Laços Imperfeitos

2 Plano Infalível – Ou quase


Notas iniciais
Oi, gente! Aqui é a Mila. A Mogami falou um pouco de minha pessoa nas últimas notas, mas ela estava exagerando, porque é muito fofa (OwO). Esse capítulo ela escreveu e eu betei - engasgando de rir. Ô menina do mal, essa Mogami. Acredito que não tem erros nessa bagaça, porque eu beto bem - mentira. O Word que me disse :v Caso encontrarem algum, avisem. Dá-me agonia saber que tem erros em um texto que eu betei ou escrevi. Um beijo e boa leitura o/

Capítulo Um – Plano Infalível – Ou quase

Ok... Renji tinha várias qualidades, tipo... Bom, eram muitas. Mas, digamos que raciocínio não era uma delas. Levando em consideração essa premissa, não se pode esperar nada muito genial vindo dele. Pois bem, seu plano poderia ser considerado como qualquer coisa – absurdo, ridículo, idiota, impraticável... Essa lista pode continuar por um bom tempo – menos genial.

Porém, vamos dar uma colher de chá para o pobrezinho, definitivamente funcionaria para seus propósitos. Propósitos esses que consistiam em, basicamente, se livrar de Byakuya. ‘Tá bom, o cara não era tão ruim assim – mentira, ele era péssimo. Entenda, Byakuya Kuchiki tinha um complexo doentio de “irmão-mais-velho-super-protetor”. Sério! Um pequeno exemplo: o cara é simplesmente um gênio, além de podre de rico, poderia fazer faculdade em qualquer lugar do país sem nenhum problema. Ah, mas tinha um pequeno problema. Por pequeno, entenda como Rukia.

Pois é, ele abriu mão de qualquer boa universidade conceituada, simplesmente para estudar em uma “boazinha”, estrategicamente localizada a duas quadras do colégio da irmã. O Abarai não era nenhum gênio, mas, sabia que isso era maluquice. E não pense que acaba por aí, o zelo do Kuchiki era tanto que sempre ia buscar a irmãzinha onde quer que ela fosse. Até mesmo investigava os amigos da garota, só “confiava” em Renji por conhecê-lo desde criança.

Realmente, os Kuchiki são uma família de obsessivos-compulsivos – É, no plural. É um bando de loucos. Prosseguindo, vamos ao que interessa: “As mazelas do pobre Renji”. Mesmo que, supostamente, Byakuya confiasse em Renji, isso definitivamente não queria dizer que o perseguisse menos. Pelo contrário, o ruivo era sua vítima favorita. O que quer que Rukia aprontasse, a culpa nunca seria da pobre inocente. Então quem seria o culpado? Biscoito para quem disse “Renji”. É a culpa sempre seria dele, o mau elemento que arrastava a inocente Rukia para o mau caminho.

Ele que a influenciava a fazer coisas erradas e a mentir para o irmão. Era ele que os afastava. Era ele, ele, ele... sempre ele. Definitivamente, dá para se entender a necessidade de Renji de se livrar do Kuchiki mais velho. Até mesmo de Rukia, garotinha mau caráter que sempre deixava a culpa cair nas costas dele. Bom, aí já era exagero. Contudo, Renji ainda era muito grato ao que os Kuchiki fizeram por ele. Viveu em um lar... digamos que, problemático. Foi graças a Byakuya que conseguiu sua emancipação e agora vivia muito bem. Por esse motivo ponderava se realmente deveria por seu plano em prática. Ah, convenhamos que não era nada muito terrível...

Talvez um pouquinho.

O plano consistia em: fazer com que Byakuya pensasse que Renji é... gay. Pronto, nada muito terrível. Se bem que parando para pensar, talvez não funcionasse. A não ser que... Se fosse possível uma nova lâmpada estaria reluzindo sobre os cabelos vermelhos de Renji. Pois bem, agora o plano estava completo. Sem falhas ou riscos, definitivamente o Kuchiki ficaria horrorizado, provavelmente nunca mais se aproximaria de Renji ou acharia que o coitado é (que horror, por qualquer coisa, impensável isso aí) afim de Rukia.

Plano definido, só precisava de uma oportunidade. Mas, já sabia o que fazer, colocaria em prática na manhã seguinte, quando Byakuya fosse buscar Rukia. Um sorriso maligno se sobressaiu em sua expressão. A caminho de casa, uma velhinha do outro lado da rua apressou o passo, assustada.

...

Acordou com o som de batidas fortes na porta, olhou para o relógio. É, a noite de alguém foi muito boa. Apressou-se para atendê-la antes que a Kuchiki causasse estragos na entrada de sua casa.

– Já ouvi! Dá para parar de esmurrar minha porta. – Abriu em um rompante, assustando-se com a cara alegre de Rukia.

– Pensei que estivesse morto. – Entrou sem muita cerimônia. Bocejou e se jogou no sofá da sala. – Que sono, pena que não vai dar para tirar uma soneca. Nii-sama chega daqui a pouco.

Ao dizer isso, simplesmente desmaiou. Renji retirou os sapatos da folgada e a ajeitou no sofá. Colocou alguns livros sobre a mesa também, para fazer uma média com o “nii-sama”. Tomou um banho e preparou o café – sim, ele é um menino prendado. Pouco tempo depois pôde ouvir o carro de Byakuya, sempre pontual. Correu para abrir a porta antes mesmo que o outro se aproximasse desta. É, o plano estava sendo posto em prática. O Kuchiki se assustou com a rapidez do garoto, e ainda mais com o sorriso alegre deste. Normalmente sempre estava mal humorado, com cara de poucos amigos. Bom, que seja.

– Bom dia, Kuchiki-senpai!

