Laço de Sangue
4 Prazer Macabro
Enquanto Nathan e eu andamos calmamente naquela quente noite de verão de um céu azul meia noite intenso e estrelado, pessoas passam nos cumprimentando e acenando, até que meu marido esbarra “acidentalmente” em nossa próxima presa.
Essa é uma noite de caçada em conjunto, as minhas preferidas. Adorava quando enganávamos a presa juntos.
— Desculpe – Nathan diz com sua belíssima voz grave, se abaixa para pegar a bomba de inalação que despencara da mão da vítima e com um movimento rápido a troca pela nossa que continha uma surpresinha – Tome aqui.
— Se-sem problemas – A presa responde.
Tulio é um garoto de dezenove anos. Estatura baixa, gordo e de uma feição um tanto antipática.
— Você está bem, querido? – Pergunto ao garoto que parece com muita pressa.
— E-estou – Ele afirma se afastando.
Antes que possa virar a esquina, o vemos dar uma forte inalada e imediatamente surge um sorriso no rosto do meu demônio de olhos negros.
Nathan e eu vamos na mesma direção do garoto, mantendo uma certa distância para ele não sacar que está sendo seguido. Depois de alguns minutos nosso presentinho começa a surtir efeito.
Havíamos trocado a bomba de inalação comum da presa, por uma com uma pequena dose de veneno. Aquilo não o mataria, mas ele sentiria os sintomas.
— Você precisa de ajuda? – Meu marido pergunta ao garoto que tinha acabado de cair com a bunda gorda no chão.
Ele está ofegante e não consegue responder.
— Amor, vou pegar o carro para podermos levarmos ele ao hospital – Falo entrando em minha personagem.
Corro até nosso carro que não está muito longe dali.
O plano era levar a vítima até o hospital, assim as pessoas nos veriam fazendo uma boa ação e Henrique, um amigo médico, nos ajudaria a tira-lo dali sem que ninguém soubesse.
Henrique é um primo distante de Nathan e sempre nos ajuda com nossas “tramoias”.
Aquele garoto é tão idiota que facilita tudo.
Depois de entrarmos no prédio do hospital, Henrique logo nos recebe e faz a ficha de registro daquela patética criatura que diz não ser necessário aquilo tudo, que já está se sentindo bem e que irá para casa. Sai cambaleando pelos fundos do prédio e antes que possa ser visto novamente, o abordamos doo lado de fora. Dou lhe uma pancada na cabeça, desmaiando-o e escondendo o corpo.
Voltamos para dentro do hospital e fingimos sair pela porta da frente normalmente.
Damos a volta com o carro e sem que ninguém veja, jogamos o corpo da presa no porta malas.
O levamos para nossa casa de fazenda que fica praticamente no meio do nada. É uma residência com uma vasta área verde, bem ao lado da floresta da cidade. Nossa casa é a única nas redondezas, pois área sempre teve uma fama de ser mal-assombrada.
A presa resmunga enquanto Nathan o arrasta com dificuldade até o nosso “matadouro”.
— Ele é pesado – Reclama.
— Você esperava que isso ai fosse leve?
Nathan revira os olhos.
— Claro que não. Só não esperava que pesasse tanto.
Meu Rockstar e eu andávamos muito estressados com nossos compromissos, por isso sabia que ele ansiava por aquilo tanto quanto eu.
A entrada para nosso quarto do relaxamento fica atrás de umas tralhas empilhadas no porão e escondida por uma parede falsa levando a um cômodo na altura a baixo do nível da rua.
Nathan joga Tulio da escada e depois o coloca em uma espécie da maca alterada, que range com o peso o corpo.
O “matadouro” fora feito todo forrado por dentro, se tornando uma ala antirruídos. Poderia ter umas cinco bandas de heavy metal tocando aqui dentro que não seria possível ouvir nem da sala da casa.
Esse era um trabalho que já estávamos acostumados.
— Ele parece morto – Comento cutucando-o com a ponta de meu tênis.
— Não dei dose o suficiente pra isso.
Nathan vai até a banheira que ali tinha e enche um balde com água suja e joga em nossa vítima, que quase se afoga.
— O.... o que...? – Fala um pouco atordoado.
Ao estar um pouco mais consciente, a presa analisa a sala e ao avistar no alto um boneco do Jigsaw, seus olhos se arregalam.
— Olha – Ironizo – Acho que alguém gostou da nossa decoração.
— Onde... onde estou?
— No momento, um lugar pior que o inferno – Nathan diz de uma forma arrepiante.
O lugar é incrivelmente grande. O teto muito longe do chão, as paredes revestidas pelo papel de parede preto. Temos até um incinerador ali.
O bom de ser rico e conhecermos o tipo certo de pessoas é que podemos construir algumas coisas sem que ninguém questione.
Tulio nos olha espantado.
— O que vocês querem?
Nos sorrimos da forma mais medonha possível e vamos até nossos instrumentos de relaxamento.
— As damas primeiro – Nathan fala apontando nosso peque arsenal.
Depois de analisar bem, escolho começar esquentando nosso marcador.
