Laços Eternos: a Morte não é o Fim
9 Do outro lado do mundo
Notas iniciais
Na mesma velocidade em que a neve caía no solo da grande Tokyo naquela época, os anos passavam, na verdade, cinco anos haviam se passado desde quando Ichigo e Rukia se falaram pela última vez. Rukia já estava sozinha há um ano, pois seu irmão foi seguir sua carreira de jornalista no The New York Times, lógico que nos Estados Unidos. A partir daí, Rukia passava certas datas especiais na casa de seu atual melhor amigo Kaien Yamato, o qual não a largava mais um instante sequer. Rukia passou anos de decepção e tristeza por causa de Ichigo, devido ao mesmo não mandar uma carta sequer para informá-la nem ao menos se está vivo, mas ao mesmo tempo, nesse período, se sentia alegre por ter um amigo tão gentil e engraçado como Kaien, mesmo assim, a garota nunca esquecera de seus momentos felizes passados ao lado de Ichigo, pelo qual ainda era apaixonada. A garota não gostava muito de falar do Ichigo perto de Kaien, pois o mesmo sentia uma ponta de tristeza ao ouvir o nome da antiga amizade da amiga. Rukia sabia que Kaien possuía um sentimento mais profundo do que amizade por ela, só que o garoto sabia que ela ainda amava Ichigo, e para evitar corações partidos, não expressa seus sentimentos.
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Inverno em Nova York, um período propício para famílias reunidas e para a entrega de presentes, isso mesmo, o Natal estava próximo mas só uma pessoa via essa data como outra qualquer. Ichigo, depois que passou a viver por lá, qualquer dia era o mesmo para ele, pois o pai não gostava de festas e utilizava desses feriados para descansar do trabalho. Não só Ichigo, mas a mãe e Steven não gostavam de tal atitude, por isso, para comemorar datas especiais, organizavam jantares em trio sem muito luxo no restaurante da esquina e compravam presentes simples, já que o líder da família era super mão-de-vaca. Ichigo já estava cansado disso e para piorar as coisas, as saudades que sentia de Rukia aumentava a cada dia que passava. Várias perguntas passavam pela sua cabeça: Será que ela está bem? Será que ela me odeia por eu não manter contato? Será que ela se esqueceu de mim? Será que ela arranjou um amigo menos desnaturado que eu? Será que está namorando? Ou casada? Afinal, ambos estavam com 16 anos, tudo podia acontecer, já que tinham idade suficiente pra decidirem o que fazer da vida. Ichigo ficou mais alto, deixou de ser aquele baixinho insuportável e pentelho e já tinha uma feição mais séria e madura.
Ichigo olhava pela janela de seu quarto e pensava enquanto segurava a medalha de coração de Rukia, não suportava ficar mais longe da garota, afinal, queria resposta para todas aquelas perguntas. Estava prestes a tomar uma decisão, não sabia se estava certo ou não, quando de repente, ouve vasos quebrando vindo da sala, o garoto se assusta e corre até lá, mesmo sabendo o que era.
I: O que está acontecendo aqui?! — disse observando a cena de seu pai bêbado quase caindo no chão e sua mãe chorando.
P: Suuu... agh vaghrabuundaa!!!
M: O que eu fiz pra você? — disse aos prantos agarrada em Ichigo
P: Tudho!! Você deesssstrhuiu minha vidhaa!!
I: Grrr... Pára com isso pai!
P: Vocxeê é um filho desssnethurado
I: Cala a boca! — disse dando um soco no meio da barriga do homem fazendo-o desmaiar
M: Obrigada filho — disse limpando as lágrimas
Ichigo leva a mãe até seu quarto, os dois sentam na cama e o filho acode a mãe.
M: Eu... não sei até quando eu vou aguentar isso filho. Se eu ainda não amasse seu pai eu sumiria daqui.
I: Eu não aquento mais
A mãe olha para Ichigo sem entender.
M: Como assim filho?
I: Vamos voltar para o Japão mãe, se você não quiser voltar, eu voltarei sozinho.
M: Mas como?
I: Não sei.... Eu me viro... Me mudo pra nossa antiga casa... E entro em uma escola pública.
A mãe olha admirada para o filho, pega nas mãos dele e começa a olhá-las.
M: Eu não acredito que eu vou me desgrudar de você... Você cresceu e amadureceu... Parece que meu passarinho criou asas e quer voar.
I: Quer dizer que... — olha alegre pra mãe
M: Eu sei que você vai ser feliz por lá, e eu sei que você que ir atrás da sua felicidade com a Rukia-chan.
I: Bem... Eu... — disse meio vermelho e coçando a cabeça
M: Eu tenho umas economias depositadas no banco, lá tem o suficiente pra você sobreviver por lá.
I: Não sabe o quanto eu agradeço, minha mãe. — disse beijando as mãos da mãe
M: Então... Quando pretende ir?
I: Depois do jantar de Natal. Eu pretendo passar o Natal com a senhora e o Steven e no mesmo dia eu pego o último avião pro Japão.
M: Ótimo! — disse com um sorriso simpático
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Os dias passavam rápido, o Natal já chegara e Rukia está na casa de Kaien arrumando a árvore de Natal junto com o amigo.
R: Essa árvore de natal é bem maior do que a do ano passado.
K: É que essa é natural.
R: Como assim?
K: Você não sabia que a àrvore do ano passado era artificial?
R: Não!
K: Pelo visto você nunca deixou de ser boboca!
R: O que disse? — disse atirando as bolas da árvore no garoto
K: Hahahaha!!!
R: Ah! Não teve graça!
K: Quando você pretende crescer hein garota? Eu era mais baixinho que você, mas agora você bate no meu ombro! Que espécie hormônios são esses que nunca agem hein?
