Laços
1 One shot- A pessoa que é importante para você está ao seu lado.
Em uma bela manha de sábado, Haru acorda para aproveitar o dia. Ele, sonolento, caminha até o banheiro.
(Vrooum, Vrooum)— ....?Após escutar esse barulho, ele vai em direção a janela para ver o que era. Ele estava escovando os dentes quando abre as cortinas da janela.— Hm, gente nova no pedaço.(Toc, toc)—...? — Alguém batia na porta.— Já vai! — Ele disse.Após abrir a porta, era sua mãe que veio avisar que o café da manhã estava pronto. Após descer, ele vai direto para a cozinha.— ....? Quem será? — Ele parece surpreso após ver pessoas estranhas na mesa.Era um casal com aparência mais jovem que seus pais, com eles havia uma garota aparentemente na mesma idade que a dele. Todos estavam esperando por ele.A garota tinha cabelos loiros, seus olhos eram castanhos claros e assim como seus pais, usavam roupas de marca de alto valor."Devem ser família rica. Sua filha deve ser patricinha, mimada e que tem tudo que pede. Vou ignora-los até a hora deles irem". Assim como pensou, ele fez.Ele sentou em frente a garota. A mesa era grande o suficiente para caber todos.O pai de Haru começa a puxar assunto com outra família, mas Haru ignora o assunto. Assim como Haru, a garota contínuou comendo.A garota tentava alcançar o purê de batatas que estava um pouco distante dela, mas não conseguia. Ela não queria incomodar ninguém, por isso ela não pedia."Qual o problema dessa garota? Por que ela simplesmente não se levanta e pega?" Ele via o que estava acontecendo, mas ele apenas tentava ignorava.O purê de batatas estava próximo a ele. Ele simplesmente poderia esticar seus braços e entregá-la, mas não, ele não fez isso.Ele não queria fazer isso."É lógico que eu não irei ajudar." Ele pensou.Vendo essa situação, sua mãe fala para ele passar o purê para a garota, mas ele ignora."Por que eu deveria? Por que ela mesma não vem pegar? " Ele pareceu meio que incomodado com o pedido de sua mãe.Mais uma vez sua mãe o pediu.— Por que eu deveria? Por que ela simplesmente não pega? — Ele respondeu.O clima ficou tenso.Por algum motivo todos pararam de comer, e mesmo assim ele continuou a falar.— Por que eu deveria dar esse tratamento para ela? — Nisso, suas palavras foram interrompidas, pois sua mãe gritou seu nome.Os olhares se direcionaram a ele."O que eu fiz? Eu não fiz nada de errado! Eu só dei a minha opinião!"Ele apenas continuou a comer.— Já pro quarto! — Sua mãe mandou.— Ma-. Mais uma vez, ele foi interrompido.— Você precisa sair desse seu mundinho e observar mais as coisas! Já pro quarto! — Sua mãe falou."Como assim 'observar mais as coisas'? Por que eu estou levando o papel de vilão na história? Se ela tem pernas, por que ela simplesmente não se a levanta e pega? " — Ele se levantou e ficou de pé."Puta merda!" Após ter levantado ele percebeu.Haru percebeu o erro que havia feito.O problema não era ela levantar, mas sim porque não podia, principalmente sem ajuda. Se ele tivesse prestado atenção desde o começo, ele perceberia o tipo de cadeira na qual ela estava sentada. Era uma cadeira especial para mesas de jantares que, no qual, ocupa menos espaço que as outras cadeiras."Maldição! Eu pisei na bola e foi feio! Por que eu não percebi isso logo?" — Ele estava indo para o quarto.— ...?Passando por ela, ele percebeu que ela estava olhando para ele pelo canto dos olhos."Ah, ela deve pensar agora que eu sou insensível, ela deve pensar que sou frio." — Ele passou cabisbaixo.Chegando em seu quarto, Haru se joga na cama.— Será que eu poderei me desculpar com ela? Ah, acho que não. Provavelmente ela vai me odiar para sempre. Tsc, isso que é começar o dia com o pé esquerdo... Não é para menos, tudo é minha culpa. — Ele se culpava bastante.— Quero morrer.. — Ele sussurrou.(Toc, Toc)Alguém bate na porta.— Ta aberta!Naquela porta era sua mãe."Lá vem mais sermão..." — Ele pensou e deu um curto suspiro.— Acho que você começou errado com os nossos novos vizinhos da frente! Por isso, conversamos sobre o que fazer após aquela sua atitude. — Sua mãe falou.Ele estava em pé quando sentou-se na cama. Ela estava séria.Ele parecia tenso.— Vamos! Se arrume, você tem cinco minutos para descer daqui. — Ela se retirava do quartoHaru ficou surpreso e com uma leve insegurança"Não gostei disso. Se arrumar? Descer em cinco minutos? Isso não me cheira bem!"Mesmo assim ele desceu no combinado.Ele desceu usando uma calça jeans, seus sapatos eram brancos. Sua blusa era branca com outra vermelha por cima.Após descer, não havia ninguém na sala ou em outra parte da casa. Isso porque ele procurou por vários cantos da mesma."Se não tem ninguém aqui, a única explicação para isso é...."Chegando na porta da frente, ele escuta um diálogo do outro lado da porta.— Vamos lá! — Abrindo a porta lentamente, ele sussurrou.
