Laços de amor
59 Capítulo Bônus 6 - A vida de Tommy e Sofia
Laços de amor
Los Angeles
Sofia
Houve uma época um tanto distante que eu cheguei a sonhar com o meu casamento. Eu me imaginava entrando em uma igreja, vestida de branco, enquanto o amor da minha vida me aguardava no altar, esperando ansioso para me fazer imensamente feliz.
Minha mãe, na época, já havia sofrido tantas decepções amorosas, que não acreditava mais em amor e casamento. Entretanto, ela sempre apoiou meus sonhos, por mais loucos que fossem, e imaginava junto comigo como seria esse grande dia.
Aí ela conheceu Edward e se apaixonou perdidamente. E, apesar das confusões que nossa louca família armava quase sempre, os dois eram imensamente felizes no casamento.
Tommy e eu também nos envolvemos e, na maior parte do tempo, fomos felizes juntos. Houve uma época em que eu me arrependi profundamente de ter aceitado namorá-lo. Sua ideia estúpida de curtir a vida sem mim quase me destruiu e, mesmo quando eu já estava com Adam, não conseguia deixar de pensar nele ou de chorar o nosso término.
Ele se arrependeu de ter me tirado da sua vida e se esforçou para que eu o perdoasse. Nós reatamos, porque eu ainda era completamente apaixonada por ele e achava que nosso amor e nossa história mereciam outra chance. Foi difícil no início, pois por mais que nos amássemos de verdade, outras pessoas haviam acontecido em nossas vidas e nada mais seria como antes. Mas, nós superamos e tudo estava indo muito bem, tirando a volta de Adam para minha vida.
Tommy sentira-se inseguro, o que era completamente normal. Adam e eu também tivemos uma história.
E, por isso, para provar a Tommy que ele não precisava sentir medo algum, pois nós pertencíamos um ao outro, eu havia aceitado ir morar com ele. Mas, casar? Casar oficialmente?
Isso era um passo sério demais até para nós dois que estávamos juntos desde a adolescência.
― Sofia, acho que meu irmão está aguardando sua resposta. ― Mia falou divertida e eu voltei ao presente, olhando rapidamente para minha família, que aguardava ansiosa minha resposta.
― Será que vocês podem sair por alguns minutos? ― Eu perguntei baixinho, enquanto evitava propositalmente o olhar preocupado de minha mãe e o olhar de cachorro pidão do meu namorado.
― Mas, eu quero saber o que você vai responder! ― Elena protestou e eu sorri, olhando-a com carinho.
― Todos vocês vão saber, amor. Fique tranquila. Só peço algum tempo a sós com ele.
Por incrível que pareça, meus pais, meus irmãos e Noah saíram sem alarde, me deixando apenas com Tommy na sala de jantar.
Eu respirei fundo e o encarei.
― Levanta, Tommy. ― Eu pedi, já que ele ainda estava ajoelhado a minha frente, e ele obedeceu, sentando-se e me encarando com tristeza.
― Você não quer se casar comigo. ― Ele afirmou e eu suspirei.
― Eu disse que ainda não estava pronta.
― Você falou que aceitava morar comigo.
― Morar é diferente de casar.
― Sofia, fala a verdade.... Por que você não quer ser minha esposa? Você não me ama? ― Revirei os olhos.
Às vezes, aquela cara de cachorro abandonado que Tommy fazia quando era contrariado me irritava profundamente.
― É claro que eu te amo, Tommy. Mas, casamento é algo oficial demais e eu não estou pronta para assumir essa responsabilidade.
Ele estreitou o olhar em minha direção.
― O que? Como assim oficial demais?
― Algo definitivo demais. Eu só acho....
Ele ergueu uma sobrancelha e eu me calei.
― Definitivo demais? Nosso relacionamento já não é algo definitivo, Sofia?
Eu estalei os lábios.
Isso não estava saindo da forma como eu planejei.
Aliás, eu nem planejei, porque o idiota do meu namorado resolveu me pedir em casamento de surpresa.
