Notas iniciais
Bom resolvi postar outra fic, ou melhor o destino quis que eu postasse. Essa foi a primeira fic que fiz em toda minha vida. Estava eu ontem fuxicando uns cadernos antigos, quando encontro o meu antigo caderno do qual eu usava para escrever fics, aí encontrei essa história e milhares de outras. Como eu acho essa super kawaii, resolvi postar, e alternar já que essa é cut e a minha outra de ação, rs.
Etto..vocês vão querer me matar, mas a Orihime é necessária só para apimentar as coisas. E ela não será um empecilho.
E o nome do Sasori eu realmente tirei de Naruto, mas não tem nada haver com o Sasori verdadeiro, só peguei o nome emprestado pois o acho lindo.
E a propósito vou descreve-lo aqui ok ?
Sasori tem 4 aninhos, é super inteligente, um pouco levado mas normal, igual a qualquer criança de sua idade. É ruivo que nem o pai com os olhos castanhos, não puxou muito a mãe, apenas a cor da mesma, é um menino alegre, porém sente muito a falta da mãe. Mas com todas as suas babás ele se dar super bem chegando a tratá-las como mãe, por isso sua mãe as despede. Sem mais enrolações, Boa leitura!

Era apenas mais uma segunda feira cansativa e preguiçosa em Karakura, as pessoas já saiam para seus respectivos trabalhos, menos uma morena que estava entertida nos classificados do jornal. Parecia tranquila bebericando seu chá. A sala estava silênciosa. Sim, silênciosa, até um certa ruiva acordar as pressas, mais uma vez estava atrasada para seu trabalho.

– Atrasada de novo Matsumoto ? – A morena beberica mais uma vez o chá.

– Sim, mas você sabe a culpa não é minha Rukia-chan! – Rangiku fazia biquinho.

– Todo o santo dia é assim Ran-chan. Não sei como não foi demitida pelo seu patrão, como é mesmo que você chama ele ? Rabujento ?

– Gostoso! É gostoso Rukia-chan. Ele só não me demite pois sou competente. – Ela dizia enquanto calçava suas sandálias.

– É tudo igual.

– Não é.

– ACHEI! – Rukia pulou do sofá fazendo uma dancinha estranha em comemoração.

– Que susto, quer me matar baka ?

– Gomenasai, é que eu achei um emprego perfeito para mim. – Rukia balançava o jornal no rosto de Matsumoto, que apenas tentava ler o jmesmo, porém era impossível com a baixinha tão empolgada daquele jeito.

– Vendedora de uma loja de roupas ?

– Sim, ué é só para dividir com as despesas aqui de casa e para ajudar na faculdade, depois procuro algo melhor Ran-chan. Não posso ficar na sua aba direto. Agradeço muito pelo que fez por mim, se não fosse você eu estaria na rua, mas já que eu resolvi sair de casa tenho que assumir minhas responsabilidades.

– Entendo. Bye bye Rukia-chan, estou super atrasada, e boa sorte aí.

...

– Otou-san! Otou-san! – Sasori corria até seu pai.

– Que foi meu garotão ? – Ichigo abria os braços na espera de um abraço do filho.

– Cadê a Kaa-chan ? – Sasori abraçava seu pai.

Sasori era fruto do casamento de Ichigo e Inoue, tinha 4 anos mas já estava na primeira série, sempre foi bastante esperto, carinhoso, porém um tanto triste. Sentia muito a falta de sua mãe, que era uma renomada modelo. Viajava mais do que ficava em casa, era raro quando ela podia levar seu filho na escola ou até mesmo dar um pouco de atenção para o menino, Ichigo se sentia bastante culpado e queria compensar essa falta sendo pai e mãe ao mesmo tempo, quando Orihime ficou grávida foi um escândalo só. Preucupada com a carreira quase quis tirar a criança, ela só gostou da grávidez mesmo quando estava no quinto mês da gestação, era incrível como ela sempre colocava a carreira em primeiro lugar.

– Ah, meu filho, a Kaa-chan viajou. – Ichigo passava os dedos nos fios ruivos do menino, que parecia triste com a notícia de que mais uma vez sua mãe viajou. Era sempre assim, ela nunca tinha tempo para ele.

– Otou-san já vai indo para o trabalho, só vou esperar a Yuno chegar. – Ichigo pronunciava com um sorriso caloroso em seus lábios.