Pego o pedaço de ferro com a letra L de “lixo” e a coloco na brasa e penso em qual usar enquanto o marcador esquenta. Opto por começar com Pera Medieval.
Levanto o instrumento, analisando o sangue seco.
Nathan escolhe o garfo.
Assim que voltamos para perto de nossa presa, Nathan aperta o botão que deixa a maca de pé.
— O que vocês vão fazer? – Tulio questiona apavorado e amarrado.
Me pergunto como as amarras não cedem.
— Nos divertir – Respondemos em uníssono.
Enquanto Nathan amarra a tira de couro no pescoço daquele jovem desprezível, puxo seu cinto e logo em seguida abaixo suas roupas.
— Pra que isso? – Pergunta em pânico.
Nosso garfo é um pouco diferente do usado na época da inquisição. Em vez de dentes nas duas pontas, só tinha em uma, enquanto na outra tinha uma base reta. Assim se Tulio abaixasse a cabeça, só um dos lados ire perfura-lo.
Ele me olha com a cabeça erguida.
— Uma pera medieval. Conhece?
— Sim – Responde me surpreendendo.
— Então você sabe o que eu pretendo com isso, não é mesmo?
Passo pela maca, ficando atrás da presa.
— Não.. não... não... não... – Suplica – Por favor, não façam isso.
Não importa o quanto ele implore, eu jamais iria atender a esse pedido.
Pego o velho e sujo instrumento e começo a introduzi-lo dento de seu traseiro gordo.
O projeto de ser humano começa a gritar e a chorar, dando início a noite de relaxamento.
— Calma, grandão – Nathan diz dando tapinhas em seu rosto – Isso é só o começo.
Depois de eu ter introduzido uma boa parte da pera medieval, Tulio para de gritar, mas continua a chorar com a cabeça erguida.
— Rápido ou lento? – Questiono Nathan.
— Vai e vem – Responde.
Giro o mecanismo abrindo a pera em duas e a fecho novamente, repetindo o movimento várias vezes.
Não aguentando mais, a cabeça de Tulio começa a pressionar o garfo que o perfura, tirando-lhe as primeiras gotas de sangue.
Abro todo o instrumento e daquela forma ali o deixo.
Volto até nosso arsenal e Nathan abaixa a maca novamente.
Seguro o metal que agora tem a ponta brilhante em um tom alaranjado e Nathan encaixa na mão a enferrujada Garras de Gato e a enfia no pote álcool.
— Voltamos – Falo empolgada.
— Por favor – Tulio chora – Me deixem ir embora. Eu não vou falar nada a ninguém.
Olho atentamente meu marido.
— Nav... acho mesmo que deveríamos deixa-lo ir.
— Você acha que ele merece?
Eu o avisto ali, deitado na maca me olhando aflito.
— Não — Solto uma gargalhada alta que ecoa pelo lugar – Ainda estou estressada.
Ficamos um de cada lado daquela criatura.
— Vejamos – Meu demônio diz – Acho que devemos tirar essa lona que ele usa como camisa.
— Por que vocês estão fazendo isso?
Nathan que estava com as mãos erguidas em cima do corpo de Tulio, apoia os braços na maca e o fita com um ódio profundo.
— Você realmente não sabe o porquê estamos fazendo isso? Incrível como caras como você...
Paro de prestar atenção no que ele fala.
Estou hipnotizada por seu charme sombrio. Ele está incrivelmente sexy com aquela camisa regata preta e justa, o cabelo caindo a frente de seu rosto que tem a expressão séria e sedenta por sangue.
Eu amo esse homem loucamente.
— ... então a escória como você não tem o direito de pensar em pedir por clemencia.
Naquele instante, Tulio para de protestar e continua apenas a chorar silenciosamente.
— Isso mesmo, querido – Acrescento fingindo ter ouvido a conversa toda – Então não atrapalhe nosso trabalho.
Como se estivesse apenas esperando minha deixa, Nathan rasga a pele do tronco de nossa presa junto de sua camisa.
Mais gritos ecoam ali, me obrigando a amordaçar aquele pedaço de estrume.
— Onde vou por isso? – Penso alto – Já sei – Falo apontando para sua cabeça – Bem na testa.
Pressiono o metal quente, fazendo sua pele borbulhar e o cheiro de carne queimada subir.
Já havíamos feito isso tantas vezes que nem nos importávamos com esses odores.
Nathan pega os pregos e os coloca em baixo de cada unha de Tulio.
Pego o bisturi e faço desenhos por aquele corpo espaçoso.
— Por favor, me matem – Tulio implora de novo – Me matem logo de uma vez.
— Poxa! – Exclamo – Justo agora que as coisas estão começando a esquentar.
Aponto o maçarico para o meio de suas pernas e coloco fogo em seus pelos íntimos.
— Aguente só mais um pouco – Meu marido comenta ligando a furadeira – Nós vamos brincar um pouco mais – Dá seu sorriso psicótico com a cabeça pendendo para o lado e o perfura na perna, nos sujando de sangue.
Essa é a sensação que estávamos precisando.
Tranquilidade.
— Sra, Vallentim – Nathan comenta formalmente – Poderia me fornecer uma fenda nessa enorme barriga.