― Não foi isso que eu disse. ― Respondi por fim e Tommy sorriu com ironia.
― Foi exatamente isso que você disse. Você não quer se casar porque casamento é algo definitivo demais. Eu achei que depois de tudo, nosso amor seria para sempre. Mas, pelo visto me enganei. ― Ele falou, fechando a caixinha do anel com força e eu suspirei.
― Tommy, por favor, não seja dramático.
― Eu não estou sendo dramático. Pedi minha namorada em casamento e ela recusou, porque não quer algo definitivo.
― Eu disse que não estava pronta. Por que você fez um pedido na frente de nossa família sem me dizer nada antes? Por que não conversamos a respeito, como os adultos que somos? Por quê? Você foi precipitado e sabe disso. Hoje à tarde nós conversamos e eu falei que ainda não estava pronta. Concordei em morar com você, mas disse que não queria me casar. Você deveria ter respeitado minha posição, Tommy.
― Eu quis fazer uma surpresa. Quis te provar que eu te amo e te quero ao meu lado para sempre. Só que pelo visto não é recíproco. Mas, tudo bem, Sofia. Eu entendi e não vou mais forçar a barra. Quero estar ao lado de alguém que também queira estar comigo e, pelo visto, eu ainda não encontrei essa pessoa. ― Ele falou magoado e saiu da sala de jantar antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.
Escondi o rosto entre as mãos e tentei não chorar.
Aquilo não era um término, era?
― Pelo visto as coisas aqui não acabaram bem, não é? ― Ouvi a voz da minha mãe depois de algum tempo e levantei o rosto para poder encará-la.
― Eu não estou pronta para me casar, mãe. Ainda não. Só gostaria que Tommy entendesse isso e respeitasse meu tempo.
― Essa recusa não tem na a ver com o residente novo, não é? ― Revirei os olhos.
― Claro que não, mãe. Além disso, nem foi uma recusa. Eu não disse que nunca vou me casar. Eu amo o Tommy e pretendo passar o resto da minha vida ao lado dele. Mas, casar? Agora? Eu não quero. Com ninguém.
― Por que tanta aversão a casamento, meu amor? Eu não entendo.
Eu respirei fundo.
Na verdade, nem eu entendia. Tommy era meu amor e eu queria dividir minha vida com ele. Mas, casamento não era algo que estava nos meus planos no momento.
― Não é aversão. Eu só não quero me casar. Tenho esse direito, não tenho?
― Mas, tem que haver uma explicação. Vocês estão juntos desde a adolescência. Tiveram problemas como todo casal, mas se amam. Então, eu simplesmente não entendo o porquê de você não querer se casar.
― Casamento é algo definitivo demais, mãe. E se depois não der certo? E se nosso amor terminar por conta das brigas, problemas e responsabilidades? Eu não quero isso. Tommy e eu nos amamos e eu quero que nosso relacionamento dure. ― Minha mãe sorriu e tocou meu rosto com suavidade.
― Filha, um término, brigas e problemas irão acontecer independente de vocês estarem casados ou não.
― Eu sei. Mas, parece que quando Tommy e eu estamos sozinhos, não temos maturidade para enfrentar toda a carga que vem junto com o relacionamento. Eu disse que estava disposta a morar com ele. Falei que ia pedir para você não locar mais nosso apartamento. Mas, eu não quero casar. Não ainda. Tenho medo de que quando for definitivo, ele se canse de mim e queira curtir a vida novamente. Eu não iria suportar uma segunda vez, mãe. ― Eu confessei meu maior medo e minha mãe estalou os lábios, enquanto me tomava nos braços e beijava meus cabelos.
