Notas iniciais
Oi galera, desculpa a demora. Minha avó de 90 anos está muito adoentada e tô me desdobrando aqui. Espero que gostem do capítulo, não tive tempo de revisar, então, me avisem qualquer coisa. De qualquer forma, como eu já havia respondido há algumas semanas, a fic não vai ficar tão extensa quanto Laços do Passado. Pretendia desenvolver mais as relações da Amy com o Enzo e da Rebecca com o Leon, elas desenvolvendo a magia, mas não tenho notado tanta receptividade e é desanimador pra o autor concordam? De qualquer forma, vou finalizar a fic da melhor maneira que eu puder. Bjusss!

Na casa de Zelena.

Zelena- E a mamãe vai estar no quarto ao lado, se você precisar me chama tá?

A ruiva coloca Lisa no berço ao lado do irmão.

Zelena- Fiquem batendo um papo que a mamãe já volta.

Ela vai até seu quarto e sente o corpo ferver.

Zelena- NOAHHHHHHH.

O esposo que estava na cozinha, pega uma faca e sobe as escadas correndo e entra desesperado no quarto da amada.

Noah- O que foi meu amor?

Ele olha por todo o quarto e não encontra o motivo do grito.

Noah- O que aconteceu Zelena?

Zelena- Me diga que eu estou tendo alucinações.

A ruiva aponta pra o canto do quarto e Noah entende o surto.

Noah- Foi por isso que você gritou? Eu pensei que tinha alguém te atacando.

Zelena- Então é real?

Noah- Você gritou por causa do cachorrinho?

Zelena- Essa coisa destruiu o meu chapéu Noah.

Noah- É só um filhotinho.

Zelena- Não interessa o que ele é. O que ele está fazendo aqui?

Noah não responde.

Zelena- Desde quando essa criaturinha está nessa casa?

Noah- Algumas semanas.

Zelena- O quê?

Noah- Se acalma.

O outro cachorrinho entra correndo no quarto.

Noah- Ei, você não devia tá lá no quarto da Rebecca?

Zelena- Por que eles estão aqui?

Noah- Acho que é um pouco óbvio.

Zelena- Eu não quero eles aqui.

Noah- Então diga a sua filha.

Zelena- Eu?

Noah- Diga que ela não pode criar os filhotinhos.

Zelena- A culpa é sua.

Noah- Eu não vou tirar eles dela.

Zelena- Vai sim.

Noah- Não vou mesmo.

Noah sai do quarto rindo.

Zelena- Seus monstros.

Os cachorrinhos brincam nos pés de Zelena.

No haras Regina estava sentada numa poltrona enquanto Robin encarava o chão.

Regina- Por favor, me diz alguma coisa, esse silencio me estressa.

Robin- O que essa doença significa?

Regina- Como assim?

Robin- O que ela causa? O que ela vai fazer com você?

Regina engole seco.

Robin- Regina?

Regina- O tratamento tem uns medicamentos muito pesado. Os feitos colaterais são devastadores. Perda de peso, tonturas, enjoos, queda de cabelo...

A morena sente sua voz embargar.

Robin- Vem aqui.

O ladrão se levanta e puxa a esposa e a senta em seu colo.

Robin- Regina, quando eu me casei com a Marian, eu pensava da seguinte forma: Vamos nos casar e eu tenho que estar ao lado dela. Quando eu te conheci meu coração e minha mente mudaram o jeito de pensar. Sabe o que mais passava em minha cabeça quando eu estava fascinado te vendo vestida de branco vindo ao meu encontro?

Regina nega com a cabeça.

Robin- Eu pensava, essa é a mulher da minha vida! Por ela eu darei a minha vida e a ela dedicarei cada segundo do meu viver e ainda assim serei feliz, por que a felicidade dela será a minha felicidade.

Regina se emociona.

Robin- Eu sei o quanto você é forte. Eu sei que serão momentos difíceis, mas se tem uma coisa que eu tenho certeza: É que eu estarei ao seu lado, cada momento e que serei o apoio quando você precisar.

Regina- Meu amor, obrigada.

Robin- Não precisa agradecer.

Regina- Eu estou com medo Robin.

Robin- Não sinta. Nossa primeira providencia será refazer os exames e começar o tratamento.

Regina- Mas o Whale refez os exames e em Nova York. Foi tudo confirmado!

Robin- Não quer dizer que eles não possam ter errado. Vamos refazer e se for mesmo confirmado, começaremos o tratamento e conseguiremos passar por cima disso.

Regina- Obrigada meu amor.

Robin- Quando descobriu?

Regina- Ontem.

Robin- Por que não me disse?

Regina- Eu me apavorei Robin. Meu primeiro pensamento foi correr, eu não queria ver ninguém, mas acabei chamando a Zelena.

Robin- Eu entendo. É a sua irmã e ela ficou ao seu lado, pra mim basta.

Regina- Sinto muito não ter chamado você.

Robin- Não se preocupe com isso. Tà bom?

Regina- Tá certo(dá um selinho nele)

Robin- Vai ficar tudo bem.

Regina confirma com a cabeça.

Regina- Robin, eu queria conversar com você sobre a nossa filha.

Robin- Pode falar.

Regina senta ao lado de Robin e explica a situação.

Na lanchonete da vovó, Amy vem entrando.

Amy- Vovó.

Granny- Amy?Oh minha querida.

As duas se abraçam.

Granny- Que saudades.

Amy- Eu também.

Granny- Depois da família completa esqueceu da vovó?

Amy- De jeito nenhum.

Granny- Vem, senta um pouco.

Se sentam.

Granny- Então? O que veio fazer aqui?

Amy- Vim te ver, matar um pouco a saudade da lanchonete.

Granny- Bom, isso aqui ainda tá uma loucura, estou sentindo muito a falta da Ruby.

Amy- Daqui a pouco ela chega.

Granny- Eu sei. E você? Como você está?

Amy- Eu estou bem.

Granny- É mesmo? Eu soube que você foi presa.

Amy- O quê?

Granny- O que andou aprontando?

Amy- Eu...

Antes que a jovem respondesse Enzo chega, com um avental e uma bandeja.

Enzo- Oi Amy.

Amy- Olá.

Granny os observa.

Granny- Enzo, o café tá esfriando.

Enzo- Ah...Desculpa vovó.

Ele se afasta envergonhado.

Granny- Então devo deduzir que essa sua cicatriz no lábio, está interligada com o olho roxo dele.

Amy engole seco.

Granny- Ah os jovens! Tão inconsequentes!

Rebecca – Amy?

Amy- Oi.

Rebecca- O que está fazendo aqui?

Amy- Vim ver a vovó, mas já vou indo. Vovó, prometo não demorar aparecer tá?

Granny- Tudo bem.

As duas se abraçam.

Rebecca- Vou deixar ela lá fora vovó.

A velha senhora concorda.

Amy- Porque não me disse que o Enzo estava trabalhando aqui?

Rebecca- Ele não está trabalhando, ele está ajudando enquanto a Ruby não volta de viagem.

Amy- E não pensou em me avisar?

Rebecca- E como eu ia saber que você iria aparecer aqui hoje?

Amy cruza os braços.

Rebecca- Amy, para de bobagem. Esquece o que aconteceu. O Enzo te ama.

Amy- Não é tão fácil esquecer Rebecca.

Rebecca- Eu entendo, mas por que não derrete esse coração e deixa as coisas acontecerem? Se ficar alimentando essa decepção, não haverá chances pra reconciliação.

Amy- Eu sei.

Rebecca- Ótimo. Agora me conta, você disse que tinha uma novidade pra mim.

Amy- Eu vou pra Nova York.

Rebecca- O QUÊ?