– Bom dia. Rukia está bem? – Viu? Total complexo de “irmão-mais-velho-super-protetor”.

– Sim, sim. Ficamos estudando por muito tempo, pobrezinha. Caiu no sono e não há quem consiga acordá-la... Ahh, já sei! Por que não tomamos café enquanto ela não acorda? – Perguntou sorridente.

Sério, todos esses sorrisos estavam dando calafrios em Byakuya. Que coisa mais assustadora! Deu uma olhada em sua irmã, estava dormindo como um anjo.

– Tudo bem.

– Que ótimo, venha! – disse alegremente puxando o braço do outro. Ok... isso já era exagero! Byakuya se surpreendeu com a mesa farta. Definitivamente alguma coisa estava muito errada.

– Renji, aconteceu alguma coisa? – disse, desviando um pouco o olhar para Rukia.

– Não... – desviou o olhar um pouco envergonhado. – Na verdade, sim.

– O quê... Rukia...? – Renji nem se assustava mais na obsessão que o outro tinha pela irmã. Achou melhor interrompe-lo de uma vez.

– Não, ela está ótima... O problema é comigo. – Desviou os olhos novamente, pode-se dizer que até corado ele ficou. Parabéns Renji, atuação digna de um Oscar. Você pode até trabalhar em Hollywood, viu?

– Ah, sim... – “Nossa, poderia ao menos disfarçar o alívio.”, eu, você e Renji, todos pensamos juntos. – Eu posso ajudá-lo de alguma forma? – Demorou para receber uma resposta, aparentemente Renji estava bem envergonhado.

– Pode. Mas, vamos tomar café primeiro. Depois eu explico tudo. – disse olhando para Rukia sugestivamente.

– Tem medo que ela ouça? – Renji balançou a cabeça em uma afirmativa. – Não tem outro lugar para conversarmos? – Byakuya parecia preocupado, o que fez com que Renji começasse a sentir culpa. Talvez estivesse exagerando. Mas, agora era tarde.

– Sim, siga-me.

Renji o levou até seu quarto, Rukia dormia como uma pedra e provavelmente não ouviria nada. Mas, ainda assim, era melhor não arriscar. Quando o outro entrou no recinto fechou a porta e se afastou, deixando Byakuya mais próximo da saída. Provavelmente fugiria rápido. Ficou de costas para o outro, tentando criar coragem para dizer. Mesmo sendo mentira, era difícil.

– Diga, Renji. Farei o máximo para ajudá-lo. – Caramba, não precisa deixar o pobre coitado se sentindo ainda mais culpado.

– Senpai, é muito complicado. Não sei por onde começar. – Droga, definitivamente não tinha coragem, precisava de uma desculpa. Mas, e agora? Não tinha mais escapatória, quando começou a pôr o plano em prática já não havia mais volta.

– Comece pelo mais importante! – Byakuya já estava irritado, preocupava-se com Renji também. Era o melhor amigo de sua irmã, quase um irmão mais novo – degenerado – para ele.

– Eu te amo. – Direto no ponto, até se assustou quando disse. Byakuya permaneceu estático. O que ele acabou de ouvir? Era impossível, inconcebível...

– Você... quer dizer como um irmão?

– Não.

– Um amigo?

– Também não.

– Eu... não entendo. – Aquela cara de confusão estava acabando com Renji, maldito plano idiota. Realmente, ele era uma anta, como poderia achar que teve uma boa ideia?

– Entende sim. – Byakuya balançou a cabeça em uma negativa. – Precisa de ajuda para entender? – repetiu o gesto, agora numa afirmativa. – Tudo bem então.

Renji começou a se aproximar, pensou que finalmente Byakuya entenderia e fugiria. Mas, isso não aconteceu. Permaneceu congelado, encarando-o enquanto esperava por explicações. O ruivo começava a se desesperar, o que faria? Enquanto se questionava, o espaço entre eles diminuía, até a quase inexistência.

Renji levou sua mão até o rosto do outro, acariciando-o. Byakuya permanecia confuso, mas, nem sequer se mexeu. Olhava Renji com os olhos arregalados e um pouco assustados. O ruivo continuou a se aproximar, agora empurrando o outro de encontro à porta. Byakuya permaneceu estático, até mesmo no momento em que sentiu os lábios de Renji contra os seus. Renji começou lentamente, ainda tinha esperança que o outro fugisse. Surpreendeu-se com a maciez dos lábios do Kuchiki. Quando deu por si, já o prensava de forma selvagem na porta, uma de suas mãos já estava dentro da camisa do outro, acariciando lhe a barriga. A outra se emaranhava nos fios negros próximos à nuca. Mas, o mais aterrador era o fato de que o outro respondia levemente, suas mãos repousavam sobre o peito do outro. Renji não sabia mais o que estava fazendo ao certo, mal conseguia raciocinar. Mas, quando o beijo foi desfeito na busca por ar, a fuga esperada aconteceu. Byakuya o empurrou e abriu a porta, surpreendendo-se com uma Rukia que quase caiu de cara no chão. Antes que Renji pudesse processar o ocorrido, seus pensamentos foram interrompidos por Byakuya:

– Vamos, Rukia! Você não pode se atrasar para escola.

E simplesmente saiu arrastando a pequenina que olhava para Renji com uma expressão que dizia: “Hmm... Precisamos conversar sobre isso!”

{···}

Notas finais
kkkkkkkk num disse? Eu fiquei rindo, tadinha de mim, mas a Mogami não tem pena ;-; o próximo provavelmente é meu e provavelmente não vem antes do dia 10. Culpem "O menino grapiuna", aquele troço chato ;-; comentem, porque faz bem pra alma. Um beijo e até o próximo :*