R: Pára de fazer brincadeiras sem graça tá?
K: Pra mim tem graça — disse abrindo um sorriso radiante — Kami-sama! Já são 8 da noite e ainda nem terminamos essa árvore! Os convidados pra ceia já devem estar chegando! — disse olhando para o seu relógio de pulso
R: Droga! Tá vendo? Você que ficou perdendo tempo fazendo brincadeirinhas de mal gosto!
K: Grrrr
Na mesa dos Yamato havia todos os tipos de doces e salgados, desde o enorme peru até o pequenino brigadeiro. O cunhado de Kaien beliscava alguns petiscos, o que desagradava o pai de Kaien e o deixava com os nervos à flor da pele.
K: Esse cara não tem jeito mesmo! A minha irmã foi escolher justo ele pra casar!
R: Hum... Eu me lembro de quando ele veio pedir a mão da sua irmã para seu pai... Já que a cara de seu pai é de poucos amigos, o cara estava quase pra desistir de sua irmã de tanto medo... Foi tão engraçado... — disse rindo com um rosto doce
Kaien olha paralisado para o rosto de Rukia, imaginava que tal beleza não se encontrava nem lá e nem no Brasil.
R: Eeeei!! Kaieen!! O que houve? — disse acenando para Kaien
K: Hã?! Ah... Nada... Só tava sonhando acordado
R: Depois eu sou a retardada.
K: Deixa de graça e vamos terminar isso logo! Antes que eu leve uma bronca da mamãe!
R: Quando é com você, você não gosta né?
Rukia e Kaien iriam passar a ceia de Natal juntos, já que Byakuya vivia ocupado com as notícias mundiais entulhadas em várias folhas de jornal. A ceia foi satisfatória, embora a maioria do povo convidado deu furo devida à tempestade de neve.
R: Até mais senhora Yamato, foi muito bom gosto comparecer à sua ceia de Natal — disse fazendo a normal cumprimentação japonesa
SY: O prazer é todo meu Rukia-san
K: Eu te deixarei até em casa Rukia
R: Ah não não... Não precisa!
K: Mãe eu vou deixar a Rukia em casa e ja volto
SY: Sim filho, cuidado com arruaceiros...
K: Hai! Iku ze Rukia!
R: Ha... Hai — disse saindo da casa juntamente com Kaien
Caminhavam até acasa de Rukia, a qual não era muito longe dali, o clima tava meio... silencioso, pois ambos não tinham assunto.
K: Bem... Já que não temos assunto... O que você pretende fazer no futuro?
R: Bem... Eu... Eu gosto do que meu irmão faz... Eu acho que pretendo ser jornalista que nem ele... — disse olhando pra neve que caía levemente — E você?
K: Eu não sei ainda...
R: Está meio sério... O que houve? — disse olhando para o rosto do garoto e sorrindo
K: Ah... Nada! — disse meio vermelho
R: Hum... Não esconda nada de miiiim!!! Você sabe que eu não gosto de segredinhos...
K: Bem... É que eu... Eu me sinto tão bem andando com você... Seu sorriso me traz uma certa paz e...
Rukia não achou uma boa ideia puxar assuntos sentimentais com Kaien, pois sabia que ele iria declarar seu amor ali mesmo e já que a garota não queria despedaçar o coração de ninguém, tentou puxar outro assunto.
R: Olha só Kaien!!! Você se lembra do episódio de ontem de Naruto Shippuuden?! Parece que vão finalmente dominar o jutsu proibido! Tomara que consigam logo resolver essa história não é mesmo?
K: Hã? Ah sim...
Os dois chegam na frente da casa de Rukia.
R: Valeu por me acompanhar viu?
K: Claro! Foi um prazer!
R: Então tchau!
K: Só um tchau?
R: Lógico né?
Kaien se aproxima da garota e a aperta em um abraço. Ambos ficam vermelhos.
K: Feliz Natal, Rukia — susurra no ouvido da garota
R: ...
Os dois se soltam e Kaien sai correndo.
K: Tchaaaau!!! — disse acenando
Rukia fica estática depois de tal atitude...
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Alguns dias se passam, Tokyo já estava se preparando para o Ano Novo, e todos os dias a mesma rotina pra Rukia: acordar, ir pra escola, assistir anime e dormir. Rukia pensava que aquele dia seria normal para ela, mas estava enganada. Estava se preparando para ir à escola, acordara mais cedo do que imaginara então resolveu assistir um pouco de tv. Estava quase a hora de sair, quando ouve a campainha.
R: Nossa! Quem será a essa hora? Será que é Kaien? Mas já? — disse se levantando do sofá
No momento em que a garota abriu a porta, todas suas lembranças da infância e pré-adolescência passaram rapidamente pela sua mente.
?: Yo!
R: I... I-chi-go... — disse boquiaberta
I: Rukia! — disse abrindo um sorriso
O Ichigo aperta Rukia em um abraço sendo que a garota fica sem reação e estática.
R: BAKAMONO! — disse se soltando violentamente
I: Mas... O que aconteceu com você?
R: Por que está aqui? Ninguém mais te quis lá é?
I: Mas do que você está falando?
R: Por que não mandou notícias? — disse gritando
I: Calma!
R: Calma coisa nenhuma! Eu fico aqui muito preocupada com você durante todos esses anos e eu faltava morrer te mandando cartas e você não responde nenhuma!
I: Cartas? — disse lembrando-se da cena em que via seu pai rasgando algumas cartas que vinha pelo correio — \"Então era isso\"
R: E e-mails também! Você não respondia nenhum!
I: Deixe-me explicar!
R: Não aceito explicações... — disse chorando — Você me magoou muito Ichigo.
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