No haras Regina e Robin passeiam a cavalo.

Robin- Tem certeza que está bem?

Regina- Claro.

Robin- Se quiser descansar...

Regina- Robin, por favor, não quero que fique se preocupando assim.

Robin- Tudo bem.

O celular de Robin toca.

Robin- Oi Will. O quê? Não posso acreditar!

Regina se preocupa com a expressão do marido.

Robin- Estou indo(desliga o aparelho)

Regina- O que houve?

Robin- Em que mundo nós vivemos?

Regina- O que aconteceu Robin?

Robin- Roubaram o acampamento.

Regina tenta, mas não consegue segurar a gargalhada.

Robin- Você acha engraçado?

Regina- Você está me dizendo...Que um ladrão roubou um acampamento de ladrões?

A morena gargalha e Robin acaba acompanhando a esposa na gargalhada.

Regina- Que irônico.

Robin- Eu preciso ir lá.

Regina- Por que não chamar a polícia? Liga pra o David.

Robin- Isso é uma questão de honra. Nós vamos capturar o meliante.

Regina- Eu posso usar magia e...

Robin- Cadê o seu espírito de aventureira senhora Locksley? Isso me fez lembrar, em Paris nos comprometemos em nos aventurar lembra?

Regina- Lembro sim.

Robin- Me acompanha mi lady?

Regina- Mas é claro ladrão.

Os dois saem a cavalo e destino a floresta.

Na casa de Zelena.

Rebecca- Por que saíram de lá?

A ruivinha olhava pra os filhotinhos que brincavam com seus pés.

Zelena- Rebecca, eu não quero eles aqui.

Rebecca- Mas mãe por quê?

Zelena- Por que esses animais vão destruir a casa.

Rebecca- Não vão.

Zelena- Um deles destruiu o meu chapéu, tem baba por todos os meus sapatos e tem um monte de cocô no banheiro.

Rebecca- E se eu prometer cuidar deles e não deixar que eles mexam em nada? Colocamos um feitiço na porta e eles não atravessam seu quarto.

Zelena- Não Rebecca.

Rebecca- Tudo bem.

A ruivinha pega os filhotes e some em sua fumaça.

Noah- Por que fez isso?(descendo as escadas)

Zelena- Você não...

Os bebês começam a chorar.

Zelena- Não tenho tempo pra isso. Se não notou já temos dois pequenos indefesos dentro de casa pra tomar de conta.

A ruiva sobe pra verificar os gêmeos.

Regina e Robin andam pela floresta procurando pistas e conversando.

Robin- Então ela não quer conversa com o Enzo.

Regina- Dá pra sentir o seu contentamento.

Robin- Desculpa. Deixa eu tentar outra vez! Quer dizer que....Não! Eu não consigo!

Regina- Não faça isso Robin. Nossa filha tá sofrendo.

Robin- Ela é uma criança.

Regina- Para de enxergar a Amy como se ela ainda tivesse usando fraldas. Ela tá sofrendo e é nossa obrigação cuidar dela.

Robin- E quando você pretende viajar?

Regina- Se você me disser que segura as pontas por aqui, em dois dias!

Robin- E quantos dias pretende ficar?

Regina- Ainda não sei. Talvez uns 4 dias.

Robin- Vai marcar o médico?

Regina- Assim que eu chegar em casa e...

Eles escutam alguns barulhos.

Regina- Mas o que...

Alguns garotos perdidos começam a atacar.

Regina puxa a sua espada e Robin a sua.

Começa a briga.

Regina- Eu devia ter prendido todos vocês numa enorme masmorra.

Os garotos tentam os atingir, mas eles ficam de costas um pra o outro se defendendo.

Robin assobia o mais alto que pode e logo surgem homens do seu próprio bando.

A briga aumenta. Enquanto Robin disputa com alguns jovens, Regina por outro lado apresenta seus dotes com a espada.

A disputa é acirrada. Regina sofre um pequeno corte.

Regina- Ah seu desgraçado.

A morena ataca e corta o jovem e o desestabiliza.

Regina- O que achou?

O jovem fica no chão.

Cora vai saindo da farmácia quando alguém esbarra nela, fazendo-a deixar cair algumas sacolas.

Cora- Será que você não vê...

Moe- Me desculpe senhora.

Cora- Tudo bem.

Moe se abaixa e pega a sacola de Cora.

Moe- Eu estava muito distraído.

Cora- Deu pra perceber.

Moe a encara por alguns segundos e Cora de certa forma se sente constrangida.

Cora- O que há?

Moe- Me desculpe! Eu estava admirando-a dona Cora.

Cora- Me admirando?

Moe- Sim.Agora entendo a beleza da rainha e da irmã dela.

Cora sorri.

Moe- Posso ajuda-la?

Cora- Não está pesado.

Moe- É uma cortesia.

Eles caminham pela calçada.

Cora- Então? Qual o seu nome?

Moe- Pode me chamar de Moe.

Cora- Moe.

Moe- Acho que nunca nos cruzamos na floresta encantada. Sou pai da Belle.

Cora- Ah, o homem que aprisionou a filha na torre?

Moe- Bom, é! Mas pelo o que me consta, não fez coisas muito diferentes não é mesmo?

Cora- Touche.

Moe- Então? Se adaptando bem ao mundo moderno?

Cora- Todos os dias descubro coisas novas.

Moe- É natural. Demorei muito me acostumar.

George- Cora.

Os dois param e encaram o pai de David.

Cora- O que você quer?

George- O que está fazendo com esse plantador de batatas?

Cora- Isso não é da sua conta.

George- Quero falar com você.

Cora- Eu não tenho nada pra falar com você.

George segura o braço de Cora.

Moe- Solte-a George.

George o encara.

Moe- Solte a dama agora. Tá surdo?

George a solta.

George- Nos veremos em breve.

Ele sai fumaçando.

Moe- A senhora está bem?

Cora- Estou.

Moe- Deixe-me ver seu braço.

Cora- Não precisa eu...

Moe segura a mão de Cora e verifica o pulso avermelhado.

Moe- Vamos até a minha casa. Eu vou colocar um gelo.

Cora- Não precisa.

Moe- Eu insisto.

Moe mostra o caminho e eles seguem pra casa dele.

Algumas horas depois.

Amy tá na mansão brincando com Lana e com Roland quando a mãe e o pai chegam.

Regina e Robin estavam com as roupas amarrotadas e muito sujas. Alguns machucados pelo corpo, mas os dois riam como se estivessem chegando de um passeio tranquilo.

Amy- Mas o que foi que aconteceu com vocês?

Os dois riem.

Amy- Mãe?

Regina- Estávamos numa aventura.

Robin- E precisamos tomar banho.

Ele se agacha e coloca a esposa no ombro.

Regina- Robin, eu vou caí.

Robin- Shiuu.

Os filhos riem enquanto Robin sobe as escadas com a esposa.

Alguém bate a porta e Amy atende.

Amy- Pois não?

Um rapaz entrega a Amy um lindo ramalhete de flores.

Amy volta pra sala. Encontra um bilhete.

Rebecca- Nossa, que rosas lindas.

Amy- São minhas.

Rebecca- Nem tenho ideia de quem tenha mandado.

A ruivinha se aproxima e lê o bilhete.

Rebecca- ‘ Sei que fui um imbecil e que nenhuma rosa apagará minha imbecilidade, mas aceite essas como sinal do meu amor por você’...Nossa! Que lindo Amy.

Amy- Eu vou colocar elas num jarro(sorri e sai da cozinha)

Rebecca- Você notou que ela ficou vermelha, Roland?

O garoto confirma.

Rebecca senta-se com os primos.

Um tempo depois, no quarto Regina passa sanativo nos braços de Robin.

