que sempre dedicou a mim.
Robin– Esse amor que sinto por você não tem tamanho ou condições. Te amo pelo seu coração, não só pelo que faz na cama, que, aliás, é um espetáculo.
Regina sorri e dá uma tapa no braço do ladrão.
Robin– Eu esperaria a eternidade pra estar em você outra vez e mesmo que se por alguma ironia do destino não pudéssemos mais fazer amor, ainda assim eu seria feliz, por que um dia eu tive a oportunidade de ter você por completo em meus braços.
Regina fica extremamente emocionada com as palavras de Robin.
Robin– Não chora meu amor.
Regina– Eu não tô triste, só foi à emoção das suas palavras.
Robin– Então não vou mais dizer (brinca)
Regina– De jeito nenhum. Adoro ouvir suas declarações (enxuga as lágrimas)
Ele dá um selinho nela.
Robin– Quando a medica me falou que você precisa de repouso eu pensei: O que acha de passar uns dias no haras? Você adora aquele lugar.
Regina– Robin que ideia maravilhosa( se anima)
Robin– Eu poderia ficar com você se você quisesse, cuidando de você e te dando muito carinho.
Regina– Eu vou adorar.
Robin– Lá eu vou te manter longe das preocupações.
Regina– E os nossos filhos?
Robin– Minha mãe pode cuidar do Roland. Amy e Henry já podem cuidar de si. Além do mais a Zelena vai estar aqui com a filha dela.
Regina– Mas e a prefeitura?
Robin– Você precisa ficar alguns dias repousando, Regina. Podemos encontrar alguém pra te substituir nesses próximos dias.
Regina sorri.
Robin– Esse sorriso é um sim?
Regina– É sim. Vamos sim passar uns dias no haras, mas só se prometer não se separar um minuto de mim.
Robin– Nem passou por minha cabeça sair de perto de você.
Robin– Que tal comermos um pouco? Trouxe suco, biscoito de chocolate, frutas, torta...O que você quer primeiro?
Regina– Tudo.
Os dois riem. Robin coloca a bandeja no colo enquanto alimenta Regina.
Regina– Quer dizer que o ladrão vai conseguir se segurar sem dar prazer a sua rainha?
Robin– Eu não disse isso. Ela disse nada de sexo, mas eu posso te dar prazer sem usar o pênis.
Os dois sorriem maliciosos.
No quarto de Zelena a ruiva tenta mais uma vez se curar, mas não consegue.
Zelena– Griffin desgraçado.
Amy– Era só um arranhão?
Zelena salta com o susto e abaixa a camisa rapidamente.
Zelena– Você não sabe bater não?
Amy– Mas a porta estava aberta.
Zelena cruza os braços.
Amy– Deixa-me ver o ferimento.
Zelena não responde.
Amy– Por favor!
Aproxima-se e ergue a blusa da ruiva e Zelena segura a blusa enquanto a sobrinha analisa.
Amy– Ai meu Deus( se preocupa)
Zelena– Não foi nada.
Amy– Como não foi nada? Está horrível e parece estar...
O ferimentos se enraíza um pouco.
Amy– Está aumentando( olha pra tia abismada)
Zelena– Eu percebi.
Amy– Foram as garras daquele monstro?
Zelena concorda.
Zelena– Ele tem nome. Griffin!
Amy– Espera.
Amy se concentrar, a energia flui em sua mão e ela passa pelo ferimento de Zelena. A energia passeia pelo ferimento, mas não surte efeito.
Zelena– Eu já tentei.
Amy– Não se preocupa, vamos achar uma solução!
As duas se olham apreensivas.
No meio da floresta , exatamente no portal em que os viajantes foram a Oz, uma mulher com seus cabelos loiros, observa uma bussola encantada em sua mão.
Celina– Ah Zelena, um simples Griffin e você já está ferida? Achei que teria uma oponente mais forte. Mas não se preocupe, terá outra oportunidade de provar a sua força.
A bruxa dar risadas.
Celina– Não devia ter se metido no meu caminho. Há anos o homem que eu amo é preso a sua lembrança, mas agora que você deixou de ser lembrança eu vou acabar com você de uma vez por todas. Noah é meu e farei de tudo pra te destruir e tê-lo de volta pra mim.
A loira gargalha na floresta sombria.
Celina, a mulher misteriosa com que Noah tinha um envolvimento há anos, está em Storybrooke.

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