Notas iniciais
Oi minhas lindas leitoras :) Me desculpem pela demora no capítulo, mas começaram as aulas cá em Portugal e eu não tive muito tempo para postar. E também estava a trabalhar no capítulo, para que ele ficasse alguma coisa de jeito :D Ainda não é desta que se dá o tão esperado encontro entre a Eva e o Zayn, mas sim no próximo capítulo. Por isso, minhas lindas, vão ter que continuar curiosas ~le eu dando uma de convencida~ Bem, espero que gostem do capítulo. Vemos-nos nas notas finais.

Malik deu os últimos retoques ao seu brilhante cabelo e encarou o seu reflexo no espelho. Estava bem arranjado como sempre, pensou. Arranjou a gravata, passou um pouco de perfume pelo corpo e sorriu para si próprio. Edwards esperava-o em frente ao restaurante. Normalmente, o homem ia buscar a mulher a casa, mas Perrie tinha a noção que Zayn demorava muito tempo a arranjar-se, por isso, decidiu ir andando para o local do encontro. Malik pegou na chave do carro, olhou-se uma última vez no espelho que tinha junto da porta e saiu. Tirou algumas fotos com as fãs, deu alguns autógrafos e seguiu caminho até ao restaurante. Quando lá chegou, avistou Edwards na entrada. Estacionou o carro e dirigiu-se à rapariga. Ela estava linda, envergava um vestido branco sem alças com alguns folhos no fundo e calçava uns sapatos pretos ligeiramente altos. Trazia uma maquilhagem simples e o seu cabelo estava ao natural. A alegria irradiava do seu rosto, os seus olhos brilhavam quase que mais do que a lua que enchia o céu de luz. Malik cumprimentou-a com dois beijos nas bochechas, que foram retribuídos por Edwards. Entraram no restaurante e sentaram-se na mesa que Zayn tinha reservado para os dois. O empregado entregou-lhes o cardápio. Malik olhou atentamente para a lista que se encontrava à sua frente. Por mais que se tentasse concentrar, os pensamentos de Zayn eram sempre sobre a rapariga de nome Eva Simons. Ele já tinha ouvido falar dela, já a tinha visto em algumas fotografias e tinha-a achado uma rapariga extremamente bonita. Era muito parecida com Edwards, mas algo em Zayn dizia-lhe que elas não eram tão iguais quanto aparentavam ser.

- Zayn? – Edwards acordou Malik do seu transe emocional. Zayn balançou a cabeça de um lado para o outro e encarou a rapariga que se encontrava à sua frente – Está tudo bem?

- Sim – Respondeu Malik, um pouco atrapalhado e já sentindo as suas faces corarem – Já escolheste o que queres comer?

- Eu acho que vou optar pelo salmão cozido com batata temperada com pimentos chineses – Perrie olhou outra vez para o cardápio e franziu o sobrolho – E tu?

- Eu vou pelo mesmo – Malik coçou a nuca e sorriu para Edwards. Com um gesto, chamou o empregado, que rapidamente anotou os seus pedidos e regressou ao balcão. Perrie começou a falar do seu álbum de estreia com as Little Mix, mas Malik estava absorto, só pensava em Simons. Momentos depois, o empregado trouxe os pedidos. Desejou-lhes um ‘bom apetite’ e ambos começaram a comer. Acompanhados de um bom vinho, Malik e Edwards disfrutaram calmamente das suas refeições. Para sobremesa, partilharam um cheesecake de morango. Quando acabaram de comer, Zayn pagou a conta e acompanhou Perrie até ao exterior do edifício. Edwards tremia por todos os cantos e Zayn, como gentileza, ofereceu-lhe o casaco do seu smoking, que ela aceitou com agrado. Perrie colocou o casaco por cima dos ombros, inalando profundamente o perfume de Malik. Instantaneamente, Edwards sorriu. Ela era completamente apaixonada por Malik, embora essa paixão não valesse de nada, pois ela tinha a plena noção de que Zayn não nutria os mesmos sentimentos por ela que ela nutria por ele. Mas Edwards não era rapariga de desistir facilmente, ela iria lutar com unhas e dentes pelo seu homem.