Robin- Auu.

Regina- Para de ser frouxo.

Os dois riem.

Robin- O que achou da aventura?

Regina- Foi incrível.

Robin- Sempre tem alguma coisa pra fazer no acampamento.

Regina- É mesmo?

Robin- É. Eu fiquei impressionado com a sua habilidade com a espada.

Regina- Ainda não me conhece ladrão.

Robin- Não mesmo.

Ele dá um selinho nela.

O celular de Regina toca.

Regina- Oi Zelena.

Zelena- Regina vem aqui.

Regina- Mas...Nossa, são os bebês?

Zelena- Eles vão me enlouquecer.

Regina- Espera que eu já tô chegando(desliga)

Robin- O que foi?

Regina- Zelena está surtando.

Robin- Não demora.

Regina- Tá.

Regina vai até o quarto de Lana, pega um presente que tinha comprado pra os gêmeos e antes de se tele transportar, seu celular toca mais uma vez.

Regina- Regina Mills.

George- Regina, aqui é o George, pai do David.

Regina- Pois não senhor George. O que deseja?

George- Eu gostaria de conversar com você.

Regina- Sobre o que é? Por que se for sobre a prefeitura eu...

George- Não. É sobre a sua mãe e sobre o nosso passado em comum.

A morena sente seu corpo gelar.

Regina- O que tem a minha mãe?

George- Não pode ser por telefone. Podemos nos encontrar agora?

Regina- Claro.Mas preciso resolver uma coisa antes. Pode ser em 30 minutos?

George- Na prefeitura?

Regina- Sim.

George- Estarei lhe aguardando.

Regina desliga o telefone e fica intrigada.

A morena vai saindo quando vê uma cena engraçada. Rebecca e Roland sentados no tapete, um encarando o outro de forma desafiadora.

Rebecca- Então? O que você tem aí?

Roland tira uma carta qualquer entre as outras, que se apertavam em suas mãos minúsculas, e coloca entre ele e a prima.

Rebecca- Outra vez Roland?(fingindo revolta)

O menino ria com as mãozinhas no rosto.

Regina- Tá apanhando outra vez Rebecca?

Rebecca- Esse garoto é muito bom no baralho tia(pisca o olho pra Regina)

Regina- Esse é meu garoto.

Roland abraça a mãe.

Roland- Pra onde você vai?

Regina- Eu preciso resolver uma coisa.

Roland- Me leva?

Regina- Meu amor, eu não posso te levar. Mas eu prometo voltar mais cedo e jogar uma partida com você. O que acha?

Roland- Promete?

O garoto ergue a mão deixando o dedo mindinho levantado e Regina imediatamente enlaça seu dedo ao dedo do seu filho.

Regina- Prometo. Agora fica aqui com a Rebecca e com a sua irmã tá?

Roland confirma.

Rebecca- Roland, o que acha de irmos brincar com os filhotinhos lá no jardim?

Roland- Vamos.

Rebecca- Vai colocar o casaco, tá frio lá fora.

O garoto sai correndo.

Regina- Sem correr Roland. Rebecca, quando o Leon poderá verificar aquele bendito ar condicionado? Tá gelando outra vez! Tá tudo bem, de repente ele dispara e a sala fica parecendo uma casinha de pinguim.

Rebecca- Eu vou ligar pra ele e marcar a hora amanhã tá?

Regina- Obrigada. Cadê a Amy?

Rebecca- Tá na cozinha, namorando as rosas que ganhou.

Regina- Ah que ótimo. Eu notei que tem mais filhotes que tinha ontem.

A expressão da ruiva se torna triste.

Regina- Ela não deixou não é?

Rebecca- Não. Eu já devia saber.

Regina-Vou ver o que posso fazer.

Rebecca- Não tia. Não precisa falar nada.

Regina beija a testa da sobrinha e sai em seu carro.

Minutos depois ela estava no quarto do gêmeos, com os braços cruzados enquanto um de seus pés bate impacientemente no chão.

Zelena- Vai ficar aí só olhando?

Os bebês choram alto.

Regina- O que você quer que eu faça?

Zelena- Regina, eles estão vermelhos. Me ajuda!

Regina- Cadê o seu marido hein?

Zelena- Precisou sair. Foi comprar as fraldas que estão acabando.

Regina- Me dá o Marc.

A morena pega o pequeno que chora desconsolado.

Zelena- Eles estavam tão bonzinhos, de repente começaram a chorar. Já amamentei. Já verifiquei as fraldas...O que eles tem?

Regina- O que foi meu príncipe?

Zelena- O que eu faço?

Regina- Primeiro passo: Separar eles. Enquanto um chorar o outro vai chorar.

Zelena- Fica com o Marc e eu levo a Lisa.

As duas conseguem acalmar os bebês e se encontram na sala.

Regina- Eu preciso ir.

Zelena- Você está bem?

Regina- Estou.

Zelena- Não entendo porquê eles ficaram assim de repente.

Regina- Tirou deles alguma coisa?

Zelena- Não. Os bichinhos de pelúcia estão todos lá.

Regina- É mesmo? Não tá faltando dois não?

Zelena- Não eu...Espera um pouco!

Regina- Porque não deixa sua filha ficar com os filhotinhos Zelena?

Zelena- Eu não os quero aqui.

Regina- Para com essa cisma, Zelena.

Zelena- Essas coisas mordem.

Regina- Você tinha 9 anos e foi mordida por um cachorro. Tá na hora de superar isso.

Zelena cruza os braços e revira os olhos impaciente.

Regina- Rebecca está muito triste Zelena.

Zelena- Ela vai superar.

Regina- Espero que saiba o que está fazendo. A sua filha é uma menina adorável e está sofrendo. A culpa é sua.

Zelena- Onde ela tá?

Regina- Tá lá em casa. Não quis se separar dos filhotes.

A morena vai saindo.

Zelena- Vou pensar.

A ruiva vai mancando até a porta.

Regina- O que aconteceu com as suas costas?

Zelena- Não sei. Acho que dormi de mau jeito.

Regina- Bem feito pra você. Agora vai pensar duas vezes antes de transar em cima da minha mesa.

Zelena- Você sabia?

Regina- Quem acha que afrouxou os parafusos?

A morena sorri e coloca uma proteção nas costas, enquanto a sua irmã joga bolas de energia pra atingir as costas de Regina que entra no carro e segue pra prefeitura.

Quando a ruiva volta pra dentro de casa os bebês recomeçam o choro.

Zelena- Ah não.

Regina encontra George aguardando-a na prefeitura.

Regina- Me desculpe a demora.

George- Não tem problema.

Os dois entram.

A morena liga o aquecedor.

Regina- Sente-se por favor.

George senta-se e olha intensamente pra Regina.

George- Você é mesmo uma mulher muito bonita Regina.

A morena o olha com indiferença.

Regina- Devo dizer que fiquei muito intrigada com a sua ligação, ainda mais intrigada por vê-lo no aniversário da minha filha.

George- Como eu disse, só queria entregar um presente pra princesinha.

Regina- É o que mais me intriga. Depois de muitos anos assistindo você desprezando o David e os filhos dele. Até desprezando o Henry, por ser neto do seu filho. Então imagina a minha surpresa ao ver você no aniversario de uma criança que não tem nenhuma ligação com você.

George sorri encarando-a.

Regina- Vamos logo colocar as cartas na mesa George.

George- Direta. Igual a mãe. Eu aprecio.

Regina- O que aconteceu no passado entre você e a minha mãe?

George- Sabe da história da sua irmã Zelena não é?

Regina- Sim. Antes da minha mãe se casar com o meu pai, Zelena havia sido dada a um casal.

