Notas iniciais
Queria agradecer á Regatinguiling pela capa LINDONA que ela fez para a fic!!! Muito obrigada querida, amei!

Caminhava, segura de mim, em direçao ao meu escritório. O edifício encontrava-se lutado de empregados, advogados, solicitadores e empregadas de limpeza, que em grupos ou mesmo individualmente, se agrupavam para fazerem as tarefas que competia a cada um.

Vicky, a minha secretária, assim que me viu, levantou-se carregando vários papeis nos braços e caminhando até a porta do meu escritório abrindo-a para mim.

–Bom dia Vicky! Podes pousar todo na minha mesa, depois vejo isso. O que tenho para hoje? – Perguntei em quanto ela abria uma pequena agenda e eu tirava o meu blazer colocando-o nas costas da cadeira, sentando-me de seguida.

–Bom dia Dr. Isabella! Tem uma reunião com a administração às onze e depois está livre a tarde toda. – Declarou.

–Hum… Então não irei precisar de si durante a tarde, acho que podes sair depois da hora do almoço.

–Obrigada Dr. Isabella! – Ela fechou a pequena agenda que tinha em mãos e dirigiu-se para a porta.

–Vicky, disponibilize-me o processo do Sr. Denali, por favor! – Pedi.

Ela assentiu com a cabeça abanando os caracóis ruivos e saiu apressada.

Comecei pelos papéis que tinha na minha mesa, deixados por Vicky a momentos atrás. Em suma era quase tudo sobre novos processos, que eu teria de passar para alguém, já que estava com o de Denali em mãos. Sabia que Eleazar gostava de eficiência, e eu não me daria ao luxo de perder um cliente com a importância que ele tinha.

Vicky entrou alguns minutos depois com o processo do Denali em mãos.

Pousou o processo em cima da mesa sorrindo gentil para mim e eu entreguei-lhe os outros processos pedindo que ele os passasse para Mike, meu colega de trabalho na firma, e depois ela saiu.

Passei a manha a rever o processo de Denali. Nele nada batia certo. Denali era acusado de homicídio numa investigação policial que parecia ter alguma falhas, o que me obrigaria a falar com o detetive responsável pela investigação. O corpo de uma jovem tinha sido encontrado com um tiro no peito, na casa da mesma. Denali foi acusado pela amiga — dizia ela o ser — da jovem assassinada. Elas dividiam um pequeno apartamento numa rua esquecida pela sociedade, o que me levou a pensar que elas seriam mulheres da vida, que vendiam o corpo por dinheiro. Sabia que Denali, possivelmente, podia ter alguma coisa a ver com o caso, não fosse o seu amor de enormes dimensões por Carmen. Porém reconhecia que não me deveria deixar levar pelo meu lado sentimentalista, mas sim pelo lado do racional da questão.

Bateram á porta da minha sala e imediatamente dei permissão para que entrassem.

Vicky rapidamente me lembrou da reunião. Já eram quase onze horas e eu devia preparar-me para representar a administração da firma, cargo oferecido pelo antigo administrador á quatro meses atrás.

A sala de reuniões ainda se encontrava vazia. Vicky encontrava-se á minha beira, segurando o meu bloco de apontamentos. A reunião, segundo me informara Vicky tinha sido agendada pelo chefe da firma para apresentar um novo sócio da firma. A minha tarefa na reunião de hoje era apenas estar presente.

Sentei-me no meu lugar e Vicky sentou-se um pouco atrás de mim.

-Ouvi dizer que a Dra. Já conheceu o novo sócio. É verdade Dra?

–Bem Vicky, se conheci não sabia disso! – Declarei sorrindo para ela.

Ela sorriu-me também.

–Não devia ouvir tudo o que se diz por ai, Vicky… – Avisei.

–Mas que a administradora da nossa firma é uma das mais elegantes senhoras, ainda é um rumor verdadeiro e com fundamentos! – Declarou Mike, interrompendo-me, entrando acompanhado dos vários representantes de vários sectores.

Eu levantei-me sorrindo gentil para todos e cumprimentando um a um, com um singelo aperto de mãos.

– E então Isabella, minha cara, quando aceitará um convite meu? – Perguntou Mike gentil e brincalhão.

–Por agora, meu querido, contente-se com os processos que eu lhe dou. Porque de mim, meu caro, não terá mais nada! – Disse brincando um pouco também.

Ouviu-se vários risos e de seguida a porta da sala abriu. Gerard entrou pela porta com um sorriso nos lábios e sempre simpático cumprimentou a todos.

