Notas iniciais
Dedico este 2º cap especialmente à minha nakama Mela-chan que me apoiou na hora de escolher uma trama certa!! Vlw nakama!
É claro, a fic eu geral eu sempre dedicarei aos meus nakamas Mi, Eve, Mela e Jorge!
Amo vcs!!
Leitores da minha vida!! Obrigada pelas reviews e espero que tenham gostado!
BOA LEITURA!

Ichigo andava lentamente pelos corredores na esperança de lhe surgir alguma ideia em mente. Como diria a Rukia que ela era a shinigami responsável por mudar seu mundo completamente? Seria como largar um fardo bem pesado nas costas de uma pessoa com a mente tão vazia.

Abriu a porta de seu quarto e encarou a baixinha que estava sentada delicadamente em sua janela. Vislumbrava os céus com um seblante distante, como se estivesse analisando tanto sua situação quanto o meio que ainda não conhecia.

- Ei. — tentou chamar a atenção de Rukia.

- Ahm? — os olhos não se mexeram.

- Está mais calma? — disse sentando-se na cadeira.

- Um pouco. Estou muito perdida. — encara o ruivo.

Ichigo pôde perceber o desespero da pequena ao analisar a maneira com a qual o mirava. Sim, estava mesmo perdida e em um labirinto sem fim.

Doía no coração do morango ver sua doce e amada nakama derrotada e sem esperanças. Sua vontade foi de sair atrás do maldito hollow e arrancar membro por membro do monstro a fim de torturá-lo e fazê-lo pagar por tudo que fez. Aquela degradante cena de dois dias atrás ainda estava em sua memória, mas gostaria de esquecê-la.

FLASH BACK

"A umidade do ambiente já estava bastante baixa. A antiga atmosfera chuvosa fora su substituída pela clara e esbranquiçada luz da lua.

Ichigo corria em meio àquele gramado atrás de alguém que sumira de seu campo espiritual.

- Rukia! — gritava para o vento enquanto corria desesperadamente.

O shinigami culpava-se. Sabia que não deveria deixá-la lutar sozinha. Fazia algumas horas desde que não sentia mais o poder espiritual de Rukia brilhar. Proucurava-a de canto a canto daquela minúscula cidade e nada. Só faltava resvistar o parque. Dirigiu-se até lá.

Sentira o estômago embrulhar e seu mundo desabar ao chegar no local. Finalmente encontrou-a, mas em estado degradante. Os negros e sedosos fios agora estavam endurecidos pelo grosso avermelhado do sangue que havia secado, e a alva pele, antes delicada e impecável, estava áspera em virtude dos hematomas e o horrendo aspecto de ferrugem que o líquido escurecido sedia. Seu belo e cativante olhar perdera o antigo brilho, transmitindo assim um vazio aspecto traumático.

- RUKIA! — corre até o quase cadáver.

Devido à sutil gentileza do destino, Inoue passara por lá, e ao ver a amiga naquele estado, resolveu ajudá-la. A ruiva já encontrava-se ali antes de Ichigo chegar.

- Kurosaki-kun? — sente a presença do shinigami.

Ichigo não responde. Ignorando a fala da amiga, o garoto direciona-se até Rukia e a encara com uma feição desgostosa. Culpava-se por estar ausente no momento em que a amiga mais precisava.



Lembrou-se de que a moça o havia chamado para ir atrás do hollow, mas recusou-se de maneira rude e grossa dizendo que precisava estudar e que estava cansado daquela vida.

- Eu acho que a Kuchiki-san está bem. Eu já consegui fechar o ferimento maior. — disse ela magoadamente.



O shinigami ajoelha-se ao lado de Rukia. Sua mão destra pousa-se na ensanguentada canhota da shinigami. Pôde-se sentir que o sangue havia coagulado, criando uma camada petrificada do líquido rubro sobre o antigo esbranquiçado daquela pele.

- Tudo culpa minha. — afirma tentando segurar as lágrimas.

- É claro claro que não! Ela só estava fazendo o trabalho dela.

- Mas ela pediu para que eu a acompanhasse, mas eu recusei.

- A Kuchiki-san é uma pessoa forte. Você sabe muito bem que ela não gosta muito de ser protegida. — tentou consolar.

- Não importa, isso vai contra os meus princípios. Eu jurei que iria protegê-la, mas não consegui.

- Terminei. — disse a ruiva ao concluir o tratamento.

- Obrigado, Inoue. — Agradeceu encarando Inoue de maneira desconsolada.

- Não se preocupe, ela ficará bem. — responde meigamente.



O Kurosaki toma cuidadosamente sua pequena nos braços e some através do shumpo, deixando a hime para trás.



FIM DO FLASH BACK



- Ei, Ichigo-san! — pequena morena exigia a atenção do rapaz, mas seus devaneios não deixavam. — ICHIGO-SAN!

- Ahm? Do que me chamou?

- Ichigo-san. Algum problema?



Meio constrangido com a posição na qual a jovem se encontrava, Ichigo cai de costas ao perceber que Rukia o encarava a uma distância bastante desconsiderável e comprometedora.

- Tá tudo bem?

- Hã?! S-Sim.

- Olha. — ajoelha-se na cama não deixando de encarar o ruivo. — Não adianta ficarmos nessa depressão. Vá logo me dizendo seu nome, sua idade e o que faz. O importante é que estou viva, certo?



O rapaz ficara admirado com a firmeza de tais palavras. Mesmo machucada, Rukia continuara em pé, ou seja, não se deixaria atingir por nada. Característica típica da shinigami.