― Meu amor, Tommy te ama e eu não acho que ele tenha mais essa necessidade de curtir a vida. Aliás, eu tenho certeza de que ele se arrependeu de tê-la deixado um dia. ― Eu funguei, me agarrando mais a ela, que continuou. ― Não deixe jamais que o medo de se magoar ou de sofrer te impeça de viver, Sofia. Eu quebrei a cara tantas vezes, mas nunca deixei de tentar. Edward só aconteceu na minha vida porque eu me permiti arriscar e hoje eu sou imensamente feliz ao lado dele. Nós temos problemas? Sim! Muitos! Nós brigamos? Constantemente! Mas, a gente se ama e, juntos, sempre acabamos nos entendendo. E isso é o casamento. Às vezes, eu tenho que ceder. Às vezes, Edward tem que ceder e é assim que é. Você e Tommy se amam, amor, e, se conseguiram superar aquele término desastroso, tenho certeza de que vocês superam qualquer coisa na vida, inclusive a rotina desgastante de um casamento!
― Será, mãe? ― Eu perguntei em dúvida, me afastando do seu abraço, e ela sorriu ternamente, secando minhas lágrimas com carinho.
― Eu não posso te dar garantias, filha. Posso apenas te aconselhar e compartilhar com você minhas próprias experiências. Eu acompanhei o relacionamento de vocês desde o início e, por isso, acredito que casar seja um passo importante agora.
― Por causa do Adam? ― Eu perguntei em um fio de voz e minha mãe fez uma careta.
― Não. Embora Tommy esteja se sentindo inseguro com a volta de Adam para sua vida. Mas, eu acho um passo importante para que vocês tenham o próprio espaço e privacidade.
― Mas, a gente pode ter isso. Eu disse que iria morar com ele.
― Acho que Tommy quer apenas uma garantia de que vai ser para sempre. Colocar um anel no seu dedo dará isso a ele: garantias. E, estar noiva, não significa que você se casará amanhã. Vocês podem permanecer nesse status por bastante tempo. Afinal, não se pode planejar um casamento de um dia para a noite. ― Minha mãe concluiu, piscando para mim e eu comecei a entender sua linha de pensamento.
Tommy havia apenas me pedido em casamento, o que significava que passaríamos de namorados a noivos. Isso não queria dizer, no entanto, que ele me arrastaria para o altar ou para Las Vegas no dia seguinte.
― Você é a melhor mãe do mundo, Isabella Swan. ― Ela riu.
― Eu sei, princesa. Agora, vai lá se entender com o seu namorado.
Respirei fundo e segui para meu quarto, onde Tommy estava vestido e pronto para sair.
Para onde, eu não sabia.
― Onde você vai?
― Vou sair para beber.
― O que? Com quem?
― Sozinho. Não preciso de companhia para beber. ― Eu bufei.
― Tommy, você não vai para lugar nenhum. Nós vamos conversar. ― Ele riu e me encarou.
― Agora você quer conversar? Não ontem, antes de você sair e beber até cair? Não hoje, antes de você recusar meu pedido de casamento e me humilhar diante da nossa família? ― Revirei os olhos.
― Nós conversamos hoje à tarde e pensei que você tivesse me escutado e entendido que eu não queria me casar ainda. Aí, no jantar, você me aparece com um anel? Relacionamento também é sobre ouvir e respeitar a opinião do outro, Antony Cullen.
― Ah, é? E você não pode respeitar minha vontade de casamento? Só eu tenho que respeitar a sua? ― Tommy perguntou e eu corei.
É... Ele tinha um ponto.
Respirei fundo para me acalmar e me sentei sobre a cama, encarando-o atentamente.
― Me mostra o anel outra vez. ― Eu pedi e ele me olhou confuso.
― O que? ― Eu bufei.
― O anel, Tommy. Você não me ofereceu um anel na hora do jantar? Eu quero ver outra vez.
― Pra que? Pra você recusá-lo outra vez?
― Me mostra a merda do anel, Tommy. ― Ele bufou e tirou uma caixinha do bolso do casaco, abrindo-a para que eu pudesse vê-lo.
E o anel era lindo. Um solitário simples e delicado que me deixou encantada.
― Era da minha mãe. ― Tommy falou suavemente e eu o encarei.
― O anel?