Quando se sentou na sua cadeira olhou para mim sorrindo de forma matreira e eu sabia que ele iria brincar comigo pelo facto de eu e Vicky sermos as únicas mulheres na sala.

–Como se sentem as nossas damas no meio de tanto homem? – Perguntou sorrindo.

–Muito bem, sem dúvida! – Disse Vicky, maliciosa.

Todos nós gargalhamos e então iniciamos a reunião. Gerard apresentou as estatísticas do mês passado e em relação ao ano passado, no mesmo mês, a firma tinha aumentado o lucro.

Gerard era um homem bastante orgulhoso da sua firma, assim como Eleazar, ele tinha construído a sua herança com o pouco que tinha. E eu sentia-me inspirada por estas pessoas. Eles tinham tudo para serem felizes. Tinham as suas famílias, o seu património e poderiam se orgulhar de serem quem eram.

Uma leves batidas na porta, fez silenciar Gerard que sorriu. Franzi o cenho, confusa. Seria o tão esperado novo sócio?

Anne, secretária de Gerard entrou na sala apresentando um homem chamado Jacob Black, que tinha entrado a seguir a ela. Black sorriu para todos e pousando uma mão delicadamente no ombro de Anne que lhe sorriu um pouco envergonhada, agradeceu-lhe pela apresentação que ela tinha feito dele, sorrindo também. Anne, nada disse, e retirou-se da sala, fechando a porta atrás de si. Black caminhou até Gerard cumprimentando-o e desejando um bom dia a todos nós, sempre cordial.

Gerard declarou o fim da reunião e pediu que todos nós saíssemos e assim foi feito por todos os representantes da firma.

No exterior da sala todos comentavam sobre o novo sócio da firma. Realmente fiquei admirada, ele aparentava ser o mais novo de todos os sócios, inclusive eu mesma.

Vicky falava comigo sobre o tal Jacob Black. Eu apenas fingia ouvir. Penso ter ficado um pouco absorta com a beleza do Black. Era um homem requintado, com uma boa postura, e parecia ser pés na terra. Sorri comigo mesma. Na verdade, todos eles parecem á primeira vista! Depois…é outra historia!

Vicky, quando passamos pela sua mesa, pegou nas suas coisas e dirigiu-se para o elevador despedindo-se com um leve aceno com os dedos delgados. Eu encaminhei-me para a minha sala, onde, surpresa, encontrei Emmett que estava sentado na minha cadeira, com os pés em cima da mesa.

–Bom dia maninha! – Disse sorrindo, abrindo os olhos azuis para me ver.

–Ainda hei de saber como é que adivinhas que sou eu sempre que entro! – Resmunguei sorrindo. – Bom dia! Que fazes na minha sala? – Perguntei.

Ele levantou-se sorrindo e ajeitando o seu fato, que lhe ficava divinal. Abraçou-me com os seus braços fortes, erguendo-me um pouco do chão.

–Também te amo, maninha! – Ele largou-me e os dois gargalhamos quando nos olhamos nos olhos. Ele sentou-se no sofá de couro que tinha na sala e eu sentei-me na minha mesa. – Então…eu soube do teu encontro com Edward! – Ele declarou.

–É, eu sabia que irias saber em breve. Sempre soube que se conto algo á tua querida esposa, ela de imediato abre a boca para te contar! – Resmunguei, brincando.

Ele gargalhou e depois olhou-me.

–Mas agora falando sério…O que vais fazer? Charlie já sabe? – Perguntou.

–Não Emmett, não sei o que irei fazer. Estou a tomar precauções em relação a isso. E é claro que Charlie não sabe, eu espero! Ele tem estado nervoso, a mãe está mal…

–Sim, eu sei! Antes de vir para cá, passei lá em casa. Ele continua não deixando que ela seja internada. Por causa disso discutimos, novamente! A mãe precisa de cuidados, ele sabe disso tão bem.

Emmett, passou as mãos no rosto, nervoso.

–Acho que ele tem…conhecimento que ela não consegue curar-se. Mais vale deixá-la lá em casa onde ela está mais confortável!

Ele olhou-me triste.

–Não consigo aceitar isso!

Senti uma lágrima percorrer o meu rosto e limpei-a rapidamente. Não me deixaria ir abaixo e levar toda a minha família comigo. Eu sentia-me a base deles, assim como eles era a minha. E se eu quebrasse todos iriamos quebrar!


Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem bjs,♥!