George- Exatamente. Eu descobri a história da sua irmã antes de todos. Eu conheci a Cora na noite em que ela transformou palha em ouro e garantiu o casamento com o Henry.

Regina- E daí?

George- Desde aquela noite, sua mãe e eu nos reencontramos outras vezes.

A morena sente seu corpo vibrar.

Na sala da mansão, Cora vem chegando.

Amy- Oi vó. Já estava ficando preocupada.

Cora- Demorei muito?

Amy- Bom, não muito! Tà tudo bem?

Cora- Tudo bem.

Rebecca- Que sorriso é esse vó?

Cora- Não tem sorriso nenhum.

Cora sobe as escadas sorrindo.

Amy- Ela tá estranha.

Rebecca- Tà sim. Eu já vou indo.

Amy- Tudo bem.

A ruivinha vai saindo.

Rebecca- Me liga amanhã?

Amy- Claro.

A ruiva sai.

Robin vem descendo com Lana no colo.

Robin- Olá Cora.

Cora- Olá querido genro.

Robin passa por Cora e estranha o bom humor da sogra.

Amy- Cadê a princesinha da casa?

Lana estica os braços pra Amy.

Amy- Lana, que tal a gente comer aquela maça que você adora?

A menina bate as mãozinhas.

Robin pega Roland.

Amy- E você Roland?

Roland- Quero sorvete.

Robin- Não pode. Tá muito frio.

Roland- Por favor, papa!

Amy- O papai tem razão Roland. Tà muito frio.

Roland faz bico.

Robin- Não adianta. Se eu te der sorvete e você ficar doente sua mãe me mata.

Amy- E vai ser uma morte bem lenta.

Os dois riem e seguem pra cozinha.

Lá fora.

Rebecca vai caminhando quando sente alguém lhe puxar e lhe prender nos braços.

Leon- Boa noite cenourinha.

Rebecca- Leon? Que susto.

Leon- Desculpa(sorri)

Rebecca- Tá desculpado.

Ele dá um beijo demorado nela.

Depois de muito se beijarem se separam buscando o ar.

Rebecca e Leon sorriem.

Leon- Vim te convidar pra sair.

Rebecca- É mesmo?

Leon- Sim. O que acha de irmos assistir um filme e depois tomar um chocolate quente amanhã?

Rebecca- Eu vou adorar.

Leon- Que bom. Eu vou te buscar as 7:00?

Rebecca- Perfeito.

Leon- Pra onde estava indo?

Rebecca- Pra casa.

Leon- Posso te acompanhar?

Rebecca- Claro. Quero te agradecer e me desculpar por ontem.

Leon- Por que se desculpar?

Rebecca- Por nossa culpa você foi parar na delegacia.

Leon- Não foi por sua culpa. Foi por causa do Enzo.

Rebecca- Eu sei, mas você se sentiu na obrigação de ajudar.

Leon- Não é verdade. Gosto do Enzo! O que fiz não foi por obrigação.

Rebecca- Que bom que pensa assim. Você primeiro salvou a vida da minha prima, depois a da minha tia e ontem quis proteger o Enzo, o que você é? Algum tipo de anjo da guarda?

Leon- Quase isso.

Rebecca- Você ainda tem muita coisa a me contar não é?

Leon- Tenho sim. Outro dia conversamos.

Rebecca- Tudo bem. Tudo em seu tempo!

Leon- Então? Como foi o passeio no haras?

Rebecca- Como sabe que fui ao haras?

Leon- Passei na lanchonete e a vovó disse.

Rebecca- Está me espionando senhor Leon?

Leon- Um pouco.

Rebecca- Foi um passeio tranquilo. Na verdade foi um pouco estranho. Minha tia e minha mãe estavam tensas, ontem a minha tia simplesmente se isolou de todo mundo, mas hoje, voltou ao normal sem nenhuma explicação.

Leon- Que estranho.

Rebecca- A Amy ficou o dia todo nervosa. Não foi qualquer coisa!

Leon- Regina é uma mulher forte. Pra ela se isolar assim, com certeza, foi algo que a perturbou muito.

Na casa de Tinker.

Tinker- Então você tá me dizendo que tá suspeitando do Whale.

Megan- Exatamente. Ele tem agido estranho ultimamente.

Tinker- Mais do que o normal?

Megan- Muito mais. Pelo boato entre as internas, ele tá com uma passagem comprada só de ida pra Londres.

Tinker- Whale? Fora de Storybrooke?

Megan- Isso mesmo. Ele tem agido de forma estranha e eu tô com um péssimo pressentimento que ele tá aprontando com o Brian e com a minha irmã.

Tinker- E como eu posso ajudar?

Megan- Por isso eu não quis continuar nossa conversa na lanchonete. Lá precisaríamos ficar cochichando e não conversaríamos tranquilas.

Tinker- Então fala.

Megan- Regina fez uns exames ultimamente e o Whale está trancando debaixo de 7 chaves. Eu preciso ver esses exames.

Tinker- E onde eu entro nisso?

Megan- Whale fecha a sala dele com as chaves e não se desgruda delas.

Tinker- Ainda não entendi a minha participação.

Megan- Preciso que vá até a casa do Whale.

Tinker- O quê?

Megan- Tinker, eu preciso que se aproxime do Whale, precisamos daquela chave.

Tinker- Eu não posso fazer isso.

Megan- É mesmo? E a Regina? Se ela estiver doente e o Whale estiver escondendo de todo mundo?

Tinker- Pra falar a verdade a Regina tinha me contado que havia feito uns exames.

Megan- E ela falou mais alguma coisa?

Tinker- Não. Ela estava comigo quando o Whale ligou pra ela.

Megan- Tá vendo? Precisamos saber o que eles estão escondendo. Whale sempre teve uma queda por você.

Tinker- Tá. Amanhã eu vou falar com ele e marcar alguma coisa na casa dele.

Megan- Obrigada Tinker.

Tinker- Pela Regina.

Megan- Isso. Pela Regina.

Na prefeitura a conversa continua.

Regina- Onde está querendo chegar com essa história?

George- Ainda não entendeu? Cora e eu tivemos um caso.

A morena se levanta revoltada.

Regina- Eu não acredito.

George- Ainda se surpreende com a Cora? Sua mãe nunca foi uma santa e você sabe disso.

Regina- Você e minha mãe?

George- Sim. E como eu sei que está fazendo contas na sua cabeça, eu vou facilitar pra você. Henry viajava muito Regina, então...

Regina- Não. Eu não acredito em você.

George- Acredite minha querida. Eu sou o seu pai.

Regina- Não. Meu pai foi o Henry!

George- Eu sou o seu pai. Sua mãe mesma confirmou.

A morena fica transtornada.

George- Eu sei que é muito pra você digerir, mas por favor, me dê um abraço minha filha.

Regina- Saia daqui.

George- Mas...

Regina- Agoraaa.

George- Tudo bem, depois conversamos filha.

Regina- Não sou sua filhaaaa.

A morena grita e George sai satisfeito.

Regina fecha a porta com força.

Regina- Não...Não.

A morena se desespera com aquela possibilidade.

FLASH BACK.

Era madrugada e Regina estava em seu quarto dormindo, quando seu pai a acorda.

Henry- Filha...Regina.

Regina- Papai.

A pequena Mills esfrega os olhos.

Henry- Vista seu casaco. Vamos dar um passeio!

Regina se anima, veste seu casaco e sai no colo do pai.

Eles passam devagar pela porta do quarto de Cora e seguem pelo pasto.

Regina- Pra onde vamos papai?

Henry- Você vai ver.

Eles andam mais um pouco e entram no estábulo.

Henry- Eu tenho um presente pra você.