― Sim. Meu pai deu a ela quando a pediu em casamento e ela o fez prometer, quando ficou doente, que esse anel seria da minha noiva um dia. Ele estava guardado no banco e eu pedi para o meu pai retirá-lo há alguns dias.
Então, o anel que Tommy me oferecia havia sido de Tanya Denali Cullen e, provavelmente, era muito importante para meu namorado que eu o aceitasse, porque, fazendo isso, eu estaria atendendo uma vontade da sua mãe.
― Ele é importante pra você, então? ― Eu perguntei baixinho e ele assentiu.
― Eu queria dá-lo ao amor da minha vida. Queria que esse anel marcasse o início da nossa vida a dois.
― A gente já tem uma vida a dois, Tommy. ― Eu falei suavemente e ele suspirou, sentando-se ao meu lado.
― Mas, eu quero que seja oficial. Acho que eu me sentiria mais adulto se tivesse uma noiva e fosse morar com ela em outro lugar. Adoro nossos pais e irmãos, mas eu quero estar só com você. Eu quero ser apenas seu, do mesmo jeito que quero que você seja só minha.
― Eu sou apenas sua. ― Eu sussurrei e ele sorriu, tocando meu rosto de leve.
― Casa comigo? ― Ele pediu novamente e eu respirei fundo, segurando sua mão em meu rosto.
― Sim. ― Eu sussurrei e ele me olhou em dúvida.
― Sim?
― Sim, eu caso com você. ― Eu declarei e ele sorriu, se inclinando para me beijar e, de repente, eu me dei conta de que dizer sim a ele tirou um peso imenso dos meus ombros.
Eu queria estar com Tommy. Sempre. E casar era o que pessoas que se amavam geralmente faziam.
― Faz amor comigo? ― Eu pedi e ele sorriu.
― Faço. Mas, antes, vou colocar esse anel no seu dedo para oficializar o momento em que você deixou de ser uma mula teimosa e aceitou se casar comigo.
― Você é tão romântico, Tommy. ― Eu resmunguei e ele apenas sorriu, enquanto deslizava o anel pelo meu anelar direito.
― Serviu perfeitamente. ― Ele comentou, enquanto eu erguia o anel em frente ao meu rosto e eu sorri.
― É porque foi feito para o amor da sua vida. ― Eu declarei e ele riu.
― Verdade. ― Ele concordou e me beijou e, quando eu já estava ansiando por ser jogada na cama, Benjamin invadiu nosso quarto sem nenhum aviso prévio.
Simples assim, como se não estivesse sendo o empata foda de ninguém.
― Mãe, eles estão se beijando e a Sofia está com o anel no dedo. Eles vão se casar, então, né? ― O pequeno gritou e Tommy e eu rimos, enquanto minha mãe aparecia na porta do quarto.
― Que bom! Mas, eu pedi pra você bater na porta, Ben. ― Ela lembrou o pequeno que apenas deu de ombros.
― Tudo bem, mãe. Ben nos poupou de ter que dar a notícia. Mas, já que você está aqui.... Tommy e eu vamos nos casar. ― Minha mãe sorriu satisfeita e eu pisquei para ela.
Os conselhos de Isabella Swan eram os responsáveis, em parte, por aquele momento. Minha mãe era maravilhosa e sabia disso e eu simplesmente não sabia como iria viver longe dela outra vez.
Mas, deixaria para pensar nisso em outro momento, uma vez que toda a família resolveu invadir o quarto para nos parabenizar.
Noah, em um dado momento, falou algo sobre se casar com Mia, mas foi imediatamente retalhado por meu pai e por Tommy.
Minha irmã limitou-se a revirar os olhos, seguida por minha mãe, por mim e por Elena.
Edward e Tommy, um dia, teriam que entender que eles não eram donos absolutos das garotas dessa família, mas acho que a mudança demoraria a acontecer.
Depois que eles saíram do quarto, Tommy e eu começamos a nos preparar para dormir, visto que amanhã teríamos que trabalhar.