— Com todo prazer, Sr. Vallentim – Respondo atendendo a seu pedido.
Meu Rockstar pega o pote de larvas e o despeja no buraco que acabei de fazer.
Os gritos já não ecoam mais. Se ouve apenas uma baixa lamuria.
Nós dois o olhamos desapontados.
Nathan me olha e ergue a palma da mão como quem diz “espere ai”, volta com o grande pote de álcool, o destampa e despeja tudo em cima do corpo quase sem vida.
Espasmos percorreram aquele corpo ensanguentado até que os olhos arregalados se fecharam.
— É – Meu marido fala – Acho que a diversão acabou.
Tiramos as correntes e Nathan arrasta Tulio até o triturador de madeira. Enquanto retira a Pera Medieval eu ligo a máquina.
Coloco o saco plástico na saída da máquina para que o corpo seja jogado na máquina. Repetimos este mesmo processo mais duas vezes e só aí jogamos o resto no incinerador.
Depois de tudo no lugar e devidamente arrumado e limpo dentro do que achávamos adequado, também jogamos nossas roupas no incinerador.
Ambos nus, voltamos para a parte superior de nossa casa.
Nathan passa um dos braços por cima de meus ombros enquanto passamos pela sala.
Assim como nossa outra casa, tudo é fechado com as janelas espelhadas do lado de fora.
— Sabia que você fica extremamente apetitosa suja de sangue? – Ele me diz em meu ouvido.
— Você acha? – Questiono piscando os olhos.
Saio de baixo se seu braço, me grudo em sua costa apertando sua maravilhosa bunda e mordo sua omoplata.
Vou até nossa cama e começo a alisar meu corpo da maneira mais sensual possível.
Meu demônio de olhos negros se recosta no batente da porta e cruza os braços, deixando ainda mais evidente os músculos. Os olhos brilham de desejo com o sorriso safado grudado no rosto.
Exploro cada centímetro de meu corpo, espalhando o sangue para as partes que antes estavam limpas.
Depois de alisar meus fartos seios e minha barriga, desço para o centro de minhas pernas e posso ver Nathan ficando em posição de sentido.
Eu me satisfaço vendo a belíssima visão de Nathan se satisfazendo comigo me satisfazendo, nos deixando num ciclo de satisfação.
Depois de um tempo se contendo, ele vem até mim, ficando na altura de meu rosto, me permitindo lambe-lo e continuar o trabalho manual, fazendo-o jorrar em meu corpo.
Coloca o joelho direito na cama, agarra os cabelos de minha nuca e os puxa, me obrigando a olha-lo nos olhos escuros dilatados e o sorriso de canto no rosto.
Gruda os dentes em meu lábio inferior e o puxou.
— Eu vou te foder loucamente – Diz ainda me segurando e olhando minha boca.
Enterra o rosto em meu pescoço e eu aliso seu sedoso cabelo.
Passa os braços em volta de mim e me coloca em seu colo.
Eu rebolo em sua ereção que está em minha entrada.
Me pressiona fortemente contra a parede e se esfrega em minha abertura me deixando ainda mais húmida, o que facilita quando ele me invade com força, me fazendo gritar um gemido.
— Isso – Diz indo e vindo cada vez mais forte – Quero ouvir você gritar.
Meu marido segura minha cabeça enquanto me beija apaixonadamente.
Ao separar nossos lábios, ele sorri e meu coração se agita ainda mais.
Jogo minha cabeça para trás, a encostando na parede.
Nathan pega um de meus seios e leva o mamilo até a boca, o sugando.
Eu sinto com muita alegria o calor de seu corpo enquanto ele entra e sai de mim, alternando em movimentos circulares.
O orgasmo me atinge em cheio como um forte tapa na cara, me fazendo gritar ainda mais alto.
Nathan diminui o ritmo até que sai de mim completamente, me fazendo escorrer seu líquido quente. Passo a mão em meu sexo e em seguida a levo a boca.
— Vamos precisar de um banho – Falo quando sou colocada de volta ao chão.
Meu Rockstar coloca uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e me olha com a cabeça levemente inclinada.
— O que foi? – Pergunto.
Ele sorri.
— Às vezes esqueço de lhe dizer o quanto eu te amo e o quanto você é linda.
Eu o olho com uma sobrancelha arqueada.
Nathan sempre fica meio meloso depois de transar.
— Você sempre fica assim depois que fodemos – Falo brincando com ele que dá de ombros.
— Até pode ser – Limpa o canto de minha boca com o polegar enquanto sorri – Gosto de me abrir com você depois de foder.
— Vem – Puxo seu braço – Vamos nos limpar.
É muito comum tomarmos banho juntos.
Às vezes Nav passava dias foras em suas turnês, então gostamos de ficar o máximo de tempo juntos.
O banho foi relaxante. Ainda mais depois de Nathan fazer sua mágica com os dedos que eu tanto amava.
Há dias em que ele tem um apetite insaciável.
Depois de sairmos do banho, meu marido prepara um jantar farto para nós.
E terminamos a noite com ambos de roupa intima, sentados no sofá vendo um filme de terror da década de 80.
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