Malik encarou Edwards, que sorriu. Zayn aproximou-se para se despedir da rapariga com dois beijos na cara, mas Perrie foi mais esperta e desviou a cara de maneira a que o beijo de Malik acertasse em cheio nos seus lábios carnudos. Zayn permitiu-se disfrutar um pouco do momento, apesar de saber que isso só traria falsas esperanças a Edwards. Mas Malik era um homem e, tal como todos os homens, tinha as suas necessidades. E beijar uma rapariga era uma delas.

Quando percebeu que a situação já estava a ir longe demais – já estando Perrie com as mãos dentro da sua camisa – Zayn quebrou o beijo e encarou a cara fofa e apaixonada de Edwards. Ela sorriu timidamente, acenou-lhe em despedida e dirigiu-se ao seu carro, arrancando este momentos depois. Malik ficou a observar o carro de Perrie a afastar-se cada vez mais, até deixar de ser visto, levando a poeira levantada com ele. Esboçou um sorriso e dirigiu-se ao seu range Rover, entrando nele e encarando o volante durante uns minutos. Instantaneamente, ao lembrar-se do beijo de Edwards, Malik levou os dedos aos lábios. O seu sorriso aumentou bastante. Até que Perrie não beijava mal, pensou. Mas depois o nome Eva Simons apareceu vindo do nada na sua mente, e Zayn esqueceu por completo o beijo de Perrie. Abanou a cabeça, tentando esquecer-se de ambas as mulheres. Ligou o carro e conduziu cautelosamente até casa, devido à chuva que teimava em cair com intensidade.

xx

A chuva batia fortemente na janela da cozinha de Eva, barulho que a irritava profundamente. Simons estava sentada no sofá, enrolada num cobertor até ao nariz, enquanto assistia ao “Comer, Orar, Amar” na televisão. Levantou-se e caminhou vagarosamente até ao seu frigorífico, retirando de lá o pacote do leite. Colocou um bocado dentro de uma caneca que tinha entretanto tirado de um dos inúmeros armários da sua cozinha e levou a mesma para o sofá. Já estava com a caneca nos lábios quando se lembrou que, em tempos de chuva, o leite era melhor quente. Levantou-se outra vez, colocou a caneca no micro-ondas e esperou uns segundos. Depois de ouvir um ‘bip’ e de retirar a sua caneca de dentro do micro-ondas, Eva regressou ao sofá. Finalmente conseguiria acabar de ver o seu filme. Aconchegou a caneca nas suas mãos, sentindo o calor invadi-la pelas palmas das mãos, e levou a caneca aos lábios, despejando metade do leite de uma só vez. O líquido queimou-lhe na garganta, mas ela não se importou.

Depois de acabar de beber o seu leite, Eva decidiu que estava na hora de se deitar. Levou a caneca para a pia e lavou-a, juntamente com o resto da loiça que sujara à hora de almoço. Esfregou tudo muito bem esfregado com o detergente de cheiro a limão, passou a loiça por água e deixou-a a escorrer. Simons foi para o quarto. Lavou os dentes e deitou-se. Quando estava prestes a fechar os olhos, o ‘ding dong’ da campainha ecoou pela casa, obrigando Eva a levantar-se para ver quem era. Vestiu o roupão, desceu as escadas e encaminhou-se até à porta que dava acesso à sua cómoda casa. Qual foi o seu espanto quando, ao abrir a porta, deu de caras com a expressão triste do irmão. Ben cumprimentou a irmã e adentrou na sala. Por detrás dele, surgiu Jess Simons.

- Olá, mãe – Eva encarou a mulher que se encontrava à sua frente – Eu estava a dormir. O que a trás por cá a estas horas?

- Tenho um assunto muito importante para falar contigo – Jess se pronunciou – Não me convidas para entrar?