Mas, ei, eu tinha aceitado me tornar uma noiva e o mínimo que eu merecia depois de toda aquela confusão era um sexo gostoso.
O bom era que Tommy estava muito disposto a me dar isso.
― Você é tão incrivelmente bonita.... E gostosa. ― Tommy falou, passando a mão pelo meu corpo e eu gemi, virando-o na cama e me posicionando sobre seu corpo, com uma perna de cada lado.
― Você também é lindo, Tommy. E gostoso. Mas, sem papo e sem elogios. Quero sexo. Agora. ― Eu declarei e ele riu.
― Ok. Sexo. Agora. Se bem que eu deveria castiga-la pela sua recusa. ― Revirei os olhos.
― Eu aceitei, Tommy. Aceitei para te fazer feliz. Agora, preciso que você faça o mesmo por mim. Preciso que você me faça feliz.
E ele fez.
Tommy era muito bom em me fazer feliz na cama, aliás e, por isso, passamos quase toda a noite em claro, comemorando nosso noivado.
Pensar nisso, pensar em mim como uma noiva, ainda me assustava pra caralho, mas Tommy precisava de algumas garantias e, se um anel no meu dedo daria isso a ele, que seja.
Eu usaria o anel e me tornaria sua esposa. Um dia. Porque casamentos demoravam para ser planejados. Eram tantos detalhes. Detalhes demorados e Tommy teria que ser compreensível.
― Olha só quem voltou gloriosa da ressaca. Bom dia, Dra. Swan. ― Anny debochou assim que me viu no hospital na manhã seguinte e eu fiz uma careta, me lembrando de que há apenas algumas horas eu estava mesmo morrendo de ressaca depois do pior porre da minha vida.
E agora eu era uma noiva.
Jesus!
― Bom dia, Anny. Você também parece ótima.
― Nunca mais na minha vida eu bebo Vodka. ― Eu ri.
― Costumamos prometer coisas assim após uma ressaca. Mas, sempre acabamos bebendo outra vez. ― Eu comentei, enquanto checava alguns prontuários da emergência e Anny riu.
― Nicolly não ficou muito melhor que nós e já está querendo saber o que sua prima preparou para esse final de semana.
― Lara? ― Eu perguntei confusa e ela assentiu.
― Sim. Recebemos mensagens dela nos convidando para um Happy Hour.
― É.... Acho que ela comentou alguma coisa. ― Eu falei distraidamente, me lembrando de uma conversa que tive com Lara no dia em que Adam chegou no hospital.
A impressão que eu tinha era que já havia se passado anos, mas foram apenas dias. Dias longos e conturbados.
― E esse anel, aí? ― Anny me perguntou depois de algum tempo, olhando curiosa para o meu anel e eu corei, fingindo que ainda estava concentrada nos prontuários. ― Sofia?
― Fui pedida em casamento. ― Eu declarei e ela ficou em silêncio por alguns minutos, até que soltou um grito agudo, enquanto me agarrava.
A emergência inteira olhou para nós, o que quase me matou de vergonha.
― Ai, amiga, parabéns! Você vai se casar. Que coisa boa!
― Obrigada, Anny. Agora, me solta. ― Eu pedi e ela o fez, me olhando divertida.
― Mas, por que essa decisão repentina? Você está grávida? ― Eu arregalei os olhos.
Grávida? Não!
De onde Anny tirava essas ideias?
― Claro que não. Tommy quer se casar. Só isso.
― É por causa do Dr. Jones, então? ― Ela insistiu e eu bufei, mas antes que pudesse responder, Adam brotou na nossa frente.
― O que tem eu? ― Ele perguntou sorridente e eu gemi internamente.
Tudo o que eu não queria era ter que falar com Adam Jones sobre o meu noivado repentino.
Mas, parece que alguém lá em cima não gostava muito de mim.
Respirei fundo.
Essa semana precisava terminar, mas a impressão que eu tinha era que ela nunca mais teria fim. Nunca mais!
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