Coloca Regina no chão e guia até o fim do lugar.

Eles param na frente de uma das baias e Regina logo vê o potro.

Regina- Um filhote.

Henry- Ele é seu.

Regina- O quê?

Henry- É o seu presente. Feliz aniversário filha.

Ela pula nos braços do pai e o abraça.

Regina-Obrigada papai.

Henry- Foi um prazer filha.

Regina- É verdade papai?

Henry- É sim. Ele acabou de nascer.

A menina abre um sorriso ainda não contemplado por Henry. Corre pra perto do animal.

Regina- Oi...Eu sou a Regina.

Henry se aproxima e se ajoelha perto da filha, que parecia em transe.

Henry- Gostou?

Regina- Eu adorei

Henry- Que bom.

Regina- Eu vou poder dar um nome pra ele?

Henry- Claro. Ele é seu!

Regina- Mas papai, a mamãe não vai deixar.

Henry- Com sua mãe eu me entendo.

Regina- Eu vou poder andar nele.

Henry- Vai. Eu vou te ensinar a cavalgar.

Regina- Papai eu tenho medo e se eu cair?

Henry- Regina, ter medo é normal e cair é ainda mais normal. Eu te prometo estar ao seu lado sempre.

Regina- Promete?

Henry- Prometo. Eu te amo minha princesa amada.

Regina- Eu também te amo papai.

FLASH BACK OFF

As lágrimas corriam e Regina sentia seu coração acelerar cada vez mais e liga pra mãe.

Cora- Alô.

Regina- Como pode fazer isso mamãe?

A morena esbraveja.

Cora- Regina? O que houve?

Regina- Como pode mentir desse jeito Cora?

Cora- Regina, se acalme, o que está acontecendo? Sobre o que eu menti?

Regina- Meu pai.

Cora sente seu coração pesar.

Regina- Você mentiu pra mim...Ele era a única verdade, a única coisa boa que eu tinha quando...

Cora- Regina, por favor, me escuta.

Regina- Não.

A morena gritava descontrolada.

Cora- Onde você está? Precisamos conversar. Não é como o George disse que aconteceu...

Regina joga longe o aparelho.

Regina- Meu pai...

A morena andava por sua sala com as mãos na cabeça, enquanto as lembranças lhe invadiam.

Regina- Não pode ser.

As cenas dos abraços e das brincadeiras com seu pai, o primeiro passeio a cavalo, tudo como uma espécie de montanha russa em sua mente.

E foi assim que a morena sentiu as forças lhe traírem. Seu corpo foi de encontro ao chão frio, pois o aparelho ar condicionado disparava e o vento frio consumia a sala.

Na casa de Zelena, a ruiva andava de um lado pra o outro na sala, quando Rebecca chega.

Zelena- Oi filha.

Rebecca- Oi mãe.

A ruiva se aproxima e beija a mãe.

Zelena- Eu estava te esperando pra jantarmos.

Rebecca- Não tô com fome.

Zelena- Mas tem que comer Rebecca.

Rebecca- Depois eu como qualquer coisa. Vou me deitar!

Zelena- Mas ainda é cedo.

Rebecca- Tô com dor de cabeça. Boa noite.

Zelena- Boa noite.

A ruivinha sobe as escadas e Zelena fica pensativa.

Noah vem descendo.

Noah- O que foi?

Zelena- Ela tá com dor de cabeça.

Noah- Conheço a minha filha. Ela está triste.

Zelena- São apenas cachorros. Ela se acostuma.

Noah- Espero que sim.

Zelena- Não vai trabalhar hoje?

Noah-Vou, mas ainda é cedo.

Zelena- Fica de olho nos gêmeos enquanto eu tomo banho, por favor.

Noah- Tudo bem.

A ruiva lhe dá um selinho e vai tomar banho.

Na rua Zelda encontra Leon.

Leon- Oi tia.

Zelda- Olá meu querido.

Se abraçam.

Leon- Parece que preciso ser internado pra podermos nos ver.

Zelda- Não diga bobagens. Como você está?

Leon- Eu estou bem e você?

Zelda- Eu estou preocupada com a minha sobrinha Regina.

Leon- Você também?

Zelda- O que quer dizer?

Leon- Acabei de falar com a Rebecca e ela disse que a Regina ontem se isolou completamente da família.

Zelda- Ela disse o motivo?

Leon- Eles não sabem. A Regina disse que era só estresse, mas ninguém acreditou muito.

Zelda- Sei.

Leon- No que posso ajudar?

Zelda- Fique alerta. Podemos precisar de você amanhã.

Leon- Tá certo.

Zelda- Agora vá pra casa.

Leon beija a tia e segue seu rumo.

Zelda que vinha passando em frente a prefeitura e vê o carro da sobrinha, sente uma sensação esquisita, da mais alguns passos adiante, mas resolve seguir seu extintos.

Entra no prédio e nota o silencio absoluto, mas estranha ao ver as portas abertas e um frio fora do normal.

Zelda- Prefeita?

Silencio.

Zelda vai até o escritório de Regina e abre-a e logo sente um frio absurdo lhe atingir. Dá alguns passos a frente já apertando os braços no próprio corpo e logo vê Regina caída

Zelda- Reginaaa.

A mais velha se ajoelha perto da sobrinha.

Zelda- Regina? Reginaaa(puxa pra seu colo e dá tapinhas no rosto gelado da morena) Meu Deus...Ela tá gelada(verifica a pulsação).

Zelda fecha os olhos, se concentra e seus pensamentos de conectam aos de Cora.

Na mansão Cora anda de um lado pra o outro.

Amy- O celular tá dando desligado. Mas por que ele faria uma coisa dessas vó?

Cora- Eu...

A velha Mills fecha os olhos e sente a conexão.

Cora- Não acredito!

Amy- O que foi?

Cora- Eu já sei onde ela tá.

Ela se teletransporta pra prefeitura.

Cora- Reginaa.

Zelda- Aquiii.

Cora corre pra sala da morena e ao entrar não sabe o que é mais chocante: Dar de cara com a sua irmã ou ver Regina desacordada.

Cora- Minha filha.

Corre pra perto.

Cora- O que aconteceu?

Zelda- Eu cheguei aqui e ela estava assim.

Cora joga um feitiço e destrói o ar condicionado.

Cora- Você aqui esse tempo todo?

Zelda- Não temos tempo. Ela tá gelada!

Cora as tele transporta pra mansão.

Cora- Robinnnn.

O ladrão que estava brincando na sala com os filhos corre pra o primeiro andar.

Robin- Mas o que...

Cora- Me ajuda a colocar ela na cama.

Robin a pega com cuidado e a coloca na cama.

Robin- Meu amor? Regina fala comigo.

Zelda- Ela estava desmaiada na prefeitura.

Amy- O que tá acontecendo?(chega correndo) Quem é você?

Zelda- Depois eu explico.

Cora- Regina?...Minha filha!

Zelda- Ela precisa ser aquecida. Imediatamente!

Amy, Zelda e Cora começam a flutuar as mãos pelo corpo da morena que logo perde a palidez.

Regina desperta assustada.

Amy- Mãe, fica calma.

Regina- O que aconteceu?

Robin-Você desmaiou meu amor.

Amy- Por que ela tava tão fria?

Zelda- Quando eu cheguei a sala estava muita gelada.

Cora- Aquele maldito aparelho estava descontrolado.

O olhar de Regina logo pousa nos olhos da mãe e Cora conhecia bem aquele olhar de decepção.

Cora- Preciso ficar sozinha com a minha filha.

Os outros saem do quarto.

Regina- Como ainda tem coragem de falar comigo?

Cora- Regina...

Regina- A única coisa que me orgulhava na floresta encantada mamãe.

Cora- George é um homem asqueroso Regina.

Regina- E mesmo assim foi pra cama com ele.

Cora- Não admito que fale comigo desse jeito Regina.

Regina- Como você quer que eu acredite na sua palavra?

Cora- Por que é a verdade. Seu pai é o Henry!

Regina deixa as lágrimas escorrer no rosto.

Cora se senta perto da filha.

Cora- Regina, se tem uma coisa que eu me orgulho no meu passado é o fato do Henry ser o seu pai.

Regina- Mamãe...Eu te imploro, eu preciso ter a certeza.

Cora- Regina, Henry é o seu pai.

Regina sorri e chora ao mesmo tempo.

Cora- Minha filha, esse homem, o George, é um homem baixo.

Regina- Por que ele fez isso mamãe?

Cora- Ele acredita que você é filha dele por que eu disse isso a ele. No passado, pra manter a pose de um castelo bem estruturado, ao menos antes do Leopold chegar em nossas vidas e...

Regina- E o quê?

Cora- Ele ia espalhar que a Zelena era uma bastarda. Isso estragaria os meus planos.

Regina- Pra você era tudo por interesse mamãe.

Cora- Sim e não me orgulho do meu passado.

Regina se levanta e anda pelo quarto.

Cora- Eu vou concertar isso. Vou falar com ele e eu garanto que vou afastar ele de você.

Regina- Mesmo que ele destrua o resto da sua reputação?

Cora- Que reputação Regina? Não interessa o que ele vai espalhar, só quero que você se prepare pra uma coisa.

Regina- O quê?

Cora- Foi ele quem me deu o veneno que matou a mãe da Snow.

Regina- Ah meu Deus.

Cora- E ele vai usar isso a qualquer momento.

Regina- Você precisa contar isso pra Snow e pra o David.

Cora- Mas não vou mesmo.

Regina- Conte pra ela antes que seja tarde demais.

Cora- Eles já sabem que foi eu, qual seria diferença agora?

Regina- Por que ele vai usar isso com você e não vai demorar.

Cora- Tá. Eu conto.

Regina Meu Deus do céu. A cada dia uma nova preocupação.

Cora- Me perdoe minha filha. Eu não queria trazer isso pra você.

Regina- Por isso você estava tão estranha no aniversário da minha filha.

Cora- Eu não imaginava que ele iria insistir nisso.

Regina- Resolva isso. Não o quero perto de mim ou da minha família.

Cora- Eu prometo que sim. Agora se deite e descanse. Vou trazer um lanche pra você.

Regina continua no mesmo lugar.

Cora se levanta e vai saindo.

Regina- Espera.

Cora é surpreendida pelo abraço da filha.

Regina- Obrigada por isso mamãe.

Cora- Eu sei o quanto fui cruel e a relação entre vocês foi importante demais pra você. Se não fosse ele te dar amor e te ensinar o que é certo e o que era errado, você não seria essa filha tão maravilhosa que é.

Regina- Obrigada.

Cora- Agora se deita.

A morena obedece.

Regina- Tia Zelda? Sério?

Cora- Nem eu tô acreditando.

Minutos depois no escritório de Regina.

Cora- Por que esteve se escondendo esse tempo todo Zelda?

Zelda- Por que acha? Eu não queria que soubessem que sou uma Mills. Não suporto levar essa carga toda.

Cora- Que carga? Você não tem carga nenhuma!

Zelda- Tenho sim. Por associação a você “mana”. Desde a maldição que levou Regina e os outros de volta a floresta encantada, eu resolvi vir pra cá com o Leon.

Cora- Com aquele garoto? Por quê?

Zelda- Por que eu tinha que proteger ele de você Cora.

Cora- De mim? Eu nem estava viva quando Zelena apareceu na floresta encantada.

Zelda- Você não morre nunca! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você retornaria, só não contava que voltasse com seu coração e algum tipo de sentimento dentro dele.

Cora- Por que não me contou? Esse tempo todo, ao menos pra mim, deveria ter se mostrado. Mas não, preferia se acovardar e se esconder nesse feitiço ridículo.

Zelda- Eu não sou covarde!

Cora- Me pareceu muita coragem querida! Estava com medo de mim?

Zelda- Medo de você? Minha querida, tudo que você tentou fazer, eu sei fazer com maestria. Esqueceu que fui criada pela nossa mãe?

Cora semicerra os olhos.

Zelda- Ui, acho que toquei na ferida da Corinha?

Cora- Não me chama de Corinha( cria uma bola de fogo)

Zelda- Vamos partir mesmo pra isso irmãzinha?(faz surgir uma bola de fogo também)

Amy aparece.

Amy- Opaaaa...Opaaa! (fica entre as duas). Ninguém vai atacar ninguém.

Cora- O que foi que a sua mãe lhe ensinou sobre ouvir atrás das portas?

Amy- Ela disse ‘ Não deixe que te peguem’

Cora- Saia daqui!

Amy- Não vó.

Zelda- Saia menina, ou vai acabar sobrando pra você!

Amy- Não tia Zelda.

Zelda ergue uma sobrancelha olhando pra Amy.

Cora- Ela não é sua tia.

Amy- É sim. Agora parem com isso ou alguém vai se machucar.

As irmãs se olham.

Amy- Eu não vou sair daqui. Então se quiserem se atacar eu vou interferir! Não vão querer me machucar não é?

Zelda desfaz a bola de fogo.

Amy- Vó, por favor!

Cora revira os olhos e também desfaz a bola.

Amy- Nossa, que bom! Obrigada as duas. Que tal um chá pra acalmar os nervos?

Surge na mesinha do centro uma bandeja com chá e biscoitos.

Amy- Vamos sentar. Temos muito o que conversar!

Zelda e Cora se sentam, mesmo contrariadas!

Zelda- Como ela pode ser gentil com você, depois de tudo que fez pra ela?(pega a xicara da mão de Amy)

Cora- Cala a boca.

Amy- Ei. Se comportem!(entrega uma xícara a Cora). Então tia Zelda? Me conta tudo.

As três conversam até bem tarde da noite.

Na casa de Zelena

A ruiva estava exausta. Passara a noite tentando acalmar os gêmeos, mas nada surtia efeito. Eles dormiam poucos minutos e logo acordavam.

Zelena aproveitou o intervalo entre os cochilos e foi ver a sua primogênita, passou a mão no rosto da filha e percebeu o quanto esteve ausente em sua vida e que não privaria a filha dos filhotinhos que ela queria tanto.

Se tele transportou pra mansão, pegou os filhotes e voltou pra sua casa. Colocou os filhotes deitados ao lado da filha.

Os filhotes começaram a lamber a mão de Zelena.

Zelena- Ei, não é pra me lamber.

Eles começaram a fazer festa em cima de Rebecca que logo despertou.

Rebecca- Ah meu Deus! Vocês voltaram.

Zelena- Se eu pegar um deles no meu chapéu outra vez eles ficam sem as orelhas.

Rebecca- Obrigada mãe!(abraça a mãe)

Zelena- De nada. Eles são seus. Comida, sujeira, passeio...

Rebecca- Eu prometo cuidar deles.

Zelena- Ótimo. Então...

Os bebês começam a chorar.

Zelena- Vou alimentar os seus irmãos.

Rebecca- Tá.

A ruiva sai em direção ao quarto dos gêmeos.

Rebecca- Fica aqui que eu já volto.

A ruivinha se tele transporta com um dos filhotes.

Rebecca- Ei(coloca- o no chão), ela pegou o seu irmão por engano(pega seu próprio filhote que faz festa no colo da ruiva) Desculpa.

Volta pra mansão. Pega o outro filhote e segue pra o quarto dos gêmeos.

Zelena- Meus amores, por favor, me digam o que vocês querem. A mamãe faz qualquer coisa!

Zelena tentava acalmar os gêmeos de toda maneira, mas nada adiantava!

Rebecca entra com os filhotes e Zelena observa a cena.

Rebecca- Olha Marc , olha Lisa. Olhem quem voltou!

A ruivinha mostra os filhotinho. Aos poucos o gêmeos se acalmam.

Zelena- Eu não tô acreditando.

Rebecca- Eles gostam dos filhotes. Parece que acalma eles.

Zelena- E por que não me disse logo isso?

Rebecca ri.

Regina estava voltando pra o quarto quando escuta Roland gritar, corre pra o quarto do filho e acende a luz.

O garoto estava vermelho e todo suado.

Roland- Mamãe

Regina senta na cama e coloca Roland no colo.

Regina- O que foi meu amor?

Roland- Um monstro tava correndo atrás de mim...

Regina- Calma meu amor. A mamãe tá aqui.

Robin chega correndo.

Regina- Foi só um pesadelo, deixa comigo(pisca o olho e o esposo sai)

Roland- Ele tava quase me alcançando.

Regina- Foi um sonho ruim. Já passou!

O menino soluçava.

Regina- Toma um pouco d’água.

Roland bebia a agua ainda tremendo.

Regina- Nenhum monstro vai atacar você.

Roland- Promete?

Regina- Eu prometo.

Roland- Fica aqui até eu dormir?

Regina- Claro meu amor.

Regina aconchega o filho num abraço e o cobre.

Roland- Canta pra mim.

Regina sorri.

Regina- Que música você quer?

Roland- Aquela do arco íris.

Regina- Tá bem. Agora fecha os olhinhos e se concentra na minha voz. Tá bom?

Roland- Tá.

Regina começa a cantar pra o filho.

Somewhere Over The Rainbow

https://www.youtube.com/watch?v=PSZxmZmBfnU

Dois dias depois.

Regina- Promete que me liga se qualquer coisa acontecer?(abraçada com Lana)

Robin- Prometo! Agora vai tranquila.

Regina- Lana, fica com o papai tá? Mamãe volta o mais rápido possível.

Robin pega Lana.

Regina- Vem cá meu pequeno.

Roland aceita o abraço de Regina, mas continua emburrado.

Regina- Meu amor, não fica assim(ergue o filho em seus braços)

Roland- Você vai embora.

Regina- Não vou embora! Eu volto em poucos dias.

Roland- Mas você não vai tá aqui quando meu dente cair.

Regina- Você não sabe! Ainda vai levar um tempo pra seu dente cair. Tá bom? Meu filhote, mamãe precisa mesmo ir!

Roland continua choroso.

Regina- Lembra sobre o que a mamãe falou? Eu prometo trazer muitos brinquedos pra você se você se comportar.

Roland- Tá bom.

Regina- Quando tudo estiver mais calmo, eu prometo viajar e levar você. Vamos todos, eu você, a Memy, a Lana, o Henry...Tá bom?

Roland- Tá.

Regina- Agora dá um beijo na mamãe.

Roland a beija.

Regina- Eu preciso mesmo ir.

Amy- Tchau pai.

Elas se despedem e entram no carro.

Zelena- Pegou o endereço Regina?(dirigindo)

Regina- Tà anotado na minha agenda.

Amy- Não acredito que vamos pra Nova York.

Regina- Eu sei.

Amy- Tô ansiosa.

Regina- Que bom. Tenho certeza que vamos aproveitar bastante.

Zelena freia bruscamente ao ver Enzo se jogar na frente do carro.

Amy arregala os olhos com a atitude do rapaz.

Elas descem do carro.

Zelena- Você tá se drogando garoto? Eu quase te atropelei.

Enzo respirava forte.

Regina- Enzo?

Amy- Você enlouqueceu?

Enzo- Eu...Amy...

Enzo- Por favor....Não vai embora.

Amy olha pra mãe e cruza os braços.

Regina- Respira devagar.

Enzo- Eu vim correndo da vovó...Eu...A Rebecca disse...Disse que você vai embora. Por favor, não vai!

Amy- Enzo eu...

Enzo- Eu preciso que me perdoe, eu te amo. E não é um ‘Eu te amo’ pra acabar a discussão. Eu te amo de verdade.

Regina e Zelena se olham.

Enzo- Me perdoa por ter sido um imbecil com você. Eu enlouqueci quando vi você com o Leon, enlouqueci quando vi você com aquele tal de Jason. Aquele feitiço que a Celina jogou em mim contribuiu, mas o meu ciúme foi muito maior. Eu não posso te imaginar com outra pessoa, por que eu não vejo o meu futuro sem você.

Amy estava emocionada.

Regina- Vamos perder o voo Amy.

Enzo- Não vai embora. Eu te imploro. Majestade, me ajuda! Não deixa que ela vá embora.

Regina- Essa decisão é da Amy, Enzo.

Enzo- Então me leva com você.

Amy- O quê?

Enzo- Me leva com você. Eu faço qualquer coisa pra ficar do teu lado.

Amy- Enzo, eu preciso ir, mas eu vou voltar.

Enzo- Não. Não vai. Eu sei que não vai!

Zelena- Seu retardado ela não vai embora pra sempre.

Enzo encara Amy.

Regina- Acho que a Rebecca omitiu esse detalhe.

Enzo- Omitiu nada. Ela mentiu! Disse que você estava indo embora pra sempre.

Amy- Mas não é pra sempre. Passarei alguns dias com a minha mãe em Nova York.

Enzo- Quando você volta?

Regina- Se conseguirmos pegar o avião em uma semana mais ou menos.

Enzo sorria largamente.

Zelena- Agora sai da frente do carro ou eu passo por cima de você(entra no carro)

Enzo- Então conversamos quando voltarmos?

Amy- Tudo bem

Enzo- Eu posso esperar o tempo que quiser.

Amy e Regina entram no carro, mas poucos segundo depois Amy sai do carro e beija apaixonadamente o namorado, que parecia estar nas nuvens.

Eles se beijam por mais um tempo, mas Amy abre espaço entre eles.

Amy- Adorei as rosas(entra no carro)

Enzo sorria e pulava como criança no meio da rua.

Regina- Está tudo bem Amy?(sorri pra filha)

Amy- Agora está(sorria largamente observando o namorado pulando na rua)

Quase uma hora depois as duas estavam bem acomodadas nas poltronas do avião e Regina notava o quanto sua filha estava empolgada.

Regina- Tem certeza que não quero trocar de lugar comigo?

Amy- Tenho.

A garota sacudia a perna.

Regina- Nervosa?

Amy- Um pouco.

Regina- Não precisa ter medo. É o meio de transporte mais seguro, muito mais que a vassoura da sua tia Zelena.

Amy ri.

Regina- É natural sentir medo a primeira vez.

Amy- Você sentiu?

Regina- Eu fiquei apavorada.

Amy- É sério?

Regina- É sim. Eu não tinha ideia de como era a sensação, mas aos poucos fui me acostumando e de repente se tornou uma sensação maravilhosa.

Amy- Eu espero que seja assim pra mim também, por que eu tô sentindo meu coração acelerado.

Regina- É a adrenalina.

O piloto avisa que em instantes darão inicio a decolagem.

Amy- Ah meu Deus.

Regina- Fiquei calma.

A morena pega nas mãos da filha e nota o quanto estão geladas.

Regina- Amy, sua mãos estão muito frias meu amor, tente relaxar. É uma viagem rápida! Respire fundo!

Amy- Tudo bem.

A jovem respirava e olhava pela janela.

Regina- Quer saber? Eu já sei!

Amy- O que vai fazer?

Regina se levanta e observa a mãe conversar com a aeromoça e logo em seguida voltar com duas pequenas doses. Senta-se ao lado da filha e entrega a ela uma das doses.

Amy- O que é?

Regina- Tequila.

Amy se surpreende com a atitude da mãe.

Regina- É só uma dose Amy. Não se acostume. Vai ajudar a relaxar!

Amy- A Nova York?

Regina- A Nova York.

Elas brindam e viram as doses.

O avião decola e como Regina havia previsto, a sua filha se encanta com a viagem. Olha o tempo todo pela janela entusiasmada com as paisagens e a altitude em que estavam.

Amy- Mãe é maravilhoso.

Regina- Eu te prometo meu amor, não será a única viagem.

A jovem segura a mão da mãe e aproveita o máximo aquelas sensações.

Desembarcam em Nova York e seguem pra um hotel.

Amy se deslumbra com toda a novidade da cidade grande e o tempo todo Regina observava os olhos encantados da filha.

Já no hotel, mais precisamente na sacada Amy registrava tudo com sua câmera.

Amy- Aqui é tudo muito lindo, mãe.

Regina- É sim. Amanhã vamos passear bastante!

Amy- Que maravilha!

Amy abraça a mãe e faz uma selfie com um enorme sorriso, deixando a paisagem ao fundo completar aquela fotografia eternizada.

Regina- Vou avisar ao seu pai que chegamos.

Amy- Tá bem.

A jovem tira mais uma foto mostrando a língua e manda a foto pra seu irmão e se diverte ao ver a resposta com um emoticon verde, demonstrando inveja.

Regina- Filha, eu vou descansar um pouco e depois eu vou aquela clínica que eu te falei.

Amy- Eu vou também.

Regina- Não precisa.

Amy- Eu não vou deixar você ir sozinha.

Regina- Tudo bem! Peça alguma coisa pra gente enquanto eu tomo banho.

Amy- Tá bom.

Algumas horas depois.

Regina- É aqui. Tem certeza que quer entrar Amy?

Amy- Mas é claro. Se essa mulher é uma pessoa perturbada eu não vou te deixar sozinha com ela.

Regina e Amy entram na casa de repouso.

Regina- Boa tarde. Meu nome é Regina Mills. Eu gostaria de visitar uma pessoa.

Recepcionista- Qual a paciente?

Regina- Brenda Sullivan.

A recepcionista se surpreende.

Recepcionista- Me desculpe, mas não será possível.

Regina- Porque não?

Recepcionista- Essa senhora não pode receber visitas.

Amy- Mas por quê?

Recepcionista- Ordens do filho dela.

Regina- Não acredito.

Recepcionista- Vocês são parentes dela?

Amy- Minha mãe é sobrinha dela. A minha avó morreu há poucos dias e a Tia Brenda é a nossa ultima parente.

Regina olha pra filha com uma sobrancelha erguida.

Recepcionista- Eu sinto muito.

Amy- Moça, é só uma visita. Viemos de muito longe!

A recepcionista parece pensar.

Regina- Por favor!

Recepcionista- Tudo bem. Mas só por meia hora! Venham comigo.

Regina e Amy a segue.

Recepcionista- Fiquem aqui, eu já volto com ela.

Regina- Minha mãe morreu?

Amy- Fui convincente?

Regina- Até demais. Devo me preocupar com essa sua facilidade pra mentir?

Amy- Foi a Emma que me ensinou.

Regina- Vou matar aquela loira. Desvirtuando meus filhos desde sempre.

Amy- Não pode matar ela.

Regina- Posso sim. Ontem ela estava ensinando a Lana esconder biscoitos.

Amy ri.

Regina esfregava as mãos uma na outra.

Amy- Nervosa?

Regina- Ansiosa. Nem sei o que esperar dessa mulher desconhecida. É tudo muito esquisito.

Amy- Vamos descobrir o que ela quis dizer.

Minutos depois a recepcionista acompanha uma senhora. Descabelada, vestindo um conjunto surrado de moletom azul.

Regina e Amy olham pra figura.

Recepcionista- Se ela ficar nervosa é so me chamar. Vou ficar por perto.

Regina- Brenda?

A senhora olhava pra o chão.

Regina- Brenda Sullivan? Eu sou a Regina! Regina Mills.

Brenda imediatamente ergue o rosto.

Regina observa aquela senhora tão apagada sem maquiagem, com uma expressão triste e arrasada. Seus olhos sem brilho e a aparência de que era uma mulher muito bonita, mas seu semblante mostrava o contrário.

Brenda- Regina.

Regina- Sim, você me pediu que...

Brenda avança pra Regina e a morena fica acuada na parede.

Amy- Ei.

Brenda- Você corre perigo. Corre perigo.

Regina- Que perigo? Como me conhece?

Brenda- Bruxa, eu sei, bruxa.

Amy arregala os olhos pra mãe.

Brenda- Ele sabe. Ele sempre soube.

Regina- Quem soube? O que ele sempre soube?

Brenda- Meu filho, ele quer acabar com você.

Amy- Quem é seu filho?

Brenda começa a bater na cabeça.

Regina- Não, não faz isso.

Brenda- Ele é louco. Eu tô aqui, mas ele é louco.

Regina- Quem é seu filho?

Brenda tira do bolso do moletom uma bolsinha e entrega a Regina.

Brenda- Ele não vai parar.

Regina- Por favor, Brenda, me fala.

Brenda- Ele me colocou aquiiii.

Brenda começa a gritar assustando Amy e Regina, logo a recepcionista entra e domina.

Regina aperta a bolsinha na mão e a esconde.

Recepcionista- Saiam.

Do lado de fora da clinica Regina ainda se tremia.

Amy- Você está bem?

Regina- O que aconteceu com essa mulher?

Amy- Não sei, mas ela tem medo do filho. O que ela te deu?

Regina abre a bolsinha e encontra uma chave e um endereço escrito num pedaço de papel.

Regina- É aqui em Nova York.

Amy- Já estamos aqui, vamos até o fim.

Elas pegam um taxi e poucos minutos depois estavam na frente de uma casa.

Amy- Parece que não tem ninguém. O que vamos fazer?

Regina aperta a chave nas mãos.

Regina- Eu vou entrar.

As duas se certificam que ninguém estava observando-as, entram na casa e começam espionar.

Amy- Me parece uma casa normal, sombria, mas normal.

Regina- Vamos ver nos quartos.

Elas se separam e olham por alguns cômodos.

Amy- Mãeee.

Regina corre até a filha que estava atônita.

Regina- O que...

Regina arregala os olhos ao ver diversas fotografias dela coladas na parede.

Amy- Ah meu Deus.

Era uma parede repleta de Regina em diversas situações. Dentro do carro, sentada no jardim com Henry nos braços, na faculdade, caminhando na praia com Henry no colo.

Regina- Meu Deus.

Amy- O filho dessa mulher é um psicopata e tá te perseguindo, mãe. Olha essa foto(pega uma fotografia de Regina de saída de banho, enquanto brincava com Henry, sentada na areia da praia)

Regina- Como tiraram essas fotos? Eu não entendo!

Amy- Elas foram tiradas bem de perto.

Amy anda pelo resto do quarto e abre algumas gavetas.

Regina- Quem conseguiu essas fotos?

Amy- Ah meu Deus. Já sei quem é o filho dela.

Regina se vira e Amy estende um porta-retratos.

Regina- Eu não posso acreditar!

E ali, naquele porta-retratos estava Brenda, de jaleco, com um estetoscópio pendurado no pescoço, bem maquiada, com o cabelo impecável, sorrindo, abraçada a ninguém menos que Brian.