— Até que enfim! Estávamos esperando você! — Era sua mãe, ela não estava sozinha. Com ela estava os membros da outra família.Haru não conseguia falar. Ele estava com medo de falar algo errado novamente.Ele viu a garota na cadeira de rodas."Tsc, então eu estava certo. Isso só me faz me sentir mais mal." — Ele pensou e, logo após, ficou cabisbaixo.— ...? — Ele achou algo estranho.Os pais da garota estavam indo embora deixando-a para trás. Quando ele vai falar algo é surpreendido com a fala de sua mãe.Parte 2— Eeeeeh?! — Ele ficou surpreso.— Isso mesmo que você ouviu! Você ficará responsável por ela, por isso você deve leva-la para conhecer a cidade!— Espere! — Ele falou.— É melhor tratá-la bem, senão... — Sua mãe falou em um tom de seriedade.Ele apenas se calou, e não falou mais nada.— Rápido! E leve-a para casa antes do anoitecer!"Ela está tudo bem com isso? Parece que ela é um animal sendo tratada desse jeito. Será que ela concordou com isso ou foi obrigada para tal?" — Ele pensou, após perceber a situação na qual a garota se encontrava. Ele não quis perguntar, por conta da resposta não ser o que ele esperaria.◙Ela parecia estar gostando da paisagem.Após ver que ela estava gostando, sem perceber, ele solta um sorriso."Pensando bem, eu não ouvi ela falar ainda. Será que ela é muda? "Após alguns minutos de caminhada, ele para.Haru caminha até a frente dela.— ...? — Ela não entende. A garota inclina a cabeça para o lado.— Desculpa! Eu sinto muito! Eu realmente sinto muito! — Ele fazia reverência enquanto se desculpava com ela.— Se eu tivesse prestado atenção nas coisas logo, eu não agiria daquele jeito!Ela permaneceu calada.A garota de cadeira de rodas, não falou nada em resposta aquilo, mas...Levantando a cabeça lentamente, ele percebe a mão direita dela erguida, em seu rosto expressou uma cara de raiva. Realmente parecia que ela ia dar um tapa bem forte nele.Parte 3— O que achou do lugar? É confortável? — O pai da garota falou com sua esposa, ele meio que estava despreocupado esperando pela resposta.— Aquele garoto... Eu não gostei dele! — Ela responde. Parecia meio que nervosa que no qual, nem prestou atenção na pergunta feita por ele.— .......?— Definitivamente eu não acho uma boa escolha ele permanecer ao lado de nossa filha!Ele bem que deu um leve suspiro— Não se preocupe. Apesar de suas atitudes não parecerem as melhores, ele não parece ser uma má companhia.— Você é muito relaxado! Como ele não é uma má companhia? Não se passaram nem três horas desde daquela atitude dele! — Ela retrucava bastante a respeito do garoto.— É apenas a juventude! Eu também fui assim! Ele deu sua resposta.Apesar disso, ela ainda estava desconfortada.Uma combinação "imperfeita" eram aqueles dois. Enquanto um se preocupa muito, o outro é mais relaxado.◙Enquanto isso, com um som de *TAC!* foi o tapa que ele levou, e assim, ele gritou suficientemente alto para as pessoas da rua colocarem suas atenções naqueles dois.Ela havia colocada toda a sua força nesse tapa.Em seu rosto havia ficado as marcas dos dedos dela, uma expressão de dor apareceu em seu rosto. O tapa deixou claramente a marca da mão dela. A marca ficou tão perfeita, que ele poderia usar isso para fazer um exame de delito, além de seu ouvido começar a zumbir por causa do impacto."Essa maldita, não diminuiu nem um pouco a força!" — A expressão de dor ainda continuava.— Bem melhor! — Ela falou com uma expressão de felicidade no rosto.— Com assim "bem melhor"? — Ele coçava o seu rosto.— Não ia me vingar de nada, nem fiquei chateada com nada, pois a vida é bela para aqueles que seguem em frente. Se prender ao passado só vai trazer tristeza e raiva para o seu futuro! — Ela em nenhum momento tirou seu sorriso do rosto.Ele não tinha palavras para descrever o que ela disse. Haru havia ficado com raiva, mas também ficou pensativo.— Mas... Eu fiz um papel de heroína! — Ela fala soltando uma risada sapeca.— Papel de heroína? — Ele não tinha entendido o que ela quis dizer com isso.