- Eu concordo com a nee-san! — diz o brinquedo de pelúcia subindo no ombro direito da "irmã".

- Viu? — concordou apontando com o pequeno amigo.



Rukia sorriu com grande facilidade como se nada estivesse acontecido. O rapaz percebeu a imensa vontade da garota de nascer de novo no intenso brilho que os orbes violáceos transmitiam.

- Mas, você perdeu totalmente a memória? Ou lembra-se de alguma coisa? — a curiosidade despertou-se no ruivo.

- Não me lembro das pessoas, do que eu vivi, do que eu já fiz até hoje. Não me lembrava do meu nome e nem de como eu fui parar aqui.

- Entendo. Mas calma lá, você deve estar ciente de que você uma shinigami não é?

- Shinigami? Mas que diabos é isso?



Como Rukia não sabia sobre sua própria existência? E o pior de tudo: como iria explicar tudo aquilo a ela?

- Mas eu quero aprender tudo de novo! Como se eu estivesse nascido de novo.



Ichigo abre um sincero sorriso, levanta-se da cadeira e estende a mão destra à nakama.

- Kurosaki Ichigo. 15 anos, estudante do colegial e shinigami substituto.



Rukia responde com o mesmo gesto, mas sem palavras. Um aperto de mãos é concretizado.

- No momento, Rukia. Prazer em conhecê-lo.

- O prazer é todo meu. — respondeu empolgadamente, mesmo sem saber o que fazer.



--X--



Corria em meio àquele corredor como se algo a perseguisse. O desespero e a ansiedade dominavam sua mente. A notícia já estava na ponta de sua língua, não via a hora de divulgá-la ao seu capitão.

- Mayuri-sama! — comparece finalmente ao laboratório do tão neurótico capitão.

- Nemu! Já disse que não admito que entre assim! Tenha mais respeito! — disse o estranho comandante ao fabricar cuidadosamente uma espécie de poção.

- Mil desculpas senhor, — faz a reverência. — mas é algo de seu interesse. É sobre o hollow que fugiu há dois anos atrás!

Com um rápido movimento, Kurotsuchi larga seu serviço e dirige-se até Nemu tomando os papéis que a tenente tinha em mãos.

- Me dê isso, sua idiota! — passa a analisar os relatórios.

Um cínico sorriso forma-se na colorida face do cientista. A histérica risada fora ecoada para todo o centro de pesquisas escutar.

- Mais fácil do que pensei. — repara na foto de uma morena e baixinha shinigami. — Kuchiki Rukia.

--X--

A suave serenidade da noite fazia-se presente. A lua mostrava sua melhor forma ao ser sutilmente despida pelas nuvens. Um casal meio estranho caminhava pelas estreitas calçadas da pequena cidade.

Haviam conversado sobre shinigamis e certas coisas essenciais sobre as quais Rukia não deveria esquecer. Ichigo reapresentou à Rukia algumas pessoas como Renji e Byakuya, contou à ela como haviam se conhecido, enfim, sem muitos detalhes, afinal, não queria implantar uma espécie de personalidade artificial na garota. Deixara conhecer as pessoas e as coisas de sua própria maneira.

- Nossa! Já são 10 da noite! Vamos pra casa.

- Ah não! Estou sem sono!

- Claro! Você dormiu durante dois dias seguidos!

Rukia franziu o cenho e passou a correr na frente de Ichigo.

- EI AONDE VAI?!

- Vou até o rio! — gritou de longe.

- Volte aqui! Não quero deixar você andar sozinha por aí!

- Então vem comigo!

- Grr droga!

Não tinha alternativa. Não sabia o que responder. Por um lado estava amanhecido depois de dois dias dormindo direto em sua escrivaninha, por outro se sentia atraído pela doçura que transmitia o sorriso e o pedido da moça.

- Ei me espera! — passou a correr atrás da amiga.

O rapaz não aguentava mais ficar de pé. Estava nas últimas, é claro, perdera a corrida até a margem do rio. O que não se faz pelos amigos?

- Nossa! Como você é lento!

- Eu estou cansado e fiquei dois dias sem dormir na minha cama. Ainda acha que tenho energia pra tanto? — diz ele ajoelhando-se ofegantemente no gramado.

Rukia senta-se ao lado do nakama e os orbes castanhos.

- Sério, você é muito estranho. — riu

- A estranha aqui é você.

A morena, sem mais nem menos, levanta-se e chuta a água da margem do rio. Ichigo, obviamente, leva um grande banho.

- Desgraçada! Por que fez isso?!

- Pra ver se você acorda! – enche as mãos e molha ainda mais o ruivo.

- Ah é guerra?!

Neste momento, o maior se põe de pé e empurra a pequena para dentro do rio.

- Há! Mereceu! – zombou.

Alguns segundos se passaram e Rukia ainda não havia voltado à superfície.

- Rukia? Rukia!

O ruivo desesperou-se. Será que ela havia desaprendido a nadar? Era só o que faltava! Sem pensar duas vezes tirou a camisa, deixando o tão detalhado peitoral amostra, e mergulhou nas profundas águas atrás de Rukia.

Voltou à superfície e nada.

- Mas que droga! – soca a água.

- TE PEGUEI! – exclama Rukia ao afundar a cabeça de Ichigo.

- Sua maldita! Quer me matar do coração?! – joga uma rajada de água no rosto da amiga.

- Que falta de senso esportivo! Você é chato mesmo! – devolve a rajada.

As mornas águas do rio haviam virado um campo de batalha. A noite parecia passar rápido, porém, fora proveitosa. Mal os dois sabiam que aquela alegria duraria pouco.

CONTINUA...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.