Eva deu espaço a Jess para entrar, ação realizada pela mulher mais velha, que se dirigiu à sala. Eva suspirou e fechou a porta, dirigindo-se à mesma divisão em que se encontravam a mãe e o irmão. Jess sentou-se no sofá, junto ao filho, que tinha ligado a televisão, e observou meticulosamente a sala da casa da sua filha. Eva olhava a mãe com desprezo. O cansaço atingiu em força todo o seu corpo, ela só queria poder deitar-se e dormir durante uma semana. Mas, para o poder fazer, Eva tinha de despachar a mãe de sua casa. Sim, só a mãe, pois a presença de Benjamin não a incomodava. O irmão sabia que Eva tivera um dia complicado. Depois do almoço, Ross tinha-a chamado de novo ao estúdio, pois tinha havido um problema com o novo single e este não tinha ficado bem gravado. Por isso, Simons tivera de regressar ao estúdio e refazer todo o trabalho que fizera na parte da manhã. Mas Jess Simons não se importava em não deixar a filha descansar. Na sua opinião, Eva tinha uma mãe desnaturada. Ela e o irmão tinham sido praticamente criados por Alfred, o empregado mais antigo da família, e por Esther, a mulher de Alfred. Eva e Ben consideravam os dois idosos como os avós que nunca tiveram a oportunidade de conhecer.

Ben soltou um gritinho quando conseguiu ganhar a corrida de um jogo de vídeo que começara a jogar na PS de Eva, recebendo um olhar de desaprovação pela parte da mãe. Eva revirou os olhos, a mãe só a estava a fazer perder tempo do seu precioso sono.

- Mãe, vá direita ao assunto — Disse Eva – Eu tive um dia muito cansativo. Preciso de dormir.

- Não te preocupes, eu não vou tomar muito do tempo – Jess levantou-se e retirou o comando da PS da mão do filho, desligando o aparelho no mesmo momento – Eu apenas quero que tu ponhas algum juízo na cabeça do teu irmão e que lhe digas que, o melhor para ele, é apostar no mundo dos negócios, para gerir a empresa do vosso pai no futuro.

Eva bufou e, mais uma vez, encarou a mãe com desprezo. Outra vez a mesma conversa. Jess não conseguia perceber que o filho odiava o mundo em que os pais viviam. Tal como Eva, Ben não queria envolver-se nos negócios sujos do pai.

- Mãe, eu não vou fazer isso – Eva cruzou os braços por baixo do peito – Nem eu nem o Ben queremos envolver-nos nos vossos negócios. E vocês não nos podem obrigar a fazê-lo.

- Por amor de Deus, minha filha – Jess avançou em direção a Eva, que recuou um passo – Será que vocês não percebem que isso é o melhor para vocês?

- Mãe, eu já lhe disse que não quero envolver-me nos negócios do pai! – Ben levantou-se e olhou em cheio nos olhos da mãe – Esse não é o meu mundo! Nem meu nem da Eva.

- Mas, filho, é o melhor para vocês, para o vosso futuro! – Jess tentou abraçar o filho, que se afastou bruscamente da mãe.

- Mãe, o meu futuro é na música! Esse sim, é o meu mundo! E o Ben é que tem de escolher o seu caminho, não você e o pai! – Eva olhava diretamente nos olhos da mãe enquanto falava – E agora, faça o favor de sair.

Eva dirigiu-se à porta e abriu-a, encarando a mãe. Jess fulminou a filha com os olhos. O filho deu-lhe um ‘tchau’ bem cínico e Jess pegou na mala que repousava em cima do sofá. Dirigiu-se à filha, deu-lhe um ‘adeus’ também esse cínico e caminhou até ao carro. Momentos depois, o mesmo arrancou a toda a velocidade. Eva trancou a porta e começou a subir as escadas. Gritou um ‘o quarto de hóspedes está pronto’ para a sala, onde permanecia o irmão, e dirigiu-se para o seu quarto. Quando lá chegou, atirou o seu roupão para um canto qualquer da divisão e enfiou-se na cama, a pensar na discussão que tivera minutos antes com a mãe. Se Jess continuasse a insistir no assunto, elas iam-se chatear. E chatear a sério.


Notas finais
E então, o que acharam? Será que Perrie vai conseguir conquistar o Zayn? E como acham que vai acabar esta história da gerência da empresa do pai de Eva e Ben? Malikisses e até ao próximo capítulo :)