— Suas atitudes não foram das melhores, por isso precisava de alguns consertos.— Tsc — Ele fez um som de irritado. Logo em seguida, ele perguntou:— Qual o seu nome?— Yui! — Ela responde.◙Passando por uma fonte um pouco afastada da cidade, ele a surpreende:— Olhe! — Ele apontava para a fonte.Era uma fonte velha, ela era funda o suficiente para caber um corpo humano adulto na vertical.— O que é isso? Por que esta me mostrando isso? — Ela não entendia do porque ele mostrar algo velho, apesar de tantas coisas já vistas por eles no caminho que poderiam se dizer... Interessantes?— É uma fonte dos desejos. Dizem que se sacrificar algo, seu desejo se realizará.Após ele ter dito isso, ela segura o riso.Ela se esforçava para não rir.— Pode não parecer, mas eu já sou bastante crescida, sabe?— ....E o que tem? — Ele pergunta.— Coisas como fadas, príncipes encantados, fontes da juventude ou dos desejos. Eu não acredito, é melhor se esforçar na próxima. — Ela se esforça para não rir.— Se eu te deixasse sozinha, você poderia voltar? — Ele perguntou com raiva.Yui temeu.Yui não sabia se ele realmente estava falando sério ou não, já que raiva estava clara em seu rosto.— V-você não seria c-capaz. né??Haru poderia deixa-la sozinha quando ele quisesse.Ela pareceu estar assustada.— É claro que s- Ele parou de falar após ver como ela estava.Ela demonstrava estar com medo, assustada. Ele percebeu que a mão dela tremia.Haru desistiu de falar aquelas palavras. Ele não teve coragem de continuar aquelas palavras.— Vamos! Já está anoitecendo!Haru sabia o peso daquelas palavras e não deveria brincar com isso.Ela ficou aliviada, mas não demonstrou.Haru a levava.Um belo por do sol apareceu.Parte 4Os pais da garota estavam esperando em frente de casa. Os dois se despedem.Haru estava feliz, pois assim, poderia consertar o mal-entendido que ele criou. Por outro lado, Yui focava-se nos estudos, pois tinha um sonho a seguir.*suspiro.*Ela lia pagina por pagina de um livro de medicina. Já estava tarde, mas para ela isso não era um problema. Estudando em casa estava Haru, e, após ler uma página, se esforçando, vai dormir. Para ele, já estava bom, pois conseguiu terminar de ler uma página de um livro. Aquilo era uma vitória para ele, pois se esforçar para algo importante era necessário para o mesmo.[Segunda-feira]Antes de começar a aula.O professo vai dar um aviso.— Bem alunos, hoje lhes apresentarei uma nova aluna — Era um dia de segunda-feira normal, mas o professor de óculos e usando terno deu a notícia.Haru, escutando isso, já sabia quem iria ser. Após um curto suspiro, ele olha para a janela.Cochichos começaram a ser ouvidos na sala de aula. Os alunos perguntavam-se uns aos outros como "Quem será?", "Será que ela vai ser amigável?""Se eu fosse responder essas perguntas que estão fazendo, seria: Apesar da aparência frágil, ela é uma pessoa forte. Apesar de parecer, ela não perderia a chance de se vingar de alguém, ou pelo menos isso que eu acho dela."De alguma forma, ele parecia incomodado com a ação da sala.— Poderia ajuda-la? — O professor falou.Uma garota levantou, ela era a representante da classe. A líder.— ...?Os alunos estranham isso, pois quem precisaria de ajuda?— Olá! Meu nome é Shukohou Yui, prazer em conhece-los.A sala ficou perplexa.— ...— Então, essa é a nossa nova colega de classe. Espero que vocês se deem bem com ela.— ......."O que houve com esse silêncio? Parece que ninguém gostou dela." — Ele percebeu o silêncio imposto pela sala.— Então, alunos, ela poderia se sentar na...O professor procurava algum local vazio. Ela já havia percebido a reação imposta pela sala.Vendo aquela reação, ela bem que ficou cabisbaixa.— Aquela reação de novo... — Haru suspirou."Tsc, aquela reação foi a mesmo que ela fez sábado"— Professor, tem uma carteira vazia ao meu lado, se ela não se importar. — Haru falou impulsivamente, pois ele não havia gostado daquela reação.Eles estavam lado a lado. Após agir impulsivamente, Haru ficou olhando pela janela como se estivesse negando a existência da garota.