– Mas otou-san a kaa-chan despediu a Yuno-san. – O menino o olhava intrigado.

– Como assim despediu Sasori ? Em menos de um mês essa é quarta vez que sua mãe despede uma babá. Desse jeito não dá meu filho. — Sasori assentiu com a cabeça.

– Então hoje você vai para o trabalho do papai ok ? Arrume sua mochila e vamos. – Ichigo deu um pequeno tapinha na bunda de Sasori, enquanto esse ia fazendo sua mochila do super man, para levar até o trabalho do seu pai.

...

Do outro lado de Karakura uma morena estava andando a passos largos pelo shopping, estava extremamente irritada, não tinha conseguido o emprego. A causa ? Sua estatura. Além da falta de experiência. Ô povinho filho..esquece. A baixinha bufou, estava tão cansada e chateada que só queria tomar um bom banho e relaxar. Não tinha reparado mais em plena segunda feira as madames estavam com seus filhos passeando pelo shopping. Lembrou-se de quando era pequena que sua mãe a levava para tomar sorvete, passear pelos parques de Karakura, a verdade era que Rukia nunca superou a morte de sua mãe. E alguns anos depois seu pai resolveu colocar uma mulher insuportável dentro de casa. Era impossível morar com sua madrasta, só seu pai que não conseguia enxergar o caráter daquela mulher. Realmente a melhor coisa que ela já poderia ter feito/fez foi sair de casa.

...

– Ohayo Gozaimasu, Kurosaki-san. – Rangiku dizia, enquanto procurava na agenda de seu patrão as reuniões e os recados.

– Ohayo Gozaimasu Rangiku-san. – Ele a cumprimentava enquanto Sasori ia conversando animadamente com seu boneco.

– Sasori-kun, quanto tempo. – A ruiva sorriu, abraçando e sufocando o menino com os seios.

– ...O..hayo..Goza..i..masu, Rangiku-chan. – Sasori tentava falar em meio aos seios da ruiva, que sem graça o soltou de seu abraço.

– Ah, Rangiku-san arrume uma babá para Sasori-kun, onegai. Parece que Orihime dispensou a Yuno. – O ruivo maior revirava os olhos.

– Ah, na verdade Kurosaki-san, eu já até sei de alguém perfeita para esse trabalho. – Rangiku sorria pensando em sua amiga.

– Hmm, então fale com ela, quero entrevista-la, preciso urgentemente de alguém para cuidar de Sasori. – Ele dizia, colocando o ruivinho menor nas costas, fazendo cavalinho enquanto o menino se divertia.

...

Moshi Moshi* – A morena falava entendiada virando sua xícara de café inteira na boca.

Rukia-chan! Preciso que venha urgentemente até aqui. – Rangiku falava empolgadamente.

Aconteceu algo sério Ran-chan ? O que houve ?

– Nada. A propósito a entrevista não deu em nada né ?

– Não..

– Que bom! Arrumei o emprego perfeito para você.

– E qual seria ?

– Vem para cá e não discute você vai gostar. Ja ne. – Rangiku disse por fim, pondo um fim naquela conversa, ela sabia que se contasse a verdade Rukia não iria, ia a chamar de louca, falar que não leva jeito com crianças, e colocar um monte de obstáculos. Depois quando chegasse em casa concerteza a baixinha iria mata-la mas poderia valer a pena não ? E o que a gente não faz pelos amigos não é ?

...

Por Kami-sama! Porque ela sempre tem que confiar na Ran-chan ? Já não estava gostando nem um pouco daquilo. Ir para o escritório que sua amiga trabalhava não era sinal de coisa boa, concerteza viria bomba. Era melhor já ir rezando logo para se prevenir. Adentrou o prédio e foi recebida por sua amiga, que estava com um sorriso de orelha a orelha o que só a deixava com mais medo ainda.

– Me fala logo, que trabalho seria esse Ran-chan ?

– De babá. – Sorriu.

– NANI?! – A morena arregalou os olhos.

– Acho perfeito para você Rukia-chan, perfeito! Você já foi babá uma vez, e adora crianças..pelo menos eu acho. E o Sasori-kun é um ótimo menino, lindo que nem o pai.

– Ja ne. Não fico aqui mais nem um minuto. – Rukia dizia saindo do elevador.

– Onegai, pelo menos tente. – Choramingou.

– Iie! Matsumoto Rangiku, eu não acredito que você me meteu numa furada dessas, eu deveria te matar, é te matar bem lentamente..m-

– Kuchiki Rukia ? – Uma voz grossa indagou ao ver a morena, que apenas virou em seguida para ver quem a chamava.

– H-hai. – Rukia procurava Rangiku por de trás do ruivo a sua frente, mas nada daquela desgraçada, ela iria a pagar muito caro.

– Você seria a futura babá de Sasori-kun não ? – O ruivo olhava nos olhos arroxeados da morena, que corou com tal gesto.

– H-hai, mas o senhor quem seria ? – Por Kami, que ruivo lindo era aquele ? Isso sim era homem, não os carinhas da faculdade, que nem aguentavam um pouco de saquê e já ficavam mais para lá do que pra cá.

– Sou o otou-san do Sasori-kun. Me acompanhe, onegai.

– H-hai.

Era impossível não notar no quanto aquele local era movimentado, a cara de Matsumoto, deveria ser por isso que não a demetiam. Seguiu o ruivo até uma sala, e adentrou o local, que era muito bem decorado. O ruivinho tinha um bom gosto. O sofá era de couro, a criança parecia estar dormindo ali, confortávelmente. Pois é..tudo o que um escritório tem. Ops, criança ? Deveria ser ele o filho do ruivo gostosão.

– Etto..me fale sobre você. Já trabalhou como babá ? – Ichigo ainda fitava os olhos da morena, não perdia nunca o contato visual.

– H-hai, já cuidei de uma menininha uma vez. Mas não era bem babá dela, não era paga pelo meu serviço, fazia pois gostava. – Ela dizia fitando o chão, aquele homem a deixava nervosa, mexia com seus sentidos.

– Entendo. Só mais uma perguntinha tem quantos anos ?

– 18 anos, Kurosaki-san.

– Humm, então está contratada. Poderia começar quando ? – Ele dizia sorrindo.

– Hoje mesmo se quiser.

– Perfeito! — Ichigo se encaminhava até o sofá para acordar o filho que dormia serenamente.

– Sasori-kun, acorda. – Sua voz era calma, e baixa.

– Kaa-chan, só mais cinco minutinhos. – Ele se virou na cama.

– Iie, acorde. Seu Otou-san está pedindo.

Sasori por sua vez abriu seus olhinhos, sentou-se no sofá e fitou seu pai agachado em sua frente, e logo atrás de si uma moça de baixa estatura que parecia intrigada com o mesmo.

– Otou-san tem uma novidade Sasori. Contratei uma nova babá para você, uma que sua mãe não poderá demitir. E uma que irá cuidar muito bem de você viu ? – O sorriso de Ichigo demonstrava o quanto ele amava aquele menino, era um sorriso protetor, um que Rukia nunca recebeu de seu pai. Nunca.

– H-hai. Cadê ela otou-san ? Estou curioso. – O menino pegou seu boneco o Batman dizendo para o mesmo que iriam ter uma nova babá, parecia intusiasmado.

– Aquela moça bonita ali, Sasori. – Ichigo dizia virando-se para Rukia, que apenas olhava os dois. Sasori por sua vez se levantou e caminhou até a tal moça, estava curioso, ela era baixinha e parecia ser mais nova do que as outras babás que já teve, parecia ser mais delicada também. Como seu pai poderia ter contratado uma menina assim ? E a cor dos olhos dela eram bastante diferentes. Pegou na barra da causa da morena e deu duas puxadinhas de leve, fazendo a mesma voltar a atenção para si.

– Qual o seu nome moça ?

– Rukia, pode me chamar de Rukia-chan se quiser. – Sorriu.

– Ok, Rukia-chan.

– Vamos para casa Rukia-chan ? – Sasori pegou na mão da baixinha a puxando para fora da sala, Rukia não entendeu nada, nem tinha pegado o endereço da casa dos mesmos.

– Sasori-kun, gomenasai mas como vamos para casa se eu nem sei aonde vocês moram ? – Fitava o menino que por acaso tinha herdado os mesmo olhos castanhos do pai.

– Mas eu sei aonde fica Rukia-chan, me segue. Sasori guiava a morena.

– E a propósito Rukia-chan aonde você comprou essas lentes legais ? Sempre quis ter o olho roxo. – Sasori dizia sorrindo, e apertando firmemente a mão de Rukia, quem os visse na rua acharia que era o menino que estava cuidado da morena.