Chegando no final da aula, os dois não se falavam. O garoto não via motivo algum para se falarem, mas...Um pedaço de papel enrolado, da direita, foi jogado para ele. Foi uma papel dela para ele. Abrindo o papel e olhando o que estava escrito, Haru olha para ela. A mesma estava falando para ele responder.*Papel*:"O que você pediria para a fonte dos desejos?""Ela deve esta tirando sarro de mim..." — Ele pegando o papel e o jogou fora.Yui ficou chateada. A Yui ficou bastante chateada, mas ele a ignorou por completo.O dia foi passando lentamente.A aula terminando, os alunos foram se retirando. Eles olhavam com olhos de pena sobre a garota. Alguns mesmo até evitavam, que por algum motivo, ficava claro para ela.Ela estava sendo excluída."Parece que nada vai mudar." — Ela pensou com a cabeça baixa.Ela estava sendo excluída por besteira, medo, pena, não se sabe, mas ela estava sendo excluída. Uma grande tristeza prostrou em seu rosto. A garota alegre estava segurando o choro. Yui sentia uma grande angustia naquela situação. Pela reação, a forma que ela tava parecia que ela já tinha passado por algo assim antes.Ela não sabia o que poderia fazer, pois preconceito, medo, desprezo, ela não sabia como responder aquilo. O que deixava claro era que os alunos olhavam, mas não pareciam querer puxar assunto com ela.Seus pensamentos se perderam. Ela estava prestes a soltar lágrimas, quando...— Quando te conheci, pensei que não era de ficar chateada. Não me diga que você esta planejando algo contra a sala, assim como fez comigo? — O garoto falou.Era uma voz que ela já tinha ouvido antes.Aquela voz era familiar. Do lado dela estava o garoto que havia o ignorado durante toda a aula.Yui ergueu a cabeça lentamente.Segurando o choro ela diz:— O que está dizendo? Eu só estou esperando.— Esperando? — Ele pareceu confuso.— Sim! Essas cadeiras meio que não são adequadas para minha força, então tenho que esperar por ajuda dos outros para me locomover. Provavelmente eles devem estar com medo de se aproximar ou preparando uma festa de boas vindas para mim. Só de pensar nisso já me deixa ansiosa e feliz! — Ela falou.Ela havia colocado um sorriso mais forçado que podia no rosto. Claramente ela se iludia com palavras que era mentira. Suas palavras não iriam acontecer.Sem dizer mais nada ele a leva.Ele a ajuda.Haru havia ficado sem palavras por aquilo que ela disse, por isso, sem pensar duas vezes ela se viu sendo ajudada por ele.Ela se perde nas ações dele. Seus pensamentos ficaram meio que confusos, pois como uma pessoa que é fria com ela poderia agir daquele jeito? Ela pensava:"Por que as vezes ele se torna tão amigável?"Yui sussurra alguma palavras.— Disse algo? — Ele pergunta.— Não! Claro que não! — Ela negou."Acho que esse é o tipo de pessoas que denominamos de... tsundere?" — Yui soltou uma leve risada disfarçada.Após isso ela percebe as formas com que as pessoas olhavam para os dois e cochichavam bastante sobre isso.Saindo dos corredores da escola ela pergunta.— V-Você não se incomoda? — Ela mostrou estar tensa.— O que quer dizer?— Sobre isso. Você não é obrigado a isso. Você poderia ter se levantado e ido embora como eles fizeram! Ninguém iria te julgar por não ter me ajudado! Eu não iria te julgar por não ter me ajudado! Então...por quê...? — Sua voz estava trêmula. Yui segurava tão forte a ponta do vestido que parecia que iria rasga-lo com as mãos.– Não me compare com eles. Eles são eles! Você é você! Eu sou eu! Não farei algo tão estúpido porque fizeram. Você pode parecer forte, mas na verdade é fraca. Você não pode esconder sua tristeza colocando um sorriso forçado no rosto. Ninguém está me obrigando a nada! Eu posso dizer não para as coisas que não quero. Se eu me incomodo com isso? É claro que sim! Mas não por estar te ajudando, mas sim por eles. Não gostei das ações deles. E se não gostou disso que eu fiz, não me importo com sua opinião. Então, por enquanto considere isso com um acompanhante para casa, afinal, você mora perto de casa mesmo, não custa nada fazer isso. Não pense que eu te deixaria para trás!No final ,ele percebeu que no fundo ela também era uma garota que sentia medo, tristeza, alegria. Ninguém é forte o suficiente para suportar tudo sozinho e colocar um sorriso no rosto.Aos poucos a tensão e o medo que ela tinha foi sendo tomados e preenchidos por outras emoções (alegria). Lágrimas escorreram pelo o seu rosto. Sem perceber ,ela achou alguém que poderia agir impulsivamente para ajuda-la. Essa pessoa era alguém que mesmo demonstrando "pouco" afeto ,ela poderia chamar ele de AMIGO.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor